Goiás

Violência contra mulher: Diga não ao assédio!

De acordo com dados, a cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil.
26/03/2018, 20h43

Todos os dias as mulheres são obrigadas a passar por situações constrangedoras em locais públicos, principalmente em ônibus e metrôs. São comentários de teor obsceno, olhares, intimidações, toques indesejados e importunações de teor sexual e que na maioria das vezes são interpretados pelas pessoas como atitudes comuns e até como elogios.

Dados do Instituto Maria da Penha revelam que a cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil e que a cada 1.4 segundo uma mulher é vítima de assédio, seja sexual ou moral. Estes atos são considerados crimes pela Constituição e se comprovada a prática, os autores serão condenados e multados.

Um levantamento feito pela Organização Não Governamental Think Olga revela que 99,6% de 7,7 mil mulheres entrevistadas durante pesquisa já foram assediadas em algum momento de suas vidas. O documento revela, ainda, que cerca de 98% sofreu assédio na rua e 64%, no transporte coletivo.

É muito comum também que o assédio comece com pessoas próximas, por meio de elogios, abraços com más intenções, olhares e palavras que deixam as mulheres desconfortáveis, seja em casa, na rua ou no ambiente de trabalho. Com o passar o tempo, o assédio cresce até virar algo pior como agressão sexual, psicológica e moral.

De acordo com a delegada Ana Elisa Gomes, responsável pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), o número de denúncias vêm crescendo cotidianamente, pois as mulheres estão ficando cada dia mais conscientes de seus direitos.

“Eu não atribuo essa denúncias exclusivamente ao fato do aumento da criminalidade. Eu acredito, essencialmente, que as mulheres estão conscientes de seus direitos e estão realmente não tolerando mais as agressões, tanto a violência física, como a violência psicológica e a violência moral. Elas estão denunciando mais. Eu não tenho dúvidas disso”, explica.

Confira a entrevista completa com a delegada:

Em Goiânia, segundo uma pesquisa feita pelo Grupom Consultoria e Pesquisas, neste mês de março, um a cada quatro usuários do transporte coletivo já sofreu assédio sexual. O índice é ainda maior entre as mulheres: 34% das entrevistadas já foram vítimas desse delito. Entre os homens, o índice é de 7%. O levantamento aponta ainda que 66,1% disseram conhecer alguém que já foi vítima desse crime enquanto estava esperando o ônibus ou já dentro do transporte público.

Campanha “Não Vai Ter Psiu!”

Em fevereiro do ano passado foi criada em Goiânia a Campanha ‘Não Vai Ter Psiu!’, que começou a partir de uma tentativa de estupro a uma servidora, dentro da Câmara Municipal de Goiânia. Segundo o idealizador da Campanha, o vereador e presidente da Câmara Municipal, Andrey Azeredo a intenção da campanha é conscientizar as mulheres para que em caso de assédio e agressões elas saibam quem procurar, onde e como denunciar.

Uma ação que inicialmente era apenas dentro da Câmara, foi tomando proporções ainda maiores e hoje atende mulheres de Goiânia e Região Metropolitana.

“Temos que dar a elas uma certeza de que em situações como essas, elas terão um braço forte, a Delegacia da Mulher, a Câmara dos vereadores de Goiânia e a Justiça, para apoiá-las e evitar um mal maior”, explica Andrey.

Confira a entrevista completa com o criador da campanha “Não Vai Ter Psiu!”:

O presidente assegura também que com a Campanha as mulheres se sentem encorajadas a denunciar e depois da ação denúncias surgiram. “Nós temos relatos de mulheres que denunciaram depois de acompanhar a campanha. Elas entenderam como funcionam esses órgãos repressores a esses crimes e se sentiram encorajadas a denunciar”, relata.

A delegada também acredita que campanhas, exposição na imprensa e nas redes sociais ajudam a vítima a procurar auxílio da polícia e esse encorajamento é real. “A mulher vítima da violência de gênero tem tido a consciência que precisa denunciar o agressor para que possamos ajudá-la a deixar esse ciclo de violência”, conclui Ana Elisa.

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Goiás

Governo federal libera recursos para obras em Goiânia

Para garantir trafegabilidade Marginal Botafogo recebe reparos em 18 pontos.
04/04/2018, 13h04

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy (PP), assinou na manhã desta quarta-feira (4/4), o termo que libera sete milhões de reais para a reestruturação emergencial da Marginal Botafogo.

O ministro da Integração, Helder Barbalho, e o prefeito, Iris Rezende, entre outras autoridades, também acompanharam a vistoria das obras. Baldy garantiu que os recursos são suficientes para as obras não serem mais paralisadas.

Helder Barbalho ressaltou a parceria da defesa civil nacional com o município de Goiânia e afirmou que os recursos já estão empenhados pelo governo federal.

A comitiva também vistoriou as obras do BRT. Para a mobilidade urbana, Alexandre Baldy, viabilizou 560 milhões de reais. Segundo o prefeito, Iris Rezende, a previsão para a entrega do trecho norte é até o aniversário de Goiânia.

Leia mais:

Iris Rezende e Alexandre Baldy visitam Marginal Botafogo e obras do BRT

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Goiás

Morre, aos 83 anos, Chiquinho de Castro, ex-prefeito de Goiânia

Francisco de Freitas Castro foi prefeito da Capital entre os anos de 1975 e 1978.
23/04/2018, 20h46

Morreu na tarde desta segunda-feira (23/4), o ex-prefeito de Goiânia, Francisco de Freitas Castro, conhecido como Chiquinho de Castro.

Ele estava internado no Hospital Neurológico, aqui na capital, há dois meses com problemas cardíacos e pulmonares e sofreu de falência múltipla dos órgãos.

Francisco foi prefeito de Goiânia entre os anos de 1975 e 1978. Ele deixa seis filhos e a esposa, Vanuza Pimentel de Castro.

A Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg), onde Chiquinho foi diretor, emitiu uma nota de falecimento lamentando a morte do ex-prefeito.

“A Acieg comunica, com imenso pesar, o falecimento de Francisco Castro, ex-diretor desta entidade e ex-prefeito de Goiânia. Expressamos nossas sinceras condolências a todos os familiares e amigos, e lamentamos imensamente esta perda.”

Chiquinho será velado nesta terça-feira (24/4), no cemitério Jardim das Palmeiras, das 8h às 16h.

Chiquinho de Castro nasceu em Jaraguá, interior de Goiás, e começou sua vida política em 1974, quando foi eleito deputado estadual pela Aliança Renovadora Nacional (Arena). Em 1975, assumiu a prefeitura de Goiânia e já em 1978 foi eleito deputado federal.

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Brasil

Relatório confirma que negligência de LaMia e tripulação causaram tragédia da Chape

Acidente ocorreu em novembro de 2016; Avião transportava a delegação da Chapecoense e jornalistas para Medellín.
27/04/2018, 17h17

A Aeronáutica Civil da Colômbia (Aerocivil) apresentou nesta sexta-feira (27/4) as causas da tragédia com o avião que levava a Chapecoense para Medellín, em novembro de 2016, e deixou 71 mortos, apontando para negligência dos responsáveis pelo voo, que não tinha combustível suficiente.

“A aeronave foi abastecida com 1.636 quilos de combustível em Santa Cruz, para completar 9.300 quilos. Essa quantidade era insuficiente para o voo entre Santa Cruz, na Bolívia, e Rionegro, na Colômbia. A quantidade mínima de combustível deveria ser 11.603 quilo”, explicou o coronel Miguel Camacho, que chefiou a investigação.

Jogadores, integrantes da comissão técnica, dirigentes e convidados embarcaram no voo 2933 da empresa aérea boliviana LaMia, em direção ao Aeroporto Internacional José María Córdova. A Chapecoense enfrentaria, em Medellín, o Atlético Nacional, pela ida da final da Copa Sul-Americana.

Já na madrugada do dia 29 de novembro (pelo horário de Brasília), véspera da partida, o avião se chocou com um morro, já nas proximidades do local marcado para o pouco. Ao todo, 71 pessoas morreram e apenas seis sobreviveram.

O relatório final foi apresentado na Colômbia um ano e cinco meses depois da tragédia. O texto aponta que a LaMia planejou um voo sem escalas, sem cumprir “as exigências de abastecimento”, exigidas pelas autoridades internacionais.

“Não levaram em conta o combustível necessário para chegar ao destino; para contingência, que é de cinco a dez por cento, nesse caso; para alcançar a rota alternativa, que era Bogotá; além de combustível mínimo, para poder aterrissar”, disse o coronel Camacho.

O resultado da investigação, que envolveu autoridades e órgãos de Colômbia, Brasil, Bolívia, Estados Unidos e Inglaterra, aponta que a LaMia e a tripulação não tomaram a decisão de aterrissar em outro aeroporto, porque estavam conscientes de que não havia gasolina suficiente para completar o voo.

“Insistimos que era obrigatória uma escala intermediária”, garantiu o coronel Camacho.

Outras conclusões do relatório apontam que a empresa aérea boliviana tinha problemas na estrutura, complexa situação econômica e dificuldades na gestão de segurança operacional.

“Não cumpria as políticas de combustível. Efetivamente, havia uma política escrita, que encontrava eco na empresa, nos manuais internacionais sobre combustível. Mas, não as cumpria”, apontou o responsável pela investigação.

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Política

Ex-prefeito pagou a "funcionário fantasma" por três anos em Novo Gama

Manoel Silva de Oliveira recebeu R$ 60.179,17 sem trabalhar após apoiar candidatura do ex-prefeito Everaldo Vidal.
02/05/2018, 19h47

Depois de apoiar a candidatura de Everaldo Vidal Pereira Martins para a prefeitura do município goiano Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, em 2012, Manoel Silva de Oliveira recebeu o equivalente a R$60.179,17 sem trabalhar. Depois de investigação, a promotora de Justiça Tarsila Costa Guimarães, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Novo Gama, propor ação contra o ex-prefeito.

Conforme Tarsila Costa, o funcionário foi mantido no cargo por três anos depois de pedir votos a Everaldo durante a campanha eleitoral de 2012. Agora, os bens do ex-prefeito serão bloqueados. Ele deverá devolver aos cofres públicos o dinheiro que pagou, com o caixa da prefeitura, ao “funcionário fantasma”. Além disso, a promotora pediu a condenação de ambos por Improbidade Administrativa.

Manoel Silva foi nomeado em 1º de julho de 2013 no cargo comissionado de assessor técnico administrativo da Administração do Distrito do Lago Azul, do qual ele foi exonerado pelo ex-prefeito apenas em 1º de março de 2016.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MP-GO 

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