Eurico Rocha
03/05/2018, 08h05

Starbucks é a cafeteria preferida entre público jovem de SP

No local, é possível ver uma reunião de negócios quanto um despretensioso encontro entre amigos.

Ao entrar em uma Starbucks, o cheiro de café aguça o seu olfato. Muffins atraem olhares para a bancada de quitutes. Finalizado o pedido, ele é entregue ao cliente pelo nome.

O público varia de engravatados tomando café a um casal bebericando um frappuccino, passando por um jovem absorto pelo celular, abocanhando um croissant.

Talvez seja essa aura que abraça tanto a reunião de negócios quanto um despretensioso encontro entre amigos o que atrai o paulistano para a cafeteria, considerada a melhor da cidade por 14% dos entrevistados pelo Datafolha. O índice sobre para 36% entre os mais jovens, com até 25 anos.

Para conquistar tantos clientes, a rede americana, nascida nos anos 1970, incorporou hábitos brasileiros. O expresso ganhou versões com brigadeiro e churros, deixou o copo de papel de lado e chega à mesa em xícara de porcelana.

O pão de queijo faz tanto sucesso que passou a ser vendido em lojas de outros países da América Latina. O pão na chapa, adorado pelos paulistanos, foi incorporado ao cardápio do café da manhã.

Chegar mais perto do consumidor também se tornou um dos objetivos da rede. No ano passado, a empresa inaugurou uma loja em estação de metrô –a Antero de Quental, no Rio–, e abriu sua primeira unidade em uma rodovia, no quilômetro 58 da rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo.

Em março, a Starbucks Brasil passou a ter sua operação terceirizada pela South Rock, empresa estabelecida no país, mas comandada por americanos. Até então, as 113 lojas brasileiras eram administradas pela matriz.

Nada muda, entretanto, o propósito de expandir. “Somos uma marca global que busca ser localmente relevante”, diz a gerente sênior de marketing da marca, Sandra Collier. “Vamos continuar trabalhando para alcançar e superar as metas para 2018.”