Flavia Moreno
10/05/2018, 07h05

Brasil é o quinto no ranking dos países que mais crescem em consumo e venda de produtos saudáveis

Mercado de produtos saudáveis deve crescer 4,4% até 2021.
Foto: Fábio Lima
Juliana comemora o sucesso da loja de produtos naturais, que neste mês, comemora 4 anos

O crescimento do comércio de alimentos naturais, no Brasil,  impressiona e tem chamado a atenção de empreendedores dispostos a investir. No ano passado, o mercado brasileiro de alimentos e bebidas saudáveis alcançou R$ 93,6 bilhões em vendas, o que colocou o país na quinta posição no ranking dos gigantes desse setor. Nos últimos cinco anos, as vendas avançaram a uma taxa média de 12,3% ao ano, enquanto no resto do mundo o percentual ficou em torno de 8%. A previsão é que o mercado brasileiro de produtos saudáveis cresça anualmente 4,4% até 2021 – números que comprovam que a crise deve passar longe deste setor. Os dados são de um estudo da agência de pesquisas Euromonitor Internacional publicado em fevereiro deste ano.Enquanto tudo indica que o estilo “fit” de viver chegou pra ficar e deve ganhar ainda mais força, a empresária Juliana Quintino comemora.

Há quatros anos ela abriu uma das primeiras lojas de produtos saudáveis de Goiânia – Villa Santé Produtos Saudáveis, e já teve que mudar para um espaço maior. “Em meio à crise de 2017, resolvemos investir e acreditar nesse mercado. Mudamos para uma loja mais ampla e moderna e aumentamos nossa cartela de produtos. No início percebemos uma queda nas vendas, mas rapidamente o mercado voltou a se recuperar”, conta ela, que acredita que este segmento ainda tem muito para crescer.

E a Juliana está certa.  Outra pesquisa confirma o otimismo dos empreendedores que já atuam no mercado com produtos sem açúcar refinado, glúten, lactose ou aditivos químicos. O relatório Tendências Mundiais de Alimentação e Bebidas 2017, mostra que quatro em cada cinco brasileiros estão dispostos a gastar mais se o alimento tiver maior valor nutricional. O documento revela ainda que 79% dos entrevistados já substituem produtos convencionais por outros mais saudáveis; 44% dão preferência a produtos sem corantes artificiais; e 24% dos adultos brasileiros comeriam mais grãos integrais, como linhaça e quinoa, se soubessem como utilizá-los no dia a dia.

Saúde 

Há poucos meses a administradora Laine Landin resolveu mudar de vida e investir numa alimentação mais saudável. Tirou os embutidos da dieta, refrigerantes, doces e incluiu comida de verdade. “Eu invisto em verduras, frutas, carnes e ovos, castanhas e adoro fazer receitas saudáveis”,  conta ela, que  inicialmente mudou os hábitos para perder peso, mas já sente a diferença no organismo, não apenas na balança. “Me sinto mais disposta, antes sentia muita dor de cabeça e no corpo, e hoje só quando como alimentos muito pesados, como doces”, conta ela.Com uma população mais consciente sobre a importância de se cuidar, Juliana acredita que  2019 será o ano para esse tipo de negócio. “Quanto mais pessoas investem em saúde, todos ganham”.