Felipe André
14/05/2018, 18h05

CEI da Saúde pede indiciamento de Iris Rezende e Fatima Mrué por ao menos quatro irregularidades

Mais de 30 pessoas foram indiciadas na CEI da Saúde.

O relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Saúde, foi apresentado nesta segunda-feira (14/5) com o parecer do vereador Elias Vaz (PSB). O prefeito Iris Rezende (MDB), juntamente com a secretária municipal de Saúde, Fatima Mrué, foram indiciados por ao menos quatro irregularidades. Além dos dois, mais de 30 nomes apareceram na lista.

Iris Rezende foi apontado por improbidade administrativa, por ter contratado a empresa Neo para gerir a frota, por ter assumido, em depoimento, que foi consultado e autorizou todas as decisões da secretária e na terceirização do serviço de raio-X e favorecimento da Tech Capital, tendo conhecimento dos fatos, conforme depoimento e deixando claro que a decisão contou com seu consentimento.

Além deste caso, Iris também foi indiciado pelo pagamento irregular de mestrado a servidores – por ter conhecimento e continuar -. O prefeito também autorizou a contratação de um software da Vivver Sistemas, sem consultar um órgão da prefeitura.

A secretária de Saúde é citada pelos mesmos casos, além de um pedido de indiciamento por lesão corporal após suspensão de atendimento odontológico na Capital.

Entre a lista com mais de 30 nomes, o ex-secretário municipal de Saúde Fernando Machado e o secretário estadual, Leonardo Vilela, também estão presentes como indiciados.

A expectativa é que o relatório seja votado pelos integrantes da comissão na próxima segunda-feira (21/5).

Confira a lista completa de indiciados:

  • Hospital e Maternidade Santa Bárbara (proprietário).
  • Hospital Jacob Facuri – os documentos apresentados pela unidade não não atendeu ao requerimento do relatório de ocupação diária requerido (proprietário).
  • Hospital Santa Rosa (proprietário).
  • Hospital Cidade Jardim (proprietário).
  • Hospital Ortopédico de Goiânia Geraldo Pedra (proprietário).
  • Hospital Goiânia Leste (proprietário).
  • Hospital Santa Genoveva (proprietário).
  • Hospital São Francisco (proprietário).
  • Hospital Infantil de Campinas (proprietário).
  • Hospital da Criança (proprietário).
  • Instituto Goiano de Pediatria – IGOPE, embora tenha entregado o relatório, este comprovou a baixa ocupação (proprietário).
  • Fernando Machado de Araújo –  Ex-Secretário Municipal de Saúde – por omissão na fiscalização da ocupação dos leitos
  • Márcia Ribeiro de Souza – Gerente de Internação da SMS – por não ter feito denúncia formal aos superiores sobre a seleção de pacientes para leitos de UTI.
  • Leonardo Moura Vilela – Secretário Estadual de Saúde – pela assinatura do Quarto Aditivo que alterou os leitos do HMI e gerou a contratação de 28 leitos fantasmas. Ele também está sendo indiciado por não repactuar os valores pagos pelos 10 leitos UTI transformados em leitos de Cuidados Paliativos no HGG;
  • Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (IDTECH) por ter causado lesão ao erário público ao ser remunerado por 10 leitos de cuidados paliativos com o mesmo valor pago a UTI’s;
  • Instituto de Gestão e Humanização – (IGH) por ser remunerado por 28 leitos de UTI que não existem e com valores superfaturados.
  • Maxilânia Clemente Costa – Ex-Gerente de Transportes da SMS e fiscal do contrato com a Útil Pneus, atestou as notas fiscais de serviços que não foram executados, garantindo pagamento milionário à empresa;
  • Fernando Machado de Araújo – Ex-Secretário Municipal de Saúde – pela falta de gestão, que permitiu gasto milionário com a manutenção de veículos.
  • Carlos Roberto Valadão – proprietário da Útil Pneus – beneficiário.
  • Wilson Rodrigues de Oliveira – Ex-Supervisor de Transportes do SAMU – por não ter denunciado as irregularidades na manutenção da frota.
  • Iris Rezende Machado – Prefeito de Goiânia- por ter assumido, em depoimento, que foi consultado e autorizou todas as decisões da Secretária Fátima;
  • Rodrigo Melo – Ex-Secretário Municipal de Administração- por ter iniciado e conduzido todo o processo licitatório vencido pela Neo Soluções. Ele ainda assinou contrato com a NEO e orientou que todos os órgãos fizessem adesão a Ata de Registro de Preços;
  • Fátima Mrué – Secretária Municipal de Saúde – por ter assinado o contrato lesivo
  • Fátima Mrué – Secretária Municipal de Saúde – por ter sido comunicada por Maxilânia e não tomou nenhuma providência ;
  • Luiz Antônio Teófilo Rosa – Ex-Diretor Administrativo da SMS – por ter mentor do direcionamento;
  • André Luiz Braga das Dores – Diretor-Geral do SAMU- por ter executado os serviços sem contrato.
  • Wilson Rodrigues de Oliveira – Supervisor de Transportes do SAMU – por ter executado os serviços sem contrato.
  • Fátima Mrué – Secretária Municipal de Saúde – por não tomar medidas diante do direcionamento dos serviços à oficina Inovar e a prestação de serviços sem contrato.
  • Fernando Machado de Araújo – Ex-Secretário Municipal de Saúde –por permitir que a Regulação favorecesse o prestador CLIAME;
  • Daniela Domiciano de Moura – Ex-Diretora de Regulação da SMS – por direcionar procedimentos ao prestador CLIAME;
  • Clínica Cliame – por ter  sido beneficiária dos serviços.
  • Fátima Mrué – Secretária Municipal de Saúde;
  • Ana Paula Nomelini Marques da Silva Vianna de Oliveira – Gerente de Saúde Bucal;
  • Luiz Antônio Teófilo Rosa – Ex-Diretor Administrativo e Logística;
  • Luciana Curado Santos – Ex-Superintendente de Gestão de Redes de Atenção a Saúde da SMS, superior hierárquica de Ana Paula.
  • Fátima Mrué – Secretária Municipal de Saúde, por determinar a gravação de conversa, sem autorização, dentro da residência de Celina Lopes Teixeira.
  • Iris Rezende Machado – prefeito de Goiânia – por ter conhecimento dos fatos, conforme depoimento, e ter deixado claro que a decisão contou a sua anuência;
  • Fátima Mrué – Secretária Municipal de Saúde – por ter assinado dois aditivos de prorrogação e nesse período de vigência da contratação a Prefeitura conta com aparelhos no almoxarifado e técnicos contratados;
  • Fernando Machado de Araújo – Ex-Secretário Municipal de Saúde- por ter mantido os aparelhos parados para beneficiar a empresa Techcapital;
  • Proprietários da empresa Techcapital – beneficiado.
  • Fátima Mrué – Secretária Municpal de Saúde – pela autorização de mestrado e por se negar a suspender o pagamento, mesmo com recomendação do Ministério Público ;
  • Iris Rezende Machado – Prefeito de Goiânia – por ter conhecimento do pagamento irregular e não adotar medidas para impedir o gasto;
  • Andréia Alcântara Barbosa – Servidora beneficiada;
  • Ana Paula Custódio Carneiro – Servidora beneficiada;
  • Fátima Mré – Secretária Municipal de Saúde – por ter tomado a decisão de contratar e ter assinado o contrato do software sem consultar o órgão técnico da Prefeitura;
  • Iris Rezende Machado – Prefeito Municipal – por ter admitido que a decisão de contratar o software foi autorizado por ele e por ter permitido que tudo isso acontecesse sem consultar o órgão técnico da Prefeitura.