Goiás

Sobrevivente de incêndio em Centro de Internação, que toca violino, pode amputar os braços

Menino, antes de ser apreendido, tocava violino na igreja. Dia Online conversou com avó e tio do jovem e teve acesso a cartas que ele escreveu dias antes da tragédia.
28/05/2018, 12h27

Com o corpo envolvido em faixas e invadido por fios e tubos, Carlos*, de 15 anos, conseguiu piscar um dos olhos quando a avó, Conceição Cardoso da Silva, de 70, disse que o violino dele está esperando no quarto da casa em que cresceu na periferia de Aparecida de Goiânia.

“Também vou cozinhar muito macarrão com sardinha, tá?”, Conceição prometeu na visita ao neto na tarde de domingo (27/5), o único sobrevivente do incêndio que atingiu o alojamento 1 da ala “A” do  Centro de Internação Provisória (CIP), instalado nas dependências do 7° Batalhão da PM na última sexta-feira (25/5).

O leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lages de Siqueira (Hugol) é mais um endereço dramático do adolescente em estado gravíssimo sob a tutela do Estado de Goiás.

Nove adolescentes morreram queimados no incêndio provocado, conforme o governo, pelos adolescentes. Ao invés de tentar apagar o fogo, o menino abriu o chuveiro, abrigando-se ali até a chegada dos Bombeiros.

Amputação

Conforme a família, as queimaduras de 2° e 3° grau podem levar a amputação dos braços e das pernas. Em entrevista exclusiva ao Portal Dia Online, a avó não aceita o diagnóstico anunciado pelos médicos.

“Eu abro a porta daqui de casa e peço a Deus para que traga meu menino andando, de braços abertos para me abraçar, me beijar”, diz Conceição.

Em duas cartas enviadas para a avó, o adolescente promete não “mexer com drogas e roubar”, mas não abre mão de “usar as roupas” de que gosta e, disse que quando saísse, iria “passar a ir mais na igreja porque eu tenho muito que agradecer a Deus”.

Escrita com caneta preta no dia 15 de maio, o menino pede a Conceição que ela compre linhas “mais claras”, porque “fica mais bonito” as capas de crochês para filtros de barros que ele fabricava no Centro de Internação.

No texto, ele conta que está “fazendo jejum de manhã para ver se eu vou embora” e comemora que passou a dormir na cama de cima, saindo do corredor.

“Tadinho, ele era obrigado a ficar de olho em um fogo que os meninos colocavam no chão. Não podia deixar apagar”, conta.

“Agora eu tô dormindo na cama mais alta. Eu saí do corredor. Agora não preciso ficar de olho no fogo mais. KKKK. Agora só vou ficar deitado até no dia em que for embora. KKK”, escreve, antes de dizer que ama a sobrinha.

“Tô sentindo muita saudade de vocês. Gostei do perfume e da camiseta”, agradece, antes de escrever “ti amo”.

“Tô dormindo no chão mais não.”

Levado à Igreja Congregação Cristã do Brasil desde pequeno pela avó, o menino não desgrudava os olhos do violino de um dos tocadores que entoava hinos.

O tio, Ronivon Cardoso, de 46, percebendo o interesse, deu um instrumento de presente ao garoto reconhecido pela família como sendo o jovem queimado de cueca, deitado no corredor no CIP em uma fotografia compartilhada nas redes sociais.

Um pouco trêmulo, mostra a fotografia do sobrinho no leito. “Ele está irreconhecível. Nem parece o menino alegre e esperto”, lamenta.

“Ele fazia aulas de violino na própria igreja, mas foi se distanciando do instrumento nos últimos meses”, lembra Ronivon, enquanto a avó mostra duas das quatro cordas arrebentadas do instrumento na última vez que o menino tocou.

O adolescente foi preso pela Rotam, escondido na casa de uma tia, depois de participar de um roubo em 7 de fevereiro de 2018. Acabou assumindo toda a culpa. Quando a juíza perguntou se ele tinha consciência de que seria condenado, o menino chorou.

A partir do dia da apreensão, a vida da família simples, sem condições financeiras de pagar advogado, se resume a preocupações. “Ele foi levado para o 1° DP, ficou um mês na cela com criminosos da pesada, maiores de idade”, denuncia o tio.

“Lá, eles rasgaram a Carteira de Trabalho dele para fumar maconha. É errado um menino ficar no meio de adultos. E foi a primeira vez que ele foi preso”, ressalta.

Cerca de um mês depois, segundo a família, o adolescente foi levado para o CIP, que é provisório. “Mas ficou lá até o dia daquela tragédia”, lembra a avó.

Espancado

“Tô fazendo jejum pra ir embora”

Em cada visita, o menino relatava as barbaridades que passava. Do dia em que, ao deixar escapar uma frase vetada entre os menores, foi espancado e colocado de cabeça para baixo. Ele teria chamado, numa brincadeira, a mãe de um colega de égua.

Das noites que tinha de ficar velando um foco de fogo no canto da cela, do odor, da insalubridade e a escuridão. Dos gritos da madrugada, dos olhares, do abandono. Não por acaso, toda vez que o menino via a avó nos dias de visita, a abraçava com muita força. “E sorria, me cheirava, me beijava. Pedia para que a gente orasse junto”.

Antes de se despedir da reportagem, Conceição lembra: “A enfermeira de lá me contou que meu neto cantava um hino quando levaram ele para o hospital.”

*O nome do adolescente foi trocado em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

"Meu neto é um milagre", diz avó de sobrevivente de incêndio

O jovem ia perder os dois braços e as duas pernas, mas médico deu uma boa noticia para a família na última visita.
30/05/2018, 14h08

O único adolescente que conseguiu sobreviver ao incêndio que atingiu o alojamento 1 da ala “A” do  Centro de Internação Provisória (CIP), instalado nas dependências do 7° Batalhão da PM na última sexta-feira (25/5), teve melhoras e passa por cirurgia de amputação do braço esquerdo ainda esta semana.

Em um primeiro diagnóstico, o jovem de 15 anos poderia perder as pernas e os braços. Mas nas últimas 24 horas, o quadro de saúde apresentou melhoras. O menino passou a urinar e a se alimentar por sonda.

“A perna esquerda comprometida ficou avermelhada. O médico disse que é um sinal de vida. Do milagre de Deus”, contou o tio do menino, Ronivon Cardoso, de 46 anos. “Vão fazer enxerto”, complementa.

Nos próximos dias, além da amputação, o adolescente deve passar por cirurgia para colocar uma traqueostomia. “Meu neto é um milagre”, comemora a avó, Conceição Cardoso da Silva, de 70.

Ela foi levada para o hospital por duas mulheres que se sensibilizaram com a sua história contada com exclusividade pela reportagem do Dia Online. “Elas ainda trouxeram uma cesta com alimentação. A gente realmente não tinha nada em casa, nem dinheiro para a passagem”, disse, emocionada, a avó que criou o menino desde bebê.

Sobrevivente de incêndio tem melhora, mas perde braço esquerdo
Avó do menino com violino que ele tocava na igreja

A prioridade da família, agora, é levar o jovem para casa com vida. Mas não conseguem esquecer do jovem tocando hinos em um violino na igreja. “Para onde ele ia, o violino ia junto”, lembra Ronivon.

“Ele é um bom menino e não conseguimos entender as críticas das pessoas nas redes sociais. Depois dessa tragédia aprendi a respeitar mais”, diz sobre comentários em reportagens publicadas desde o dia da tragédia.

O caso

Um incêndio provocado, segundo o Estado de Goiás, por menores infratores em um alojamento dentro do 7º Batalhão da Polícia Militar, no Jardim Europa, na capital, deixou pelo menos nove mortos e o menino ferido na sexta-feira (25).

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Entretenimento

Dia Online entrega iPhone para leitora sorteada no aniversário de um ano do Portal

Sorteio foi feito ao vivo no último dia de shows da Pecuária de Goiânia, transmitida com exclusividade pelo Dia Online.
30/05/2018, 18h05

Foi entregue na manhã desta quarta-feira (30/5) na redação do Dia Online o presente de 1 ano do Portal, que foi sorteado no último de shows da Pecuária de Goiânia 2018.

A ganhadora do iPhone 8, 64GB, Josielly Rarunny, de 23 anos, é goiana e mora em Indiara, interior de Goiás. “É o meu primeiro iPhone e como adoro fotografia e vídeos fiquei louca de felicidade”, comemorou a estudante de jornalismo.

O sorteio do iPhone foi anunciado no dia 16 de maio no perfil do nosso Instagram e realizado no dia 27, depois do show de Henrique & Juliano na Pecuária de Goiânia. Essa foi uma das formas encontradas para agradecer cada leitor pela parceria diária e de muito sucesso!

Confira o vídeo do sorteio:

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Em fraude no Imas, até morto fez exame e consultou em clínica

Série de reportagens do Dia Online revela fraude no Instituto Municipal de Assistência Social (Imas).
31/05/2018, 19h35

Seis meses depois de morrer, a matrícula do marido de uma servidora da Prefeitura de Goiânia, que era dependente dela, foi utilizada de maneira suspeita para fazer exames em uma clínica conveniada ao Instituto Municipal de Assistência Social (Imas). A suposta irregularidade é uma das constatadas por uma auditoria da Controladoria Geral do Município de Goiânia (CGM) e em documentos obtidos com exclusividade pelo Portal Dia Online .

Morto em junho de 2017, o marido da servidora teve a matrícula utilizada para realização de exames no dia 6 de fevereiro deste ano na Urgembras Eire-ME, que tem um contrato de R$ 10 milhões com o Imas.

A surpresa de que a matrícula do marido estava sendo utilizada veio por meio de uma visita de funcionários do próprio Imas. O marido, segundo ela, teria passado por consultas com um geriatra. “Ele nem ia ao geriatra”, contesta. A servidora conversou com o Portal Dia Online na mesma semana em que soube  de que médicos atenderam ao marido seis meses depois de sua morte.

Em fraude no Imas, criança e até morto "consultaram" com geriatra
Servidora denuncia que não reconhece assinatura em guias

“A gente sempre precisou de atendimento, mas eles sempre diziam que não tinha vaga, que não atendia porque não recebia do Imas”, relata, na casa em que mora nos fundos de uma igreja no setor Novo Mundo, em Goiânia. Com o atestado de óbito do marido, ela conseguiu suspender os “atendimentos” ao finado, mas não imaginava que aquilo não era um erro, mas provavelmente uma fraude.

“Meu marido era muito certinho com as coisas. Se ele soubesse disso, não ficaria feliz”, diz ela que prefere não se identificar. Assista a entrevista em um vídeo no final do texto.

Um caso semelhante aconteceu com a servidora Sueli das Dores da Silva. Ela denunciou as irregularidades à ouvidoria da Prefeitura de Goiânia depois de tentar marcar exames e ser informada de que ela já tinha passado pelos procedimentos. A filha, advogada, conseguiu resolver o problema. Juntou documentos e procurou, além da Prefeitura, o Ministério Público. Nem ela nem a mãe quiseram gravar entrevista.

No documento, escrito de próprio punho, Sueli das Dores relata que se surpreendeu com exames que ela não fez pela Urgembras Eire-ME. Ainda no documento, a servidora conta que compareceu ao Imas em 26 de fevereiro de 2018 ao constatar, no extrato de despesas, exames de eletroneuromiografia.

“Declaro que [também] não passei por consulta [com o reumatologista] Gleydson Jerônimo da Silva e [com o geriatra] Carlos Henrique”. Além dos exames que não fez, ela contesta assinatura das guias.

Em fraude no Imas, criança e até morto "consultaram" com geriatra
Em denúncia, servidor diz que matrícula foi utilizada de “forma criminosa”

“De forma criminosa”

É com desconfiança que o servidor Márcio Pereira de Oliveira atende o telefone. Quer saber como a reportagem conseguiu o seu contato. Prefere não comentar as cobranças e a utilização de sua matrícula. Para a Ouvidoria, ele informou que a sua matrícula vinha “sendo usada de forma criminosa para atendimentos na empresa Urgembras. Nunca estive lá”, conclui em uma denúncia do dia 20 de março deste ano.

Para a reportagem, o presidente do Imas, Sebastião Peixoto, nega as irregularidades e que todas as notas à empresa foram canceladas. “Está tudo certo, não tem nada irregular”, disse.

Na próxima reportagem, Dia Online  vai relevar quem são os responsáveis pela fraude e como eles atuam dentro do Imas.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Brasil

Empresa sob suspeita de fraudes que tem contrato milionário com Imas é de fachada

Fraudes envolvem, além de falsidade ideológica, exame e consulta médica com morto.
01/06/2018, 13h52

A Urgembras, com contrato milionário com o Instituto Municipal de Assistência Social (Imas) é, na prática, uma escola de treinamentos para profissionais da saúde. Médicos e responsáveis pela empresa são suspeitos de fraudes quando exames foram feitos em nome de servidores.

Até um ex-diretor assinou documentos classificados como fraudulentos, com registros de exames na matrícula de servidores que nunca ouviram falar da Urgembras. A reportagem do Portal Dia Online publicou relatos de servidores que tiveram descontados na Folha de Pagamento exames que eles não fizeram.

O dependente de uma servidora teria feito exames seis meses depois de sua morte. “Meu marido já estava morto quando usaram a matrícula dele”, disse a mulher.

Além do site da empresa, a reportagem verificou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) que deveria ser uma clínica que atenderia nas áreas de Psiquiatria, Cardiologia, Acupuntura, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, como prevê o contrato com o Imas.

Antes do escândalo, o presidente do Imas, Sebastião Peixoto, demitiu o diretor de Assistência à Saúde do Servidor do órgão, o geriatra Carlos Henrique Duarte Bahia, e determinou uma auditoria interna que constatou as irregularidades.

Com sua designação ao cargo, Carlos Henrique articulou a contratação da empresa que deveria oferecer atendimento médico mas, como apurou o Portal Dia Online, é uma escola de treinamentos para profissionais da saúde.

O contrato firmado com a Urgembras é de R$ 10 milhões e foi feito com dispensa de licitação, como publicado no decreto nº 054/2017, assinado por Sebastião Peixoto em 23 de outubro de 2017, com vigência até o dia 31 de dezembro de 2021.

Veja denúncia de servidora em que matrícula de marido morto foi usado em fraude:

“Caique”

Carlos Henrique Duarte Bahia, na data das consultas sob suspeita de fraude, era diretor de Assistência à Saúde do Servidor do Imas. Ele foi exonerado do cargo em 27 de abril quando o órgão começou a receber denúncias envolvendo o médico com as consultas. Um dos braços direito de Sebastião Peixoto, a reportagem encontrou dificuldades em descobrir quem era o médico pelo seu nome de batismo.

Empresa com contrato milionário com Imas é de fachada
Conhecido como “Caique”, ex-diretor Carlos Henrique Duarte

É que Carlos Henrique é conhecido como “Caique” tanto no Imas quanto no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), de onde foi exonerado do cargo de diretor após ser preso devido a fraudes na transferência de pacientes para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em 2016, em uma operação intitulada “S.O.S SAMU”.

Além de assinar guias de atendimento classificadas em uma auditoria feita pelo próprio Imas em abril como fraudulentas, Carlos Henrique era dono da Urgembras. Quando assumiu o cargo no Imas, ele já havia deixado a sociedade na mão da advogada Luiza Ribeiro Fernandes. A reportagem tentou contato nas últimas três semanas com Luiza, mas ninguém sabia de quem se tratava.

Em entrevista à reportagem, Sebastião Peixoto prefere culpar uma funcionária da Urgembras. “Tudo culpa de uma funcionária deles [Urgembras] que foi demitida”, Sebastião culpa. “Já resolvemos tudo, cancelamos todas as notas fiscais”, avisa, enquanto o repórter folheia, durante uma hora, os documentos sobre a mesa de Sebastião.

“Não sou sócio da empresa, porém ela é credenciada pelo Imas e com o objetivo de melhorar a prestação de serviços aos usuários houve atendimento aberto para este convênio na clínica onde trabalho, onde foi respeitado todos os requisitos no chamamento 02/2016. Devido à falhas no cumprimento de obrigações contratuais de segurança (o que foi amplamente esclarecido na auditoria feita pela própria empresa), todos os procedimentos incompletos em itens de segurança foram listados e cancelados com rigor. Informo ainda que nenhum pagamento foi realizado para a empresa, afastando possibilidade de prejuízo para o IMAS. Assim, entendo necessário o acesso às correções realizadas que ainda a imprensa e até mesmo a Controladoria não tiveram acesso. Encontro-me à inteira disposição para demais esclarecimentos. Gentilmente, solicito a consideração de todo o trabalho de retificação realizado para fins de melhor esclarecimento do caso e afastar divulgação incorreta ou até mesmo injusta. À disposição.”

Quer dizer…

No primeiro telefone disponível na internet da Urgembras, atendeu um escritório de contabilidade. Depois de pelo menos três ligações, a recepcionista passou um número de telefone. Neste segundo número, a secretária eletrônica, no entanto, repete: “Você ligou para a Amice Clínica”. Por fim, o repórter conversa com uma atendente que afirma desconhecer a Urgembras.

Depois de consultar uma segunda pessoa, a recepcionista volta atrás e informa que a Urgembras fica no mesmo prédio da clínica Amice.

Amice é uma tímida clínica no Marista, um setor de classe média alta da capital, de propriedade de Glaydson Jerônimo Da Silva, o reumatologista que assina guias de suposto atendimento à servidora que denunciou as fraudes.

No endereço, a reportagem encontra apenas um banner desbotado da Urgembras e pede para falar com um responsável. “Olha, é o doutor Carlos Henrique, mas ele está em atendimento”, diz a recepcionista.

Empresa com contrato milionário com Imas é de fachada
Presidente do Imas, Sebastião Peixoto

Em seguida, um médico aparece. Sem saber que está sendo gravado, ele conta que os cursos da Urgembras são ministrados na clínica Amice. Ainda conforme ele, o proprietário das duas é Carlos Henrique Duarte.

Presidente do Imas desde o início da gestão do prefeito Iris Rezende (MDB),  Sebastião Peixoto é um conhecido nome do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). Vez ou outra ele se envolve em alguma suspeita de irregularidade com o dinheiro público por onde ele passa como gestor nos últimos 50 anos em Goiânia. Ele nega irregularidades no contrato com a empresa.

Em resposta à reportagem, o médico Carlos Henrique Duarte enviou a seguinte nota:

“Não sou sócio da empresa, porém ela é credenciada pelo Imas e com o objetivo de melhorar a prestação de serviços aos usuários houve atendimento aberto para este convênio na clínica onde trabalho, onde foi respeitado todos os requisitos no chamamento 02/2016. Devido à falhas no cumprimento de obrigações contratuais de segurança (o que foi amplamente esclarecido na auditoria feita pela própria empresa), todos os procedimentos incompletos em itens de segurança foram listados e cancelados com rigor. Informo ainda que nenhum pagamento foi realizado para a empresa, afastando possibilidade de prejuízo para o IMAS. Assim, entendo necessário o acesso às correções realizadas que ainda a imprensa e até mesmo a Controladoria não tiveram acesso. Encontro-me à inteira disposição para demais esclarecimentos. Gentilmente, solicito a consideração de todo o trabalho de retificação realizado para fins de melhor esclarecimento do caso e afastar divulgação incorreta ou até mesmo injusta. À disposição.”

Na próxima reportagem da série, Sebastião se contradiz com informações equivocadas.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.