Goiás

Cachoeira deixa presídio para cumprir pena no semiaberto em Aparecida de Goiânia

Contraventor poderá dormir em casa assim que receber a tornozeleira eletrônica.
07/06/2018, 19h34

O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi transferido na tarde desta quinta-feira (7/6) para a Colônia Agroindustrial de Regime Semiaberto, em Aparecida de Goiânia.

O contraventor estava preso no Centro de Prisão Provisória (CPP) desde o dia 11 de maio. No dia 23, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena de Carlinhos Cachoeira, de seis anos e oito meses para quatro anos.

De acordo com a Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP), o contraventor deve passar a noite na unidade, mas pode ser liberado assim que colocar a tornozeleira eletrônica. Essa regra vale para presos do regime semiaberto que já possuem carta de emprego, e com isso, eles são liberados para dormirem em casa.

Cachoeira deve assumir o cargo de consultor comercial, na empresa Villifarm Hospitalar, com carga horária mínima de oito horas por dia, entrando às 8h e saindo às 18h, com intervalo para almoço. O salário inicial deve ser entre 6 e 7 mil reais por mês. A sede da Villifarm fica no Polo Empresarial de Aparecida de Goiânia e atende hospitais privados, farmácias e UTI’s.

Depois do expediente, o bicheiro poderá dormir em casa assim que tiver sendo monitorado.

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Goiás

Moraes determina multa de R$ 506 milhões para mais 46 transportadoras

Moraes entendeu que a aplicação de multa serve para efetivar sua decisão que determinou o desbloqueio das estradas.
08/06/2018, 18h41

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou hoje (8) que mais 46 transportadoras paguem, em 15 dias, R$ 506,5 milhões em multas judiciais pelo descumprimento da liminar que determinava o desbloqueio imediato das rodovias, durante a paralisação dos caminhoneiros.

O ministro atendeu a um pedido de Advocacia-Geral da União (AGU). Somando a mais duas decisões do ministro sobre a questão, assinadas há duas semanas, o total de multas cobradas de transportadoras pela União já chega a R$ 715 milhões.

Moraes entendeu que a aplicação de multa serve para efetivar sua decisão que determinou o desbloqueio das estradas.

“Vale a pena enfatizar que a sanção pecuniária, nestes casos, surge como importante instrumento de coerção colocado à disposição do magistrado para dar concretude e efetividade à tutela jurisdicional, seja provisória, seja definitiva. Em outras palavras, não é lícito à parte simplesmente recusar-se ao cumprimento de obrigação de fazer ou de não fazer, materializada em título executivo judicial. Isto consagraria desprestígio ao Poder Judiciário”, argumentou.

Moraes também determinou a penhora dos bens das transportadoras se o pagamento das multas não for feito no prazo determinado.

Matéria alterada às 18h24 para acrescentar informação

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Goiás

Homem mata amiga em bar e é morto pela polícia no Bairro Independência

Segundo policiais, o homem estaria com uma faca e não obedeceu à ordem de se deitar e foi alvejado e morreu.
11/06/2018, 18h31

Uma mulher foi morta a facadas por um amigo com quem bebia em um bar no bairro Independência, em Aparecida de Goiânia, na tarde de hoje (11/5). O suspeito teria ido ao supermercado próximo ao local do crime, comprado uma faca, voltado ao bar e golpeado três vezes a vítima.

Esfaqueada no tórax, ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O homem, que tinha chegado no bar de moto, fugiu e deixou o veículo pra trás. Depois de receber informações de populares do local em que o autor morava, policiais entraram no local. Segundo policiais, o homem estaria com uma faca e não obedeceu à ordem de se deitar e foi alvejado e morreu.

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Goiás

Morre adolescente que sobreviveu ao incêndio no 7° Batalhão

Aos 15 anos, Daniel Paulo Cardoso de Sousa morreu no final da tarde, 20 dias após incêndio em Centro Provisório.
14/06/2018, 18h30

Morreu no final da tarde desta quinta-feira (14/6) Daniel Paulo Cardoso de Sousa, de 15 anos, único adolescente a sobreviver ao incêndio no Centro de Internação Provisória (CIP), no dia 25 de maio. Nove jovens morreram carbonizados.

Ele era um dos 11 adolescente internados no alojamento 1 da ala “A” do  Centro de Internação. Um motim dos jovens, conforme sustentado pelo Estado de Goiás, mas contestado por familiares, teria ocasionado o incêndio que matou, agora, 10 adolescentes. O sonho do menino era voltar tocar violino na igreja.

Daniel sobreviveu por 20 dias em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lages de Siqueira (Hugol).

Ontem (13/6), Daniel soube por meio de uma psicóloga que teria de se acostumar com a falta do braço esquerdo. Ele chorou.

A avó disse ao Portal Dia Online que, durante todo o período de visita, o menino tentou conversar. “Ele chorou, sorriu. Parecia que queria falar algo. Ficou me olhando até eu sumir pela porta”, lembra Conceição Cardoso da Silva, de 70.

“Eu não aceitava ele morrer. Mas a febre não passava. Os médicos davam remédio, mas não passava”, disse, ao confirmar a morte do sobrinho, Ronivon Cardoso, de 46.

Daniel morreu horas depois de um protesto na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). Crucifixos fixados no chão e fotografias dos jovens mortos foram expostos no gramado do órgão.

Enquanto isso, a deputada Adriana Arccorsi conduzia Audiência Pública em que foi discutida a violência aos jovens em Goiás. Em diversos momentos, o nome de Daniel era evocado.

Morre menino que sobreviveu ao incêndio no 7° Batalhão
Protesto contra morte dos jovens. Crédito: Maianí Gontijo

Memória

Em duas cartas enviadas para a avó, o adolescente promete não “mexer com drogas e roubar”, mas não abre mão de “usar as roupas” de que gosta e, disse que quando saísse, iria “passar a ir mais na igreja porque eu tenho muito que agradecer a Deus”.

Escrita com caneta preta no dia 15 de maio, o menino pede a Conceição que ela compre linhas “mais claras”, porque “fica mais bonito” as capas de crochês para filtros de barros que ele fabricava no Centro de Internação.

No texto, ele conta que está “fazendo jejum de manhã para ver se eu vou embora” e comemora que passou a dormir na cama de cima, saindo do corredor.

“Tadinho, ele era obrigado a ficar de olho em um fogo que os meninos colocavam no chão. Não podia deixar apagar”, conta.

Morre adolescente que sobreviveu ao incêndio no 7° Batalhão
Avó esperava o neto voltar para tocar violino. (Foto: Yago Sales)

“Agora eu tô dormindo na cama mais alta. Eu saí do corredor. Agora não preciso ficar de olho no fogo mais. KKKK. Agora só vou ficar deitado até no dia em que for embora. KKK”, escreve, antes de dizer que ama a sobrinha.

“Tô sentindo muita saudade de vocês. Gostei do perfume e da camiseta”, agradece, antes de escrever “ti amo”.

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Goiás

"Ele lutou para sobreviver", diz avó de adolescente que morreu 20 dias após incêndio no 7° Batalhão

Depois de 20 dias internado, Daniel, de 15 anos, não sobreviveu a queimaduras e a amputação do braço esquerdo.
15/06/2018, 11h15

“Ô, Daniel, nunca mais você vai me chamar de vó e me dar um abraço”, dizia, inconsolável, Conceição Cardoso da Silva, de 70, ao corpo de Daniel Paulo Cardoso de Sousa, de 15, enquanto o motorista da funerária abria o caixão no início da manhã na área da casa simples do Jardim Florença, em Aparecida de Goiânia.

Daniel morreu às 14h desta quinta-feira (14/6) em um leito da Unidade de Terapia de Intensiva (UTI). Ele sobreviveu 20 dias depois do incêndio no Centro de Internação Provisória (CIP), no dia 25 de maio. Nove jovens morreram carbonizados.

“Meu filho está tão magrinho, meu Deus. Ele lutou para sobreviver”, repetia Conceição. “Ele foi sadio e voltou judiado, sem um braço”.

Daniel, de 15 anos, resistiu por 20 dias.

Ele era um dos 11 adolescentes internados no alojamento 1 da ala “A” do  Centro de Internação. Versões oficiais, mas contestadas por familiares, é de que um motim dos jovens, em protesto à transferência de dois adolescentes, teria ocasionado o incêndio.

A família aguardou a liberação do corpo desde a madrugada quando conseguiram que a Prefeitura de Goiânia subsidiasse o caixão simples do adolescente.

“Eu abro a porta daqui de casa e peço a Deus para que traga meu menino andando, de braços abertos para me abraçar, me beijar”, disse Conceição ao Portal Dia Online dias depois do incêndio.

Em duas cartas enviadas para a avó, o adolescente promete não “mexer com drogas e roubar”, mas não abre mão de “usar as roupas” de que gosta e, disse que quando saísse, iria “passar a ir mais na igreja porque eu tenho muito que agradecer a Deus”.

O corpo do jovem, que queria voltar a tocar violino na igreja quando cumprisse a medida socioeducativa, será sepultado às 15h no cemitério Jardim da Saudade, em Goiânia.

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