Goiás

Mãe é condenada a 18 anos de prisão por matar filha e esconder corpo

Márcia Zaccarelli respondia o processo em liberdade desde agosto de 2016, quando foi presa e solta 51 dias depois.
01/08/2018, 19h53

A professora Márcia Zaccarelli foi condenada por um júri popular a 18 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, na Penitenciária Odenir Guimarães, antigo Cepaigo. O julgamento foi feito nesta quarta-feira (1/8) e presidido pelo juiz da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri da comarca de Goiânia, Jesseir Coelho de Alcântara.

A mulher foi considerada culpada pela morte da filha recém-nascida e por esconder o corpo durante cinco anos em um escaninho no prédio em que morava, no Setor Bueno.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Goiás, os jurados entenderam que a ré é culpada pelo crime, uma vez que agiu com frieza, de forma cruel tampou o nariz da própria filha recém-nascida até a morte. Concluíram ainda que a ré não possui perturbação da saúde mental e nem doença metal, bem como possui conduta social dentro da normalidade, uma vez que possui ocupação lícita, curso superior completo e boa adaptabilidade social.

“As circunstâncias do crime não lhe favorecem, por atingir vítima recém-nascida, impossibilitando-lhe sua defesa. As consequências do crime são inerentes a esse tipo penal que é de natureza irreversível, pois foi retirada a expectativa de a criança recem-nascida vir a se tronar uma pessoa adulta, formar família e ter uma carreira profissional”, sustentaram os jurados que integraram o Conselho de Sentença.

Durante o interrogatório, que durou cerca de uma hora, Márcia afirmou que a morte da bebê foi acidental e que a ideia de esconder o corpo foi do ex-companheiro, Glácio de Souza Costa, e contou detalhes de como o bebê teria morrido. Segundo ela, a recém-nascida morreu nos braços dela, enquanto ela a segurava contra o peito para que o marido não a tomasse de seu colo.

Conforme relatado pela professora, quando ela saiu do hospital por não ter mais dinheiro para continuar lá, foi para uma praça.

“O meu ex-marido me ligou e me encontrou lá. Ele tentou a todo custo retirar a minha filha dos meus braços, e eu apertava ela contra o meu peito para protegê-la. Ficamos um tempo nessa briga até que fomos para casa. Quando eu cheguei, percebi que minha filha não estava mais respirando”, contou durante o interrogatório.

A professora disse ainda que a bebê era fruto de uma traição e afirmou que tanto o marido, quanto o amante, sabiam da gravidez, mas nenhum deles queria assumir a filha. Segundo ela, quando entrou em trabalho de parto, o marido disse que era para ela “sumir e dar um jeito” na criança.

“Eu jamais abortaria. Quando eu entrei em trabalho de parto, o Glaudson disse que era para eu sumir e dar um jeito na criança, não voltar para casa com ela, porque ele não passaria por essa vergonha”, contou chorando ao magistrado que conduziu o interrogatório.

Três mulheres e quatro homens compuseram o corpo de jurados. O julgamento da professora Márcia Zacarelli começou às 8h45 e durante toda a manhã houve depoimentos. Cinco testemunhas arroladas pelo Ministério Público e pela defesa foram ouvidas. Entre elas, a filha de Márcia Zaccarelli. A adolescente de 14 anos chorou algumas vezes e ressaltou que sentia medo do seu padrasto, Glaudson, porque, segundo ela, era um homem que fazia a mãe dela sofrer.

“Ele me tratava com indiferença. Gritava com ela, batia. Em 2015, quando ele descobriu uma suposta traição, me bateu, machucou minha mãe. Eu não gostava dele porque sempre via minha mãe chorando”, contou.

Relembre o caso

Conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), Márcia Zacarelli deu à luz uma menina no dia 15 de março de 2011, após ter escondido a gravidez de familiares e amigos. A criança seria fruto de um relacionamento extraconjugal. Como seu marido já havia feito vasectomia, não havia como dizer que a criança era dele.

No dia do nascimento da filha, Márcia, ao sentir as contrações, ligou para um amigo que a levou para o hospital. O amigo ainda pagou para que ela fizesse parto cesária. Um dia após, ao receber alta, ela tampou o nariz da recém-nascida, matando-a por asfixia. Em seguida, colocou o cadáver dentro de uma bolsa, e o levou para o apartamento onde morava.

Chegando no local, segundo a peça acusatória, Márcia envolveu o cadáver com pano e saco plástico, depois colocou dentro de uma caixa de papelão e o escondeu no escaninho de seu apartamento. Os restos mortais foram encontrados muitos anos depois, quando seu ex-marido voltou ao prédio para buscar alguns objetos e estranhou o odor de uma das caixas.

*Com informações do Tribunal de Justiça de Goiás

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Educação

Conheça sete famosos goianos conhecidos no mundo inteiro

De atrizes a banqueiros, estes goianos ganharam renome mundial.

Por Ton Paulo
02/08/2018, 16h10

Goiânia é  a 11ª capital mais populosa do Brasil, segundo o IBGE. Com aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, a cidade goiana detém 21,63% da população do Estado. Diante das megalópoles brasileiras como São Paulo e Rio de Janeiro, Goiânia pode até parecer modesta, mas não duvide do potencial da terra do pequi! Foi daqui mesmo que saíram alguns dos maiores artistas do Brasil e, quiçá, do mundo! Entre atrizes, cantores e jornalistas e até banqueiros notáveis, conheça sete famosos que nasceram em Goiás.

1 – Wanessa

A cantora, filha de Zezé di Camargo da famosa dupla Zezé di Camargo e Luciano, nasceu em Goiânia, em 1982.

2 – Henrique Meirelles

O ex-ministro da fazenda e atual candidato à Presidência da República Henrique Meirelles nasceu em 1945, na cidade de Anápolis.

3 – Gustavo Loyola

O famoso economista e ex-presidente do Banco Central nasceu em Goiânia, em 1952.

4 – Marcos Hummel

O jornalista e apresentador do Câmara Record nasceu em 1947, na cidade de Catalão.

5 – Ingrid Guimarães

A famosa atriz global nasceu em Goiânia, em 1972.

6 – Carolina Ferraz

A atriz, ex-queridinha da Globo, nasceu na cidade de Morrinhos, em 1968.

7 – Wolf Maya

Wolf nasceu em Goiânia em 1953, e já atuou e dirigiu inúmeras novelas da Rede Globo.

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Goiás

Acusado de matar colombiano no Tocantins é preso em Senador Canedo

O suspeito fugiu para Goiás depois de executar o crime.

Por Ton Paulo
02/08/2018, 16h36

A Polícia Civil de Tocantins prendeu ontem (1/8), em Goiás, o principal suspeito de ter matado o colombiano Jhowin Holguin Rodrigues em um bar na cidade de Gurupi (TO), em março deste ano. Manoel Henrique Correira Pires foi encontrado no município de Senador Canedo, região metropolitana.

De acordo com o delegado Hélio Domingos de Assis, responsável pelo caso, Manoel assassinou a vítima a mando de Joaquim Ribeiro, vulgo “Beguel”, e sua filha, Helena Martins Ribeiro. Logo após o crime, o suspeito fugiu para Goiás.

No momento da prisão, o delegado informou que Manoel confessou detalhes do crime, indicando até a participação de cada um dos envolvidos. Os suspeitos de terem mandado matar o colombiano também foram presos, e aguardam julgamento. Manoel Henrique foi indiciado por homicídio qualificado.

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Goiás

Quem é o ex-vereador que enganou mais de mil famílias em Goiânia

Ele responde 12 vezes pelo mesmo crime. Segundo MP, o ex-parlamentar é o chefe de um bando que cobrava ilegalmente por casas populares.
02/08/2018, 17h01

Abandonado desde outubro de 2017, o prédio da Sociedade Habitacional Comunitária (SHB) atualmente serve apenas para velórios, diferentemente dos tempos áureos de quando foi inaugurado em 2002 para encontros do grupo político do ex-vereador de Goiânia, José Maurício Beraldo: ele usava o local para reuniões em que prometia e cobrava ilegalmente por moradias populares para as pessoas humildes de pelo menos sete bairros pobres da região norte da capital.

Além do abandono do prédio, tomado pelo mato e poeira nos cômodos fechados, uma frase escrita na parede chama a atenção: “Bem feito ladrão”. Instalado na rua Cida Silveira – via batizada em homenagem à mulher de Beraldo, Maria Aparecida da Silveira, a pixação tentou ser apagada por um dos interlocutores do ex-parlamentar após ele ter sido preso em outubro do ano passado acusado de estelionato. Ele já não era mais vereador. Perdeu as eleições que concorreu pelo PSDB (Partido Social da Democracia Brasileira) mesmo com 3.472 votos.

Beraldo poderia ter tido mais votos. Mas, conforme investigação do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), agiu criminosamente contra os próprios eleitores. Preso em outubro de 2017 sob acusação de prometer casas e entregar decepção para famílias, é visto em bairros percorridos pela reportagem do Portal Dia Online como “caloteiro”, “mentiroso” e “pilantra”. Durante pelo menos nove anos, o grupo aplicou golpes em quem via Beraldo como um homem que os tiraria da miséria.

Na última terça-feira (31/7), nove meses depois de o ex-vereador ter sido preso, o Ministério Público enviou ao Judiciário uma denúncia que sepultou a carreira política de Beraldo. Segundo o MP, Beraldo é articulador do grupo que enganava famílias que procuravam a casa própria.

Por isso, a reação dos ex-eleitores é de revolta: “Se esse político aparecer aqui a gente vai pegar ele”, ameaça um homem antes de entrar em um ônibus da linha 280, que passa em frente à sede SHB, endereço de promessas, ameaças e retaliações.

Bravo

Quem é o ex-vereador que enganou mais de mil famílias em Goiânia
Em uma das reunião, mulher do ex-vereador, a Cida, discursa. Foto: reprodução.

“Quando a gente discordava dele, ah… ele ficava bravo, ameaçava, mudava aquele jeito doce que vinha falar com a gente quando pedia votos”, diz uma comerciante que conhece pelo menos oito pessoas que foram vítimas do esquema milionário do político.

Segundo a investigação do Ministério Público, 199 famílias foram identificadas por causa da movimentação financeira do grupo. Em dinheiro, pelo menos 1 milhão e 400 mil reais foram tomados de gente que tirou da boca dos filhos para tentar ganhar a casa própria. Além de Beraldo, outras dez pessoas agiram para enganar as vítimas que podem passar 1200 famílias espalhadas nos bairros João Paulo II, Vale dos Sonhos e região.

Além do próprio José Maurício Beraldo, que foi ex-presidente da SHC, a mulher dele e atual presidente da Sociedade, Maria Aparecida da Silveira, Emília Angelina de Jesus, tesoureira da SHC, Pedro Beserra da Cruz, assistente administrativo, Wender Mendes Araújo, Silas de Oliveira Almeida – ex-funcionário da Agehab e que agia na SHC -, Eduardo Luiz Moreira, Nilberto Moreira Lopes, André Luiz Alves de Carvalho, Alexandro Jacinto de Souza, Keslley Bernadino Avelar.  Os nomes são conhecidos na região. Por trás deles, histórias curiosas e até assustadoras narradas por moradores que temem abrir a boca.

“Um bando de orelha seca”, define um pedreiro que nem olha ao repórter. “Não falamos neles aqui para jornalista.” O clima é de medo a poucas quadras do prédio erguido para desabar o sonho de homens e mulheres que venderam carros, motos, lotes, entregaram tudo o que tinham do Fundo de Garantia para a SHB. “Ele [Maurício Beraldo] até sofreu um atentado antes de ser preso”, contou o dono de um comércio empoeirado. “O povo aqui tem ódio dele”, termina, antes de apontar para uma casa de alvenaria sem reboco: “ali mora a mãe de uma vítima deles”.

Entenda

Quem é o ex-vereador que enganou mais de mil famílias em Goiânia
Vale dos Sonhos, um sede do pesadelo de pessoas humildes pelo esquema do vereador. Foto: Yago Sales

O esquema, conforme explicou os promotores em uma coletiva de imprensa, funcionava assim: o vereador, sua mulher [que ganhou nome de rua] e interlocutores ligados a ele, iam de casa em casa – ou a história de que o político daria casas  se espalhava de boca em boca – e prometiam uma residências doadas pela Agência Goiana de Habitação (Agehab).

O grupo pedia para que as pessoas se associassem à SHB, que eram obrigadas a pagar taxas de manutenção da organização e, para garantirem o nome da lista quando saíssem as casas, pagariam quantias que variam entre 12 e 20 mil reais. Pagariam essa quantia para os estelionatários já que nenhuma quantia deve ser paga antes do financiamento firmado normalmente com a Caixa Econômica Federal. A investigação completa você confere aqui.

As casas seriam do setor João Paulo II. Mas apenas 440 casas foram entregues em dezembro de 2013. Mesmo com inúmeras irregularidades, a Agehab lançou a 2ª Etapa do João Paulo II, com previsão de construção de mais 230 casas, que ainda não ficaram prontas. Mesmo sem a conclusão desta  2ª Etapa, eles já vinham prometendo uma  3ª etapa que não existe.

Ou seja: muita gente caiu na lábia do político que gostava de esbanjar poder político na região, dizendo ter influência com o ex-governador Marconi Perillo, do mesmo partido. Não deu noutra: as reuniões na SHB eram lotadas. E muita gente pagava casas que não existiriam. A atuação na SHB iniciou, contudo, ainda em 22 de dezembro de 1996, depois de uma outra instituição comandada pelo José Maurício Beraldo ter se envolvendo em denúncias. Era a Cooperativa Habitacional Popular de Goiânia (Cohpog), com atuação desde 1993.

Ai de quem faltasse: perderia o nome na lista e, consequentemente, a casa. Aliás, alguma possibilidade de conseguir uma já que o bando do Beraldo prometia muito mais casas do que a Agehab construía. Muita gente nunca mais viu o dinheiro que depositou em contas da SHB e contas pessoais de integrantes do grupo.

Quem é o ex-vereador que enganou mais de mil famílias em Goiânia
Sede de Associação utilizada para aplicar golpes está abandonada. Foto: Yago Sales

Histórico

A prática é antiga. Desde 1997, segundo o MP, o grupo vinha agindo para benefício próprio. E isso criou um clima de animosidade ao nome de Beraldo na região. Em um comentário em sua página pessoal do Facebook, um eleitor se vinga ao saber que Beraldo não havia sido eleito: “Eu havia dito que você nunca mais ia ganhar mais nenhuma eleição”. Mesmo assim, a reportagem encontrou quem defendesse o político.

“Ele é o melhor pra nós. Deu uma casa pra minha filha”, acredita uma mulher. “Fizeram uma injustiça prendendo um bom de bem”, diz um homem que ganhou – e vendeu – uma casa.

Em apenas duas horas pela região, a reportagem encontrou oito pessoas que foram enganadas pelo político. Apenas cinco haviam ido depor ao Ministério Público e podem, não se sabe quando, conseguir uma casa. É que agora o Ministério Público estuda, junto com a Agehab, colocar as vítimas lesadas pelo bando do ex-vereador nos próximos conjuntos habitacionais que surgirem.

Enquanto isso, Jéssica (nome fictício) tenta superar a decepção com remédios antidepressivos. “Peguei tudo que eu tinha e depositei na conta da Cida [Maria Aparecida, mulher do ex-vereador.” Ela responde rapidamente algumas perguntas do outro lado das grades da casa que aluga no Guanabara II. “Eles acabaram com o meu sonho. Dei tudo o que eu tinha. Nem esperança de procurar o Ministério Público eu tenho mais”, conta ela.

Sem se identificar, vestida com o uniforme da empresa de Serviços Gerais que presta serviços ao Ministério Público goiano, uma mulher contou que o ex-vereador Maurício Beraldo a influência polícia na Agehab para fomentar o sonho dela e de várias pessoas do Jardim Guanabara, um bairro pobre de Goiânia. “Na época da política, ele andava pelo bairro prometendo casas. E a gente ia lá, parecendo bobo votar nele.”

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Goiás

Menino que perdeu testículo por erro médico em Goiás é indenizado

Médico diagnosticou uma inflamação, mas o motivo das dores do menino era outro.

Por Ton Paulo
02/08/2018, 17h16

O município de Santo Antônio do Descoberto, a 150 quilômetros de Goiânia, e um médico que atende no hospital local foram condenados a pagar R$ 22 mil a um paciente menor de idade por danos morais, depois que um diagnóstico equivocado do médico provocou a perda de um dos testículos do menino. A decisão é da juíza Patrícia de Morais Costa Velasco, da comarca de Santo Antônio do Descoberto.

Segundo os autos, em 10 de outubro de 2015, o garoto acordou se queixando de fortes dores na região genital, momento em que o pai dele o levou até o Hospital da cidade. Durante o percurso até a unidade de saúde, o garoto teve o estado de saúde piorado, chegando a vomitar por várias vezes e tendo dores ainda maiores na região abdominal e genital.

No local, foi atendido por um médico que, após examinar o menino, disse que se tratava de uma simples inflamação, receitando o anti-inflamatório Cetoprofeno de 100mg, bem como orientou o pai da criança que lhe fornecesse o medicamento de oito em oito horas. Em casa, o garoto ingeriu o remédio por dois dias, entretanto, não teve melhora do seu estado de saúde.

No dia 13 de outubro de 2015, como o menino ainda sofria com as dores, pai e filho foram ao Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, quando o médico constatou que o estado de saúde do filho dele era grave, e o encaminhou ao Hospital de Base.

Depois de ser atendido, ele foi submetido a uma bateria de exames, onde foi verificado que o menino tinha uma torção testicular tardia, e que devido à demora no procedimento correto, a alternativa era a retirada do testículo.

Ao analisar os autos, a magistrada Patrícia de Morais Costa Velasco, da comarca de Santo Antônio do Descoberto, entendeu que o município e o médico possuem responsabilidade objetiva no caso, e determinou o pagamento da indenização.

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