Goiás

'Barão do Tráfico' deixa presídio para cumprir pena no semiaberto

Com carta de emprego encaminhado, ele tem o direito de dormir em casa.
06/08/2018, 21h02

Leonardo Dias Mendonça,  conhecido como “Barão do Tráfico”, recebeu tornozeleira de monitoramento eletrônico na tarde de hoje (6/8), e agora cumpre pena no regime semiaberto. Como Leonardo já tem carta de emprego, ele trabalha durante o dia e tem o direito de dormir em casa.

O homem apontado pelas autoridades como o maior traficante de cocaína do Brasil em 2000, conseguiu o benefício após cumprir um sexto de sua pena de 79 anos e sete meses, e por ele ter bom comportamento na prisão. Leonardo cumpria pena desde 2013 no Núcleo de Custódia no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

A soltura foi determinada pelo juiz Oscar de Oliveira Sá Neto, da 7ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Goiânia, na última quinta-feira (2/8).

De acordo com decisão, Leonardo “somente poderá circular durante o período diurno pelas seguintes cidades (área de inclusão): Goiânia, Aparecida de Goiânia, Goianira, Senador Canedo, Trindade, já que se tratam de cidades com áreas urbanas interligadas com a capital.”

Leonardo também fica proibido de portar qualquer tipo de arma, frequentar bares e boates ou lugares que vendem bebidas alcoólicas.

Crimes 

O ‘Barão do Tráfico’ tem histórico criminal por comércio internacional de drogas desde 1999 e já esteve na lista da Interpol por crimes em outros países. Ele responde a processos por tráfico em Goiás, Pará, Maranhão e Mato Grosso.

Em 2002, Leonardo era considerado um dos chefões do tráfico na América Latina. Ele era procurado pelos governos dos Estados Unidos, da Holanda, da Colômbia e do Brasil.

Na época, o patrimônio de megatraficante foi avaliado em R$ 500 milhões. Com alto poder financeiro, Leonardo era dono de fazendas, de rede de lojas e postos de gasolina no Pará, de milhares de cabeças de gado, terras, aviões, barcos, carros, motos e casas, posses usadas para a lavagem do dinheiro do tráfico.

Mesmo preso, Leonardo comandava uma quadrilha, com cerca de 35 integrantes, especializada em tráfico internacional de drogas do Brasil. O grupo criminoso foi preso depois de anos de investigação, em uma operação conjunta do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) e da Polícia Federal (PF).

De acordo com a denúncia, para o funcionamento da quadrilha eram usados celulares, e mesmo dentro do presídio, em apenas três anos, Leonardo teria trocado 50 vezes de aparelho.

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Goiás

Projeto de lei proíbe uso de água limpa para lavar calçadas em Goiânia

O projeto prevê advertência e até multa para quem for pego lavando a calçada com água potável.

Por Ton Paulo
07/08/2018, 13h42

Um projeto de lei proposto na última semana, na Câmara Municipal de Goiânia, proíbe o uso de água limpa e potável para fins de limpeza de calçadas e ruas na capital.

A proposta, de autoria do vereador Romário Policarpo, prevê advertência para o indivíduo que for pego, pela primeira vez, utilizando água limpa para lavar sua calçada e até multa, caso o ato se repita.

Segundo Policarpo, a medida visa evitar o desperdício de água e a preservação ambiental. “Este projeto não tem o intuito de punir o cidadão, muito pelo contrário. O intuito é conscientizar a população e envolver tanto o poder público quanto a sociedade para que o desperdício [de água] não aconteça”, esclarece.

Ainda de acordo com o vereador, a intenção é que o dinheiro arrecadado com as multas seja revertido para campanhas educativas e de conscientização.

O projeto, que foi apresentado na semana passada, seguiu para a Procuradoria da Câmara Municipal, onde será analisado. De lá, deve ir para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e, só então, vai a plenário para ser aprovado ou arquivado.

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Entretenimento

Aparecida Shopping oferece show gratuito em tributo aos Beatles

Na semana do Dia dos Pais, visitantes podem conferir de perto acervo histórico da banda de rock britânica e participar do sorteio de uma guitarra.
07/08/2018, 16h18

Um show para animar e emocionar os fãs dos Beatles. Esta é a proposta do Aparecida Shopping para comemorar o Dia dos Pais. Com entrada gratuita, na quinta-feira (9/7), a banda Versário fará um tributo aos garotos de Liverpool, às 20h.

No repertório, estão canções de todas as fases do quarteto, com os maiores hits e as músicas mais dançantes.

O trio, formado por Osmar Netto, Arthur Andraus e David Lacerda, toca juntos há 12 anos e, nos últimos sete, se dedica ao projeto “Beat and Shout”, que homenageia a vida e obra dos Beatles.A banda, que já passou por vários estados brasileiros, como Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais e Acre, esteve, no ano passado, na Inglaterra. Em Liverpool, participaram do maior festival do mundo dedicado à banda de rock britânica, o International Beatleweek.

Entre as apresentações, duas aconteceram no lendário Cavern Club, onde os Beatles tocaram 292 vezes.

O show será na praça de alimentação. Logo após, o Aparecida Shopping fará também uma ação promocional que sorteará uma guitarra.

Exposição

Desde o fim de julho, o Aparecida Shopping tem promovido uma experiência inesquecível para os fãs do quarteto de Liverpool. A Exposição Beatles Week traz objetos que remetem à trajetória da banda, como coleções de discos, miniaturas e réplicas de roupas e instrumentos.

Em cúpulas de vidro, estão bonecos, brinquedos, jukeboxes, rádios e fotos com autógrafos dos músicos. A exposição gratuita é um convite para momentos de entretenimento, música, arte, história e cultura. Ela segue no piso 1 do shopping até 19 de agosto.

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Goiás

Lei Maria da Penha completa 12 anos e número de casos de violência ainda cresce

Só no primeiro semestre de 2018, foram registradas quase 73 mil denúncias.
07/08/2018, 18h23

Hoje, dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 12 anos, e o número de caso de violência contra mulher ainda é crescente no Brasil. Só no primeiro semestre de 2018, foram registradas quase 73 mil denúncias, de acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180.

Segundo o relatório, as principais agressões denunciadas são cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas, homicídio e assédio no esporte. As denúncias também podem ser registradas pessoalmente nas delegacias especializadas em crime contra a mulher.

Os casos de violência contra mulher têm repercutido quase que diariamente nos noticiários. E para discutir mais sobre o assunto, o TVSD na Web desta terça-feira (7/8), juntamente com o Dia Online, recebeu a advogada Darlene Liberato e a psicóloga Kátia Alexandrina. Elas explicam que a Lei Maria da Penha é um grande avanço ao combate à violência, mas que o sistema ainda é falho.

“É uma conquista. A lei é absolutamente perfeita. O que acontece é que o estado não coloca a lei em prática. Se fosse colocado em prática tudo que a Maria da Penha prevê, com certeza nós teríamos índices muito baixos de homicídos e feminicídos, mas o estado não dá essa condição”, declara a advogada do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), Darlene Liberato.

Assista a entrevista completa:

https://www.facebook.com/portaldiaonline/videos/1872917936131686/

Segundo a psicóloga Kátia Alexandrina, a Leia Maria da Penha é um avanço, mas precisa ser feito ainda mais. “Nós vivemos em uma sociedade violenta e sem recursos para saúde e educação, isso amplia o espaço entre as relações privadas sem garantias de direitos, sem igualdade entre homem e mulher, e todas as questões de gênero”, explica.

Hoje, Goiás mantém a segunda posição entre os estados com maior número de feminicídios proporcional à população e tem se aproximado do primeiro lugar, ocupado por Roraima. O estado do Norte tem média de 9,3 casos a cada 100 mil mulheres, enquanto Goiás subiu de 7,5 para 8,5 execuções na mesma medida.

Os dados são referentes aos levantamentos do Anuário da Segurança Pública, Mapa da Violência, Balanço do 180 e da Agência Patrícia Galvão, juntamente com a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres.

Na última quinta-feira (2/8) a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás apresentou os indicadores da criminalidade no estado, de janeiro a julho deste ano.

Segundo o levantamento, enquanto os crimes de roubo, furto e homicídio diminuíram, as denúncias de violência contra a mulher aumentaram quase 20%. Os casos de estupro também preocupam. Só neste ano, já foram registrados 360 casos em Goiás.

As especialistas afirmam que a melhor arma das mulheres contra a violência é a denúncia. Mesmo Goiânia tendo poucas delegacias especializadas no atendimento à mulher, o número de ocorrências registradas tem aumentado.

De janeiro ao início de julho deste ano, a Justiça de Goiás concedeu mais de 2 mil medidas protetivas a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no estado.

De acordo com a delegada Ana Elisa Gomes, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), mulheres que denunciaram seus agressores, mulheres que estão protegidas e amparas por medidas protetivas de urgência têm muito mais oportunidades e chances de sobreviverem e se afastarem dos agressores.

“O propósito é demonstrar e incentivar que quem denuncia tem mais chance de sobreviver a essas relações abusivas”, conclui.

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Goiás

Assembleia Legislativa gasta mais de dois milhões de reais em compra de poltronas e reforma do prédio em pleno ano eleitoral

Apenas em um 'curso de liderança' oferecido a 30 servidores, foi gasto quase 100 mil reais.

Por Ton Paulo
08/08/2018, 10h30

A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) gastou no ano de 2018, até agora, a bagatela de R$ 2.251.397,00 reais na aquisição de reformas prediais, computadores, poltronas, softwares e cursos para os servidores.

Em pleno ano eleitoral, o presidente da Alego, José Vitti, parece não se importar muito em poupar os cofres públicos estaduais. Até agora, a Casa de Leis fez várias aquisições que, somadas, chegam a um valor astronômico. De ‘cursos de liderança’ para alguns servidores até a compra de poltronas e softwares, a crise aparentemente, não chegou ao órgão legislativo.

Confira o detalhamento de algumas das aquisições da Alego deste ano que chegam à casa do milhão:

Compra de 450 novos monitores: R$ 233.550,00

Compra de cadeiras e poltronas: R$ 427.430,00

Licenças para aplicativos online de engenharia e arquitetura: R$ 307.530,00

Compra de 80 microcomputadores: R$ 449.040,00

Compra de três nobreaks: R$ 89.790,00

Curso de liderança para 30 servidores: R$ 93.450,00

Além desses gastos, a Presidência da Alego também autorizou a realização de uma reforma nas partes elétricas do Plenário Getulino Artiaga e do Salão Nobre Dr. Henrique Santillo, que custou aos cofres estaduais o valor de R$ 378.378,00 reais.

A reforma foi feita em locais essenciais para a atividade legislativa, paralisando os trabalhos da Casa por semanas. Em paralelo, investimentos milionários são aplicados nas obras das novas instalações da Alego, que se arrastam há mais de uma década.

Localizado na Rua Olinda, no Parque Lozandes, a construção que está destinada a ser o novo prédio da Alego foi idealizada ainda no ano de 2001, pelo então presidente da Assembleia, Sebastião Tejota. Desde lá, passou de revisões de custos da obra até troca de licitações, mas ainda está longe de ser finalizada.

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