Entretenimento

Aparecida Shopping oferece show gratuito em tributo aos Beatles

Na semana do Dia dos Pais, visitantes podem conferir de perto acervo histórico da banda de rock britânica e participar do sorteio de uma guitarra.
07/08/2018, 16h18

Um show para animar e emocionar os fãs dos Beatles. Esta é a proposta do Aparecida Shopping para comemorar o Dia dos Pais. Com entrada gratuita, na quinta-feira (9/7), a banda Versário fará um tributo aos garotos de Liverpool, às 20h.

No repertório, estão canções de todas as fases do quarteto, com os maiores hits e as músicas mais dançantes.

O trio, formado por Osmar Netto, Arthur Andraus e David Lacerda, toca juntos há 12 anos e, nos últimos sete, se dedica ao projeto “Beat and Shout”, que homenageia a vida e obra dos Beatles.A banda, que já passou por vários estados brasileiros, como Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais e Acre, esteve, no ano passado, na Inglaterra. Em Liverpool, participaram do maior festival do mundo dedicado à banda de rock britânica, o International Beatleweek.

Entre as apresentações, duas aconteceram no lendário Cavern Club, onde os Beatles tocaram 292 vezes.

O show será na praça de alimentação. Logo após, o Aparecida Shopping fará também uma ação promocional que sorteará uma guitarra.

Exposição

Desde o fim de julho, o Aparecida Shopping tem promovido uma experiência inesquecível para os fãs do quarteto de Liverpool. A Exposição Beatles Week traz objetos que remetem à trajetória da banda, como coleções de discos, miniaturas e réplicas de roupas e instrumentos.

Em cúpulas de vidro, estão bonecos, brinquedos, jukeboxes, rádios e fotos com autógrafos dos músicos. A exposição gratuita é um convite para momentos de entretenimento, música, arte, história e cultura. Ela segue no piso 1 do shopping até 19 de agosto.

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Brasil

Denúncias de violência contra a mulher chegam a 73 mil, em 2018

Lei Maria da Penha completa 12 anos em meio a notícias de feminicídio.
07/08/2018, 16h31

A Lei Maria da Penha completa 12 anos nesta terça-feira (7) em meio a várias notícias de crimes cometidos contra mulheres, principalmente homicídios. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei 11.340 representa um marco para a proteção dos direitos femininos ao endurecer a punição por qualquer tipo de agressão cometida contra a mulher no ambiente doméstico e familiar.

Em pouco mais de uma década de vigência, a Lei motivou o aumento das denúncias de casos de violação de direitos. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180, foram registradas no primeiro semestre deste ano quase 73 mil denúncias. O resultado é bem maior do que o registrado (12 mil) em 2006, primeiro ano de funcionamento da Central.

As principais agressões denunciadas são cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas, homicídio e assédio no esporte. As denúncias também podem ser registradas pessoalmente nas delegacias especializadas em crime contra a mulher.

A partir da sanção da Lei Maria da Penha, o Código Penal passou a prever estes tipos de agressão como crimes, que geralmente antecedem agressões fatais. O código também estabelece que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham prisão preventiva decretada se ameaçarem a integridade física da mulher.

Pela primeira vez, a Lei também permitiu que a justiça adote medidas de proteção para mulheres que são ameaçadas e correm risco de morte. Entre as medidas protetivas está o afastamento do agressor da casa da vítima ou a proibição de se aproximar da mulher agredida e de seus filhos.

Além de crime, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda considera a violência contra a mulher um grave problema de saúde pública, que atinge mulheres de todas as classes sociais.

A lei leva o nome de Maria da Penha Maia, que ficou paraplégica depois de levar um tiro de seu marido. Até o atentado, Maria da Penha foi agredida pelo cônjuge por seis anos. Ela ainda sobreviveu a tentativas de homicídio pelo agressor por afogamento e eletrocussão.

Feminicídio

Fruto da Lei Maria da Penha, o crime do feminicídio foi definido legalmente em 2015 como assassinato de mulheres por motivos de desigualdade de gênero e tipificado como crime hediondo. Segundo o Mapa da Violência, quase 5 mil mulheres foram assassinadas no país, em 2016. O resultado representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, houve um aumento de 6,4% nos casos de assassinatos de mulheres.

Nos últimos dias, alguns casos de agressão e morte contra mulheres repercutiram em todo o país e reacendeu o debate em torno da violência de gênero. No interior do Paraná, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou denúncia por feminicídio contra o biólogo Luís Felipe Manvailer pelo assassinato de sua esposa, a advogada Tatiane Spitzner. Ela foi encontrada morta, no dia 22 de julho, depois de, supostamente, ter sido empurrada do 4º andar do prédio onde o casal morava, em Guarapuava (PR).

Em Brasília, a Polícia Civil prendeu ontem (6) em flagrante um homem de 44 anos acusado de matar a esposa. A mulher de 37 anos morreu depois de cair do terceiro andar do prédio onde o casal morava.  O agressor vai responder pelo crime de homicídio triplamente qualificado (quanto é cometido por motivo torpe, sem possibilidade de defesa da vítima e feminicídio). Segundo a investigação, neste caso há histórico de violência doméstica, com brigas frequentes, agressões, injúrias e ameaças recíprocas.

No Rio de Janeiro, onde uma mulher grávida foi assassinada ontem (6) e o principal suspeito é o marido, policiais civis também cumprem mandados de prisão de acusados de violência física e sexual contra mulheres.

Em Minas Gerais, a Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (7) uma operação especial para prender agressores de mulheres. Durante a manhã, foram cumpridos 61 mandados de prisão; quatro agressores foram presos em flagrante e foram feitas 306 visitas tranquilizadoras, para monitorar casos de medidas protetivas.

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Goiás

Dia dos Pais: variação no preço de presentes chega a 55%

Pesquisa foi realizada pelo Procon Goiás, de 31 de julho a 6 de agosto.
07/08/2018, 16h53

O Procon Goiás divulgou nesta terça-feira (7/8) uma pesquisa de preços para ajudar os consumidores na compra dos presentes dos pais. A variação encontrada no valor de produtos idênticos chega a 55%.

De acordo com o órgão, na comparação de preços, foram considerados produtos de mesma marca e mesmo modelo. Essa variação citada acima foi verificada no Barbeador Elétrico – Aqua Touch Plus – AT 610/14 – Seco e Molhado – Bivolt – Philips. O menor valor encontrado foi de R$ 159,90 e o maior a R$ 249,00, variação de 55,72%.

A pesquisa apurou preços de 31 itens como perfumes importados, smartphones, churrasqueira elétrica, aspirador de pó, furadeira, máquina de cortar cabelo, barbeadores, etc. Ao todo foram 15 estabelecimentos pesquisados entre os dias 31 de julho a 6 de agosto de 2018.

Apesar da alta no câmbio, os perfumes importados, de acordo com dados levantados pelo Procon, registraram redução no preço médio. É o caso, por exemplo, do perfume masculino Invictus – Eau de Toilete – Paco Rabanne – Cod 5660 – 100 ml.

Em agosto do ano passado, o preço médio desse produto era de R$ 485,71, já este ano, o preço médio praticado é de R$ 434,48, redução média de -10,55%.

Confira aqui a planilha completa de preços  do Procon Goiás.

Dicas 

Somente de janeiro até a última segunda-feira (6/8) o Procon Goiás realizou 34 atendimentos relativos à prática abusiva de venda casada, somente em lojas do comércio.

A prática de atrelar a venda de um produto ou serviço a outro, sem a autorização prévia do consumidor, configura venda casada, e é considerada prática abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor, além de configurar crime nas relações de consumo.

O Procon alerta ainda que o consumidor deve sempre observar se o valor informado no cupom ou nota fiscal, relativo ao preço do produto adquirido, é o mesmo divulgado no preço do produto. A contratação de uma garantia estendida, por exemplo, só pode ser praticada após informação prévia ao consumidor e a concordância dele com a mesma.

Caso o consumidor perceba essa cobrança somente ao chegar em casa, deve entrar em contato imediatamente com a loja para fazer o cancelamento e o reembolso de possíveis parcelas já pagas. Caso não seja solucionado o problema, o consumidor deve procurar o Procon Goiás e fazer a reclamação.

Parcelamentos “sem juros” 

Todo parcelamento, por mais curto que seja, muito provavelmente terá a incidência de juros nas parcelas. Por isso, quando for atraído por um anúncio de compra parcelada e supostamente sem juros, o consumidor deverá pesquisar nos sites de busca e verificar o valor real praticado em outros estabelecimentos ou até mesmo em lojas próximas.

Por exemplo, em um encarte para o dia dos pais, analisado pelo Procon Goiás, uma lavadora de alta pressão da marca Electrolux – Power Wash EWS31, está sendo vendida ao valor à vista de R$ 459, podendo ser parcelada, em até 10 vezes “sem juros”, de R$ 45,90.

No entanto, esse mesmo produto foi encontrado em outra loja por R$ 379,91 à vista. Ou seja, nesse caso, estão sendo embutidos juros de até 3,59% ao mês. Ou seja, o consumidor terá pago 20,82% a mais pelo produto ao final do parcelamento.

Quando for parcelar uma compra, o ocnsumidor não deve avaliar não apenas se aquela parcela, naquele momento, cabe no bolso, imprevistos podem ocorrer e parcelamentos em longo prazo podem se tornar uma dor de cabeça.

Neste caso, o consumidor deverá verificar também quais são os encargos que serão cobrados em caso de inadimplência. Análise do Procon já identificou encargos de atraso que chegam a quase 20% ao mês.

Compras pela internet

De acordo com o Procon, muitas vezes uma compra pela web pode ser uma boa alternativa para economizar, no entanto, alguns cuidados devem ser observados pelo consumidor. Abaixo estão os principais deles:

– Desconfiar sempre de preços bem abaixo da média;

– Evitar clicar em anúncios que aparecem em algumas páginas da internet. Caso seja tenha interesse, o consumidor deveá digitar no navegador o endereço da loja virtual e, a partir daí, fazer uma busca pelo produto;

– Verificar previamente o valor do frete cobrado e qual o prazo previsto para a entrega do produto;

– Lembrar-se de salvar ou imprimir cada etapa da compra, pois em caso de possíveis problemas, eles serão utilizados como comprovantes da mesma.

– Na hora de inserir os dados pessoais e de pagamento, é importante verificar se o endereço se inicia com https:// e se há um cadeado fechado no canto inferior da tela.

Direitos e deveres do consumidor na hora da compra

Troca de Produtos

Quando se tratar de peças do vestuário como roupas, calçados, etc., e o presenteado não gostar do presente ou não servir para ele, o lojista não é obrigado a efetuar a troca. Neste caso, antes de finalizar a compra, é importane avaliar a possibilidade de troca e o prazo para que a mesma seja efetivada. Agindo assim, o acordo de troca deve ser cumprido.

Produtos que não funcionam

Além de causar frustração para quem recebe, causa também constrangimento para quem presenteou. Neste caso, quando se tratar de produtos eletro/eletrônicos ou de eletrodomésticos, sempre que possível peça para ver o funcionamento e é fundamental testar o produto ainda dentro da loja.

De acordo com as regras, durante o prazo de vigência da garantia, mesmo que o produto tenha acabado de sair da loja, este deverá ser encaminhado à assistência técnica, que terá um prazo de até 30 dias para sanar o problema.

Prazo de sete dias para arrependimento

Esta regra vale apenas para as compras que foram realizadas fora do estabelecimento comercial, seja por telefone, catálogo postal, internet, etc. Neste caso, o consumidor terá um prazo de até sete dias para se arrepender da compra.

Aceitação de cheque ou cartão de crédito

A única forma de pagamento obrigatória é em espécie (dinheiro). No entanto, ao oferecer essa possibilidade de pagamento ao consumidor, o estabelecimento comercial não poderá impor restrições como exigir tempo mínimo para abertura de conta corrente, para aceitar o cheque, ou exigir valor mínimo para efetuar a venda pelo cartão de crédito.

*Com informações do Procon Goiás

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Entretenimento

Repórter do Portal Dia Online publica livro sobre Césio 137 em Goiânia

Césio 137: livro-reportagem denuncia inconsistência de relatório oficial sobre mortes por câncer.
07/08/2018, 17h44

Jornalistas lançam a reedição do livro Sobreviventes do Césio 137 na próxima quinta-feira (9/8) no Coruja Café, na T-37 no Setor Bueno. A obra, reeditada pela jornalista Carla Lacerda, com colaboração do repórter do Portal Dia Online Yago Sales, traz relatos e denúncias graves sobre o acidente com césio 137 em Goiânia, em setembro de 1987.

Por ocasião dos 30 anos do acidente com o Césio 137, em Goiânia, o Governo do Estado de Goiás informou à imprensa nacional e internacional que os casos de óbitos por câncer entre as vítimas da tragédia seriam seis. No entanto, em 2007, a Superintendência Leide das Neves (Suleide), hoje Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados (CARA), já contabilizava 12 mortes provocadas pela doença, que se tornaram 15, em 2012.

Nas inúmeras reportagens realizadas na época, nenhum jornalista contestou aqueles dados oficiais, que acabaram sendo amplamente difundidos. Meses depois, enquanto realizava checagens para o fechamento do conteúdo da segunda edição do livro Sobreviventes do Césio 137, Carla Lacerda se deparou com inconsistências do relatório elaborado pelo Governo do Estado, que ameniza danos do maior desastre radiológico urbano já ocorrido no Planeta Terra.

Repórter do Portal Dia Online publica livro sobre Césio 137 em Goiânia
Jornalista Carla Lacerda. Foto: reprodução

“O livro levanta esta denúncia em manifesto contra o apagamento desta história que se iniciou em 1987 e ainda não acabou”, comenta a jornalista. Lançado em 2007 pela Editora Contato, Sobreviventes do Césio 137 recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog, organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. Na ocasião, Carla Lacerda era repórter do diário O Hoje e produzia reportagens especiais sobre os 20 anos do acidente radiológico em Goiânia.

A segunda edição conta com a contribuição do colega de profissão, Yago Sales, apoio fundamental para a atualização de narrativas. O prefácio foi escrito pelo premiado jornalista e documentarista, Vinicius Sassine. A apresentação do livro traz o ponto de vista da editora Larissa Mundim acerca de percepções que ficam mais nítidas com o distanciamento de três décadas do acidente com o Césio 137. Reeditado pela Nega Lilu Editora e relançado pelo Selo Eclea, a publicação do novo projeto editorial foi viabilizada por financiamento coletivo (crowdfunding), por meio da campanha “30 anos sem Leide das Neves”.

Literatura e jornalismo

A escrita de Sobreviventes do Césio 137 se ancora nos princípios do Jornalismo Literário. Originalmente chamado de New Journalism, trata-se de um movimento que tem como expoentes autores como Gay Talese e Tom Wolfe. “A partir desta base conceitual e técnica, recontei o trágico episódio do acidente radiológico sob o ponto de vista das vítimas”, explica Carla Lacerda. Segundo ela, a referência para a produção do conteúdo inédito, especialmente escrito para esta segunda edição, é o livro Hiroshima, de John Hersey, considerado um marco do jornalismo literário moderno.

Repórter do Portal Dia Online publica livro sobre Césio 137 em GoiâniaAssim, a jornalista conduz o leitor para aquele domingo, 13 de setembro de 1987, quando um aparelho utilizado para tratamento de câncer – que continha a cápsula de césio – foi encontrado por dois jovens em um terreno baldio onde funcionava o antigo Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), hoje o Centro de Convenções de Goiânia. “Como viviam as vítimas? O que sentiram durante a crise? Essas foram algumas perguntas que me motivaram a escrever e a registrar, por meio da história oral, a memória destas pessoas, como um patrimônio”, conta Carla Lacerda.

A publicação contém depoimentos de vítimas que, durante muito tempo, se recusaram a falar sobre o acidente com a imprensa, como os irmãos de Leide das Neves, Lucimar e Lucélia. E testemunhos que não estão mais disponíveis como o de Wagner Mota, um dos rapazes que achou a bomba de césio nos escombros do antigo IGR.

Profissionalmente envolvida com o caso há mais de 10 anos, Carla Lacerda ainda obteve instigante depoimento de Edson Fabiano, vizinho de Devair Alves Ferreira, um dos últimos sobreviventes a voltar do Hospital Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Geraldo Guilherme, que levou a bomba de césio à Vigilância Sanitária junto com Maria Gabriela, também foi encontrado pela autora e compartilha suas memórias sobre a tragédia radioativa. O então secretário estadual de Saúde, Antônio Faleiros, o bombeiro Agildo Wagner Jaime e Lourdes das Neves (a mãe da pequena Leide) são outros que trazem sua versão sobre o acidente.

Colaboração

Repórter do Portal Dia Online publica livro sobre Césio 137 em Goiânia
Repórter Yago Sales. Foto: reprodução.

Em 2013, o então estudante de jornalismo Yago Sales começava a se envolver emocionalmente com as histórias de vida das pessoas diretamente envolvidas na tragédia.

Ele conta que, de maneira despretensiosa, foi se aprofundando na pesquisa sobre o assunto sem suspeitar os rumos que tomaria. “Fazia aquilo instintivamente, sem qualquer noção de como e onde usaria as informações que ano a ano se repetem, mudando apenas que as vítimas entrevistadas – como dona Lourdes das Neves e Odesson – vem envelhecendo, repetindo sempre a mesma dor do desamparo, dos anos desperdiçados em audiências públicas e da memória se apagando com o silêncio de cada uma das vítimas”, lembra.

Sobreviventes do Césio 137 começa com uma narrativa cromática evanescente que alerta para a necessidade do registro do discurso não oficial, não institucional contra o apagamento da memória. “De outra maneira, entendemos também este passeio dos olhos pelo azul como expressão do desejo pela descontaminação de todo o preconceito e discriminação que impactam a história de vida das pessoas envolvidas nesta história”, arremata a editora Larissa Mundim.

SERVIÇO

Lançamento do livro: Sobreviventes do Césio 137, de Carla Lacerda, com colaboração de Yago Sales

9 de agosto (quinta), às 19 horas, no Coruja Café (Rua T-37, esquina com Rua T-12, Connect Park Business, Setor Bueno)

Preço de capa: R$ 40

Perfil dos autores:

CARLA LACERDA

Concluiu o curso de Comunicação Social – Habilitação Jornalismo, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em 2003. Em 2009, finalizou Pós-Graduação em Jornalismo Literário. É autora de dois livros: Sobreviventes do Césio – 20 anos depois (2007) e Antônio de Oliveira – A marca de um homem (2016). Pelo primeiro título, recebeu menção honrosa no Prêmio Vladmir Herzog e foi agraciada pelo Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de Goiás. Foi repórter do jornal O Hoje. Em Assessoria de Imprensa, tem passagens pela Câmara dos Deputados, Agência Goiana de Regulação, PUC Goiás, Prefeitura de Aparecida de Goiânia e Agência Brasil Central. Conquistou dois prêmios na área de telejornalismo. Atualmente, é repórter e apresentadora na TV Brasil Central, afiliada da TV Cultura em Goiás.

YAGO SALES

Formado em Jornalismo pela Faculdade Araguaia, em 2016, começou a escrever artigos e crônicas para o jornal Diário da Manhã aos 15 anos. Ainda como estagiário do jornal semanário Tribuna do Planalto, escreveu, em parceria com a jornalista Daniela Martins, reportagem investigativa que venceu o primeiro lugar do Prêmio Gilberto Velho 2017. Publicou na antologia de contos As Dores de Josefa (Selo Naduk – Nega Lilu Editora, 2016). Também é coautor, com outros 84 autores, de Mestres da Reportagens II e Mestres da Reportagem III, livros de entrevistas lançados pela Editora InHouse. Já contribuiu com reportagens especiais para diversos veículos nacionais. Foi repórter do Jornal Opção. Atualmente, é repórter do portal Dia Online e da Ponte Jornalismo.

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Goiás

Lei Maria da Penha completa 12 anos e número de casos de violência ainda cresce

Só no primeiro semestre de 2018, foram registradas quase 73 mil denúncias.
07/08/2018, 18h23

Hoje, dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 12 anos, e o número de caso de violência contra mulher ainda é crescente no Brasil. Só no primeiro semestre de 2018, foram registradas quase 73 mil denúncias, de acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180.

Segundo o relatório, as principais agressões denunciadas são cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas, homicídio e assédio no esporte. As denúncias também podem ser registradas pessoalmente nas delegacias especializadas em crime contra a mulher.

Os casos de violência contra mulher têm repercutido quase que diariamente nos noticiários. E para discutir mais sobre o assunto, o TVSD na Web desta terça-feira (7/8), juntamente com o Dia Online, recebeu a advogada Darlene Liberato e a psicóloga Kátia Alexandrina. Elas explicam que a Lei Maria da Penha é um grande avanço ao combate à violência, mas que o sistema ainda é falho.

“É uma conquista. A lei é absolutamente perfeita. O que acontece é que o estado não coloca a lei em prática. Se fosse colocado em prática tudo que a Maria da Penha prevê, com certeza nós teríamos índices muito baixos de homicídos e feminicídos, mas o estado não dá essa condição”, declara a advogada do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), Darlene Liberato.

Assista a entrevista completa:

https://www.facebook.com/portaldiaonline/videos/1872917936131686/

Segundo a psicóloga Kátia Alexandrina, a Leia Maria da Penha é um avanço, mas precisa ser feito ainda mais. “Nós vivemos em uma sociedade violenta e sem recursos para saúde e educação, isso amplia o espaço entre as relações privadas sem garantias de direitos, sem igualdade entre homem e mulher, e todas as questões de gênero”, explica.

Hoje, Goiás mantém a segunda posição entre os estados com maior número de feminicídios proporcional à população e tem se aproximado do primeiro lugar, ocupado por Roraima. O estado do Norte tem média de 9,3 casos a cada 100 mil mulheres, enquanto Goiás subiu de 7,5 para 8,5 execuções na mesma medida.

Os dados são referentes aos levantamentos do Anuário da Segurança Pública, Mapa da Violência, Balanço do 180 e da Agência Patrícia Galvão, juntamente com a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres.

Na última quinta-feira (2/8) a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás apresentou os indicadores da criminalidade no estado, de janeiro a julho deste ano.

Segundo o levantamento, enquanto os crimes de roubo, furto e homicídio diminuíram, as denúncias de violência contra a mulher aumentaram quase 20%. Os casos de estupro também preocupam. Só neste ano, já foram registrados 360 casos em Goiás.

As especialistas afirmam que a melhor arma das mulheres contra a violência é a denúncia. Mesmo Goiânia tendo poucas delegacias especializadas no atendimento à mulher, o número de ocorrências registradas tem aumentado.

De janeiro ao início de julho deste ano, a Justiça de Goiás concedeu mais de 2 mil medidas protetivas a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no estado.

De acordo com a delegada Ana Elisa Gomes, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), mulheres que denunciaram seus agressores, mulheres que estão protegidas e amparas por medidas protetivas de urgência têm muito mais oportunidades e chances de sobreviverem e se afastarem dos agressores.

“O propósito é demonstrar e incentivar que quem denuncia tem mais chance de sobreviver a essas relações abusivas”, conclui.

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