Goiás

Lei Maria da Penha completa 12 anos e número de casos de violência ainda cresce

Só no primeiro semestre de 2018, foram registradas quase 73 mil denúncias.
07/08/2018, 18h23

Hoje, dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 12 anos, e o número de caso de violência contra mulher ainda é crescente no Brasil. Só no primeiro semestre de 2018, foram registradas quase 73 mil denúncias, de acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180.

Segundo o relatório, as principais agressões denunciadas são cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas, homicídio e assédio no esporte. As denúncias também podem ser registradas pessoalmente nas delegacias especializadas em crime contra a mulher.

Os casos de violência contra mulher têm repercutido quase que diariamente nos noticiários. E para discutir mais sobre o assunto, o TVSD na Web desta terça-feira (7/8), juntamente com o Dia Online, recebeu a advogada Darlene Liberato e a psicóloga Kátia Alexandrina. Elas explicam que a Lei Maria da Penha é um grande avanço ao combate à violência, mas que o sistema ainda é falho.

“É uma conquista. A lei é absolutamente perfeita. O que acontece é que o estado não coloca a lei em prática. Se fosse colocado em prática tudo que a Maria da Penha prevê, com certeza nós teríamos índices muito baixos de homicídos e feminicídos, mas o estado não dá essa condição”, declara a advogada do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), Darlene Liberato.

Assista a entrevista completa:

https://www.facebook.com/portaldiaonline/videos/1872917936131686/

Segundo a psicóloga Kátia Alexandrina, a Leia Maria da Penha é um avanço, mas precisa ser feito ainda mais. “Nós vivemos em uma sociedade violenta e sem recursos para saúde e educação, isso amplia o espaço entre as relações privadas sem garantias de direitos, sem igualdade entre homem e mulher, e todas as questões de gênero”, explica.

Hoje, Goiás mantém a segunda posição entre os estados com maior número de feminicídios proporcional à população e tem se aproximado do primeiro lugar, ocupado por Roraima. O estado do Norte tem média de 9,3 casos a cada 100 mil mulheres, enquanto Goiás subiu de 7,5 para 8,5 execuções na mesma medida.

Os dados são referentes aos levantamentos do Anuário da Segurança Pública, Mapa da Violência, Balanço do 180 e da Agência Patrícia Galvão, juntamente com a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres.

Na última quinta-feira (2/8) a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás apresentou os indicadores da criminalidade no estado, de janeiro a julho deste ano.

Segundo o levantamento, enquanto os crimes de roubo, furto e homicídio diminuíram, as denúncias de violência contra a mulher aumentaram quase 20%. Os casos de estupro também preocupam. Só neste ano, já foram registrados 360 casos em Goiás.

As especialistas afirmam que a melhor arma das mulheres contra a violência é a denúncia. Mesmo Goiânia tendo poucas delegacias especializadas no atendimento à mulher, o número de ocorrências registradas tem aumentado.

De janeiro ao início de julho deste ano, a Justiça de Goiás concedeu mais de 2 mil medidas protetivas a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no estado.

De acordo com a delegada Ana Elisa Gomes, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), mulheres que denunciaram seus agressores, mulheres que estão protegidas e amparas por medidas protetivas de urgência têm muito mais oportunidades e chances de sobreviverem e se afastarem dos agressores.

“O propósito é demonstrar e incentivar que quem denuncia tem mais chance de sobreviver a essas relações abusivas”, conclui.

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Goiás

Assembleia Legislativa gasta mais de dois milhões de reais em compra de poltronas e reforma do prédio em pleno ano eleitoral

Apenas em um 'curso de liderança' oferecido a 30 servidores, foi gasto quase 100 mil reais.

Por Ton Paulo
08/08/2018, 10h30

A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) gastou no ano de 2018, até agora, a bagatela de R$ 2.251.397,00 reais na aquisição de reformas prediais, computadores, poltronas, softwares e cursos para os servidores.

Em pleno ano eleitoral, o presidente da Alego, José Vitti, parece não se importar muito em poupar os cofres públicos estaduais. Até agora, a Casa de Leis fez várias aquisições que, somadas, chegam a um valor astronômico. De ‘cursos de liderança’ para alguns servidores até a compra de poltronas e softwares, a crise aparentemente, não chegou ao órgão legislativo.

Confira o detalhamento de algumas das aquisições da Alego deste ano que chegam à casa do milhão:

Compra de 450 novos monitores: R$ 233.550,00

Compra de cadeiras e poltronas: R$ 427.430,00

Licenças para aplicativos online de engenharia e arquitetura: R$ 307.530,00

Compra de 80 microcomputadores: R$ 449.040,00

Compra de três nobreaks: R$ 89.790,00

Curso de liderança para 30 servidores: R$ 93.450,00

Além desses gastos, a Presidência da Alego também autorizou a realização de uma reforma nas partes elétricas do Plenário Getulino Artiaga e do Salão Nobre Dr. Henrique Santillo, que custou aos cofres estaduais o valor de R$ 378.378,00 reais.

A reforma foi feita em locais essenciais para a atividade legislativa, paralisando os trabalhos da Casa por semanas. Em paralelo, investimentos milionários são aplicados nas obras das novas instalações da Alego, que se arrastam há mais de uma década.

Localizado na Rua Olinda, no Parque Lozandes, a construção que está destinada a ser o novo prédio da Alego foi idealizada ainda no ano de 2001, pelo então presidente da Assembleia, Sebastião Tejota. Desde lá, passou de revisões de custos da obra até troca de licitações, mas ainda está longe de ser finalizada.

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Política

Lula tenta estratégia arriscada para chegar à Presidência indiretamente

A estratégia política do petista surpreendeu a oposição.

Por Ton Paulo
08/08/2018, 16h13

De acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto, realizadas pelos institutos MDA, CNI, Ibope, Vox Populi e XP/Ipespe, Jair Bolsonaro (PSL) aparece como líder na corrida presidencial. Entretanto, essas mesmas pesquisas foram feitas num cenário sem o candidato que, ao que tudo indica, não poderá concorrer: Lula.

O petista aparece como o líder de intenção de votos para presidente em todos os cenários das pesquisas feitas até agora. Só em São Paulo, por exemplo, Lula (PT) aparece com 21,8% das intenções de voto, enquanto que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) conta 18,4%.

Porém, Lula, além de cumprir pena em regime fechado após ser condenado no processo do triplex, se enquadra no perfil de inelegível de acordo com a lei da Ficha Limpa. E, apesar da defesa estar já preparando todos os recursos cabíveis para tentar fazer com que a candidatura de Lula seja deferida pelo TSE, o PT já considera com seriedade a possibilidade do ex-presidente não poder ir ao pleito.

Levando em conta a conjuntura, Lula articulou – de dentro da prisão – uma estratégia arriscada que surpreendeu a oposição e que pode, no final das contas, dar certo.

Ao isolar Ciro Gomes (PDT), firmando acordo de não-agressão com o PSB para que o partido não apoie o pedetista, O PT, ao mesmo tempo, conseguiu fechar com o PCdoB ao oferecer a vice-presidência para Manuela D’Ávila, fazendo-a desistir da própria candidatura onde ela era a cabeça da chapa.

Isso gerou uma certa confusão a princípio, até que a ficha caiu. A questão é que: Lula havia escolhido o companheiro de partido Fernando Haddad (PT) para ser seu vice. E é aí que reside o estratagema político.

Haddad segue sendo oficialmente o vice de Lula. Mas como já é sabido que Lula tem grandes e prováveis chances de não concorrer, Haddad subirá para a cabeça da chapa, passando a vice, oficialmente, para Manuela D’Ávila – tudo dentro do estatuto do TSE.

Ou seja: mesmo preso, Lula poderá concorrer à Presidência indiretamente através de Haddad.

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Goiás

Grande incêndio atinge galpão de reciclagem no setor Campinas; veja vídeo

Seis carros do Corpo de Bombeiros estão tentando apagar o fogo.

Por Ton Paulo
08/08/2018, 21h46

Seis carros do Corpo de Bombeiros estão neste exato momento tentando combater um incêndio de grandes proporções que atingiu um galpão de reciclagem no setor Campinas, entre a Marginal Leste-oeste e a Marginal Norte.

Apesar da chuva, o incêndio tomou conta do estabelecimento de grande porte, localizado próximo ao Cepal da Vila Abajá, transformando-se numa grande tocha a céu aberto.

Não há notícias de feridos até o momento.

Aguarde novas informações.

Veja os vídeos e fotos:

Grande incêndio atinge galpão de reciclagem no setor Campinas

Grande incêndio atinge galpão de reciclagem no setor Campinas

Grande incêndio atinge galpão de reciclagem no setor Campinas

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Política

Confira a agenda de debates dos candidatos à Presidência e veja quem vai participar

O primeiro debate está previsto para hoje (9/8), na TV Band.

Por Ton Paulo
09/08/2018, 09h35

O primeiro turno das eleições presidenciais tem, até o momento, nove debates marcados. Veja abaixo as datas dos eventos e quais veículos de comunicação vão realizá-los:

  • 9 de agosto: Band
  • 17 de agosto: RedeTV e revista “IstoÉ”
  • 27 de agosto: rádio Jovem Pan
  • 9 de setembro: TV Gazeta e jornal “O Estado de S. Paulo”
  • 18 de setembro: revista “Piauí” e site Poder360
  • 20 de setembro: TV Aparecida
  • 26 de setembro: UOL, SBT e Folha
  • 30 de setembro: Record
  • 4 de outubro: Globo

O primeiro debate vai acontecer hoje, às 22h na TV Bandeirantes (Band).

Segundo a Band, as regras do debate permitem 64 confrontos diretos entre os candidatos, entre perguntas, réplicas e tréplicas. A ordem de quem pergunta foi definida por sorteio. No primeiro bloco, cada candidato poderá receber até três perguntas. No segundo, duas.

Cada candidato terá 30 segundos para a pergunta; um minuto e meio para a resposta; 45 segundos para a réplica; e 45 segundos para a tréplica. Eles também vão responder a perguntas de jornalistas do Grupo Bandeirantes de Comunicação e de leitores do jornal Metro.

No último bloco, cada candidato terá um minuto e meio para suas considerações finais. A ordem de fala também foi definida por sorteio.

Quais candidatos vão participar?

Segundo a legislação eleitoral, os organizadores dos debates são obrigados a convidar todos os candidatos cujos partidos ou coligações têm ao menos cinco parlamentares entre os 513 deputados federais e 81 senadores. Neste momento, nove das 13 candidaturas oficialmente apresentadas atendem esse requisito.

O fato de nove candidaturas cumprirem uma exigência legal mais rigorosa do que a de anos anteriores não só reflete o nível da divisão política de hoje, como serve de sinal para as possíveis dificuldades do próximo ou próxima presidente na hora de formar uma maioria no Congresso para aprovar medidas de governo.

Deste grupo, só não deverá estar na Band o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja candidatura traz outra marca da disputa eleitoral deste ano: a de que o líder das pesquisas de intenção de voto está preso há quatro meses e potencialmente inelegível, em um símbolo também do impacto da Operação Lava Jato sobre a política.

Assim, os participantes confirmados no debate da Band são Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede).

As emissoras de TV não são obrigadas a convidar João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), José Maria Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU), cujos partidos não atendem ao requisito de representação no Congresso.

Fonte: UOL

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