Entretenimento

Marrone se envolve em caso de estelionato de Eduardo Costa

Casal acusa Eduardo Costa de ter agido de má-fé.
09/08/2018, 14h46

O cantor sertanejo Marrone, da dupla Bruno & Marrone, pode ser ouvido pela Justiça em um processo que envolve o cantor Eduardo Costa, que vendeu a um casal uma casa e teria de passar bens do cantor para complementar o valor. Mas, segundo a defesa dos compradores, Eduardo Costa descumpriu o trato.

A casa teria sido vendida por Marrone e, por isso, ele deve prestar esclarecimentos a respeito do valor que a vendeu a Eduardo Costa. O pedido para que Marrone fosse ouvido partiu do advogado do casal, Arnaldo Soares Alves.

Conforme publicou o site Notícias ao Minuto, o sertanejo trocou seu imóvel às margens do Lago de Furnas, em Capitólio, no sul de Minas Gerais, por uma casa na capital do estado. A diferença de valores das residências (a de Capitólio avaliada em R$ 6 milhões e a de Belo Horizonte, R$ 9 milhões) seria acertado com itens pessoais de Eduardo.

O restante do pagamento seria pago por meio de uma lancha lancha no valor de R$ 250 mil, uma moto aquática, que custa R$ 25 mil, e uma Ferrari, avaliada em R$ 1,1 milhão.

Segundo o delegado Alves, o carro de luxo não foi repassado para o casal. “Disseram que caiu de preço, mas que tinha quem comprasse”, relata Alves. Ele explica que a Ferrari foi comprada por Marrone, e que R$ 800 mil foram entregues ao casal.

Entretanto, Marrone teria comprado o automóvel por R$ 1,1 milhão diretamente de Eduardo. Portanto, o casal deixou de receber pelo menos R$ 300 mil. “Nós queremos mostrar que houve má-fé por parte de Eduardo Costa”, declara Alves.

O advogado acrescenta que a moto aquática e a lancha foram passadas para o casal, mas ainda não foram transferidas de propriedade. O processo está na Vara Cível de Piunhí, na região centro-oeste de Minas Gerais.

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Goiás

Responsáveis pela morte do estudante que caiu em misturador de ração na UFG são denunciados

O promotor alegou negligência por parte dos denunciados.

Por Ton Paulo
09/08/2018, 15h33

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou cinco pessoas pela morte do estudante Lucas Silva Mariano, 24, que caiu em um misturador de ração e teve o corpo prensado pelas engrenagens. A tragédia ocorreu em junho de 2017, no setor de confinamento experimental de bovinos de corte, na Escola de Veterinária da UFG, no Campus Samambaia, em Goiânia.

A denúncia, que partiu do promotor de Justiça Vilanir de Alencar Camapum Júnior, foi oferecida contra o tratorista Lucas de Sousa; os professores universitários Juliano José Rezende Fernandes e Vitor Rezende Moreira Couto; o diretor da faculdade, Marcos Barcellos Café; e a gestora do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass), Edinamar Aparecida Santos da Silva.

O Caso

Conforme o inquérito, na manhã do dia do acidente, estudantes dos cursos de agronomia, zootecnia e medicina veterinária participavam de aula prática para confecção de ração no setor de confinamento, atividade que continuou no período da tarde, após o almoço, quando foram divididos pelo tratorista Lucas de Sousa em duas equipes para cumprimento de tarefas.

Uma delas foi composta pelo aluno de veterinária Lucas Mariano e outros dois alunos, além do próprio tratorista.

Os estudantes deveriam preparar quatro tipos diferentes de ração para o trato de animais, sendo que o procedimento exigia três fases – a realizada no volumoso, que consiste em colocar o bagaço de cana dentro do vagão misturador; a segunda, quando o equipamento é levado até a área do galpão para que sejam acrescentadas sacas de concentrado à mistura; e a terceira, de levar o vagão até a caixa d’água para que o produto seja acrescido à substância.

Assim, o primeiro trato começou às 13h30, quando o tratorista e um aluno entregavam os balaios de bagaço para a vítima, que havia subido no vagão e estava sobre as travessas da esteira misturadora para, dali, despejar os balaios dentro do vagão. A máquina, por ser muito alta, demandava o uso de uma escada, como fez o estudante.

Quando começaram a preparação do segundo tipo de ração, o trator foi levado para a área do volumoso para colocar o bagaço da cana dentro do misturador mas, desta vez, a vítima entrou no vagão, desde a primeira fase. Terminada a etapa, o estudante pegou carona dentro da máquina até o galpão do concentrado.

No galpão de concentrado, de dentro do vagão, onde ele já estava, Lucas despejou os sacos de 40 quilos que lhe eram repassados. Ao terminar, o tratorista disse que ele poderia descer da máquina. Nesse meio tempo, o professor Victor chegou no local para tratar rapidamente de assuntos de trabalho. O tratorista, então, levou a máquina e o vagão para a caixa d’água, confiante de que não havia mais ninguém dentro dela.

O estudante, no entanto, ainda não tinha descido e, mais uma vez, pegou carona dentro do vagão. Ao chegar, o tratorista aguardou os 15 segundos para estabilização da balança e, em seguida, ligou a tomada de força, dando início ao funcionamento das lâminas do misturador, que colheram a vítima.

Nesse momento, uma amiga de Lucas Mariano gritou que ele ainda estava dentro do misturador. O tratorista, então, desligou a máquina e subiu no vagão para tentar socorrer a vítima, mas já era tarde demais.

Os denunciados

O promotor relata que o tratorista confessou que havia recomendação do professor Juliano para acionar as máquinas somente depois de verificar se não havia ninguém dentro do vagão. Além disso, sabia da conduta arriscada dos alunos mas permitia que eles entrassem no vagão, como foi o caso da vítima. Para o MP, ele foi negligente no cumprimento da medida de segurança que poderia ter evitado a acidente, tornando-se um dos responsáveis pela morte de Lucas Mariano.

O professor Juliano delegou, conforme apurado, ainda que tacitamente, ao tratorista Lucas as funções de chefe imediato, professor ou coordenador do estágio, uma vez que era ele quem distribuía as tarefas, ensinava o uso do maquinário e autorizava os procedimentos alternativos, ainda que arriscados.

Quanto ao diretor da escola, o promotor destaca que ele tem conhecimento suficiente para saber das máquinas existentes no estágio e demais setores da unidade e que colocavam em risco as pessoas que exerciam suas atividades.

Ele também sabia que o Siass era competente para análise de riscos, mas não requisitou a inspeção para essa identificação, ainda que o órgão tivesse entrado em funcionamento há 7 anos, negligenciando no dever de proteção, em culpa concorrente pela morte de Lucas Mariano.

O MP-GO aponta o fato de a gestora do Siass ter deixado passar mais de sete anos sem cumprir seus deveres legais com a Escola de Veterinária. Para o promotor, isso aumentou consideravelmente os riscos do processo de trabalho no estágio.

Assim, o diretor negligenciou ao não pedir a atuação do Siass, mesmo conhecendo os riscos do ambiente, enquanto a gestora do órgão também negligenciou ao não solicitar informação do diretor sobre os ambientes de maior risco e não iniciar, tempestivamente, as medidas protetivas.

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Goiás

Suspeitos de receber propina para permitir o acesso de crianças e adolescentes à casas noturnas em Formosa são presos

Os supostos criminosos faturavam de R$ 1 mil a R$ 5 mil por festa, de acordo com o delegado.
09/08/2018, 15h50

Quatro suspeitos de participar de esquema criminoso que cobrava propina para permitir a entrada de crianças e adolescentes em festas voltadas para o público maior de 18 anos foram presos na manhã desta quinta-feira (9/8), pela Polícia Civil em Formosa, a 70 quilômetro de Goiânia.

Três dos acusados que foram apreendidos integravam a Divisão de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), da Vara da Infância e Juventude, que é responsável por realizar a fiscalização dos eventos.

Conforme o delegado responsável pelo caso, José Antônio Machado Sena, o grupo ia até organizadores de festas e exigia que os “promoters” os contratassem para fazer a segurança dos eventos. Ainda de acordo com o Dr. José Antônio, caso a proposta fosse recusada, os suspeitos faziam a fiscalização, como realmente deveriam fazer, e não deixavam que crianças e adolescentes adentrassem o recinto da festa.

Os supostos criminosos faturavam de R$ 1 mil a R$ 5 mil por festa, de acordo com o delegado. A suspeita é de que o esquema aconteça há ao menos quatro anos. As investigações começaram há dois meses.

Os suspeitos eram nomeados pela Vara da Infância e Juventude para fiscalizar as festas e impedir a entrada de crianças e adolescentes. Um dos suspeitos é ex-agente de proteção.

Os investigadores desconfiam que eles usavam armas de fogo enquanto faziam a segurança dos eventos, mesmo não tendo porte delas.

Eles devem responder na Justiça pelo crime de concussão, uma modalidade de corrupção passiva e organização criminosa. A soma dos crimes pode gerar pena de 15 anos de reclusão.

Os organizadores dos eventos também vão ser investigados, já que são suspeitos de permitir a entrada de crianças e adolescentes nas festas.

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Goiás

Seis policiais e três advogados são presos por extorsão

A suspeita é de que o grupo agia há pelo menos dois anos.
09/08/2018, 16h21

Seis policiais civis,um informante da polícia e três advogados foram presos na manhã de hoje (09/08), na Operação Arapuca, realizada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), por meio do Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) e do Centro de Inteligência do MP.

A operação teve como objetivo combater a organização criminosa na prática de extorsões, concussões e corrupção praticados por policiais civis e advogados. Segundo o promotor do MP, Leandro Murata, coordenador do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial, a quadrilha ia atrás de pessoas que cometiam crimes como: venda de medicamentos e diplomas falsos, drogas etc, faziam o flagrante do crime e conduziam as vítimas até a porta da delegacia, quando acontecia a extorsão. “Em quatro meses de investigações, já identificamos 12 casos. A quadrilha cobrava em torno de mil a 30 mil reais para que as vítimas, não fossem presas”, explica.

Investigações criminais

André Ganga, superintendente da Polícia Judiciária da Polícia Civil, ressalta que a extorsão atrapalha as investigações da polícia quanto aos crimes que as vítimas cometiam. “Os policiais e advogados além de pegar o dinheiro das vítimas também ficavam com os materiais ilícitos e revendiam no mercado paralelo o que atrapalha as investigações quanto aos crimes cometidos pelas vítimas da extorsão dessa quadrilha”.

Prisão

Os seis policiais, o informante e dois advogados estão presos e outro policial está foragido. Outra pessoa, que faria venda de medicamentos ilícitos, e foi vítima da quadrilha, teria se associado ao grupo e também foi presa.

De acordo com a polícia, os seis policiais possuem procedimentos na Corregedoria e podem ser exonerados.

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Goiás

Guarda Civil apreende 70 mil metros de linha com cerol em Goiânia

Em 50 dias de ação, não houve registro de feridos por linhas cortantes.
09/08/2018, 16h35

Durante o período das férias escolares, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME), apreendeu cerca de 70 mil metros de linhas com cerol, chinela e indonésia, nas ruas de Goiânia.

O encerramento da campanha Pipa sem Cerol ocorreu na manhã desta quinta-feira (9/8), no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Irmã Lídia, na Vila São José.

Em 50 dias de operação, de acordo com a Prefeitura de Goiânia, foram apreendidas cerca de 600 latas e carretéis de linhas com cerol, chinela e indonésia, totalizando 70 mil metros de material.

Além da apreensão das linhas, foram feitas palestras preventivas sobre os riscos de soltar pipas utilizando o cerol e como isso pode atingir e ferir os moradores.

Segundo o comandante da GCM, Inspetor José Eulálio, este ano, não foi registrada nenhuma ocorrência com pipas com cerol.

“Ficamos muitos felizes em encerrar a campanha sem nenhum registro de feridos. A população nos agradece sempre pela preocupação com esses materiais letais, com parcerias com a SME e Agetul, conseguimos orientá-los para que não tivéssemos nenhuma vítima em 2018”, conta.

Ainda segundo a Prefeitura, mesmo com o fim da campanha, as ações de palestras e prevenções continuam até a chegada do período chuvoso. Desde o ano de 2016, de acordo com a GCM, Goiânia não registra nenhum caso de vítima fatal com o uso das linhas cortantes.

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