Goiás

Corpo de Bombeiros tem uma mulher no comando de batalhão pela primeira vez 

A Major Helaine Vieira dos Santos assume o cargo de comandante do 2º Batalhão na próxima terça-feira (21/8) em Goiânia.
17/08/2018, 11h18

Pela primeira vez o Corpo de Bombeiros de Goiás vai ter uma mulher no comando de um batalhão. A Major Helaine Vieira dos Santos assume o cargo de comandante do 2º Batalhão na próxima terça-feira (21/8) às 9h30 em Goiânia. O cargo era exercido anteriormente pelo major Ézio Antônio de Barros.

A solenidade de posse vai acontecer no auditório da Superintendência de Polícia Técnico-Científica que fica na Avenida Atílio Correia Lima, nº 1.223, Cidade Jardim (ao lado do IML). Quem comanda a cerimônia é o Comandante Geral do CBMGO, Coronel Márcio André de Morais.

Primeira mulher no comando do 2º Batalhão do CBMGO

Cerca de 100 bombeiros militares estarão sob comando de direto da Major Helaine. De acordo com ela, assumir o cargo representa, além de uma conquista pessoal, uma vitória para todas mulheres que integram a equipe do Corpo de Bombeiros de Goiás.

O CBMGO só teve participação feminina no de 2000, quando algumas mulheres ingressaram no primeiro curso de formação de soldados. Mas uma turma feminina oficial só aconteceu dois anos depois, em 2002.

Com a chegada da major ao comando do 2º BBM, o CBMGO passa a contar com duas mulheres a frente de unidades operacionais. Desde 2012, a major Selma Eurípedes Alves comanda a Companhia Independente Bombeiro Militar de São Luís de Montes Belos.

Major Helaine Vieira: trajetória da primeira mulher no comando de um batalhão do CBMGO 

A Major Helaine Vieira dos Santos é formada em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e é especialista em segurança pública e direitos humanos. Ela ingressou nas fileiras do Corpo de Bombeiros Militar, em 2001, como soldado. Em 2002, foi aprovada no Curso de Formação de Oficiais, no primeiro concurso que admitiu a presença feminina. Formou-se aspirante em 2004 e coordenou no ano seguinte a formação dos novos soldados.

Major Helaine já passou pela diretoria Financeira na Fundação Dom Pedro II, entidade de assistência social da Corporação, e subcomandante da Companhia Bombeiro Militar de Trindade. Em 2012, inaugurou o comando go quartel do CBMGO em Aruanã.

Desde 2013, ela exerce a função de chefe da sétima seção do Estado Maior Geral, sendo também a primeira mulher a ocupar a função.

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Goiás

Força-tarefa da polícia descobre esquema de traficantes e executa prisões em Itaberaí; veja o vídeo

A força-tarefa contou com 40 policiais e fez as prisões em flagrante.

Por Ton Paulo
17/08/2018, 16h22

Cinco pessoas foram presas e dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta sexta-feira (17/8) na Operação Festa do Povo, em Itaberaí. A operação foi uma força-tarefa de combate ao tráfico de drogas no município, coordenada pela Delegacia de Polícia (DP) de Itaberaí e pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (GENARC) da 4ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), com sede na Cidade de Goiás, em conjunto com o Grupo Tático 3 (GT3).

A operação, que contou com o apoio de cerca de 40 policiais civis das cidades que compõem a 4ª DRP, equipes da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) e do Grupo Tático 3, prendeu Lucas Gabriel dos Santos Antunes em flagrante por tráfico de drogas.

Em sua casa, foram encontradas uma porção de maconha, quatro porções de crack, uma balança de precisão e R$ 146 em dinheiro.

Igor da Silveira Bastos, conhecido como “DJ Lotus”, e sua esposa, Fabiana Lucena de Freitas, também foram autuados por tráfico e associação para o tráfico. O operação policial encontrou uma barra de maconha, uma faca com resquícios de entorpecente e R$ 1,358 mil em dinheiro na residência do casal.

Força-tarefa da polícia descobre esquema de traficantes e executa prisões no interior de Goiás

Rafael Rodrigues Pacheco filho foi preso por tráfico. Em sua casa, foram encontrados cinco tabletes de maconha, três porções dosadas de cocaína, uma balança de precisão, três ‘balaclavas’ e diversas sementes de maconha.

Por último, Joalison Silva Santos foi autuado por posse ilegal de arma. Com ele foi encontrado um revólver calibre 38 e cinco munições intactas do mesmo calibre.

Segundo a delegada responsável pela operação, Dra. Josy Alves Sousa Guimarães, os traficantes não tinham ligação entre si, mas atuavam há cerca de dois meses no município de Itaberaí. “Recebemos a denúncia de uma movimentação suspeita nessas residências há cerca de dois meses, e começamos a investigar”, conta a delegada em entrevista ao Dia Online.

Força-tarefa da polícia descobre esquema de traficantes e executa prisões no interior de Goiás

Veja o vídeo do momento exato da prisão dos traficantes em Itaberaí

Um vídeo foi feito pelos próprios policiais no momento exato da ação das prisões. Confira abaixo:

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Goiás

Carteira que rasgou correspondências no meio da rua em Goiânia é afastada; veja o vídeo do ato

Os Correios confirmaram o afastamento da funcionária que foi filmada praticando o ato no meio da rua.

Por Ton Paulo
17/08/2018, 18h13

Uma carteira que foi flagrada rasgando correspondências no meio da rua no bairro Santa Genoveva, em Goiânia, foi afastado na tarde desta sexta-feira (17/8). Na gravação, que foi feita sem que a mulher percebesse, ela aparece na bicicleta e destruindo as cartas ainda dentro da bolsa dos Correios. A empresa confirmou o afastamento por meio de nota.

O vídeo que viralizou nas redes sociais tem cerca de dois minutos de duração. Durante esse tempo, é possível a carteira rasgando dezenas de envelopes. Ela chega a fazer força para destruir algumas cartas juntas.

A mulher olha para os lados, certificando-se de que não é observada por ninguém e sem saber que estava sendo filmada enquanto realizava o ato.

Moradores da região do Santa Genoveva chegaram a reclamar que há problemas na entrega de correspondência. Entretanto, em nota, os Correios alegam que o serviço está normal.

Em entrevista ao Portal Dia Online, o secretário do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, Eziraldo Vieira, informou que a funcionária exercia suas funções na empresa desde 2011, e nunca havia sido alvo de reclamações ou denúncias.

Procurada pela reportagem do Dia Online, a empresa Correios confirmou que um processo administrativo foi instaurado e a funcionária foi afastada.

Leia a nota dos Correios na íntegra sobre o afastamento da carteira que rasgou correspondências

“Nota resposta

Sobre a empregada filmada no bairro Santa Genoveva, em Goiânia, os Correios informam que foi aberto um processo administrativo disciplinar para apurar o caso. A profissional foi afastada das atividades externas até que a apuração seja concluída.”

Veja o vídeo do exato momento em que a carteira rasga as correspondências:

Via: G1 

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Goiás

"Tiro de borracha à toa", diz mulher de preso do Presídio Estadual de Anápolis; escute áudios

Mães procuraram o Portal Dia Online para denunciar supostas agressões no Presídio Estadual de Anápolis.
17/08/2018, 18h59

Mulheres sustentam denúncias da Pastoral Carcerária Nacional que cobrou, por meio de ofício enviado a órgãos competentes na segunda-feira (13/8), respostas acerca de um relatório que pede investigação de supostas torturas no Presídio Estadual de Anápolis, em Goiás.

Uma das mães conta ao Portal Dia Online que visitou o filho na quarta-feira (17/8) e soube que um preso teria tido o dedo quebrado na ocasião de uma ação de agentes para conter motim há cerca de dez dias.

“Cada visita é mais desgastante do que a outra. A gente lá não tem lugar para banhar, comer. Se a gente quiser ir ao banheiro, precisamos ir para o meio do mato”, conta.

Outra mulher, chorando ao telefone, conta que as visitantes chegam às 3h da madrugada na porta do presídio e começam a receber senhas às 12h. “Ficamos lá no sol escaldante até entrar às 14h, queimadas do sol, com fome e suadas”, reclama.

Ouça denúncia de uma mãe:

Empregada doméstica, a mãe de um dos presos não o vê há mais de quatro meses devido ao horário de visita e dias da semana – quarta ou quinta-feira. “Trabalho de doméstica e não posso sair do serviço. Se eu sair posso ficar desempregada. Se tivesse jeito de mudar o dia de visita para sábado ou domingo ia ajudar muito”, sugere.

Segundo ela, há uma determinação de que, mesmo sendo religiosa, não pode entrar no Presídio de saia. “Sou evangélica e não uso calça e desde que ele foi para lá fui obrigada a usar. Queria pelo menos que me deixassem vestir minha saia lá dentro  quando fosse para sair do presídio. É muito triste a gente ter a religião e eles obrigarem a gente a usar o que a gente não usa e até a ouvir coisas que não somos acostumadas. É muito sofrimento”, lamenta.

“Outra coisa são as crianças que para visitar o pai tem que matar aula. E outra, se perder a visita, fica até três meses sem ver os pais”, acrescenta.

Ouça o áudio:

Tiro de borracha “à toa” em procedimento “1” em Presídio Estadual de Anápolis

Familiares denunciam violência a presos em Presídio Estadual de Anápolis; escute áudios Familiares denunciam violência a presos em Presídio Estadual de Anápolis; escute áudios

A mulher de outro denuncia que agentes entraram gritando que era “procedimento 1” e disparou, segundo o preso disse para ela, “à toa”. O agente ainda teria ameaçado atirar na cabeça do apenado. “Se o agente não vai com a cara do preso, eles cagam e passam bosta [figurativo] na cara deles.”

Escute a denúncia:

Ainda segundo ela, depois de ameaçar denunciar os agentes, o marido teria sido levado por eles para fora do presídio onde teria sido obrigado a assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Escute a denúncia:

Para o presidente do Sindicado dos Agentes Prisionais do Estado de Goiás, Maxuell Miranda das Neves, as denúncias dos familiares cumprem a um propósito: “É um discurso ensaiado porque a família tem muita dificuldade para visitá-los e querem que eles voltem para Goiânia. Desafio qualquer pessoa a me indicar um preso espancado e o levarei para fazer exame de corpo de delito,” assevera.

Democracia

Familiares denunciam violência a presos em Presídio Estadual de Anápolis; escute áudios
Foto: Reprodução/Estado de Goiás

Sobre a atuação do Grupo de Operações Penitenciárias (Gope), Maxuell destaca que quando algum preso é ferido, o procedimento é leva-lo fazer exame de corpo de delito. Sobre a denúncia de o preso ter sido levado para fora da unidade prisional, ele destaca que isso inexistente.

Acerca das denúncias sobre um dos presos ter sido levado para “passear” pela cidade porque a mulher teria ameaçado denunciar o agente que o acertou com uma bala de borracha no pé, Maxuell afirma: “O preso tem liberdade para assinar o que ele quiser. De forma alguma o coagimos. Vivemos democracia, não existe mais tortura.”

Ele ainda defende atuações “necessárias”. “Os agentes prisionais são profissionais competentes. Esta é uma função que exige curso superior. Entre nós temos agentes com mestrado e doutorado”, diz, complementando: “Se a denúncia tem fundamentação porque não procuram advogado – para fazer exame de corpo de delito – e deixam de conversa paralela?”

Diretor-geral adjunto da DGAP, Agnaldo Augusto, explica que pelo menos duas semanas atrás, uma tentativa de motim. “Destruíram o interior de duas celas em um motim. Não destruíram mais porque houve a intervenção”, destaca.

“Todas as informações de denúncias são apuradas”, garante. A respeito da alimentação, o tenente-coronel destaca que a terceirizada oferece quatro refeições por dia. “Os presos tomam café da manhã, almoço, lanche e jantar”, salienta.

“Lá é uma unidade classificada como Estadual, com rito diferente. A entrada de produto e toda visitação é controlada, com monitoramento dos objetos. Não existe fogão, microondas em cela, tudo o que não encontraram em outros presídios.”

Para o tenente-coronel, o local “respeita os Direitos Humanos”. “Trabalhamos com respeito e disciplina. O preso tem cama, quatro refeições por dia, garantia de visita. Toda garantia da Lei de Execuções Penais é respeitada. O agente não pode agir de qualquer jeito, ele obedece ao Procedimento Operacional Padrão (POP)”, esclarece.

Ofício da Pastoral Carcerária Nacional denuncia tortura

O ofício a que o Portal Dia Online teve acesso informa e publicado que a Pastoral  recebeu denúncia anônima, “através de via eletrônica, relatando a existência de violações de direitos e tortura na Penitenciária de Anápolis, em Goiás.”

Assessor Jurídico da Pastoral Carcerária Nacional, Paulo Malvezzi Filho, informou que os membros e os presos têm medo de ser penalizados quando denunciam. “Os presos e os membros da Carcerária têm medo de represálias. Os entes da Pastoral têm medo de perder o acesso aos presos. Muitos de nossos agentes são proibidos de, inclusive, exercer atividade religiosa”, conta.

“Temos muitos relatos em Goiás. Tortura, ausência de direitos e outras violência”, complementa Malvezzi.

Ainda conforme o documento, o denunciante relatou que há torturas, agressões físicas e psicológicas. “Com relação a assistência médica, os detentos estão com problemas bucais, como infecções e com ‘buracos’ nos dentes, devido à falta desse atendimento, fazendo com que seus quadros clínicos sejam agravados.”

A entrega de alimentos que seria feita pelos familiares “não é permitida na unidade com exceção de bolachas de água e sal entregues nos dias de visita”.

Com isso, conforme a denúncia, os presos ficam “à mercê da vontade dos agentes prisionais que sem razão aparente ou por motivos fúteis, não respeitam um horário pré-estabelecido para a entrega da comida dos apenados, bem como, a alimentação está sendo servida com ‘bichos’ e larvas.”

Segundo consta ainda, nesta unidade prisional, “os apenados estão sendo submetidas a tratamentos humilhantes de forma consciente, os presos são machucados e possuem dedos quebrados. O denunciante relata que os presos são conduzidos para celas de isolamento/castigo de maneira que lá são agredidos com tiros e bombas, estando no local uma cápsula de armamento letal deflagrado.”

Presídio Estadual de Anápolis
Foto: Reprodução/ Estado de Goiás

NOTA-DGAP sobre denúncias enviadas à reportagem pelas mulheres

“A propósito dos questionamentos da reportagem do Portal Dia Online, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) esclarece o que se segue:

A DGAP está aberta para receber e apurar quaisquer denúncias feitas por familiares de presos, desde que a mesma seja feita de maneira formal nos canais de comunicação disponíveis. Os interessados podem entrar em contato com a Ouvidoria, Corregedoria, Ouvidoria Geral do Estado ou direção do órgão para fazer suas denúncias de irregularidades.

O usuário pode procurar também, caso julgue necessário, os órgãos fiscalizadores do sistema prisional como o Ministério Público, Poder Judiciário e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO).

Sobre a reclamação da comida, os presos recebem alimentação balanceada, baseada em cardápio elaborado por especialistas e feita diariamente.

No café da manhã, os presos são alimentados com leite achocolatado e pão com manteiga, o almoço é servido com cardápio de 600g, arroz carne, legumes, acompanhado de uma fruta e doce, no período vespertino é servido achocolatado e pão com manteiga, além do jantar (600g). Tudo fornecido por empresa especializada contratada, devidamente fiscalizada.

Sobre a denúncia de agressão com bala de borracha, a DGAP informa que armamento com munição menos que letal são disponibilizados para serem utilizados quando há a necessidade de uso da força para conter insurgências nas unidades prisionais.

Sempre que utilizadas, a direção da unidade faz o devido registro na delegacia de Polícia Civil, com a narrativa dos fatos.

Em 2018, ocorreram três motins no Presídio Estadual de Anápolis.

Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP)”

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Política

Veja o resumo do segundo debate dos candidatos à Presidência

O debate dos candidatos à Presidência da República, transmitido ontem (17/8), pela RedeTV, teve alfinetadas, provocações e confrontos diretos.

Por Ton Paulo
18/08/2018, 11h23

A emissora RedeTV! promoveu na noite desta sexta-feira (17/8) o segundo debate dos candidatos à Presidência da República nas eleições 2018. Assim como no último, realizado pela Band, oito concorrentes ao cargo de presidente marcaram presença: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (Rede).

Jair Bolsonaro e Marina Silva protagonizaram o principal confronto direto, e um dos pontos altos do debate. A representante da Rede atacou a postura do rival em razão de seu posicionamento sobre o salário para mulheres, que rebateu associando a religião da candidata às suas propostas de promover plebiscitos para discutir temas como aborto e descriminalização das drogas.

Veja os pontos altos do debate dos candidatos na RedeTV

Alvaro Dias e Jair Bolsonaro x Lula e PT

De novo fora do debate presidencial, o ex-presidente Lula e seu partido foram alvo de críticas por parte dos adversários.

Enquanto Geraldo Alckmin creditou às gestões petistas – em diferentes oportunidades – a crise atravessada pelo País, Jair Bolsonaro e Alvaro Dias dispararam diretamente contra Lula. Enquanto o candidato do PSL chamou o ex-presidente de bandido, o representante do Podemos disse que a insistência em sua candidatura representa um risco para a democracia.

“Não há como admitir essa vergonha nacional, de uma candidatura que não pode existir”, disse Dias. “Essa candidatura não existe”.Registrado como candidato nas eleições 2018 pelo PT, Luiz Inácio da Silva não esteve no debate.

Preso em Curitiba, o ex-presidente teve negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para participar do debate. O petista seria representado por um lugar vazio, mas o nono púlpito foi retirado por decisão da maioria dos candidatos.

Henrique Meirelles x Guilherme Boulos

Em uma das ocasiões em que tentava se esquivar da associação a Temer, ao responder uma provocação de Guilherme Boulos sobre o “toma-lá-dá-cá” do MDB, o candidato Meirelles disse que a imprensa classificou como “time dos sonhos” a equipe de técnicos escolhida por ele durante sua gestão no Ministério da Fazenda.Na réplica, o presidenciável do PSOL afirmou que para os milhões de brasileiros desempregados, aquele era o “time dos pesadelos”.

Na tréplica, Meirelles voltou a lembrar do período em que foi presidente do Banco Central no governo Lula e disse que, na época, criou emprego para quem queria trabalhar e não para quem queria invadir propriedades alheias.

Boulos, que é líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), rebateu indiretamente em um diálogo com Cabo Daciolo.“Quero responder uma insinuação do Henrique Meirelles, ele fez uma menção sobre trabalho.

Quero dizer que não sou banqueiro. Eu sou professor, escrevo e ganho minha vida honestamente. Luto ao lado dos sem-teto com muito orgulho. Estou junto com sem-teto, com sem-terra. Só não estou junto com sem-vergonha.”

Veja o resumo do segundo debate dos candidatos à Presidência, na RedeTV

Marina x Bolsonaro

No terceiro bloco do debate da RedeTV!, Jair Bolsonaro usou uma cola em sua mão para questionar Marina Silva sobre seu posicionamento acerca da liberação do porte de arma. A presidenciável da Rede prontamente respondeu ser contra e aproveitou o tempo de um minuto de resposta para atacar o candidato do PSL sobre seu posicionamento sobre o salário das mulheres. Durante o debate, ele declarou ser contra a intervenção do governo do assunto.

“Só uma pessoa que não sabe o que significa uma mulher ganhar um salário menor do que o homem e ter as mesmas capacidades, a mesma competência e ser a primeira a ser demitida, ser a última a ser promovida e quando vai à uma fila de emprego, pelo simples fato de ser mulher, não é aceita”, disse Marina.

“Não é uma questão que não precisa se preocupar, precisa se preocupar sim. Não fazer vista grossa, dizendo que não precisa se preocupar”, finalizou.

Na réplica a que tinha direito, Bolsonaro usou a religião de Marina para contra-atacar. “Temos aqui uma evangélica que quer fazer um plebiscito para o aborto e para a maconha. Você não sabe o que é uma mulher, Marina, com um filho jogado no mundo das drogas”, afirmou.Na tréplica, a candidata partiu para o ataque novamente e lembrou que Bolsonaro posou para fotos com crianças fazendo o sinal de uma arma.

“Você sabe o que a bíblia diz sobre ensinar uma criança? Ensina a criança no caminho que deve andar e, até quando for grande, não se desviará do caminho”, disse Marina.

Veja o resumo do segundo debate dos candidatos à Presidência, na RedeTV

Daciolo

Cabo Daciolo não citou a Ursal, mas voltou a chamar atenção pelas denúncias durante o debate na RedeTV!. Desta vez, o alvo foi um suposto esquema para fraudar as urnas eletrônicas. “Vamos votar em cédulas, para honra e glória do senhor Jesus”, disse o candidato.

Apesar de afirmar “amá-los”, o deputado também disparou contra os demais candidatos no debate eleitoral.

“Nação brasileira: maldito é o homem que acredita nos homens, mas bendito é o homem que acredita em Deus. Parem de acreditar em partidos políticos. Eles são todos amiguinhos. Se eu olhar na minha frente tenho aqui Alvaro Dias, Henrique Meirelles, Geraldo Alckmin e Marina. Tudo aqui é praticamente PSDB, são amigos”, disse o presidenciável do Patriota.

Ciro Gomes x Jair Bolsonaro

No momento reservado às perguntas de jornalistas para os candidatos, o jornalista Reinaldo Azevedo (forte crítico ao PT), fez pergunta a Jair Bolsonaro com comentário de Ciro Gomes.

Azevedo questionou o candidato do PSL sobre o tamanho da dívida pública, e o que ele, se eleito, faria a respeito. Finalizou a pergunta com a provocação “Ou o senhor acha que isso não é competência do presidente”.

Bolsonaro começou dizendo que o tamanho da dívida pública era um absurdo, e terminou falando sobre a burocracia existente para se abrir empresas no Brasil.

Ciro Gomes respondeu dizendo que a solução para a diminuição da dívida pública no Brasil era o corte direto dos juros.

O candidato do PDT foi flagrado dando risadas durante o confronto direto entre Daciolo e Bolsonaro.

Veja o resumo do segundo debate dos candidatos à Presidência, na RedeTV

Via: Estadão 

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