Trânsito

Goiânia já registra 118 mortes no trânsito este ano

Segundo balanço da Delegacia Estadual de Investigação de Crimes de Trânsito (Dict), 70% das vítimas estavam em motocicletas.
22/08/2018, 12h11

Segundo balanço da Delegacia Estadual de Investigação de Crimes de Trânsito (Dict), divulgado nesta quarta-feira (22/8), Goiânia já registra 118 mortes no trânsito neste ano, 55 a mais que o levantamento de maio que apontava 63 mortes por acidentes na Capital em 2018.

O balanço desse mês traz dados desde de 2012 até o dia 15 de agosto deste ano. Em todos os anos, a maioria das vítimas estavam em motocicletas, sejam elas passageiras ou motoristas

Em 2012, 318 mortes no trânsito em Goiânia foram registras. Em 2013, 269 acidentes deixou fatais. 290 pessoas morreram no trânsito em 2014, e em 2015, 238. Em 2016, houveram 244 acidentes fatais e em 2017,194.

Outra informação do levantamento é o horário em que a maioria dos acidentes acontece. O período da noite, que vai das 17h às 20h, aparece em primeiro lugar. Em segundo lugar vem o período da manhãs, das 8h às 11h.

O final da madrugada, entre 5h e 8h, aparece em terceiro lugar. Os dados apontam ainda que 50% dos acidentes ocorreram aos finais de semana e que 36% das vítimas fatais tinham de 18 a 35 anos de idade.

Em Goiás, segundo a Dict, 1314 pessoas morreram no trânsito, enquanto em 2018, 761 vítimas fatais foram registradas até agora.

Dados de mortes no trânsito em Goiânia de acordo com o ano

2013

  • Número de vítimas fatais: 269
  • Vítimas que estavam em motocicletas (condutores e/ou passageiros): 70% das vítimas
  • Número de acidentes/vítimas envolvendo ônibus do transporte coletivo: 15
  • Número de vítimas atropeladas: 59

2014

  • Número de vítimas fatais: 290
  • Vítimas que estavam em motocicletas (condutores e/ou passageiros): 74% das vítimas
  • Número de vítimas envolvendo ônibus do transporte coletivo: 14
  • Número de vítimas atropeladas: 84

2015

  • Número de vítimas fatais: 238
  • Vítimas que estavam em motocicletas (condutores e/ou passageiros): 72% das vítimas
  • Número de vítimas envolvendo ônibus do transporte coletivo: 27
  • Número de vítimas atropeladas: 39

2016

  • Número de vítimas fatais: 244
  • Vítimas que estavam em motocicletas (condutores e/ou passageiros): 74% das vítimas
  • Número de vítimas envolvendo ônibus do transporte coletivo: 11
  • Número de vítimas atropeladas: 42

2017

  • Número de vítimas fatais: 194
  • Vítimas que estavam em motocicletas (condutores e/ou passageiros): 62% das vítimas
  • Número de vítimas envolvendo ônibus do transporte coletivo: 8
  • Número de vítimas atropeladas: 44

2018 (até 15/8)

  • Número de vítimas fatais: 118
  • Vítimas que estavam em motocicletas (condutores e/ou passageiros): 70% das vítimas
  • Número de vítimas envolvendo ônibus do transporte coletivo: 2
  • Número de vítimas atropeladas: 19

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Política

De 'Xamego Bom' a 'O Papai Chegou', candidatos com nomes diferentes tentam chamar a atenção do eleitor

"Bolinho de Fubá", "Viado da bike", os nomes provocam de riso a indignação.

Por Ton Paulo
22/08/2018, 13h59

Adelmo Papai Smurf, do PRP-DF (nem azul, nem bochechudo, como o personagem), Cacete Pão Dividido, do PCdoB-BA (para dividir o pão, um comunista), Mestre Pop, com sua franja de roqueiro antigo, Wolverine, e sua sobrancelha assustadoramente parecida com a do herói, Gordinho Estourado, um sergipano arretado, são alguns dos candidatos com nomes diferentes que vão disputar as eleições 2018.

Viado da Bike, que dizem ser uma figura folclórica de Belém do Pará, Galo Cego, baiano do PSOL, Teteia do Jegue.

Grete Cover, de São Paulo, já saiu em outras eleições e lembra pouco a rainha do rebolado, Gretchen.

Alceu Dispor 24 HS se eleito estará ao nosso dispor em todas as horas do dia? E Macho Vei, do PSC-MA?

Assis O Homem do Jumento é do Rio Grande do Norte.

Sergipe nos brinda com nomes bombásticos: Bin Laden, veterano, já conhecido, do PSB, Gordinho do Povo, Vardo da Lotérica, Xamego Bom, Lampião de Aracaju.

A maioria é de candidatos a deputado estadual.

Sem dinheiro e tempo da TV, o caminho que esses candidatos encontraram para serem notados pelos eleitores foi apelar para um nome de impacto, algo que chamasse a atenção, e, invariavelmente, causasse riso.

As delícias da democracia proporcionam candidatos hilários do Brasil litorâneo, central e profundo.

Maioria das vagas pleiteadas pelos candidatos são para deputado estadual

Os deputados estaduais, que assim como os federais também serão escolhidos pelos eleitores nas eleições 2018, são os representantes populares nas Assembleias Legislativas dos Estados brasileiros. Da mesma maneira que os parlamentares no Congresso Nacional, eles são responsáveis por legislar, fiscalizar os atos do Poder Executivo e são eleitos de quatro em quatro anos, por meio do sistema proporcional de lista aberta.

O número de deputados estaduais varia de região para região e é calculado a partir da quantidade de cadeiras que representam cada Estado na Câmara dos Deputados, em Brasília. Os deputados federais também são parâmetro para fixação dos salários dos parlamentares nas Assembleias Legislativas.

Confira alguns dos candidatos com nomes diferentes que se registraram no TSE:

De 'Xamego Bom' a 'O Papai Chegou', candidatos com nomes diferentes tentam chamar a atenção do eleitor

De 'Xamego Bom' a 'O Papai Chegou', candidatos com nomes diferentes tentam chamar a atenção do eleitor

De 'Xamego Bom' a 'O Papai Chegou', candidatos com nomes diferentes tentam chamar a atenção do eleitor

De 'Xamego Bom' a 'O Papai Chegou', candidatos com nomes diferentes tentam chamar a atenção do eleitor

De 'Xamego Bom' a 'O Papai Chegou', candidatos com nomes diferentes tentam chamar a atenção do eleitor

De 'Xamego Bom' a 'O Papai Chegou', candidatos com nomes diferentes tentam chamar a atenção do eleitor

De 'Xamego Bom' a 'O Papai Chegou', candidatos com nomes diferentes tentam chamar a atenção do eleitor

De 'Xamego Bom' a 'O Papai Chegou', candidatos com nomes diferentes tentam chamar a atenção do eleitor

Via: Estadão 
Imagens: Estadão 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Estelionatário que se passava por contador usava pessoas em situação de rua para abrir empresas

O esquema era feito entre comerciantes da região da Rua 44, famosa por deter grande comércio de roupas e acessórios na capital.

Por Ton Paulo
22/08/2018, 15h05

A delegacia estadual de Repressão a Crimes contra Ordem tributária (DOT), juntamente com a Secretaria da fazenda do estado, deflagrou na tarde da última terça-feira (21/8), uma operação que desarticulou uma quadrilha que falsificava documentos e utilizava pessoas em situação de rua para abrir empresas falsas com a finalidade de emitir notas fiscais, em Goiânia. Um dos membros se passava por contador para efetuar as fraudes.

O esquema era feito entre comerciantes da região da Rua 44, famosa por deter grande comércio de roupas e acessórios na capital.

Um dos membros da quadrilha, se passava por contador para falsificar documentos atribuídos a indivíduos que na verdade eram pessoas em situação de rua. Com isso, os comerciantes trabalhavam na clandestinidade e, sem o pagamento do chamado Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), gerando uma concorrência desleal.

Estelionatário que se passava por contador usava pessoas em situação de rua para abrir empresas
Foto: Reprodução/Polícia Civil

Foram cumpridos dois mandados de busca na região da 44, locais onde eram vendidas notas fiscais e três mandados de prisão, contra Euza Nazária da Silva Andrade, Aline Fernanda da Silva Andrade e Gesiel Machado.

A operação vai continuar com a finalidade de apurar os comerciantes que se utilizaram da fraude. Os valores do prejuízo vão ser posteriormente apurados pelo Fisco Estadual.

Pessoas em situação de rua em Goiânia

Existem mais de duas mil pessoas vivendo nas ruas de Goiânia, em diversas partes da cidade. A informação é do coordenador em Goiás do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR), Eduardo de Matos, que critica com veemência a estatística da Prefeitura de Goiânia de 2016, que contava 351 pessoas nessa lista.

Matos estima que 70,9% da população de rua desenvolvem atividades para garantir um sustento mínimo, vendendo água, balas ou lavando carros, catando latinhas, recolhendo papelão para reciclagem.

Segundo ele, são trabalhadores que não têm um curso profissionalizante, nem oportunidade de emprego formal. Não conseguem se posicionar nesse mercado de trabalho pela ausência de outra série de fatores como endereço fixo, higienização pessoal, alimentação adequada.

Conhecedor íntimo da realidade e da vulnerabilidade dessa população, Matos tem sua própria experiência para contar. Vem de uma trajetória de dependência química e de situação de rua de dez anos. Há cinco anos, conseguiu se reabilitar. Saiu das ruas e passou a lutar pelos direitos das pessoas que vivem nessas condições.

Via: Polícia Civil Altair Tavares 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Bombeiros salvam cãozinho em casa destruída incendiada em Aparecida de Goiânia; veja vídeo

Para combater o incêndio, 22 bombeiros em 7 viaturas de combate, trabalharam quase 3 horas para acabar com as chamas.
22/08/2018, 15h37

Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram a tempo à Rua Guanabara, no Jardim Bela, em Aparecida de Goiânia, para salvar um cãozinho acuado no único cômodo que resistiu às chamas que começaram às 10h50 desta quarta-feira (22/8). Os proprietários da residência, um casal de idosos, não estavam no momento.

O fogo consumiu seis cômodos – sala, cozinha, três quartos e um banheiro. Um chevette, estacionado há anos na garagem, ficou destruído.

Bombeiros salvam cãozinho em casa destruída incendiada em Aparecida de Goiânia
Foto: Minéia Gomes

Para combater o incêndio, 22 bombeiros em 7 viaturas de combate, trabalharam quase 3 horas para acabar com as chamas.

Mais de 12  mil litros de água foram consumidos na tentativa de amenizar os prejuízos à casa simples do casal.

Casa destruída incendiada em Aparecida de Goiânia

Com 25 anos na corporação, o tenente da corporação, Niltomar Alves de Souza, informa que “praticamente todo dia tem ocorrência de incêndio em Goiânia. Nesta época tem muitos casos”.

O tenente esclarece que ainda não é possível identificar as causas do incêndio. “A perícia vai ser feito pelos Bombeiros. Tinha todos os móveis, eletrodomésticos ligados. Alguma coisa recorrente deve ter acontecido.” Como o que? “Perguntamos ao proprietário se ele tinha deixado panela no fogo e ele disse que não.”

Conforme ele, “é preciso fechar o registro de gás ao sair de casa, verificar se não tem eletrodomésticos ligados. É bom evitar adaptadores ligados com vários eletrodomésticos porque pode aquecer e gerar curto-circuito e, evidentemente, incêndio. Estatisticamente, curto-circuíto é a maior causa dos casos de residências e comércios incendiados.”

Primeiros socorros

“Quando ocorrer incêndios, em residências ou comércios, é preciso priorizar as pessoas. Chamar o 193 e tentar apagar o fogo, mas tomando muito cuidado, não entrando nos locais para evitar ficar desacordado por causa da fumaça. No caso de incêndio em comércios, é preciso ter equipamentos de combate, como extintor”, explica.

Também é preciso ressaltar que, em caso de incêndio, saia o mais rápido possível – nada de tentar salvar objetos.

Veja vídeo do trabalho dos bombeiros:

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Justiça determina que Estado de Goiás forneça substância da maconha para criança portadora de epilepsia

O medicamento, derivado da maconha, possui estrutura química com grande potencial terapêutico neurológico.

Por Ton Paulo
22/08/2018, 15h52

Os integrantes da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), que tem como relator o juiz substituto em segundo grau Wilson Safatle Faiad, manteve a sentença da juíza Zilmene Gomide da Silva Manzoli, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual da comarca de Goiânia que determina que o Estado de Goiás forneça, no prazo de 70 dias, o medicamento canabidiol, uma substância da maconha, a uma criança de 5 anos, portadora de epilepsia refratária. O remédio é importado e custa em média US$ 199 (cerca R$ 600 reais).

A mãe da criança narra no processo que o filho já foi submetido a diversos tratamentos farmacológicos tradicionais, porém todos sem sucesso. Durante um ano de tratamento com o medicamento “canabidiol”, porém, o menor obteve uma redução de até 70% na frequência das crises, razão pela qual foi prescrito o uso do referido remédio por mais 12 meses.

Conforme a mãe o menino, que por não ter condições de comprar o remédio, que custa em média US$ 199,00, aproximadamente R$ 600, cada tubo, sendo que precisa de 17 tubos por ano, ela entrou na justiça para exigir que o Estado de Goiás forneça o medicamento ao filho.

Após parecer médico da Câmara de Saúde do Judiciário, a juíza Zilmene Gomide da Silva Manzoli, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual da comarca de Goiânia deferiu a tutela de urgência para determinar que o Estado de Goiás forneça, no prazo de 30 dias, o medicamento Hemp Oil (Canabidiol), pelo prazo de 12 meses.

O Governo do Estado tentou recorrer, alegando que “que não há os requisitos autorizadores para a concessão da tutela de urgência, uma vez que o medicamento é importado e não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.

Declarou ainda que a importação do canabidiol “somente será permitida se todos os requisitos estiverem atendidos, sendo que no caso em tela é necessária dilação probatória para tanto”, e que o “medicamento pode ser importado pelo paciente sem necessidade de que haja ordem judicial para que o ente público o faça”.

Decisão do juiz

Na decisão proferida pelo magistrado, ele argumentou, ao analisar o processo, que, ainda que o medicamento não tenha sido registrado pela Anvisa, o pleito deve ser ser atendido, “em razão da gravidade da doença e em virtude do insucesso de outras alternativas terapêuticas para o tratamento da saúde do menor, sendo patente o perigo de dano, já que visa assegurar a qualidade de vida e saúde do paciente, direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Constituição Federal”.

“A juíza de primeiro grau agiu com acerto ao deferir o pedido de dispensação do medicamento, em sede de tutela de urgência”, afirmou. Ressaltou ainda que a possibilidade de liberar o fornecimento do canabidiol, em regime de urgência, para portadores de epilepsia refratária, quando preenchidos os requisitos, encontra é totalmente legal.

Em relação ao prazo fixado para cumprimento da decisão liminar, o desembargador entendeu que ele deverá ser cumprido no prazo de 70 dias conforme requerido pela mãe, uma vez que o medicamento deve ser importado, precisa de autorização da Anvisa e a Administração Pública está sujeita a trâmites administrativos previstos em lei que dificultam o empenho de despesas de forma sumária.

Canabidiol: a substância da maconha que salva

Sem efeito psicoativo, o canabidiol (CDB)  é uma substância canabinoide existente na folha da Cannabis Sativa, a planta da maconha. De acordo com pesquisadores, não causa efeitos psicoativos ou dependência.

O elemento possui estrutura química com grande potencial terapêutico neurológico, ou seja, pode ter ação ansiolítica, que diminui a ansiedade, antipsicótica, neuroprotetora, anti-inflamatória, antiepilética e agir nos distúrbios do sono.

Imagens: Minuto Saudável 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.