Goiás

Goiânia tem segundo dia D de vacinação em 1º de setembro

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) espera atingir a meta de cobertura contra as doenças na cidade com a data.
23/08/2018, 11h12

Com a meta de imunização abaixo do esperado, a Prefeitura de Goiânia decidiu realizar um segundo Dia D de vacinação contra pólio e sarampo na capital.

O primeiro Dia D da campanha nacional aconteceu também em um sábado no dia 18 de agosto. Lançada no dia 6 desse mesmo mês, cerca de 58,68% crianças foram vacinadas contra pólio e 57,25% contra sarampo em Goiás, de lá para cá.

Em Goiânia, um total de 19.956 crianças foram imunizadas no primeiro Dia D de vacinação. A meta é vacinar no mínimo 95% da população-alvo. Em Goiás esse número corresponde a 346.364 crianças, das quais 72.230 são da capital.

Segundo Dia D de vacinação

No sábado, 1º de setembro, as salas de vacina da Prefeitura estarão abertas durante todo o dia para receber quem ainda não se vacinou. A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) espera atingir a meta de cobertura contra as doenças na cidade com a data.

Até lá, as vacinas estão disponíveis em 66 postos de vacinação da Prefeitura para meninos e meninas com idade entre um ano e menores de cinco anos.

Aos sábados e domingos, a população pode procurar o Centro Municipal de Vacinação e Orientação ao Viajante, localizado no setor Pedro Ludovico.

Para a imunização, é administrada uma dose extra da vacina oral (gotinha) contra a poliomielite (VOP) em crianças que já tenham recebido uma ou mais doses da vacina injetável (VIP) ou até mesmo da VOP. Para a prevenção do sarampo será disponibilizada a vacina tríplice viral, que além do sarampo, protege também contra a caxumba e a rubéola.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta para que pais e responsáveis aproveitem o restante da campanha, que vai até dia 31 de agosto, e o segundo Dia D para proteger as crianças.

O sarampo pode levar à morte e a poliomielite, ou paralisia infantil, deixa sequelas graves.

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Goiás

Candidatura de Lula é alvo de 16 contestações no TSE

O TSE deve publicar em breve um edital de intimação, com todas as contestações.
23/08/2018, 11h26

Mais um capítulo para a história da candidatura de Lula. O prazo para contestar o registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encerrou na noite de ontem (22/8). Ao todo, foram feitos 16 questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a elegibilidade do candidato do PT à Presidência da República.

O TSE deve publicar em breve um edital de intimação, com todas as contestações, a partir do qual começa a contar o prazo de sete dias para que a defesa de Lula responda aos questionamentos.

Dos questionamentos apresentados, sete são impugnações propriamente ditas, protocoladas por outros candidatos, partidos, coligações ou pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que são as partes legítimas a impugnar candidaturas, de acordo com a legislação eleitoral.

Entre as impugnações, está a da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que é também procuradora-geral Eleitoral. A petição foi protocolada pouco menos de uma hora após o ministro Luís Roberto Barroso ter sido sorteado relator do registro de Lula, no último dia 15.

Na contestação, Dodge afirma que Lula – que figura como líder de intenções de voto nas pesquisas eleitorais – está enquadrado na Lei da Ficha Limpa, por ter sido condenado na segunda instância da Justiça Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, razão pela qual não está apto a disputar a eleição.

As demais impugnações, com argumentos análogos, foram feitas pelo candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, e sua coligação; por um deputado estadual do Partido Novo; e por candidatos à Câmara dos Deputados pelo Podemos, PSL e DEM.

Outras nove das 16 contestações são as chamadas “notícias de inelegibilidade”, em que qualquer cidadão pode informar ao TSE sobre situações que prejudiquem a candidatura de algum candidato ao pleito deste ano. Todas elas abordam a mesma condenação de Lula.

Julgamento da candidatura de Lula

Pelo calendário eleitoral, o TSE tem até o dia 17 de setembro para julgar os pedidos de registro de candidaturas. Este também é o prazo final para que os partidos substituam nomes nas chapas, exceto em caso de morte de candidato.

Como relator, caberá a Barroso ditar o ritmo de julgamento no TSE. A Justiça Eleitoral pode, diante das notícias de inelegibilidade, negar de ofício, antecipadamente, o registro de Lula, mas o ministro tem indicado que deve aguardar todos os prazos processuais antes de levar o caso ao plenário do TSE.

Observados os prazos, a previsão é que o julgamento ocorra no início de setembro, após o início do horário eleitoral na TV.

Em uma segunda petição, Raquel Dodge tentou antecipar ojulgamento, mas ainda não obteve resposta do relator. Ontem (15), a defesa de Lula enviou aos ministros da Corte Eleitoral um parecer assinado pelos ex-ministros do TSE Henrique Neves e Fernando Neves, no qual defende o respeito ao prazo para sua manifestação, de modo a garantir o devido processo legal.

Condenado a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP), Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde 7 de abril. A defesa do ex-presidente busca garantir o direito de ele recorrer em liberdade às instâncias superiores, o que suspenderia a execução de sua pena.

Paralelamente, os advogados tentam assegurar a participação do ex-presidente em atividades de campanha eleitoral, como entrevistas, debates e no horário eleitoral da TV.

Imagens: Assessoria 

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Goiás

Policial candidato ao Senado em Goiás é denunciado por "imoralidade" por ser gay e defender legalização da maconha

Em entrevista ao Dia Online, Fabrício Rosa conta que ficou surpreso com o teor da denúncia feita de forma anônima à PRF.

Por Ton Paulo
23/08/2018, 13h07

O policial candidato ao Senado em Goiás, Fabrício Rosa, foi pego de surpresa na última quarta-feira (22/8) quando recebeu uma notificação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) informando que ele havia sido alvo de uma denúncia enviada à corporação. Sua surpresa foi maior ainda quando descobriu que os argumentos usados na denúncias foram, segundo consta no documento, uma fala pública feita pelo candidato em relação à descriminalização da maconha em um fórum no início deste ano e o fato de ele ser assumidamente gay.

Fabrício Silva Rosa, 38 anos, é policial rodoviário federal, oficial da reserva da Polícia Militar (PM) e candidato ao Senado Federal pelo PSOL. Fabrício, que é gay assumido, tem como principais pontos em sua plataforma de campanha eleitoral a segurança pública, o fim da ‘guerra à drogas’ (com, por exemplo, a descriminalização da maconha) e a defesa dos direitos humanos e das minorias, como da população LGBT. Esses dois últimos acabaram servindo de motivos de uma denúncia anônima direcionada à Corregedoria da PRF.

Segundo a denúncia que partiu de um autor que não se identificou e que foi originalmente enviada à Controladoria Geral da União (CGU), posteriormente remetida à PRF, Fabrício teria “agido com falta de lealdade ao órgão PRF e com falta imoralidade administrativa”. A alegação é corroborada com dois links de sites da internet anexados no documento.

Um desses links traz uma declaração feita por Fabrício no Fórum Social Mundial, ocorrido em maio deste ano, na qual ele afirma que “o foco na ‘guerra às drogas’ tem provocado danos à própria instituição policial.”

O outro é um link de um jornal que tem como manchete “PSOL lança pré-candidatura de policial assumidamente gay ao governo de Goiás”, notícia publicada à época em que cogitava-se a candidatura do policial ao Governo do Estado. A notícia tem como enfoque a orientação sexual de Fabrício.

O teor da denúncia surpreendeu Fabrício, que caracterizou o documento como um atentado à liberdade do indivíduo. “A denúncia foi feita de forma anônima mas de um fato público! Fiz a declaração abertamente, e utilizei minha liberdade de expressão”, conta o candidato em entrevista ao Dia Online. Ainda segundo Fabrício quanto conteúdo da declaração sobre a ‘guerra às drogas’, há um grupo de policiais que defendem a mesma pauta, e o próprio STF já teria pautado a discussão, considerada pelo candidato de suma importância.

Policial candidato ao Senado em Goiás é denunciado por "imoralidade" por ser gay e defender legalização da maconha
Foto: Fabrício Rosa durante palestra

Fabrício Rosa expõe ainda a existência de uma postura homofóbica notada dentro da PRF, e que a denúncia teria sido motivada também por intolerância à sua orientação sexual. Segundo ele, são comuns práticas de homofobia nas corporações policiais. “Piadinhas, olhares estranhos, tudo isso eu já percebi, até uma promoção que o policial poderia ganhar e não ganha justamente por ser gay. Alguns colegas que são gays e afeminados sofrem ainda mais com isso”.

Fabrício, que já foi corregedor da PRF e tem 19 anos de carreira na polícia, conta que foi convocado para ser ouvido nesta sexta-feira (24/8) e já consultou um advogado criminalista. “Eu estou licenciado da polícia, não tenho a obrigação de ir. Mas vou justamente para acabar com isso logo”, revela.

Corregedoria alegou que vai apurar o caso, mas adiantou que Fabrício exerceu sua liberdade de expressão

Procurado pela reportagem do Dia Online, Eduardo Zampieri, do departamento de Assuntos Internos da Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal, declarou que a PRF abriu somente um procedimento administrativo, e não um processo, para analisar a aceitação ou não da denúncia. “No procedimento administrativo ainda não há a aceitação de denúncia. É apenas uma análise, um pré-procedimento”, explica, se referindo ao fato de Fabrício ter sido chamado para falar.

Ainda conforme Zampieri, Fabrício se utilizou de um direito legal seu. “Pelo que consta, ele exerceu seu direito de expressão”.

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Mundo

ONU pede apoio de países que recebem refugiados venezuelanos

Autoridades da ONU expressam preocupação com a situação dos refugiados venezuelanos e pedem por apoio internacional.
23/08/2018, 14h46

Recentemente o tema imigração vem ganhando destaque em diversas discussões, principalmente quando os venezuelanos entram em foco. Filippo Grandi, alto comissário das Nações Unidas para refugiados, e William Lacy Swing, diretor geral da Organização Internacional de Migrações, fizeram hoje (23/08) um pedido para a comunidade internacional, em busca de maior apoio vindo de países que estão recebendo um crescente número de refugiados e imigrantes venezuelanos.

Estima-se que desde o ano de 2015, mais de 1,6 milhão de venezuelanos tenham deixado o país. No entanto, as entidades afirmam que atualmente o número é bem superior, podendo alcançar os 2,3 milhões.

Embora estejam espalhados por diversas regiões do mundo, 90% dos imigrantes venezuelanos se estabeleceram em países da América do Sul. Grandi e Swing, por meio de um comunicado, elogiaram as nações localizadas em tal região por receberem “generosamente” os cidadãos que chegam em suas fronteiras.

Novas preocupações com imigrantes venezuelanos

Embora possuam considerável receptividade nos países em que se encontram refugiados, algumas exigências recentes estão começando a preocupar as autoridades, uma vez que refletem diretamente na situação dos imigrantes. Passaportes, alterações para a entrada na fronteira do Equador e Peru, bem como mudanças nos pedidos de permanência temporária, estão entre as maiores preocupações.

Contudo, os problemas vão além. Vale lembrar que na manhã do último sábado (18/08), venezuelanos foram agredidos na cidade de Pacaraima, Roraima, e centenas acabaram sendo expulsos de suas tendas após um grupo atirar pedras e até mesmo bombas caseiras contra eles. O conflito teria começado após um comerciante ser assaltado e agredido na tarde de sexta-feira (17/08), supostamente por refugiados. A partir daí, as manifestações tiveram início.

De acordo com Grandi: “Reconhecemos os desafios crescentes associados à chegada em larga escala de venezuelanos. No entanto, continua a ser de extrema importância que quaisquer novas medidas implementadas continuem a permitir que aqueles que necessitam de proteção internacional tenham acesso seguro e procurem asilo”.

Ainda acrescenta: “Louvamos os esforços já feitos por países receptores no intuito de fornecer segurança, apoio e assistência aos venezuelanos”. Por outro lado, ainda há preocupação em particular com aqueles considerados mais vulneráveis – meninos e meninas adolescentes, mulheres e crianças desacompanhadas, entre outros.

Imagens: Istoé 

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Goiás

"Vou atirar na sua barriga", dizia suspeito de ter roubado comerciante grávida

Com mais de dez passagens, o criminoso cumpre a vários processos em liberdade.
23/08/2018, 16h37

A Delegacia de Polícia de Goiás prendeu Ualisson de Assis Leite, de 20 anos, cerca de um mês depois de ele assaltado violentamente uma comerciante grávida de quatro meses em Itapuranga, no interior de Goiás.

A equipe do delegado Leylton Barros cumpriu o mandado de prisão preventiva na noite de quarta-feira (22/8) pela prática do crime de roubo com emprego de arma de fogo contra estabelecimento comercial.

O crime ocorreu há um mês na região conhecida como Trevo Floresta. Na ocasião, Ualisson e seu comparsa chegaram ao estabelecimento comercial em uma motocicleta. O primeiro desceu do veículo e anunciou o assalto empunhando a arma.

Segundo o delegado contou para o Portal Dia Online, o homem agiu com violência. Ele apontou a arma de fogo contra a barriga da vítima, gestante, durante toda a ação e ameaçou atirar contra a criança no ventre da mãe. O criminoso subtraiu considerável quantia em dinheiro, além do celular da vítima. “Temos provas robustas para mantê-lo preso, por isso pedimos ao juiz a prisão preventiva. Ele é conhecido na cidade desde que era adolescente e vinha cometendo [atos infracionais].”

Comerciante grávida

Ualisson foi levado para o presídio de Itapuranga. Lá tem 120 presos, o dobro da capacidade – 50. O delegado reconhece que o local está lotado, mas defende que criminosos com várias passagens fiquem preso por causa da reincidência. “A legislação favorece o criminoso. No caso dele responde a muitos processos em liberdade”, pontua.

O criminoso ainda teria participado da última fuga do presídio em 2017.

O delegado Leylton Barros, que coordenou as investigações, afirmou que as diligências vão continuar até que se consiga efetuar a prisão do comparsa de Ualisson, que teria ficado à espera do parceiro do lado de fora do estabelecimento, na motocicleta, aguardando para garantir a fuga dos dois.

O policial acrescenta que Ualisson não passa desapercebido na cidade. O histórico na delegacia  o transformou em um dos nomes mais conhecidos na cidade, tanto pelos policiais quanto pelos moradores. Ele tem passagens por tráfico de drogas, porte e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, furto a residência e a comércio, entre outros.

Caso seja condenado pelo roubo, o jovem deverá cumprir mais de 10 anos de prisão.

Imagens: Polícia Civil 

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