Goiás

Líder de grupo alvo de operação contra tráfico de drogas em Goiás é preso

José Caetano de Oliveira Júnior é apontado como chefe de uma quadrilha suspeita de traficar insumos para a produção de cocaína.
24/08/2018, 07h51

O líder de uma organização criminosa alvo de operação da Polícia Civil desta quinta-feira (23/8) foi preso. José Caetano de Oliveira Júnior é apontado como chefe de uma quadrilha suspeita de tráfico de drogas em Goiás.

A operação acontece por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc). 48 mandados no total estão sendo cumpridos desde ontem, dos quais 14 são de prisão e 34 de busca e apreensão.

O grupo criminoso é suspeito de traficar insumos para a produção de cocaína embalados em pacotes de agrotóxicos. As diligências acontecem em Goiânia e outros municípios como Trindade, Aparecida de Goiânia, Goianira, Rio Verde e Indiara.

Segundo a Polícia Civil, os membros do grupo têm alto poder aquisitivo. Dentre as apreensões estão diversos carros, inclusive de luxo, e dólares.

Veja os carros apreendidos:

Operação contra o tráfico de drogas em Goiás

A operação contra tráfico de drogas deflagrada na madrugada de ontem em Goiás leva o nome de Avaritia. Segundo a polícia, a denominação vem do latim e significa “cobiça”.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Eduardo Gomes, as ações desta quinta-feira (23/8) são resultado de cerca de um ano de investigações. O grupo é considerado um dos maiores responsáveis pelo tráfico de insumos no Estado, chegando a trazer toneladas por mês.

O esquema da quadrilha era transportar os insumos em embalagens de agrotóxicos no intuito de burlar fiscalizações. Depois de transportados, os insumos e a cocaína eram repassadas para outros grupos de traficantes para serem distribuídos.

Comerciantes e empresários estariam envolvido no crime. Eles seriam os responsáveis por bancar as viagens da droga de outros Estados até Goiás.

Os envolvidos devem ser indiciados por tráfico interestadual de drogas. Essa não é a primeira operação contra o tráfico entre Estados deste mês. No começo de agosto, uma quadrilha foi alvo de ações em Goiás, Minas e Espírito Santo.

Os resultados da operação Avaritia devem ser apresentados em uma coletiva marcada para a manhã desta sexta-feira (24/8) na Secretaria de Segurança Pública de Goiás.

Aguarde mais informações.

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Goiás

Falso policial: estudante de direito é preso em Jaraguá após tentar enganar autoridades

O homem que alegou ser estudante de direito tentou enganar autoridades em um restaurante do município.
24/08/2018, 09h25

Um falso policial foi preso nesta quinta-feira (23/8) na cidade de Jaraguá. O homem que alegou ser estudante de direito tentou enganar autoridades em um restaurante do município.

A prisão aconteceu depois que Weber Quintino dos Santos se apresentou como colega de serviço para uma equipe de investigadores que almoçava às margens da rodovia BR-153, na Zona Rural da cidade.

Weber entrou em contato primeiramente com um policial na fila do self-service. Ele afirmou trabalhar em Goianésia e perguntou quem era o delegado titular de Jaraguá. O policial verdadeiro então apontou para Glênio Ricardo Costa sentado em uma mesa próxima da fila.

Logo em seguida Weber se apresentou ao delegado, sentou-se à mesa com as autoridades e no decorrer da conversa acabou tendo a farsa descoberta.

Autoridades desconfiaram do falso policial

O estudante contou que trabalhava na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) e que estava em Jaraguá em serviço, investigando um caso de roubo de cargas.

A primeira desconfiança surgiu daí, pois geralmente, a delegacia responsável por esse tipo de investigação é a Decar (Delegacia Especializada em Roubo de Cargas).

Ao ser questionado sobre para quem trabalhava na DEIC, o rapaz apontou o nome da delegada Mayana Rezende, segundo ponto a intrigar os policiais. De acordo com a polícia civil, a delegada foi transferida da delegacia.

Suspeitando de que se tratava de um falso policial, o delegado Glênio fez uma última pergunta ao homem. Questionou quem era a autoridade policial titular da DEIC. Atualmente o delegado à frente da delegacia é Valdemir Pereira, mais conhecido como “Branco”. O homem, no entanto, afirmou ser o delegado Paulo Sérgio.

Quando o delegado pediu a carteira funcional de Weber ele confessou não ser policial civil. Costa então mandou que o rapaz se retirasse da mesa.

Perseguição ao falso policial

Após o ocorrido, o rapaz que foi embora do local com outro homem em um carro branco. Os policiais seguiram o veículo e o abordaram na barreira da Polícia Rodoviária Federal da BR-153.

Em revista no carro foram encontrados uma pistola calibre 380, cujo número de registro vencido há mais de um ano, 19 munições intactas,  um distintivo emborrachado do Grupo Tático 3 (GT-3) da Polícia Civil, além de dois coldres.

Falso policial: estudante de direito é preso em Jaraguá após tentar enganar autoridades
Foto: Polícia Civil

Weber confessou que não tinha  legal da arma, razão pela qual foi preso em flagrante. Na delegacia, o homem disse ser estudante de direito e ter parente policial.

A polícia descobriu ainda que Weber já havia se passado como policial antes. Em registros do sistema informatizado da Polícia Civil, ficou constatado que o homem passava-se por policial civil da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) na faculdade em que estudava.

Weber foi autuado por porte ilegal de arma de fogo e pela contravenção penal de fingir ser funcionário público. O outro homem que estava no carro com Weber não tem participação nos crimes do rapaz.

Outro homem foi preso em maio deste ano ao se passar por policial civil. O homem foi flagrado pela PRF usando o documento de um agente furtado em 2011. Ele foi enquadrado por uso de documento falso.

Imagens: Polícia Civil 

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Goiás

Gêmeas siamesas que passaram por cirurgia de separação estão em estado gravíssimo

As irmãs seguem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e respiram com a ajuda de aparelhos.
24/08/2018, 10h29

O estado de saúde das gêmeas siamesas que passaram por uma cirurgia de separação nesta quinta-feira (23/8) é gravíssimo.

Segundo boletim médico do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), em Goiânia, divulgado nesta sexta-feira (24/8), as irmãs seguem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e respiram com a ajuda de aparelhos.

As gêmeas nasceram nesta quarta-feira (22/8), por volta das 10h30, com 37 semanas. Ligadas pelo tórax e abdômen e compartilhando apenas o fígado, as duas vieram ao mundo pesando um total de 4.785 quilogramas.

Cirurgia de separação das gêmeas siamesas foi feita em caráter de emergência

A cirurgia foi feita tão rápido, apenas um dia após o nascimento, por causa do quadro de uma delas que possui uma cardiopatia cianogênica grave. Este foi o 18º procedimento de separação realizado no HMI.

O médico-cirurgião foi Zacharias Calil, um dos mais procurados para separar siameses no mundo. No currículo dele, são mais de 37 casos, com 17 separações de bebê – o último caso em 23 de maio.

A primeira separação aconteceu há 18 anos quando foram separadas as gêmeas Larissa e Lorrayne Gonçalves – uma delas morreu aos sete anos. A separação das garotas foi a primeira a ser feita no Centro-Oeste do país.

A cirurgia de separação de ontem durou aproximadamente 4h30. Cerca de 15 profissionais participaram do procedimento. A cirurgia foi realizada com “êxito”, mas o estado de saúde das meninas ainda preocupam os médicos.

A situação da mãe, Viviane de Menezes dos Santos, de 30 anos, é boa, mas ela ainda não tem previsão de alta. De acordo com o boletim médico de hoje, ela segue internada na enfermaria da Clínica de Ginecologia e Obstetrícia do HMI.

Viviane é de Salvador (BA) e veio para Goiânia em busca de um parto seguro, visto que HMI é uma unidade de referência no Brasil em separação de gêmeos siameses.

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Goiás

Alunos de faculdade goiana criam projeto que pode alimentar 50 mil pessoas carentes até o fim do ano

O projeto partiu da iniciativa de um professor da instituição, e em um só dia produziu alimentos para matar a fome de sete mil pessoas.

Por Ton Paulo
24/08/2018, 10h41

Desenvolvido por alunos das graduações em Direito, Engenharia Civil e Administração de uma instituição de ensino superior em Goiânia, o projeto batizado de “Pare a Fome” surgiu como atividade da disciplina de um MBA, e só na última quarta-feira (22/8) produziu e distribuiu pacotes de alimentos desidratados capazes de alimentar até sete mil pessoas carentes. O projeto, que está sendo expandido, tem o objetivo de alimentar 50 mil pessoas até o final do ano.

Partindo de uma iniciativa do Professor Marcius Cambuí, que ministra aulas no MBA em Agronegócio e Agroindústria com ênfase em Sustentabilidade, os alunos do Instituto de Graduação e Pós-Graduação (IPOG) se juntaram numa grande força-tarefa para concretizar o projeto Pare a Fome, que já está em sua 5ª edição.

Os alunos se empenharam ao longo de um dia inteiro, na última quarta-feira (22/8), para produzir 1.400 pacotes de um tipo de alimento desidratado que, quando cozido, é capaz de alimentar até cinco pessoas. “Os pacotes de 380 gramas são ricos em proteína de soja, com cebola, alho, tomate e arroz”, explica o Professor Marcius.

Os pacotes de alimentos, que têm validade de seis meses e, somados, podem alimentar sete mil pessoas, foram recebidos pela ONG Núcleo Esperança, localizada em Anápolis. A organização oferece apoio para famílias de crianças com câncer e que fazem tratamento em hospitais de Goiânia.

O projeto contou com a participação de um total de 100 alunos, sob a supervisão do Professor Marcius. De acordo com ele, o projeto já ajudou outras instituições. “Em 2016 a instituição beneficiada com o projeto foi a AMAR, que recebeu à época 300 porções do alimento. Já no ano passado, os 1.980 pacotes de alimento foram destinados a Curimatá – PI”, conta.

Alunos de faculdade goiana criam projeto que pode alimentar 50 mil pessoas carentes até o fim do ano

Segundo Bruno Azambuja, assessor de imprensa do IPOG, o projeto está em expansão e pode alimentar 50 mil pessoas até o fim do ano. “Não tenho detalhes para dar agora, mas a intenção é produzir 10 mil pacotes [de alimento] até o final do ano”, revela.

Para o assessor de imprensa, em entrevista ao Dia Online, a união dos alunos foi essencial para a realização do projeto, que não conta com nenhuma ajuda governamental. “Quando as pessoas se juntam nesse intuito de doação, elas passam a fazer parte de um coletivo para uma verdadeira mudança, e ela está ao nosso alcance”, finaliza.

Pessoas carentes em Goiânia

De acordo com dados do Cadastro Único, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), há apenas na Capital de Goiás 87 mil famílias pobres, conforme levantamento de dezembro do ano passado. Um programa que beneficia essas pessoas é o bolsa família do Governo Federal. Apesar disso, conforme dados de fevereiro apenas 59,3% das famílias em situação de pobreza recebem o benefício.

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Goiás

Operação Arapuca: Ministério Público de Goiás denuncia dez por extorsão

Policiais civis, advogados e um homem que se passava por polícia foram acusados.
24/08/2018, 10h41

O Ministério Público de Goiás (MP-GO), depois da Operação Arapuca, denunciou sete policiais civis e advogados por extorsão, dois advogados e uma pessoa que se passava por agente de polícia, envolvidos em crime de extorsão. O grupo cobrava para liberar suspeitos de crimes e atuava em três delegacias.

A quadrilha foi desmantelada quando a Operação Arapuca foi deflagrada no último dia 9 de agosto. Coordenada pelo Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) e pelo Centro de Inteligência (CI-MP), com apoio do Gabinete de Segurança Institucional do MP (GSI-MP), e em parceria com a Polícia Civil, a investigação descobriu que Danilo César Approbato, o acusado que se passava por policial civil, responde criminalmente por 2 roubos com uso de arma de fogo.

Danilo ainda foi flagrado praticando 11 extorsões com restrição à liberdade da vítima, uso de arma de fogo, além do crime de falsidade ideológica.

Os policiais Luiz Carlos de Melo, Ironilson Martins da Rocha, Giovani Alves Gurgel, e a escrivã Márcia Rodrigues de Sousa, lotados no 4º DP, foram denunciados extorsões praticadas com restrição à liberdade da vítima, além do crime de falsidade ideológica.

Foram denunciados ainda, pelos mesmos crimes, os policiais Helber Natal Souza dos Santos e Livomar Messias da Costa, do 25º DP. A advogada Juliana Angélica de Lucena Ferraz foi denunciada por quatro extorsões com restrição à liberdade da vítima e concurso de pessoas. Por fim, o advogado Jorge Carneiro Correia é acusado da prática de três extorsões com restrição à liberdade da vítima.

Operação Arapuca: O esquema dos policiais civis e advogados por extorsão

Segundo apurado na investigação, o esquema funcionava com Danilo se passando como policial civil, em conjunto com os policiais civis denunciados, que se utilizavam das funções investigativas para localizar indivíduos envolvidos em situações ilícitas (como venda irregular de medicamentos e documentos falsos), com quem combinavam de se encontrar. No encontro, os acusados davam voz de prisão em flagrante, chegando, inclusive, a algemar algumas vítimas.

Em algumas situações, nestas abordagens, com as vítimas já subjugadas, alguns denunciados até subtraíam quantia em espécie dos ofendidos, além de agredi-las fisicamente.

Os acusados conduziam as vítimas para as proximidades da delegacia. No trajeto, lhes constrangiam a pagarem quantias em dinheiro, que variava de R$ 1 mil a R$ 30 mil, para que não fosse feito nenhum procedimento.

Na maioria dos casos, os policiais civis, já previamente associados aos advogados denunciados, entravam em contato e chamavam para encontros nas proximidades da unidade policial. Em seguida, os advogados constrangiam ainda mais as vítimas a pagarem os valores exigidos. Feito o pagamento, elas eram liberadas sem que nada fosse formalizado.

Em algumas situações, os denunciados utilizavam-se de mandados de intimações falsos e até forjavam termos de declarações sem nenhum procedimento policial instaurado, a fim de aumentar a coação das vítimas.

Apreensões na Operação Arapuca

Na deflagração da operação, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, um dos quais no 4ª Distrito Policial da capital. Entre os bens apreendidos, foram encontrados mandados de intimação e termos de declarações forjados, medicamentos sem nenhum auto de exibição e apreensão, arma de fogo ilegal. Na casa de Danilo, que se passava por policial civil, foram apreendidos objetos de uso exclusivo da Polícia Civil, como vestimenta e distintivo da corporação e algemas, além de uma arma de fogo de forma ilegal, bem como mais de R$ 11 mil.

Via: MP-GO 
Imagens: MP-GO 

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