Goiás

Gêmeas siamesas separadas em Goiânia seguem em estado grave e sem previsão de alta

A mãe delas já recebeu alta médica e passa bem.
29/08/2018, 10h37

O estado de saúde das gêmeas siamesas que passaram por uma cirurgia de separação na última quinta-feira (23/8) é considerado grave, mas estável.

Segundo boletim médico do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), em Goiânia, divulgado hoje (29/8), as irmãs seguem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, respiram com a ajuda de aparelhos e se alimentam por meio de dieta líquida, via sonda nasogástrica.

Elas ainda não tem previsão de alta. A mãe delas, Viviane de Menezes dos Santos, de 30 anos, já recebeu alta médica e passa bem.

Viviane é de Salvador (BA) e veio para Goiânia em busca de um parto seguro, visto que HMI é uma unidade de referência no Brasil em separação de gêmeos siameses.

Cirurgia de separação foi feita com êxito mas estado das irmãs ainda é grave

As gêmeas, que receberam os nomes de Débora e Catarina, nasceram no dia 22 de agosto com 37 semanas. Ligadas pelo tórax e abdômen e compartilhando apenas o fígado, as duas vieram ao mundo pesando um total de 4.785 quilogramas.

A cirurgia foi feita no dia 23 de agosto, um dia após o nascimento, em caráter emergencial por causa do quadro de uma delas que possui uma cardiopatia cianogênica grave. Este foi o 18º procedimento de separação realizado no HMI.

O médico-cirurgião foi Zacharias Calil, um dos mais procurados para separar siameses no mundo. No currículo dele, são mais de 37 casos, com 17 separações de bebê.

O procedimento de separação de Débora e Catarina durou aproximadamente 4h30 e contou com a participação de cerca de 15 profissionais. A cirurgia foi realizada com “êxito”, mas o estado de saúde das meninas, apesar de ter apresentado melhoras nos últimos dias, ainda é grave.

Uma delas, Débora, precisa de uma nova cirurgia com urgência, mas devido seu estado delicado, ainda não se sabe quando o procedimento poderá ser feito.

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Goiás

Adolescente sobe em viatura da Polícia Militar goiana, tira foto e publica em rede social

Jovem foi procurada e encontrada por policiais militares na casa do pai depois de postar foto.
29/08/2018, 11h17

Depois que adolescente  sobe em viatura da Polícia Militar goiana em Anápolis, em Goiás, posta foto, policiais a procuraram e a encontraram em sua casa com o pai e a mãe. Aos 15 anos, a jovem foi enquadrada no ato infracional equiparado a desacato pelos policiais que se sentiram ofendidos.

O major Geraldo Sírio contou para o Portal Dia Online  que a adolescente excluiu a foto em que aparece em cima do capo da viatura sob legenda depreciativa à imagem da corporação. Levada para a delegacia, a adolescente vai responder por ato infracional análogo ao desacato.

“A gente manteve a tipificação que os policiais colocaram, mas não sei qual vai ser o entendimento do juiz. A escrivã contou que até na delegacia a adolescente teve um comportamento debochado”, relata a delegada Kenia Segantini, que responde pela Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) de Anápolis.

“A jovem diminuiu a instituição por ter subido no capô”, comenta o tenente-coronel da Polícia Militar Allan Pereira Cardoso. Para a Polícia Militar, a jovem desrespeitou a corporação por isso mobilizou os policiais militares em prol de buscá-la.

Adolescente sobe em viatura da Polícia Militar

Adolescente sobe em viatura da Polícia Militar goiana, tira foto e publica em rede social
Foto: Reprodução

Para encontrar a jovem, foram empenhados policiais inclusive da inteligência. A adolescente percebeu que não havia policiais por perto. Eles haviam entrado na delegacia para registrar um boletim no domingo (26/8). A jovem, no entanto, postou a foto no dia seguinte.

A jovem foi localizada na casa do pai, onde ela e os pais foram levados para a delegacia. Ouvida, ela voltou para casa.

Ato infracional

Trata-se da conduta descrita como crime ou contravenção penal cometida por criança ou adolescente. Ao ato infracional praticado por criança corresponderão as medidas de proteção previstas no artigo 101; ao adolescente infrator aplicam-se as medidas socioeducativas previstas no artigo 112 do Estatuto da Criança e Adolescente.

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Goiás

Grave acidente em usina de Jandaia deixa feridos

Pelo menos uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas.
29/08/2018, 11h56

Uma explosão em uma usina de Jandaia mata pelo menos uma pessoa e fere outras três na manhã desta quarta-feira (29/8). A usina Denusa Destilaria Nova União, que fica a 120 km de Goiânia, ainda não se manifestou sobre o acidente.

Daniel Gustavo Gonçalves de Moura, delegado que responde pela delegacia da cidade, informou ao Portal Dia Online que pediu para o escrivão Elismar ir ao local saber mais informações. “Já foi requisitada a perícia para identificarmos o que aconteceu. O que sabemos é que uma pessoa morreu no hospital da cidade”, diz ele, na cidade onde passa a maior parte do tempo, Acreúna.

O escrivão confirmou a morte de pelo menos uma pessoa. “Estou chegando lá para isolar a área”, disse.

E, ainda, quando uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ia socorrer as vítimas se envolveu em um acidente.

A identidade das pessoas feridas ainda não foi revelada.

Segundo o major do Corpo de Bombeiros, Eduardo Monteiro, o acidente atingiu pelo menos 15 pessoas, sem dar detalhes.

Aguarde informações

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Goiás

Homem é condenado a indenizar ex-noiva após manter o local de festa e se casar com outra em Goiânia

O ex-noivo foi condenado por danos morais, fixados em R$ 12 mil e, materiais, em R$ 1.620,00.
29/08/2018, 12h00

Um homem foi condenado a indenizar a ex-noiva após manter o local de festa e se casar com outra dois meses depois.

O caso aconteceu em Goiânia e a sentença é do juiz Carlos Magno Rocha da Silva, da 14ª Vara Cível da comarca da capital.

Os danos morais foram fixados em R$ 12 mil e, os materiais, em R$ 1.620,00, relativos ao aluguel do salão de festas.

Entenda o caso da ex-noiva a ser indenizada

Os dois se conheceram em 2003 e namoraram durante nove anos até que decidiram se casar. De acordo com a ex-noiva, o namorado a convenceu que eles deveriam morar na casa dos pais dele após o casamento. Em 2010 ela teria começado a bancar parte da reforma do imóvel que terminou um ano depois.

Após a reforma, o namorado pediu para adiar o casamento para dezembro de 2011 alegando estar endividado. Quando a nova data se aproximava, ele usou o mesmo argumento para adiar a cerimônia novamente, dessa vez para julho de 2012.

Chá de panela realizado, tudo encomendado e pago e convites confeccionados depois, o noivo passou a demonstrar desinteresse pelo casamento. A ex-noiva conta que ele mantinha um relacionamento a dois anos com outra mulher sem que ela soubesse. Ele se casou com essa outra mulher dois meses depois da despedida de solteiro do casal.

O rapaz ainda utilizou o mesmo espaço que ela tinha alugado para a festa de seu casamento. Segundo a moça, ele se valeu do mesmo contrato, mudando apenas a noiva. Por este salão de eventos ela teria pago R$ 1.620,00.

A jovem alega ter sido ludibriada pelo ex-companheiro e ter tido a dignidade ferida, ao passo que o paz alegou que o rompimento de um casamento pode ser desfeito até na hora da cerimônia, não podendo resultar em indenização.

Sentença

Segundo o juiz Carlos Magno Rocha da Silva, o rompimento da relação realmente não resulta em indenização por danos morais e materiais, no entanto, neste caso, o magistrado entendeu que o ex-noivo não foi leal com a companheira.

O juiz alega que a ideia de romper com ela foi calculada de modo intencional, pois continuou incentivando que ela investisse na cerimônia e na futura casa, quando ele já estava com outra.

Ele entendeu que a atitude do homem causou sofrimento e abalo na autoestima da mulher abandonada, impingindo-lhe dores morais.

Em relação a parte financeira, a moça não conseguiu provar todos os gastos materiais suportados durante o namoro, como o direito de fruição de duas bancas na Feira da Lua, reforma da casa em que ia morar depois do casamento, vestidos de noiva e damas de honra, convites, chá de panela, entre outros.

Restou demonstrado somente o valor do aluguel salão de festas.

Via: TJ-GO 
Imagens: TJ-GO 

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Goiás

"Escutei um estouro abafado", diz irmã de jovem que morreu em usina em Jandaia

Irmã trabalha na mesma usina e continuou trabalhando normalmente até que soube da morte do irmão pelo rádio.
29/08/2018, 15h10

A irmã de Natan Silva, de 19 anos, conversava com colegas de trabalho por volta das 7h da manhã desta quarta-feira (29/8) quando ouviu um barulho na usina em Jandaia, a 120 quilômetros de Goiânia. “Era um estouro abafado”, conta Katiucia Silva que trabalha no mesmo turno do irmão.

Katiucia continuou trabalhando sem que ninguém contasse que o irmão dela tivesse morrido em um acidente na empresa Denusa Destilaria Nova União S/A, que deixou pelo menos 15 pessoas machucadas – três feridas gravemente.

O acidente ocorreu no pré-evaporador de uma caldeira em uma destilaria de álcool em Jandaia. Além de Natan, Denusa tem outro irmão empregado na Denusa. “Mas ele trabalha em outro turno”, conta.

“Não sabia o que tinha acontecido direito, parecia um caminhão, caçamba. Continuei trabalhando normalmente, mas depois uma mulher me disse que ouviu no rádio que um tal de Natan tinha morrido. Tinha apenas um Natan lá naquela pré. E era meu irmão”, diz. “Meu irmão era um rapaz calado, mas cheio de vida. Ele veio para o Goiás para trabalhar mesmo”, lembra.

Natan voltava da Bahia – onde morava com o pai – a cada seis meses para trabalhar no período da colheita na usina. Levantava de madrugada às cinco da manhã de segunda a sexta-feira e ganhava um salário mínimo para limpar tubos.

Um funcionário que pediu anonimato conta que Natan e os feridos faziam limpeza sem o monitoramento de um encarregado. A família de um dos jovens feridos ouvida pela reportagem acredita em “estratégia” da empresa ao dizer que um celular foi ligado e teria causado a explosão por causa do local fechado.

Segundo informações do Hospital São Lucas, Natan morreu após dar entrada na unidade em Indiara, cidade limítrofe à Jandaia. O São Lucas tem convênio com a empresa.

A Denusa Destilaria Nova União S/A é a maior empregadora da região. Com atuação desde julho de 1980, faz parte do Grupo empresarial JB Participações. Localizada na Fazenda São Pedro, emprega mais 1.500 empregos diretos durante a safra. Além dos moradores dos municípios de Jandaia, Indiara, Acreuna, como Natam, centenas de pessoas migram de várias partes do Brasil em busca de trabalho na região.

Depois de dizer que vai continuar trabalhando na empresa mesmo após a morte do Irmão, Katiucia Silva suspira: “Agora vamos levar meu irmão para ser enterrado longe do sonho dele. Do sonho de trabalhar.”

Nota oficial da usina em Jandaia

“NOTA DENUSA NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Denusa, Destilaria Nova União S/A, usina localizada em Jandaia, Goiás, lamenta imensamente o acidente ocorrido hoje por volta das 07h00 horas da manhã na sua unidade, quando houve uma explosão no pré-evaporador na indústria. Infelizmente, três pessoas ficaram feridas e o colaborador Natan da Silva, de 19 anos, auxiliar de serviços gerais, faleceu. O socorro foi feito pela própria brigada de combate a incêndios da empresa e as vítimas levadas para Indiara e posteriormente para o Hugol, em Goiânia.

Informamos que a empresa está prestando toda a assistência às vítimas e  aos seus familiares.

O equipamento está paralisado aguardando perícia para apurar as causas da explosão.”

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