Brasil

Ameaça de nova greve dos caminhoneiros preocupa governo

Uma investigação chegou a ser aberta pelo ministro da Segurança Pública para apurar as mensagens que circulam nas redes sociais.

Por Ton Paulo
04/09/2018, 08h16

Uma investigação foi aberta pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, para que a Polícia Federal apure as mensagens que circulam pelo WhatsApp com informação sobre suposta nova paralisação dos caminhoneiros.

Apesar de demonstrar preocupação com uma suposta nova greve, através da abertura da investigação, o ministro minimizou o caso.

Segundo nota divulgada pelo Ministério da Segurança Pública na última segunda-feira (3/9), as mensagens foram desmentidas pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que alegou que as mensagens se enquadram na categoria de fake news (notícias falsas) e seus autores e veiculadores podem responder por crime contra a economia popular e por publicidade enganosa.

Um áudio que circula pelo Whatsapp, ao qual o Dia Online teve acesso, gravado, supostamente, por um representante da União Nacional dos Transportadores Rodoviários e Autônomos de Cargas (Unatrans), também desmente os boatos e afirma que os os caminhoneiros não aderirão à uma nova greve.

Ameaça de nova greve dos caminhoneiros circulou pelas redes sociais

Durante o fim de semana, uma nota distribuída em nome da União dos Caminhoneiros do Brasil (UDC), por rede social e aplicativos de celular, convocava uma nova greve para o dia 9 de setembro, o que causou apreensão e até mesmo filas em postos de gasolina em algumas regiões.

A convocação, no entanto, não foi reconhecida por entidades representativas de caminhoneiros, como a Abcam, e sindicatos de diversas regiões do País.

Pelas redes sociais uma imagem segundo a qual supostamente a União dos Caminhoneiros do Brasil (UDC – Brasil) estaria programando uma paralisação para os próximos dias. O texto não é assinado. Tampouco há telefone para contato ou site no documento.

Também viralizou na internet uma suposta nota assinada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na qual diz serem pequenas as chances de haver paralisação.

Ao G1, a assessoria de imprensa da PRF negou que tenha emitido qualquer posicionamento oficial e afirma que investiga se o documento é um fragmento de alguma análise interna.

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