Goiás

Defesa de Márcia Zaccarelli afirma que vai entrar com pedido de revogação da prisão

Márcia Zaccarelli foi presa em seu apartamento nesta segunda-feira (3/9) em Goiânia.
04/09/2018, 10h35

A professora Márcia Zaccarelli, acusada de matar a filha recém-nascida e esconder o corpo durante cinco anos, foi presa em seu apartamento nesta segunda-feira (3/9) em Goiânia. Ela foi levada para a Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia.

O advogado da acusada disse que vai recorrer da decisão.

Márcia foi condenada em júri popular a 18 anos e 8 meses de prisão no dia 1º de agosto pelo homicídio, mas foi inocentada na acusação de ocultação de cadáver, o que deu à professora o direito de recorrer em liberdade.

A acusada já tinha sido presa em 2016, quando o ex-marido encontrou o corpo do bebê em um escaninho no prédio em que ela morava, no Setor Bueno. Na época, Márcia chegou a confessar que matou e escondeu o corpo da própria filha, mas mudou a versão no julgamento.

Ela responde o caso em liberdade há dois anos, mas ontem, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri da comarca de Goiânia, decretou a prisão preventiva de Márcia por desobedecer determinações judiciais.

Segundo o magistrado, durante o período em que esteve livre, a ré “não providenciou enterro digno aos restos mortais de sua filha” e nem se manifestou a respeito quando foi invocada.

O juiz também destacou que a defesa de Márcia foi intimada para restituir os autos em cartório mas não o fez.

Advogado de Márcia Zaccarelli vai recorrer

Segundo o advogado de Márcia Zaccarelli, Paulo Roberto Borges da Silva, o decreto de prisão é infundado.

Ele afirma que foi surpreendido com o decreto quando pegou o processo para análise.

Outro advogado deveria ter analisado e entregado o processo na última quinta-feira (30/8), mas não o fez por problemas de saúde.

Paulo Roberto disse que vai entrar com pedido de revogação da prisão.

Via: G1 TJ-GO 
Imagens: TJ-GO 

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Goiás

Alunos e professores da rede estadual são homenageados após resultado do Ideb

Goiás cumpriu todas as metas de crescimento estabelecidas, e está entre os poucos estados que alcançaram a meta no Ensino Médio.
04/09/2018, 10h52

Estudantes, professores, diretores e servidores da Educação da rede estadual de Goiás foram recebidos e homenageados pelo Estado de Goiás, por meio do secretário da Educação, Cultura e Esporte (Seduce), Flávio Peixoto, na tarde desta segunda-feira, 3, no Palácio das Esmeraldas.

É o reconhecimento pela dedicação e empenho de toda a comunidade escolar que fez da rede pública goiana a líder nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no Ensino Médio e no Ensino Fundamental II. No Ensino Fundamental I, o Estado ficou na 2ª colocação.

Goiás cumpriu todas as metas de crescimento estabelecidas, e está entre os poucos estados que alcançaram a meta no Ensino Médio. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC)

Na ocasião, o governador José Eliton enfatizou que o “extraordinário resultado” no Ideb é uma demonstração da força e da pujança do Estado na Educação. “Demonstra ainda a força dos alunos, professores, da turma da merenda, administrativo, coordenadores, enfim, todos que fazer uma educação campeã”, pontuou.

O governador falou de sua alegria em ver o Brasil reconhecer e reverenciar Goiás pela sua Educação. “Outros estados são mais ricos, mas nenhum tem a Educação que nós temos. Temos alunos dedicados, que se preocupam com seu futuro e com o futuro do Estado. Temos professores bem formados, 100% deles com ensino superior. Temos hoje a melhor Educação do Brasil”, comemorou José Eliton.

Rede estadual

“Hoje é um dia histórico, somos campeões e devemos isso a vocês que aqui estão”, disse Flávio Peixoto, ao recepcionar a comunidade escolar. O secretário enfatizou o entusiasmo de todos da Educação com as notas alcançadas pela rede e a importância da valorização dos números.

“Precisamos lembrar que esses números representam a consolidação de vários investimentos feitos na Educação, principalmente nos últimos oito anos”, observou.

Flavio citou as melhorias na infraestrutura e a valorização dos professores da rede estadual. “Tudo isso fez com que Goiás fosse campeão. Mas, antes de mais nada, deve-se esse resultado ao professor que sabe ensinar e aos alunos, que souberam aprender e a todos que fazem parte da Secretaria Estadual de Educação. Parabéns, Goiás. ”

Aluno do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Pedro Gomes, Victor Hugo Xavier Dias representou os estudantes durante a homenagem e falou da satisfação em fazer parte da rede estadual de Goiás. Para ele, o resultado do Ideb reflete bem o dia a dia em sala de aula. “A gente trabalhou arduamente para chegar aqui hoje e ter esse reconhecimento pelo esforço que nós tivemos”, salientou.

A estudante Larissa Alves, do 3º ano do Ensino Médio do Centro Educacional de Tempo Integral Luís Perillo, falou do orgulho em ver Goiás se destacar com a nota do Ideb. “Pude perceber que a gente não se destacou só pela Educação, mas como Estado”, disse e enfatizou a importância da Escola de Tempo Integral. “Esse novo modelo nos dá a chance de avançar, aprender muito. Desperta, inclusive, em alunos antes desinteressados, a vontade de aprender, de crescer”, reforçou.

Dados do Ideb

Dados do Ministério da Educação (MEC) mostram Goiás com nota 4,3 no Ensino Médio, superior à projeção do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que era 4,2. Já no Ensino Fundamental II, a média foi 5,2, ou seja, 0,4 a mais que o estipulado (4,8).

No Ensino Fundamental I, Goiás apresenta crescimento de um ponto: o Inep apresentou meta de 5,6, mas a rede estadual goiana fez 6,6. As provas foram realizadas em 2017.

Via: Assessoria de Imprensa 

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Entretenimento

Boate de Goiânia é condenada a indenizar ex-BBB após caso de agressão

Segundo a decisão do desembargador Fausto Moreira, o caso gerou para a ex-BBB desequilíbrio do seu bem-estar e impotência diante da situação vivenciada.

Por Ton Paulo
04/09/2018, 11h15

A ex-participante do reality show Big Brother Brasil da TV Globo, Anamara Barreira, vai receber uma indenização no valor de R$ 12 mil reais por danos morais por parte da Boate Woods, que encerrou suas atividades mas funcionava no Setor Bueno, em Goiânia. De acordo com a ex-sister, em agosto de 2014 ela estava na boate e se envolveu em uma discussão com um frequentador da casa noturna que a teria assediado, e foi conduzida por seguranças para uma sala isolada, onde sofreu agressão física. A decisão é da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Na decisão, o juiz considerou o depoimento de testemunhas que estavam no local e que afirmaram ser verdadeira a versão de Anamara. Consta no processo que Anamara estava a caminho do banheiro com uma amiga, que derramou bebida em outra mulher, iniciando uma discussão. Anamara tentou apartar as duas, mas acabou sendo ameaçada por uma segurança e preferiu voltar ao camarote onde estava com amigos.

Algum tempo depois, a ex-BBB foi assediada por um homem alcoolizado, que insistiu para tirar uma foto com ela e tentou agarrá-la, puxando-a pelo braço. Anamara desvencilhou-se e retornou ao camarote, o que fez o homem xingar a moça, iniciando uma nova discussão.

Desta vez, segundo ela contou, os seguranças se aproximaram e a conduziram para uma sala afastada “sob o argumento de que ela tinha causado confusão demais naquele dia”.

Na sala, longe da festa, Anamara contou que foi acusada pelos seguranças de tumulto e foi mantida lá presa, impossibilitada de voltar a falar com seus amigos. Ao sair da sala, rumo à saída dos fundos da boate, impossibilitada de voltar à pista de dança, a ex-BBB foi, ainda, agredida com um murro nas costas e caiu das escadas. Na sequência, dirigiu-se a uma delegacia e registrou ocorrência.

A decisão foi favorável para a ex-BBB

Segundo o desembargador Fausto Moreira Diniz, que proferiu a decisão do caso, as situações vividas pela autora “refogem da seara do mero aborrecimento, pois os transtornos suportados, como constrangimento à sua liberdade de locomoção e agressões físicas e verbais, gerou o desequilíbrio do seu bem-estar e impotência diante da situação vivenciada, qual seja, o despreparo da equipe de segurança da apelada para conter situação adversa dentro do estabelecimento comercial, ocorrendo sim um abalo emocional a ensejar reparação”.

Via: TJ-GO 

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Brasil

De fósseis de dinossauros a múmias, veja quais foram as principais perdas do Museu Nacional no incêndio

O Museu Nacional abrigava um acervo com mais de 20 milhões de itens que abrangia áreas como antropologia, arqueologia, etnologia, geologia, paleontologia e zoologia.

Por Ton Paulo
04/09/2018, 12h15

O país inteiro ainda chora com a perda cultural e histórica inestimável sofrida com o incêndio do Museu Nacional no último domingo (2/9), no Rio de Janeiro. O museu, que abrigava um acervo com mais de 20 milhões de itens que abrangia áreas como antropologia, arqueologia, etnologia, geologia, paleontologia e zoologia, foi fundado em 1818, pelo rei Dom João VI, e era um importante centro de pesquisa incorporado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O acervo contava com importantes peças históricas, como o fóssil de Luzia, o mais antigo esqueleto das Américas, além de sarcófagos e múmias do Egito Antigo e uma coleção de aves empalhadas com quase 200 anos de idade. O museu recebeu visitas importantes em seu passado, Albert Einstein e Madame Curie.

Algumas peças, como meteoritos e fósseis, têm maior chance de resistir ao fogo. Mas a maioria do acervo deve ter se deteriorado.

Ainda não é possível calcular o nível de perdas provocadas pelas chamas, mas a vice-diretora do museu, Cristiana Serejo, contou que 90% do acervo em exposição se perdeu.

Confira agora algumas das mais lamentadas e principais perdas do museu:

Caule petrificado de samambaia extinta

De fósseis de dinossauros a múmias, veja quais foram as principais perdas do Museu Nacional no incêndio

Crânio de Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, datado com 13 mil anos de idade

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Esqueleto de pterossauro

De fósseis de dinossauros a múmias, veja quais foram as principais perdas do Museu Nacional no incêndio

Caixão egípcio de Sha-Amun-en-su, de 750 a.C.

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Estela de Raia, Império Novo, 1300-1200 a.C.

De fósseis de dinossauros a múmias, veja quais foram as principais perdas do Museu Nacional no incêndio

Sarcófago de Hori, Terceiro Período Intermediário, 1049-1026 a.C

De fósseis de dinossauros a múmias, veja quais foram as principais perdas do Museu Nacional no incêndio

Múmia atacamenha, 4700-3400 anos

De fósseis de dinossauros a múmias, veja quais foram as principais perdas do Museu Nacional no incêndio

Trono do Reino de Daomé, povos africanos e afro-brasileiros, séc. XVIII

De fósseis de dinossauros a múmias, veja quais foram as principais perdas do Museu Nacional no incêndio

Cálice Italiota de figuras vermelhas, Campânia, séc. IV a.C.

De fósseis de dinossauros a múmias, veja quais foram as principais perdas do Museu Nacional no incêndio

Estatueta greco-romana Koré, séc. V a.C.

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Goiás

Homem acusado de furto e ameaçado por segurança em supermercado de Goiás será indenizado

O supermercado se defendeu, argumentando que exerceu o direito e não quer pagar indenização.
04/09/2018, 14h37

Supermercado de Goiás deverá pagar R$ 15 mil a Lucas Oliveira Araújo, a título de indenização por danos morais, em razão de ele ter sido acusado indevidamente pela prática do crime de furto ocorrido dentro do estabelecimento comercial. A decisão é do juiz Wagner Gomes Pereira, titular da comarca de Rio Verde.

Lucas estava no Supermercado Campeão (Cabral e Maia Ltda) comprando, mas, quando efetuou o pagamento dos produtos que havia comprado, foi surpreendido ao sair do local por um segurança. Durante a abordagem, o funcionário do supermercado o chamou de marginal e, posteriormente, o conduziu até uma sala do mercado.

Lucas foi exposto a uma situação humilhante porque o funcionário desligou a lâmpada do cômodo, ficou com um cassetete nas mãos e passou a acusá-lo de ter furtado um chocolate.

Supermercado de Goiás diz que exerceu direito

O supermercado se defendeu, argumentando que exerceu o direito e não quer pagar indenização.

De acordo com o juiz, ficou evidente o supermercado errou ao acusar Lucas e por tê-lo abordado desproporcionalmente. “Não me parece crível que num caso grave como o relatado pela parte autora a requerida não seria diligente no sentido de armazenar as imagens para, caso fosse preciso, demonstrar que a atitude adotada por seu segurança foi normal”, explicou no processo.

Para o magistrado houve prejuízo ao cliente e, com isso, deve receber a indenização. “O autor juntou provas, como cupom fiscal de que no dia 2 de dezembro de 2016 esteve no supermercado da parte requerida e que realizou compras no valor de R$ 50,07“, afirmou.

Ainda segundo o juiz, o valor da indenização deverá atender aos princípios da vedação ao enriquecimento sem causa, bem como atender a critérios que estipulam a potencialidade econômica da demandada como parâmetro único para a indenização ao lesado, com o desiderato de inibir a perpetração de novas condutas semelhantes.

Via: MP-GO 

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