Economia

Mecanismos de proteção já estavam sendo estudados 'há um tempo', diz Petrobras

06/09/2018, 11h59

O diretor financeiro da Petrobras, Rafael Grisolia, afirmou que a empresa identificou que era importante “trazer mecanismos financeiros de proteção para os momentos de volatilidade da gasolina e do câmbio”. Ele não informou, no entanto, porque a empresa optou por utilizar essas ferramentas financeiras neste momento.

E, ao ser questionado se a decisão está relacionada às eleições ou aos rumores de nova greve dos caminhoneiros, disse que as medidas já estavam sendo estudadas “há um tempo”.

Grisolia participou na manhã desta quinta-feira, 6, de coletiva de imprensa junto com o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, para detalhar o anúncio ao mercado de que a empresa usará mecanismos financeiros de proteção complementares à política de preços da gasolina.

“São mecanismos que mantêm o resultado financeiro para a companhia. São opções. Continua a de reajuste diário”, afirmou o diretor financeiro.

A Petrobras passará a comprar derivativos de gasolina na bolsa de Nova York, além de hedge cambial, que suportarão a manutenção do preço por um período de até 15 dias, considerado o máximo de eficiência financeira, sempre que for detectada instabilidade no mercado.

Em fase de teste, essas medidas poderão ser estendidas para outros produtos, como o óleo diesel, no futuro. Atualmente, não faz sentido aplicar essas ferramentas no diesel, porque o combustível está sendo subsidiado pelo governo.

Porcentual de variação

O mecanismo financeiro anunciado pela Petrobras nesta quinta-feira para evitar volatilidade excessiva no preço da gasolina no prazo de 15 dias não evitará o repasse de altas da cotação da commodity no mercado internacional, segundo Jorge Celestino. “O que essa ferramenta está tirando é a volatilidade. O delta (de variação de preço) ao final dos períodos se mantém, será aplicado”, afirmou.

Como exemplo de eventos que podem causar volatilidade excessiva, Celestino citou ocorrências climáticas nos Estados Unidos. “Os preços sempre vão variar segundo a oferta e a demanda. Mas existem fatores que vão impactar, por exemplo, uma temporada de furacão nos Estados Unidos, que deixa algumas instalações indisponíveis. Isso traz um efeito de volatilidade que não é estrutural, é conjuntural”, afirmou.

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Goiás

O advogado que falsificava carimbos de juiz e escrivão

Advogado usou até nome de morto para fraudar procuração.
06/09/2018, 12h01

Quando vasculhavam o escritório de um advogado em Goiás, policiais da 23ª Delegacia Distrital de Polícia (DDP) encontraram carimbos de um juiz e escrivão judiciácio.

Os policiais deflagraram, na manhã da última quarta-feira (5/9), a Operação Ulpianus para o cumprimento de mandado de busca e apreensão no escritório do Setor Sul, onde seu proprietário é suspeito de falsificar procurações de titulares de processos relativos a financiamentos de veículos.

Durante o cumprimento da determinação judicial, os policiais civis encontraram dois carimbos falsos, nos quais aparecem os nomes de um juiz de direito de Aparecida de Goiânia e um escrivão de polícia de Goiânia.

Para a reportagem do Portal Dia Online, a delegada Érica Bortrel contou que o carimbo do juiz tinha um erro de grafia. “Ele é titular de uma vara civil de Aparecida. Pelas apurações, parece que o carimbo foi fabricado fraudolentamente, inclusive tem erro de grafia. Nem o juiz nem o escrivão reconhecem os carimbos.”

Ainda segundo Bortrel, o nome do advogado não pode ser divulgado por causa de uma prerrogativa que garante o direito de não ser exposto quando o profissional da advocacia for apenas suspeito.

Ainda de acordo com a delegada, o advogado falsificava procurações nas quais se conferiam poderes especiais para sacar quantias em depósito judicial, relativas a ações consignatórias já arquivadas.

Ainda segundo a autoridade policial, o advogado captava clientes que haviam financiado veículos e eram partes em ações revisionais e os orientava a depositar quantias em carta judicial.

Polícia encontra carimbo de juiz e escrivão em escritório de advogado em Goiás

Advogado em Goiás utilizou até documentos de morto

Se esses clientes desistissem da ação no curso do processo, tinham dificuldades de dar continuidade a ela. Se os clientes falecessem, o advogado produzia uma procuração de maneira fraudulenta, na qual se lhe conferiam plenos poderes. Ele então solicitava ao juízo o desarquivamento do processo e a expedição de alvará para saque das quantias.

Em uma das investigações conduzidas pela equipe da 23ª DDP, o advogado falsificou uma procuração em nome de uma cliente que morreu em 2016. Em outro, sacou a quantia sem prévia autorização da vítima, que foi surpreendida ao receber mandado de busca e apreensão de seu veículo.

Se indiciado, o advogado será enquadrado nos termos do Artigo 337 do Código Penal Brasileiro (falsificação de documento particular), cuja pena é de dois a cinco anos de reclusão, se a infração não constituir crime mais grave.

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Goiás

Mais de 475 mil adolescentes devem se vacinar contra o HPV em Goiás

O objetivo é o de proteger o público-alvo contra as graves doenças transmitidas pelos quatro subtipos do vírus.
06/09/2018, 12h11

Adolescentes de todo o Brasil devem se vacinar contra o HPV. A expectativa do  Ministério da Saúde é proteger 20,6 milhões de meninas e meninos contra as graves doenças transmitidas pelos quatro subtipos do vírus.

Eles devem ir aos postos de saúde para se imunizar pela primeira vez ou tomar a segunda dose da vacina e completar a proteção contra o HPV.

Em Goiás, a vacinação é realizada pela Secretaria de Saúde (SES-GO), por meio da Gerência de Imunização e Rede de Frio. O público-alvo são 372.000 meninas de 9 a 14 anos e 223.291 meninos de 11 a 14 anos.

A meta é proteger no mínimo 80% deste grupo, ou seja, pelo menos 297.600 meninos e 178.632 meninas devem ser imunizados.

O imunobiológico disponibilizado para esta ação é a vacina quadrivalente Papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 recombinante (HPV).

A vacinação ocorre como rotina em todas as 954 unidades básicas de saúde localizadas no Estado.

Definição da faixa etária e forma de transmissão

A definição da faixa etária para a vacinação visa proteger os adolescentes antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus. Na população masculina, a vacinação protege contra os cânceres de pênis, garganta e ânus.

Nas meninas, o principal foco é proteger contra o câncer de colo de útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas, verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus.

O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio da relação sexual. Também pode ser transmitido de mãe para filho no momento do parto.

Dados de proteção contra o HPV em Goiás

Desde janeiro de 2014 até agosto de 2018, 77,57% (288.558) das meninas foram vacinadas para a primeira dose. Para a segunda dose a cobertura vacinal é de 48,48% (180.359), ficando um saldo de 191.641 entre não vacinadas ou com esquema incompleto.

Em relação aos meninos, somente 41,52% (92.702) foram vacinados para a primeira dose e 12,59% (28.118) para a segunda dose, com um saldo de 195.173 meninos não vacinados ou com esquema incompleto.

Mensalmente, a SES-GO distribui em média 22 mil doses entre os municípios goianos para atender a demanda de rotina.

Entenda como funciona a vacinação contra o HPV

Meninos e meninas devem tomar duas doses da vacina HPV, com intervalo de seis meses entre elas. Meninas que completaram 15 anos ou mais e estão com o esquema incompleto podem se vacinar, apresentando o cartão de vacinas.

Para as pessoas que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica.

A vacina disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) é a quadrivalente e já é ofertada desde 2014. Confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

Na oportunidade também será disponibilizado para meninos e meninas de 12 a 13 anos a vacina que protege contra a Meningite C.

 

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Brasil

Após vários reajustes, preço da gasolina pode ser congelado por 15 dias

De acordo com a diretoria da estatal, foi aprovado o uso de um mecanismo financeiro adicional — uma espécie de proteção (hedge) — que pode ser aplicado por até 15 dias, ajudando a espaçar mais os aumentos da gasolina.

Por Ton Paulo
06/09/2018, 12h32

Depois dos reajustes quase diários do preço da gasolina influenciados pela alta disparada do dólar, a Petrobras anunciou nesta quinta-feira (6/9), uma nova política de preços para aumentar a estabilidade no setor de combustíveis. De acordo com a diretoria da estatal, foi aprovado o uso de um mecanismo financeiro adicional — uma espécie de proteção (hedge) — que pode ser aplicado por até 15 dias, ajudando a espaçar mais os aumentos da gasolina.

Apesar de garantir que a atual prática de reajustes diários ainda é válida, a companhia afirmou que “entende ser importante conciliar seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral”.

Sem abrir mão da paridade dos preços internacionais, o mecanismo proposto, que não deve ultrapassar 15 dias, permitirá à empresa obter um resultado financeiro equivalente ao que alcança com a prática de reajustes diários, explicou, em nota.

Segundo o comunicado, a Petrobras escolherá os momentos em que vai aplicar o instrumento, considerando a análise de conjuntura, em cenários de elevada volatilidade do mercado. Conforme diz a nota, o preço da gasolina continuará sujeito a mudanças até diárias, uma vez que esse mecanismo será utilizado opcionalmente, quando, então, os preços ficarão estáveis durante o período de sua execução.

Reajustes flexíveis no preço da gasolina

A estratégia anunciada pela estatal Petrobras vai permitir uma maior flexibilidade na frequência de reajustes, mas não deve alterar o resultado final das variações do preço da gasolina decorrentes dos movimentos de elevação ou de queda na cotação internacional e na taxa de câmbio, ao final de cada período – seja por intervalos de tempo mais longos, de até 15 dias, ou diários.

De acordo com o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, a política de reajustes diários está mantida, mas que a medida a aperfeiçoa. Segundo ele, o mecanismo se trata de uma sofisticação que torna a empresa mais competitiva. Ele ainda afirma que a estatal aprendeu, estudou e viu que o uso dessa ferramenta de hedge traz os elementos que vão dar uma posição de competitividade para a companhia.

A Petrobras vinha adotando, desde 3 de julho do ano passado, reajustes quase diários no valor do combustível, com base no mercado internacional e no câmbio. Portanto, após o dólar disparar por conta da instabilidade política nacional e pela valorização da moeda norte-americana no mercado internacional, a gasolina atingiu preço recorde nas refinarias.

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Goiás

"Erro operacional", diz nota de Daniel Vilela sobre acidente com avião

aeronave foi alugada pelo candidato em 16 de agosto deste ano.
06/09/2018, 14h34

Em nota a respeito do acidente com o avião do candidato ao governo de Goiás, Daniel Vilela, a assessoria informa que um erro operacional ocasionou a intercorrência. O avião de Vilela virou em pista na manhã desta quinta-feira (6/9), em Itapaci, interior de Goiás enquanto a equipe e o candidato percorria a região em campanha.

A empresa de táxi aéreo “Voar Aviação” informa que a aeronave foi alugada pelo candidato em 16 de agosto deste ano. Na nota, a empresa esclarece que está “devidamente protocolizado na Anac  em 17 de agosto de 2018.”

Ainda conforme a nota, nenhum passageiro se feriu. “A operação da aeronave era conduzida desde essa data pela equipe do candidato. Aparentemente ocorreu um problema operacional durante o pouso. A aeronave estava perfeitamente aeronavegável e com manutenção atualizada. Falhas mecânicas foram descartadas. As investigações serão conduzidas pelo Cenipa para detalhar as causas.”

Ainda sobre o acidente, a assessoria de Vila informou que “houve um erro operacional na aproximação para pouso e o trem de pouso da aeronave arrendada pela campanha, um Beechcraft 100 King Air prefixo PT-LJN, colidiu com uma cerca próxima da pista. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) investigará o caso, como de praxe”, informa a nota.

Confira a nota da assessoria do candidato Daniel Vilela na íntegra:

A aeronave que levava a comitiva liderada pelo candidato a governador de Goiás Daniel Vilela (MDB) sofreu uma intercorrência durante pouso em Itapaci, no Vale do São Patrício, na manhã desta quinta-feira (6). Não há feridos.

Houve um erro operacional na aproximação para pouso e o trem de pouso da aeronave arrendada pela campanha, um Beechcraft 100 King Air prefixo PT-LJN, colidiu com uma cerca próxima da pista. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) investigará o caso, como de praxe.

Estavam no voo, além de Daniel Vilela, os deputados e candidatos à reeleição Bruno Peixoto (MDB), Waguinho Siqueira (MDB), o deputado federal e coordenador da campanha, Pedro Chaves (MDB), três integrantes da equipe de Daniel Vilela, o piloto e o co-piloto.

Daniel Vilela divulgou vídeo logo após a intercorrência relatando que todos passam bem e a agenda de campanha segue normalmente com carreatas pelos municípios de Itapaci, Uruaçu, Mara Rosa, Niquelândia e Jaraguá.

Assessoria de Comunicação – Coligação Novas Ideias, Novo Goiás (MDB, PP, PRB e PHS)

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