Entretenimento

A arte do registro

09/09/2018, 09h20

Quem entra na Bienal pelo portão sul do prédio, muito provavelmente vai se deparar com alguém deitado no chão e com um celular na mão, na tentativa de guardar um melhor registro dos cogumelos da obra Vivam os Campos Livres, em que o artista e curador espanhol Antonio Ballester Moreno reuniu seis mil peças de cerâmicas feitas por crianças de cinco centros educacionais da cidade de São Paulo. É um indicativo, já na entrada desta 33ª edição do evento, que teve início na última sexta-feira, feriado de 7 de setembro, sobre a necessidade do público de fotografar todas as suas experiências.

A abertura no feriado foi uma boa estratégia da Fundação Bienal. O público era crescente, ao longo do primeiro dia. Crianças, idosos, jovens fashionistas e adultos que aproveitaram o dia de sol para fazer exercícios no Parque do Ibirapuera. O térreo e os dois primeiros andares estiveram bastante cheios. O terceiro, e menor de todos, estranhamente mais vazio, talvez pela exigência de um pequeno esforço físico, para acessar o andar sem o apoio da escada rolante, fora de serviço.

As maiores aglomerações aconteciam, ao menos na abertura, nas áreas de performance. A mais atrativa, sem dúvidas, foi Para ser curado: Sente-se deixe-me te cobrir, aparição e instalação da artista sul-africana Lhola Amira, no núcleo sempre, nunca, de curadoria da americana Wura-Natasha Ogunji. Atraídas pelo curioso ritual, dezenas de pessoas assistiam à performance em pé ou sentadas ao chão. Muitas, claro, de celular em punho.

Comissionada para a Bienal, a instalação tem como proposta lembrar à Lei Rio Branco, conhecida como a Lei do Ventre Livre, de 1871, enquanto convida o público para ter um repouso espiritual. Nela, a artista tem como objetivo lavar, até o fim do evento, em dezembro, os pés de 1871 pessoas, um ato de gentileza e humildade, mas que remete a um trauma histórico. Depois de um longo processo de oração, durante a performance, Amira levanta e presenteia algumas pessoas com um cordão.

A estudante de antropologia Sylvia Bomtempo, de 21 anos, foi uma das pessoas que recebeu o presente. “O que me atraiu foi ver esse ritual. É uma obra em que a energia do público pode interferir”, analisa a jovem, que ficou surpresa com a obra. “Não esperava encontrar algo do tipo na Bienal, ainda mais por ser relacionado à minha área de estudo. Foi muito interessante.”

Já num apertado corredor, no primeiro andar, várias pessoas se espremiam para ver uma execução da instalação Sem Título, de 2014, do artista Tunga, morto em 2016, escolhido pela artista-curadora brasileira Sofia Borges para o seu núcleo A Infinita História das Coisas ou o Fim da Tragédia do Um. A mostra conta ainda com uma performance do francês Tal Isaac Hadad, que também chamou a atenção do público.

As obras em vídeo também foram destaque. A grande tenda montada pela mineira Tamar Guimarães para a exibição do seu ensaio visual baseado em Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, estava lotada. A mesma coisa na obra em vídeo The Living Room, do artista holandês Roderick Hietbrink. Já a única fila do evento era para Ex Situ, instalação sonora do argentino Sebástian Castagna, dentro do núcleo O pássaro lento, da artista-curadora Claudia Fontes.

Para todos

Por um longo caminho labiríntico, a exposição de Sofia foi uma das que mais intrigou o público. Vários visitantes tentavam decifrar sobre o que era a obra Silver Hippie, da britânica Sarah Lucas. “Acho que é sobre o feminino”, dizia uma mulher à filha. Neste momento, é como se as obras passassem a ser do público, acredita Sofia Borges. “Para o artista isso é algo fundamental”, analisa. “Cabe ao espectador quase que ‘descriptografar’ o sentido contido nas obras, o que ele só faz a partir de suas próprias experiências. O que ele vê é o eco da sua existência.”

Ainda na obra de Lucas, um rapaz tentava tirar uma foto de sua mãe. “Vem que está disputado”, dizia o jovem. Para Sofia, como artista, a necessidade de fotografar tudo não a incomoda. “É algo recorrente hoje em dia e é também uma maneira de se relacionas com as coisas. Só acho que a gente pode estar se esquecendo do lugar não virtual.”

A artista sabe que nem todo mundo que vai a Bienal está ali pela arte em si. Algumas estão apenas de passagem pelo parque e aproveitaram a entrada gratuita. “É uma honra para mim fazer uma exposição que seja para todos”, diz. “É a coisa mais especial da Bienal.”

O curador-geral desta edição da Bienal, o espanhol Gabriel Pérez-Barreiro, afirma ter pensado em todas as pessoas que vão até o evento, ao topar o desafio de realizá-lo. “O diferencial da Bienal é o seu público imenso e diversificado”, acredita o espanhol. “Temos a obrigação de saber quem são os visitantes e tentar fazer o evento ser amigável para todos eles.”

Serviço

3ª BIENAL DE SÃO PAULO

Pavilhão da Bienal. Parque do Ibirapuera, Portão 3. Tel. 5576-7600. 3ª a dom., 9 às 19h. 5ª e sáb., 9 às 22h. Gratuito. Até 9/12.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Briga, tiros e feridos em festa de policiais e agentes prisionais em Goiânia

Suspeito dos disparos, que é vigilante temporário penitenciário, foi preso logo depois em Aparecida de Goiânia.
09/09/2018, 09h41

Uma festa no edifício Portal das Flores, no setor Negrão de Lima, em Goiânia, terminou com tiros e três feridos na noite de sábado (8/9).

O dono da residência chamou colegas de um cursinho para uma confraternização. Na festa, além de outros agentes, policiais e convidados. “Na verdade, não tinha agente penitenciário e, sim, vigilante penitenciário temporário”, explica o presidente do Sindicado dos Agentes Prisionais do Estado de Goiás, Maxuell Miranda das Neves.

Por volta das 21h, dono da casa expulsou João Henrique Barbosa de Oliveira, 28 anos, que estava acompanhado do aluno soldado da PM, Juscimar Carmo Brito da Silva. Em entrevista ao Portal Dia Online, o porta-voz da PM, tenente-coronel Pascoal, o aluno soldado não teve envolvimento na confusão.

Expulso da festa, o agente prisional temporário voltou armado com uma pistola calibre 7.65. Além de disparos para cima, subiu em uma grade e acertou três pessoas que estavam próximo a uma churrasqueira.

Duas mulheres e um homem foram atingidos: Rhaiana Lima de Oliveira, com um tiro de raspão, Neyanne de Souza Silva, levada para o Cais Campinas e Daniel Rodrigues Andrade Valente, levado para o Cais Novo Mundo. Os três já estão em casa.

Autor de tiros em Goiânia foi preso em Aparecida

Briga, tiros e feridos em festa de policiais e agentes prisionais em Goiânia
Arma usada no tiroteio. Foto: Polícia Militar

Uma das pessoas que estavam no local informou o endereço do suspeito de atirar na festa aos policiais militares que chegaram para atender a ocorrência. Ele foi encontrado no setor Mansões Paraíso, em Aparecida de Goiânia. Lá, encontraram o suspeito e o levaram para a Central de Flagrantes. O delegado Alvaro Melo Bueno, responsável pelo flagrante, não foi encontrado.

O porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronel Pascoal respondeu ao questionamento da reportagem acerca de especulações de que alunos soldados estivessem, outra vez, envolvidos na confusão. “Definitivamente, o aluno soldado ajudou a identificar o suspeito”, diz ele, na manhã de domingo.

“O que eu soube, depois de uma ligação, foi que teve uma festa envolvendo ex-colegas de um cursinho preparatório para concurso. Esta festa tinha vários convidados, como agentes carcerários. Houve uma vias de fato entre os integrantes. Uma das pessoas voltou e atirou”, diz Pascoal. “É um civil. Não foi aluno soldado, não”, ratifica.

Leia nota oficial da Polícia Militar sobre os tiros em Goiânia:

A Assessoria de Comunicação da PMGO esclarece que, a respeito do fato ocorrido nessa madrugada onde, preliminarmente, cogitou-se a participação de Alunos Soldados da PMGO, o autor dos disparos foi o civil JOÃO HENRIQUE BARBOSA DE OLIVEIRA (Dn 31/12/1990), o qual foi localizado em Aparecida de Goiânia e preso, com auxílio dos Alunos Soldados que também estavam presentes no evento.

O autor foi preso pela Policia Militar e a arma usada no crime, uma pistola Cal. 762, apreendida.

JOÃO HENRIQUE BARBOSA DE OLIVEIRA (Dn 31/12/1990) foi conduzido à Central de Flagrantes, juntamente com as vítimas e um Aluno Soldado da PMGO como testemunha, que auxiliou na identificação e localização do autor, onde foi lavrado o devido auto de prisão em flagrante.

Atualizado às 10h15 de segunda-feira (10/9).

Ao contrário do que foi publicado anteriormente, João Henrique Barbosa de Oliveira, não é um vigilante penitenciário temporário (VPT), um tipo de agente prisional temporário. 

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Brasil

Bolsonaro apresenta melhora clínica e não tem sinal de infecção

Segundo boletim médico, o candidato apresenta “nítida melhora clínica e laboratorial, sem nenhuma evidência de infecção”.
09/09/2018, 11h19

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, apresenta “nítida melhora clínica e laboratorial, sem nenhuma evidência de infecção”, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein hoje (9) às 10h20. A equipe médica aponta também que o quadro abdominal melhorou nas últimas 24 horas e que Bolsonaro permanece em cuidados intensivos.

Houve progresso ainda no tempo que o paciente permanece fora da cama e fazendo caminhadas. O boletim, no entanto, não informa qual esse tempo. Ontem (8), o boletim indicou que ele passou cerca de 30 minutos sentado em uma poltrona e caminhou, por 5 minutos, com a ajuda de um fisioterapeuta e uma enfermeira, além de estar acompanhado por um médico. Bolsonaro continua sendo alimentado por via endovenosa.

Fazem parte da equipe médica do candidato o cirurgião Antônio Luiz Macedo, o clínico e cardiologista Leandro Echenique e o diretor-superintendente do hospital, Miguel Cendoroglo.

Bolsonaro deu entrada no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, por volta das 10h45 de sexta-feira (7), quando iniciou uma série de exames que duraram cerca de 3 horas, segundo a assessoria do hospital. Ele saiu da Santa Casa de Juiz de Fora (MG), onde foi internado, após ser esfaqueado durante campanha na cidade na quinta-feira (6). O candidato foi transferido para São Paulo a pedido da família.

Bolsonaro foi atacado durante passeata em Minas Gerais

O candidato a Presidência da República Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante passeata em Juiz de Fora, em Minas Gerais, na tarde da última quinta-feira (6/9).

Por meio de imagens divulgadas nas redes sociais é possível ver que, em momentos antes ao atentado, o presidenciável aparece sendo carregado por apoiadores e rodeado de uma multidão na passeata. Em seguida o vídeo é interrompido logo após um tumulto, momento em que Bolsonaro é atingido na barriga por uma faca. O

O homem suspeito de esfaquear o candidato do PSL a Presidência, Jair Bolsonaro, foi preso no mesmo dia. Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi preso em flagrante após sofrer uma tentativa de linchamento dos apoiadores do presidenciável, que presenciaram o atentado.

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Goiás

PM prende homem com arma comprada na Feira da Marreta, em Goiânia

Depois de prender suspeito, encontraram outro em uma residência.
09/09/2018, 11h33

Por volta das 19h da noite de sábado (8/9), policiais militares encontraram arma que teria sido comprada na Feira da Marreta, em Goiânia.

Os policiais abordaram um suspeito estacionando em frente ao Bosque do Residencial Fonte Nova.  Com Adriano Fernandes de Souza, de 23 anos, os policiais encontraram um revólver calibre 32 com 16 munições intactas e uma pequena porção de maconha.

Adriano, por sua vez, tem passagem por receptação, Lesão corporal, Falsidade de atestado médico e Tráfico de drogas.

Assim, a equipe solicitou apoio comprado a arma de fogo na Feira da Marreta. Segundo Adriano, as munições seriam de John Cássio Gomes de Carvalho, de 20 anos.

Os policiais foram à casa do segundo suspeito, entraram na residência, revistaram e encontraram, conforme os PMs, porções de maconha prontas para a venda, uma balança de precisão e R$ 70.

Já na casa de Adriano, os policiais encontraram R$ 1.929,00 e outra porção de maconha. A dupla não conseguiu explicar a procedência do dinheiro e foi levada para a delegacia.

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Goiás

Em 43 minutos, 5 incêndios foram registrados pelos Bombeiros em Goiás

Incêndios foram registrado em Rubiataba, Trindade, Porangatu, Anápolis e Cidade de Goiás.
09/09/2018, 13h29

Em 43 minutos 5 incêndios em vegetação foram registrados na manhã deste domingo (9/9) pelo Corpo de Bombeiros de Goiás.

A primeira notificação ocorreu às 10h10min. Uma pastagem às margens da na Avenida da Ponte, no Setor Bacalhau, na Cidade de Goiás.

Já a segunda ocorrência foi registrada no município de Trindade, na Região Bugre, às 10h38min.

A terceira, sete minutos depois, foi registrada em uma ocorrência em Porangatu, na Avenida Principal, às 10h45min.

Cinco minutos depois, às 10h50min um outro incêndio em vegetação foi registrado em Ceres, na GO-154, saída para Rubiataba.

Às 10h53 minutos um incêndio atingiu a vegetação na Chácara Piancó, em Anápolis.

As chamas atingiram mais cedo um canavial próximo à rodovia GO-026. No local, que pertence a uma usineira, o fogo foi controlado pelos Bombeiros em Santa Helena de Goiás, a 207 km de Goiânia. Cinco caminhões foram utilizados para apagar as chamas: um dos bombeiros, alguns da prefeitura e outros de terceiros.

Para os bombeiros militares, o fogo também tenha se espalhado depois de ter início na vegetação próxima ao local  na noite de sábado (8/9).

Dicas dos Bombeiros para ajudar a evitar incêndios em vegetação:

– Não queime lixo nas proximidades de vegetação seca;

– Não jogue tocos de cigarro às margens de rodovias, pois podem estar acesos;

– Não faça queimadas para limpar terrenos;

– Ao perceber um foco de incêndio se alastrando, ligue imediatamente para 193

Ah, bombeiros também indicam para que, quando você estiver próximo de áreas verdes, não acenda fogueiras e velas.

Se necessário, capine a vegetação até que alcance a terra. Lembre-se de certificar se as brasas estão resfriadas. Se possível enterre o material combustível que sobrou.

– As faixas de terra sem vegetação, chamadas também de aceiros, devem ter atenção redobrada principalmente para os proprietários rurais que possuem terras às margens da rodovia. Para evitar incêndios estas áreas deveram permanecer limpas.

– Os incêndios em lotes baldios pode levar fumaça e fuligem que pioram a qualidade do ar, além dos riscos de atingir a rede elétrica e telefônica.

– Para proteger a propriedade, aceiros devem ser bem construídos, protegendo suas terras e a de seus vizinhos, pois a queimada empobrece o solo e diminui a produtividade.

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