Política

Ministro do TSE nega pedido do PT para suspender propaganda de Alckmin

11/09/2018, 16h30

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu negar um pedido da coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PCdoB/PROS) para suspender a veiculação de propaganda do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin.

A coligação do PT apontava uma série de irregularidades na propaganda veiculada no dia 1º de setembro, tanto no bloco vespertino quanto no noturno, pela campanha de Alckmin.

Para a campanha petista, Alckmin apareceu em “parcelas ínfimas” dos 5 minutos e 30 segundos do bloco de propaganda e dedicou dois minutos do tempo da sua coligação para a narrativa de história emotiva, voltada à formação de vínculos emocionais com o eleitorado.

A peça contestada pelo PT mostrava uma jovem chamada Verônica, que enfrentava problemas de saúde. A propaganda criticava as condições gerais dos serviços de saúde no Brasil, mas enaltecia o tratamento conferido no Estado de São Paulo, que já foi governado por Alckmin.

O PT acusa a campanha de Alckmin de não cumprir dispositivo da Lei das Eleições, sob a alegação de que a participação efetiva de Geraldo Alckmin na propaganda representaria parcela inferior aos 75% do tempo da campanha do tucano no horário eleitoral.

Presença reduzida

Para Horbach, no entanto, não há irregularidade na “presença reduzida” de Alckmin em seu programa eleitoral.

“O limite de 25% do tempo é imposto exclusivamente em relação aos apoiadores, candidatos ou não, que vierem a participar do programa. Os restantes 75% são destinados aos diferentes tipos de linguagens publicitárias permitidas no dispositivo, tais como caracteres com propostas, fotos, jingles, clipes com músicas ou vinhetas e, também, manifestações do candidato”, observou Horbach em sua decisão, assinada no último sábado, 8.

“É possível concluir que não há irregularidade na presença reduzida do candidato representado em seu horário eleitoral gratuito, uma vez que o tempo do programa pode ser preenchido com os diferentes recursos publicitários indicados no caput do art. 54 da Lei das Eleições. Não se depreende do dispositivo em questão (…) uma obrigatória participação direta do candidato em 75% dos blocos ou inserções”, concluiu Horbach.

Sobre a narrativa da história de Verônica, Horbach apontou que não há “irregularidade alguma no simples fato de a propaganda dos representados apresentar elementos emotivos ou passionais, o que é natural na dimensão política da pessoa humana”.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

24 horas após lamentar morte de Mr Catra, homem morre ao sair de igreja em Goiás

O jovem chegava às 22h30 na casa de um primo quando foi executado com pelo menos três tiros, que acertaram cabeça, braço e tórax.
11/09/2018, 16h44

Maurício Estâncio Correia, de 30 anos, não sabia, mas morreria dois dias depois de fazer duas postagens lamentando a morte do funkeiro Mr Catra. Até uma foto do jovem e do cantor foi compartilhada no domingo (9/9). “Descanse em paz Mr Catra”, escreveu acima da fotografia que fez ao lado do cantor.

Depois do culto em uma igreja evangélica, Estâncio foi morto a tiros dentro do carro na noite da última segunda-feira (11/9) na cidadezinha de Goianápolis, a 49 quilômetros de Goiânia.

O jovem chegava às 22h30 na casa de um primo quando foi executado com pelo menos três tiros, que acertaram cabeça, braço e tórax. Conforme divulgou a polícia, Maurício deixou a igreja por volta das 21h, deixou amigos da igreja em suas casas.

Quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Maurício já havia morrido. Com inúmeras passagens pela polícia, o jovem havia decidido deixar a vida do crime e frequentar uma igreja pentecostal. No perfil do Facebook, ele compartilhava fotografias em que aparece vestido com roupa social, com a Bíblia e amigos em cultos em igrejas ou em casas.

Torcedor do Corinthians, ele assumia publicamente voto no Partido dos Trabalhadores (PT), com defesa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. Casado, o rapaz também postava fotos ao lado da filha.

Ninguém quis dar palpite sobre o que teria motivado a execução. A Polícia deve analisar imagens de monitoramento que podem ajudar na identificação dos criminosos e explicar qual foi a dinâmica do crime.

Além de tráfico de drogas, pesava sobre o perfil do rapaz homicídio. Para a polícia, um primo da vítima contou que ele já não se envolvia mais no crime.

Mr Catra morreu domingo

O cantor e funkeiro Mr Catra, 49 anos, morreu na tarde de domingo, em São Paulo. O cantor estava internado no Hospital do Coração (HCor), na capital paulista. Ele lutava contra um câncer gástrico. Ele deixa três esposas, 32 filhos e quatro netos.

Catra teve um diagnóstico de câncer no estômago em 2017. Ele disse então que iria parar de fumar e de beber a partir daquele momento, às vésperas de começar a realizar suas sessões de quimioterapia.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Mulher pula de carro em movimento após ser ameaçada pelo ex-namorado, em Goianira

O homem, que continua foragido, deve responder por sequestro e cárcere privado.
11/09/2018, 17h07

Um mulher, de 28 anos, sofreu ferimentos graves ao pular do carro em movimento após ser ameaçada pelo ex-namorado. O caso ocorreu na segunda-feira (10/9), na GO-070, em Goianira, Região Metropolitana de Goiânia.

Tudo começou quando a jovem saia de casa para trabalhar e no momento em que entrava no veículo, foi abordada pelo ex-namorado, armado, que a obrigou a dirigir até uma mata, onde ele disse que a mataria.

A mulher, que não teve a identidade revelada, contou à Polícia Civil (PC) que decidiu pular do carro ao ser ameaçada pelo ex-namorado. O homem apontou uma arma contra a cabeça dela, e mesmo dirigindo a quase 100 km/h, quando o ex-namorado a mandou encostar o carro em um matagal, ela abriu a porta do veículo e se jogou.

A jovem foi socorrida por um motorista que passava pelo local. Ela foi encaminhada ao Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), onde deve passar por uma cirurgia ortopédica. A mulher sofreu ferimentos graves nos braços, barriga, costas e pernas.

Após o ocorrido, o carro bateu em uma mureta de proteção da via, o homem desceu do veículo e fugiu.

Sequestro e cárcere privado

O suspeito, que continua foragido, já havia sido denunciado por agressão doméstica. De acordo com o delegado Bruno Costa e Silva, responsável pelo caso, ele foi preso de julho deste ano por agressão contra a ex-namorada, mas foi colocado em liberdade após passar pela audiência de custódia, com a condição de cumprir um medida protetiva a favor da jovem.

Ainda segundo o delegado, foi instaurado um inquérito policial para apurar o crime. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Goianira.

Quando preso, o suspeito, que também não teve o no divulgado, deve responder por sequestro e cárcere privado.

Violência contra a mulher em Goiás

Mesmo com 12 anos da Lei Maria da Penha, o número de caso de violência contra mulher ainda é crescente no Brasil. Só no primeiro semestre de 2018, foram registradas quase 73 mil denúncias, de acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180.

Segundo o relatório, as principais agressões denunciadas são cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas, homicídio e assédio no esporte. As denúncias também podem ser registradas pessoalmente nas delegacias especializadas em crime contra a mulher.

Via: G1 Portal 6 
Imagens: Mundo ao Minuto 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Enfermeira de UPA em Rio Verde é agredida após barrar entrada de PM em sala exclusiva

De acordo com nota da prefeitura, a mulher levou uma  “gravata” e um “pisão” na panturrilha depois de tentar impedir o policial de entrar em uma sala restrita da unidade de Saúde.
11/09/2018, 18h21

Uma enfermeira da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Rio Verde, na Região Sudoeste de Goiás, foi agredida após barrar entrada de PM em uma sala exclusiva para funcionários e pacientes. Caso ocorreu na tarde de segunda-feira (10/9).

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, a mulher levou uma  “gravata” no pescoço e um “pisão” na panturrilha, depois de tentar impedir o policial de entrar em uma sala, identificada como sala vermelha, dedicada para pacientes que necessitam de cuidados e vigilância intensivos enquanto aguardam a definição do diagnóstico.

Em um vídeo, gravado por funcionários da UPA, é possível ver algumas médicas e enfermeiras do local discutindo com o PM depois da agressão. Nas imagens, uma médica repudia a atitude do policial. Veja:

A SMS esclareceu ainda que a entrada no espaço é “expressamente proibida para qualquer pessoa que não faça parte do quadro de colaboradores.” No momento do ocorrido, enfermeiras e médicos da UPA advertiram os policiais a não entrarem no local.

Logo após a confusão, vários colaboradores da UPA tentaram impedir a fuga do policial, mas o PM teria tomado o controle do guarda para abrir o portão. Este outro vídeo registrou o momento em que os PMs tentam sair do estacionamento da unidade. Confira:

Em nota, a assessoria de Comunicação do 2º Batalhão de Polícia Militar da cidade, informou que o PM foi imediatamente afastado das atividades operacionais. A assessoria da PM esclareceu ainda que foi aberta uma sindicância para apuração da conduta do militar.

Confira a nota na íntegra:

“A assessoria de Comunicação do 2º Batalhão de Polícia Militar, traz a público esclarecimentos acerca do fato ocorrido na Unidade de Pronto Atendimento-UPA da cidade de Rio Verde.

A Polícia Militar (PM) informa que diante da veiculação do incidente envolvendo profissional de segurança pública, tão logo tomou conhecimento da ação policial promovida naquela unidade de saúde, determinou preliminarmente, o afastamento do serviço operacional do policial ora envolvido nos fatos, bem como a abertura de sindicância para apuração da conduta do policial militar.

Em virtude das informações veiculadas em redes sociais sobre o fatídico, fez o comando do 2ºBPM, vir a público externar repúdio a qualquer ação que macule a boa imagem da corporação policial militar com as demais instituições.”

Ainda não se sabe por qual motivo os PMs queriam entrar na sala da UPA. A Prefeitura de Rio Verde, em nota, disse que “repudia qualquer tipo de agressão, lamenta o ocorrido na UPA e confia na apuração dos fatos pelos órgãos competentes.”

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Passageira arrastada por ônibus em Águas Lindas de Goiás deve ser indenizada em R$ 40 mil

Depois de cair, a mulher, que voltava do trabalho, foi arrastada por aproximadamente 50 metros.
11/09/2018, 19h34

Uma passageira arrastada por ônibus em Águas Lindas de Goiás deve ser indenizada em R$ 40 mil, por danos morais, pela empresa Taguatur – Taguatinga Transporte e Turismo Ltda. e Nobre Seguradora do Brasil S/A. A decisão foi do juiz Wilker André Vieira Lacerda, da 2ª Vara Cível, das Fazendas  Públicas, de Registros Públicos e Ambiental da comarca do município.

A diarista Herculana Rodrigues da Costa, foi lançada ao chão e arrastada por um veículo quando se preparava para descer em um ponto de ônibus. De acordo com a sentença, as duas companhias terão de pagar ainda R$ 78,23, referentes as despesas gastas com o acidente.

Tudo ocorreu em 26 de  fevereiro de 2010,  quando a mulher pegou o ônibus da Taguatur sentido Taguatinga-DF/Águas Lindas de Goiás. Ao chegar no destino, quando se preparava para descer do veículo e, ao por a primeira perna para fora do ônibus, o motorista colocou o veículo em movimento antes dela descer em segurança.

Herculana lançada ao chão e ainda arrastada por aproximadamente 50 metros. Ela foi socorrida e levada ao Hospital Bom Jesus, em Águas Lindas de Goiás. Contudo,  por falta de recursos na unidade de saúde, ela foi levada para Brazlândia, no Distrito Federal.

Nos autos, a diarista afirmou que “o acidente lhe causou vários problemas de saúde, não só físicos, mas também psicológicos. Ressaltou que ficou impossibilitada de exercer suas atividades como diarista, no qual recebia R$ 50 por dia, totalizando R$ 1.050 por mês.”

De acordo com informações do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), a empresa requereu  a denúncia para a Nobre Seguradora do Brasil S/A, “uma vez que o ônibus em questão era acobertado por apólice de seguro contra danos ocasionados a terceiros e acidentes pessoais causados a passageiros.”

Passageira arrastada por ônibus deve ser indenizada

Na decisão, o juiz  Wilker André Vieira Lacerda, ressaltou a responsabilidade civil da Taguatur “pois restou incontroverso nos autos que o condutor do ônibus era seu empregado, circunstância hábil a fundamentar a incidência da responsabilidade civil objetiva por ato de terceiro”.

Para o magistrado, diante das provas, “verifica-se que o preposto da ré agiu com flagrante imprudência, pois, desrespeitando as regras de trânsito, acabou por arrastar brutalmente a autora por cerca de 50 metros”.

Via: TJ-GO 
Imagens: Ônibus Brasil 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.