Política

Prisão de Richa é questão do Paraná, não afeta campanha de Alckmin, diz Tripoli

11/09/2018, 09h00

A prisão do ex-governador e candidato ao Senado pelo Paraná Beto Richa (PSDB) pegou tucanos de surpresa na manhã desta terça-feira, 11. O deputado e candidato ao Senado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) afirmou ao Broadcast Político que a questão é “isolada” no Paraná e não deve contaminar a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Planalto “como um todo”.

A aposta do tucano é afastar a vinculação de Richa com Alckmin, apesar de o ex-governador paranaense ser aliado ao presidenciável e ter sido um dos primeiros governadores do PSDB a defender a candidatura de Alckmin à Presidência.

“É uma questão isolada no Paraná, dele lá. Acho que isso não contamina a campanha como um todo, não”, disse Tripoli. “Esta campanha não vai se dar muito em questão partidária, vai se dar em função das pessoas. O eleitor não está votando nos partidos, está votando nas pessoas. Vota em um porque tem essas qualidades e não vota em outro porque tem esse defeito.”

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Goiás

Em duas ações, vídeos mostram policiais de folga baleando assaltantes em Goiás

Dois assaltantes foram alvejados quando tentavam assaltar.
11/09/2018, 09h00

Em duas situações que exigiram rápida ação de policiais de folga resultaram em assaltantes presos em 24 horas, em Goiás. Mas, antes da cadeia, os assaltantes, armados, foram atingidos com disparos.

O primeiro caso ocorreu em uma loja que vende utensílios de casa e para presentes no município de Itumbiara na segunda-feira (10/9). O PM de folga reagiu ao assalto como mostram as imagens: em uma fila, clientes aguardam a vez quando o assaltante vestido com uma camiseta preta e com capacete entra no estabelecimento.

Os clientes em pânico se escondem nos corredores e os funcionários tentam se proteger, se abaixando. Quando o ladrão se dirige ao primeiro caixa, PM – vestido de amarelo – empunha uma arma na direção do ladrão.

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A partir daí, vários disparos acertam bancadas e monitores do estabelecimento. Dois tiros atingem o ladrão,  que correu. Pouco tempo depois, Kevenclay Mendonça de Assunção, de 26 anos, foi preso e levado ao hospital.

O assaltante, conforme informou a Polícia Militar, tem mandado de prisão em aberto por latrocínio – roubo seguido de morte – e assumiu ter participado de outro roubo na loja 20 dias atrás. Ele ainda é natural do Rio de Janeiro.

Segundo caso de reação de policiais de folga

O segundo caso ocorreu na noite de domingo (9/9). Uma mulher coloca algo em uma lixeira, entra em um carro. Parece que vai sair por volta das 20h48, mas o policial, o sargento Fernando Sales Ramos olha para dentro do carro, parece orientá-la e abre a porta. Conversam quando o assaltante aparece segurando uma arma, momento em que é ele e o PM falam alguma coisa. Logo depois, o ladrão é atingido.

O que diz o Código Penal sobre a Legítima Defesa?

Exclusão de ilicitudeArt. 23 – Não há crime quando o agente pratica o fatoI – em estado de necessidade;

II – em legítima defesa;

III – em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito

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Goiás

Policial civil aposentado fica bêbado e ameaça atirar na própria mãe em Goiânia

O policial civil aposentado teria se irritado depois que sua filha recusou uma refeição feita pela avó.

Por Ton Paulo
11/09/2018, 09h11

Um policial civil aposentado ameaçou atirar em sua própria mãe e em sua filha na noite da última segunda-feira (10/9), no setor Parque Atheneu, em Goiânia. O aposentado, que tem porte legalizado de arma de fogo, estava embriagado e começou a ameaçar a família depois que sua filha recusou comer a refeição feita pela avó. O caso aconteceu por volta das 20h.

De acordo com informações repassadas ao Dia Online pelo Grupo Tático 3 (GT3), que atuou no caso depois de ser acionado pela Polícia Militar (PM), o policial civil aposentado Emival Carneiro, de 65 anos, se irritou com sua filha, de 39 anos, depois que a mulher recusou uma refeição feita pela sua avó e esposa de Emival, de 65 anos. Inicialmente, Emival, que estava bêbado, ameaçou sua filha de agredí-la com o cinto.

Ao ser impedido por sua esposa, o policial aposentado, já muito alterado, então pegou sua arma e passou a apontar na direção das mulheres.

Quando a PM chegou ao local, tanto a avó quanto a neta estavam do lado de fora, na entrada da residência, muito assustadas e já no aguardo de socorro, enquanto Emival, que permanecia no interior da casa, gritava e ainda proferia ameaças na posse da arma de fogo.

A GT3, ao chegar ao local da o ocorrência, começou as negociações com Emival para que ele se entregasse.

Depois de longa negociação do Grupo Tático, Emival acabou se entregando e foi conduzido para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), onde foi autuado em flagrante.

A arma de fogo, que, como foi constatado mais tarde, estava em nome do policial aposentado, foi retirada dele.

Segundo informações da polícia obtidas pelo Dia Online, Emival Carneiro será enquadrado nos artigos da leia 140 e 147, que correspondem aos crimes de injúria e ameaça.

Caso semelhante de policial civil que ameaçou a mãe aconteceu no ano passado

Um caso semelhante ao descrito aconteceu em agosto de 2017. Um policial civil foi preso suspeito de manter a mãe refém no Setor Nova Suíça, em Goiânia.

O suspeito teria tido uma crise emocional e foi preso por policiais civis após tentar fugir da casa onde mantinha a mãe em cárcere. Ele saiu em um carro e só parou quando os policiais bateram contra o veículo que ele dirigia.

De acordo com a Polícia Civil (PC), o escrivão foi autuado em flagrante pelo crime de cárcere privado e está sedado em uma clínica psiquiátrica, sob custódia policial.

O homem atuava como escrivão e já havia passado por problemas semelhantes, e por isso “foi afastado da atividade-fim, desempenhando apenas funções administrativas”.

Imagens: G1 

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Goiás

Lei determina implantação de "botão do pânico" nos ônibus de Goiânia para combater assédio sexual

O projeto de lei é baseado numa integração do sistema de comando e controle da SSP com a Prefeitura, que vai obrigar a implantação de câmeras de segurança e "botões do pânico" nos ônibus.

Por Ton Paulo
11/09/2018, 10h33

Foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal de Goiânia, neste mês de setembro, o projeto de lei que implementa o “botão do pânico” nos ônibus do transporte coletivo da capital. Quando acionado, o botão avisa de imediato as autoridades competentes em casos de assédio sexual e violência contra mulheres dentro dos ônibus.

De autoria do vereador Delegado Eduardo Prado, a proposta, que já deve seguir para segunda votação, prevê o treinamento de motoristas e cobradores em possíveis casos  de assédio sexual no interior dos veículos e a interligação entre eles e o sistema de monitoramento da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP).

Segundo o vereador, o projeto de lei é baseado numa integração do sistema de comando e controle da SSP com a Prefeitura, que vai obrigar a implantação de câmeras de segurança e “botões do pânico” nos ônibus.

Ainda de acordo com Eduardo Prado, os motoristas receberão treinamento específico para saber como agir em situações envolvendo violência e assédio sexual dentro dos ônibus. Quando acionado pelo motorista, o “botão do pânico”, que estará conectado por um sistema de GPS, vai avisar as autoridades, que enviarão uma viatura de polícia mais próxima do local, no caso o ônibus, para averiguar o caso.

O vereador salienta a importância do projeto. “Estamos obrigando por meio de lei que já foi aprovada (em primeira votação), o que o contrato (dos ônibus) já determina, que é propiciar segurança para seus usuários”, explica.

Assédio sexual dentro dos ônibus acontece com frequência

De acordo com uma pesquisa realizada pela Grupom Consultoria e Pesquisa, 34% das mulheres que utilizam o transporte coletivo já foram vítimas de assédio sexual dentro do ônibus. Ao todo, 329 usuários foram entrevistados entre os dias 14 a 18 de fevereiro deste ano em diversos terminais da capital e Região Metropolitana.

A pesquisa ainda aponta que 7% dos usuários do transporte coletivo do sexo masculino também foram vítimas de assédio, mesmo sendo um público menor dentro dos ônibus, já que as mulheres utilizam mais o serviço. Dentre os entrevistados, 24,2% apontaram que já foram vítimas de assédio sexual esperando ônibus ou dentro deles, ou seja, um em cada quatro usuários.

Imagens: Diário de Goiás 

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Goiás

Lei que militariza colégios goianos é votada em definitivo nesta terça-feira

A proposta que transforma colégios goianos em militares é de autoria do deputado Helio de Sousa (PSDB) e será votada definitivamente nesta terça (11/9).

Por Ton Paulo
11/09/2018, 11h05

Com tramitação favorável em primeira votação na Assembleia Legislativa, segue nesta terça-feira (11/9) para segunda e definitiva votação do Plenário, o Projeto de Lei que determina a criação de Colégios da Polícia Militar do Estado de Goiás. O projeto que transforma colégios goianos em militares, de autoria do deputado Helio de Sousa (PSDB), está presente na pauta de votação da primeira sessão ordinária desta segunda semana de setembro.

A proposta determina a militarização das seguintes unidades escolares goianas: Colégio Estadual Thomaz Adorno, situado no Bairro Santa Efigênia, no município de Niquelândia; Colégio Estadual Joaquim Thomé de Almeida, situado no Centro, no município de Minaçu; Colégio Estadual Arapoema Meireles, situado no Centro, no município de Campinorte; e Colégio Estadual Mercedes Zetola, situado no Centro, no município de Aragarças.

Se aprovado hoje, todos os colégios acima mencionados passarão a ser Colégios da Polícia Militar do Estado de Goiás

O deputado Helio de Sousa defende sua iniciativa alegando que é sabido que a criação de colégios militares tem sua eficácia e credibilidade atestadas pela comunidade, que ressalta, inclusive, os ensinamentos de cidadania que são ministrados, com destaque para o respeito ao cidadão.

“Por tais razões, com vistas à ampliação desse padrão de qualidade, é que apresento a presente proposição objetivando criar colégios militares para atender também à população dos municípios de Niquelândia, Minaçu, Campinorte e Aragarças”, explica.

Caso aprovada na sessão, a matéria estará apta a ser encaminhada para sanção do governador de Goiás, Zé Eliton.

Alunos de colégios militares custam três vezes mais que alunos de colégios públicos estaduais

Cada aluno de colégio militar custa ao país três vezes mais do que quem estuda em escola pública regular. São R$ 19 mil por estudante, por ano, gastos pelo Exército nas 13 escolas existentes – que têm piscinas, laboratórios de robótica e professores com salários que passam dos R$ 10 mil. As informações são do jornal Estadão.

Ainda de acordo com o jornal, o setor público investe, em média, R$ 6 mil por estudante do ensino básico anualmente. Se todos os alunos de 11 a 17 anos estivessem matriculados em instituições militares, seriam necessários R$ 320 bilhões por ano, o triplo do orçamento do Ministério da Educação (MEC).

Goiás já tem mais de 40 colégios militares

Em janeiro deste ano, o então governador Marconi Perillo inaugurou, no Setor Triunfo I, em Goianira, o Colégio Estadual Militar José Silva Oliveira. A unidade, que funciona em três turnos com 1.500 alunos, foi o 42º colégio militar do Governo de Goiás inaugurado.

O governador comemorou a marca de 42 colégios militares do Governo do Estado e informou que serão construídos mais 33. “Os colégios militares de Goiás estão entre os primeiros do Brasil”, declarou à época.

Imagens: Portal 6 

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