Brasil

Alexandre Nardoni solicita progressão para regime semiaberto

12/09/2018, 10h50

A defesa do preso Alexandre Alves Nardoni, condenado a 30 anos e dois meses de prisão pela morte da filha Isabella, entrou com pedido para que o detento passe a cumprir a pena em regime semiaberto. Nardoni está preso há dez anos e quatro meses em regime fechado, na Penitenciária 2, de Tremembé, no interior de São Paulo.

Com a progressão de regime, ele teria direito a cinco saídas temporárias anuais e possibilidade de trabalhar ou estudar fora da prisão. Nesta terça-feira, 11, a promotoria criminal deu parecer contrário, mas o pedido ainda será analisado pela Justiça.

Em petição dirigida à Vara de Execuções Criminais de Taubaté (SP), a defesa de Nardoni alega que ele já cumpriu o tempo correspondente a dois quintos da pena em regime fechado, requisito objetivo previsto em lei para crimes hediondos. No cálculo, foram considerados 634 dias de remissão na pena, já que Alexandre trabalha na prisão.

Conforme o advogado Roberto Podval, defensor de Nardoni, o preso atendeu também a requisitos subjetivos, pois sempre demonstrou bom comportamento carcerário e conduta exemplar, não tendo cometido falta disciplinar. Ele também não se envolveu com facções.

A Promotoria Criminal de Taubaté não concordou com a concessão automática da progressão e pediu que Alexandre Nardoni seja submetido a exame criminológico. De acordo com o promotor Luiz Marcelo Negrini, o crime pelo qual o réu foi condenado é de extrema gravidade e são necessárias garantias de que ele está apto a voltar ao convívio social durante as saídas temporárias.

O juízo de Execuções Criminais deve decidir nos próximos dias se atende ao pedido da defesa ou acata o parecer do Ministério Público.

A madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, também condenada pela morte da menina, já cumpre pena em regime semiaberto desde julho de 2017. Desde outubro do ano passado, quando teve concedida a saída temporária pelo Dia das Crianças, ela se beneficia desse direito.

Alexandre e Anna Carolina foram acusados de terem jogado o corpo da menina, então com cinco anos, pela janela do sexto andar do prédio em que moravam, na zona norte de São Paulo, em março de 2008. Apesar de condenados, ambos sempre negaram o crime.

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Goiás

"É o SUS que acolhe os goianos contra a violência que se espalhou no Estado", diz CES sobre PM que agrediu enfermeira em UPA

A agressão ocorreu na última segunda-feira (10/9), quando uma enfermeira da UPA em Rio Verde levou um tapa no rosto por parte de um PM.

Por Ton Paulo
12/09/2018, 11h36

O Conselho Estadual de Saúde de Goiás (CES-GO) se pronunciou sobre o caso de agressão de um policial militar contra uma enfermeira em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Verde, interior do Estado. Em uma moção de repúdio, o Conselho diz esperar que o Ministério Público faça o controle externo da Polícia Militar e proteja trabalhadores e usuários dos Sistema Único de Saúde de Goiás contra o abuso de autoridade da polícia, além de afirmar que é o SUS que acolhe os goianos contra a violência que se espalhou no Estado de Goiás.

A agressão ocorreu na última segunda-feira (10/9), quando uma enfermeira da UPA em Rio Verde, na Região Sudoeste de Goiás, levou um tapa no rosto por parte de um PM após impedi-lo de entrar em uma sala exclusiva para funcionários e pacientes.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, a mulher levou uma  “gravata” no pescoço e um “pisão” na panturrilha, além de um tapa no rosto, depois de tentar impedir o policial de entrar em uma sala, identificada como sala vermelha, dedicada para pacientes que necessitam de cuidados e vigilância intensivos enquanto aguardam a definição do diagnóstico.

Em um vídeo, gravado por funcionários da UPA, é possível ver algumas médicas e enfermeiras do local discutindo com o PM depois da agressão

Em moção divulgada, CES-GO cobra ação de autoridades

Com a repercussão do caso, o Conselho Estadual de Saúde se pronunciou em uma moção de repúdio, pedindo ação das autoridades competentes contra abusos da polícia contra profissionais da saúde.

Confira abaixo a moção na íntegra:

“O presidente do Conselho Estadual de Saúde de Goiás – CES-GO, no uso de suas atribuições regimentais e Ad Referendum do Plenário do CES-GO, vem de público manifestar o repúdio à invasão da Polícia Militar na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na cidade de Rio Verde (Goiás), no dia 10 de setembro de 2018. Repudiamos também o crime cometido por um dos PMs que desferiu um tapa no rosto de uma trabalhadora de Saúde na UPA.

Esperamos que o Ministério Público Estadual faça o controle externo da Polícia Militar e proteja trabalhadores/as e usuários/as dos Sistema Único de Saúde de Goiás contra o abuso de autoridade da polícia. A PM e a Guarda Municipal devem respeitar os trabalhadores/a e gestores/as das unidades de saúde e só agirem na defesa da segurança e sob orientação de gestores e profissionais de saúde nas unidades de saúde.

O SUS é um dos poucos locais públicos onde a população goiana tem encontrado acolhimento contra a violência que se espalhou nas ruas e espaços públicos das cidades. É o SUS que cuida diariamente dos goianos e goianas que são vítimas de agressão, espancamento, estupro e tentativa de homicídio, por absoluta falta de segurança pública no nosso estado.

Colocamos o Conselho Estadual de Saúde a disposição dos comandantes das Polícias Militares e Guardas Municipais para ministrarmos palestras sobre os direitos de saúde de usuários/as e trabalhadores/as no SUS de Goiás e o papel da Segurança no respeito às leis, aos direitos humanos e a saúde da população.”

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Goiás

Homem que matou namorado e riscou iniciais na barriga com faca em Goiânia é preso

Vítima teve olhos perfurados e o corpo riscado com uma faca: "JO".
12/09/2018, 12h22

A Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) prendeu em Anápolis Joel Cunha Silva quatro meses depois de ele ter assassinado a facadas o namorado, Doasley Ferreira de Souza, de 34 anos, no Setor dos Funcionários, em Goiânia.

O corpo de Doasley foi encontrado no dia 14 de abril deste ano. Depois de faltar ao trabalho, o patrão da vítima, com ajuda dos vizinhos, conseguiram entrar no corredor que ficava a kitinet do rapaz por volta de 20h. Da janela, viram a residência bagunçada e ensanguentada e a porta estava trancada.

Chefiada pela delegada Magda D’Avila, a investigação que resultou no cumprimento do mandado de prisão temporária contra Joel Cunha Silva durou quatro meses. “A gente sabia apenas o primeiro nome do autor”, conta ao Portal Dia Online.

“O autor ainda riscou utilizando uma faca no abdómen da vítima as iniciais JO, de Joel”, relata. “Eu fui ao local do crime e realmente era uma cena de muito sangue, bagunça. A perícia, que inclusive fez um bom trabalho, concluiu que a vítima foi atacada no sofá. E o corpo dela foi encontrado dentro do banheiro. Havia muitos hematomas, como se tivesse havido uma intensa luta corporal entre os dois”, conta.

Ainda segundo a delegada, os dois tinham um relacionamento homoafetivo. “O autor nega que eles fossem namorados. Mas tenho certeza disso porque vizinhos, amigos da vítima e familiares contaram”, argumenta Magda. “Por ele negar o crime, certamente trata-se de um crime de ódio, não se aceita como homossexual. Ele matou com várias facadas, com perfurações até nos olhos”, descreve.

Sem saber onde encontrar o autor do crime, a delegada decidiu prender um partícipe do homicídio, o vizinho da vítima Luiz Roberto de Morais. “Prendemos ele porque ele sabia de muita coisa que poderia nos ajudar, inclusive como ocorreu o crime”, explica.

A delegacia apurou que o trio bebia e usava drogas no barracão em Goiânia

Homem que matou namorado e riscou iniciais na barriga com faca em Goiânia é preso
Vítima teve olhos perfurados por agressor. Foto: Reprodução/Facebook

https://diaonline.r7.com/video-on-demand/mulher-confessa-crime-ela-amordacou-e-amarrou-jovem-em-cama-antes-de-esfaquea-la/Joel foi preso na cidade de Anápolis, onde vivia em situação de rua. Para os policiais, ele confessou o crime, mas justificou que a vítima havia se recusado a passar dinheiro para ele comprar drogas. Joel ainda tem passagens por receptação e furto.

A delegada conta que, nos depoimentos, contaram que o rapaz não utilizava drogas. “Talvez ele acaba se envolvendo por causa do namorado. Inclusive, ele trabalhava e era considerada uma pessoa tranquila.

A reportagem apurou que a vítima era voluntária como mesário em eleições e havia prestado concurso público. Aguardava ser chamado na Secretaria Municipal de Educação de Goiânia.

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Goiás

Funcionário que ficou ferido na explosão de usina em Jandaia morre em Goiânia

O acidente aconteceu no dia 29 de agosto, numa usina de álcool de Jandaia, a 120 quilômetros de Goiânia. Na época, uma pessoas morreu e três ficaram feridas.

Por Ton Paulo
12/09/2018, 13h07

Mais uma vítima da explosão que aconteceu em uma destilaria de álcool em Jandaia, região sul de Goiás, veio a óbito. Marcelo Santana da Silva Santos, de 32 anos, morreu na terça-feira (11/9), depois de ficar quase duas semanas internado no Hugol, em Goiânia. Com a morte de Marcelo, o acidente na destilaria, que ocorreu no final de agosto deste ano, deixa dois mortos e dois feridos.

De acordo com o boletim médico da unidade de saúde divulgado na manhã desta quarta-feira (12/9), Alessandro Alves da Silva, outro ferido no acidente, continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave e respirando com ajuda de aparelhos.

Já Marcos Mateus de Souza Morais também está na UTI, entretanto, seu quadro é considerado estável. O rapaz está consciente e respirando normalmente

A explosão na destilaria

No dia 29 agosto deste ano, a Destilaria Nova União S/A (Denusa), usina de álcool de Jandaia, a 120 quilômetros de Goiânia, foi cenário de uma tragédia: um pré-evaporador explodiu e deixou, na época, um morto e três feridos. A empresa emitiu nota esclarecendo o caso depois do ocorrido.

No comunicado, a empresa lamentou o acidente e informou que o socorro foi feito pela própria brigada de combate a incêndios da empresa e as vítimas levadas para Indiara e posteriormente para o Hugol, em Goiânia.

A usina informou ainda, à época, que a empresa prestou toda a assistência às vítimas e aos seus familiares e que o equipamento foi paralisado.

Via: G1 
Imagens: G1 

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Goiás

Pai é preso acusado de matar filho de seis meses com tiro no peito, em Luziânia

Crime ocorreu na madrugada desta quarta-feira (12/9); homem confessou ter atirado contra o próprio filho.
12/09/2018, 16h24

Um homem foi preso nesta quarta-feira (12/9) suspeito de matar filho de seis meses com tiro no peito, no Jardim Ingá, em Luziânia, entre Goiás e o Distrito Federal. O crime ocorreu por volta das 4h.

De acordo com informações preliminares, o pai da criança, Maycon Salustiano Silva, de 25 anos, e a mãe, Jeniffer Ribeiro da Silva, de 20, teriam usado drogas antes do crime. Ao retornarem para casa, durante uma discussão, o homem teria se irritado com o choro do bebê, que estava no berço, e atirado contra o peito da criança com uma garrucha calibre 22.

Vizinhos informaram à Polícia Militar que antes do crime, por volta de 1h, o casal discutia e foi possível ouvir gritos de socorro da mulher, mas ao acionarem a viatura os gritos foram cessados.

Após o crime, os pais do bebê demoraram para levá-lo a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, onde já chegou sem vida. Os médicos acionaram a Polícia Militar e os pais foram presos na UPA, onde confessaram que o homem era o autor do crime, além de afirmar que usaram drogas momentos antes. Eles foram levados à Delegacia de Luziânia.

De acordo com a delegada Caroline Matos, responsável pelo caso, a mãe da criança, apesar de admitir o uso de drogas, disse que tentou impedir a morte do filho. Em depoimento, Jeniffer disse que tudo teria acontecido após Maycon ameaça-la quando negou manter relações sexuais com ele, e depois de apontar a arma contra ela, teria atirado a queima-roupa no próprio filho.

A conduta da mulher será investigada para saber se houve participação no crime. Ela foi liberada após prestar depoimento. A princípio, apenas o pai do menino, que já tinha passagens por receptação qualificada, foi preso em flagrante.

No momento, a Polícia Civil aguarda o resultado de uma perícia que deve esclarecer se o bebê já havia sido vítima de maus-tratos.

Imagens: O Tempo Brasil 

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