Goiás

Quadrilha que roubava gado tenta fugir e bate em viatura da polícia

A quadrilha tinha como especialidade o roubo de gado em fazendas do interior e era investigada há quatro meses.

Por Ton Paulo
12/09/2018, 10h20

Depois de quatro meses de investigação, policiais civis efetuaram na última terça-feira (11/9) a prisão dos integrantes de uma quadrilha que tinha como especialidade o roubo de gado em fazendas do interior. A prisão aconteceu no município de Nova América, a 280 quilômetros de Goiânia.

A operação que levou à prisão da quadrilha foi chefiada pelos delegados de polícia Dr. Alzemiro José e Glaydson Divino, num trabalho conjunto com a Delegacia de Polícia de Rubiataba.

Segundo informações do polícia, a quadrilha atuava invadindo propriedades rurais com armas de fogo, imobilizando os caseiros amarrando ou deixando-os presos em um dos cômodos da casa, e em seguida fechavam o gado em caminhões alugados e transportavam até Brasília, onde seguiam para Bahia para serem comercializados.

Ainda segundo a polícia, os integrantes da quadrilha praticavam os crimes durante o dia, ficando uma parte com os funcionários até dar tempo de desembarcarem em Brasília. O restante da quadrilha que ficava na vigilância dos funcionários, roubava bens móveis como televisores, computadores e outros eletroeletrônicos.

Suspeitos bateram em viatura da polícia ao tentar fugirem

Durante um monitoramento dos integrantes da organização criminosa, descobriu-se que a quadrilha estaria praticando o crime naquele exato momento, na fazenda Nossa Senhora de Fátima, em Crixás.

Depois de algumas horas de procura pela região, os policiais descobriram, então, os irmãos Lucas Rodrigues da Silva e Francisco Cleiber da Silva vindo conduzindo uma Montana vermelha pela rodovia, fazendo a escolta de dois caminhões carregados com gado roubado.

Quando os caminhões e os irmãos foram abordados, eles tentaram fugir na Montana mas foram impedidos por outra equipe policial. Na tentativa desesperada de fuga, os suspeitos acabaram batendo na viatura policial recém-chegada, provocando ferimentos leves nos policiais.

Com Lucas e Cleiber, a polícia apreendeu dois revólveres, um calibre 38 e outro calibre 22.

A equipe policial se deslocou, então, até a fazenda de onde os suspeitos teriam roubado o gado e encontraram os outros integrantes da quadrilha. Hudson da Silva Santos, e Edson Lima Assunção e Ricardo Antônio Pereira estavam vigiando o caseiro da fazenda até o gado chegar ao seu destino.

Todos os integrantes da quadrilha possuem antecedentes criminais pela prática de vários crimes do mesmo tipo.

Os suspeitos foram presos em flagrante e levados para a Delegacia de Polícia de Rubiataba.

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Goiás

"É o SUS que acolhe os goianos contra a violência que se espalhou no Estado", diz CES sobre PM que agrediu enfermeira em UPA

A agressão ocorreu na última segunda-feira (10/9), quando uma enfermeira da UPA em Rio Verde levou um tapa no rosto por parte de um PM.

Por Ton Paulo
12/09/2018, 11h36

O Conselho Estadual de Saúde de Goiás (CES-GO) se pronunciou sobre o caso de agressão de um policial militar contra uma enfermeira em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Verde, interior do Estado. Em uma moção de repúdio, o Conselho diz esperar que o Ministério Público faça o controle externo da Polícia Militar e proteja trabalhadores e usuários dos Sistema Único de Saúde de Goiás contra o abuso de autoridade da polícia, além de afirmar que é o SUS que acolhe os goianos contra a violência que se espalhou no Estado de Goiás.

A agressão ocorreu na última segunda-feira (10/9), quando uma enfermeira da UPA em Rio Verde, na Região Sudoeste de Goiás, levou um tapa no rosto por parte de um PM após impedi-lo de entrar em uma sala exclusiva para funcionários e pacientes.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, a mulher levou uma  “gravata” no pescoço e um “pisão” na panturrilha, além de um tapa no rosto, depois de tentar impedir o policial de entrar em uma sala, identificada como sala vermelha, dedicada para pacientes que necessitam de cuidados e vigilância intensivos enquanto aguardam a definição do diagnóstico.

Em um vídeo, gravado por funcionários da UPA, é possível ver algumas médicas e enfermeiras do local discutindo com o PM depois da agressão

Em moção divulgada, CES-GO cobra ação de autoridades

Com a repercussão do caso, o Conselho Estadual de Saúde se pronunciou em uma moção de repúdio, pedindo ação das autoridades competentes contra abusos da polícia contra profissionais da saúde.

Confira abaixo a moção na íntegra:

“O presidente do Conselho Estadual de Saúde de Goiás – CES-GO, no uso de suas atribuições regimentais e Ad Referendum do Plenário do CES-GO, vem de público manifestar o repúdio à invasão da Polícia Militar na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na cidade de Rio Verde (Goiás), no dia 10 de setembro de 2018. Repudiamos também o crime cometido por um dos PMs que desferiu um tapa no rosto de uma trabalhadora de Saúde na UPA.

Esperamos que o Ministério Público Estadual faça o controle externo da Polícia Militar e proteja trabalhadores/as e usuários/as dos Sistema Único de Saúde de Goiás contra o abuso de autoridade da polícia. A PM e a Guarda Municipal devem respeitar os trabalhadores/a e gestores/as das unidades de saúde e só agirem na defesa da segurança e sob orientação de gestores e profissionais de saúde nas unidades de saúde.

O SUS é um dos poucos locais públicos onde a população goiana tem encontrado acolhimento contra a violência que se espalhou nas ruas e espaços públicos das cidades. É o SUS que cuida diariamente dos goianos e goianas que são vítimas de agressão, espancamento, estupro e tentativa de homicídio, por absoluta falta de segurança pública no nosso estado.

Colocamos o Conselho Estadual de Saúde a disposição dos comandantes das Polícias Militares e Guardas Municipais para ministrarmos palestras sobre os direitos de saúde de usuários/as e trabalhadores/as no SUS de Goiás e o papel da Segurança no respeito às leis, aos direitos humanos e a saúde da população.”

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Goiás

Homem que matou namorado e riscou iniciais na barriga com faca em Goiânia é preso

Vítima teve olhos perfurados e o corpo riscado com uma faca: "JO".
12/09/2018, 12h22

A Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) prendeu em Anápolis Joel Cunha Silva quatro meses depois de ele ter assassinado a facadas o namorado, Doasley Ferreira de Souza, de 34 anos, no Setor dos Funcionários, em Goiânia.

O corpo de Doasley foi encontrado no dia 14 de abril deste ano. Depois de faltar ao trabalho, o patrão da vítima, com ajuda dos vizinhos, conseguiram entrar no corredor que ficava a kitinet do rapaz por volta de 20h. Da janela, viram a residência bagunçada e ensanguentada e a porta estava trancada.

Chefiada pela delegada Magda D’Avila, a investigação que resultou no cumprimento do mandado de prisão temporária contra Joel Cunha Silva durou quatro meses. “A gente sabia apenas o primeiro nome do autor”, conta ao Portal Dia Online.

“O autor ainda riscou utilizando uma faca no abdómen da vítima as iniciais JO, de Joel”, relata. “Eu fui ao local do crime e realmente era uma cena de muito sangue, bagunça. A perícia, que inclusive fez um bom trabalho, concluiu que a vítima foi atacada no sofá. E o corpo dela foi encontrado dentro do banheiro. Havia muitos hematomas, como se tivesse havido uma intensa luta corporal entre os dois”, conta.

Ainda segundo a delegada, os dois tinham um relacionamento homoafetivo. “O autor nega que eles fossem namorados. Mas tenho certeza disso porque vizinhos, amigos da vítima e familiares contaram”, argumenta Magda. “Por ele negar o crime, certamente trata-se de um crime de ódio, não se aceita como homossexual. Ele matou com várias facadas, com perfurações até nos olhos”, descreve.

Sem saber onde encontrar o autor do crime, a delegada decidiu prender um partícipe do homicídio, o vizinho da vítima Luiz Roberto de Morais. “Prendemos ele porque ele sabia de muita coisa que poderia nos ajudar, inclusive como ocorreu o crime”, explica.

A delegacia apurou que o trio bebia e usava drogas no barracão em Goiânia

Homem que matou namorado e riscou iniciais na barriga com faca em Goiânia é preso
Vítima teve olhos perfurados por agressor. Foto: Reprodução/Facebook

https://diaonline.r7.com/video-on-demand/mulher-confessa-crime-ela-amordacou-e-amarrou-jovem-em-cama-antes-de-esfaquea-la/Joel foi preso na cidade de Anápolis, onde vivia em situação de rua. Para os policiais, ele confessou o crime, mas justificou que a vítima havia se recusado a passar dinheiro para ele comprar drogas. Joel ainda tem passagens por receptação e furto.

A delegada conta que, nos depoimentos, contaram que o rapaz não utilizava drogas. “Talvez ele acaba se envolvendo por causa do namorado. Inclusive, ele trabalhava e era considerada uma pessoa tranquila.

A reportagem apurou que a vítima era voluntária como mesário em eleições e havia prestado concurso público. Aguardava ser chamado na Secretaria Municipal de Educação de Goiânia.

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Goiás

Funcionário que ficou ferido na explosão de usina em Jandaia morre em Goiânia

O acidente aconteceu no dia 29 de agosto, numa usina de álcool de Jandaia, a 120 quilômetros de Goiânia. Na época, uma pessoas morreu e três ficaram feridas.

Por Ton Paulo
12/09/2018, 13h07

Mais uma vítima da explosão que aconteceu em uma destilaria de álcool em Jandaia, região sul de Goiás, veio a óbito. Marcelo Santana da Silva Santos, de 32 anos, morreu na terça-feira (11/9), depois de ficar quase duas semanas internado no Hugol, em Goiânia. Com a morte de Marcelo, o acidente na destilaria, que ocorreu no final de agosto deste ano, deixa dois mortos e dois feridos.

De acordo com o boletim médico da unidade de saúde divulgado na manhã desta quarta-feira (12/9), Alessandro Alves da Silva, outro ferido no acidente, continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave e respirando com ajuda de aparelhos.

Já Marcos Mateus de Souza Morais também está na UTI, entretanto, seu quadro é considerado estável. O rapaz está consciente e respirando normalmente

A explosão na destilaria

No dia 29 agosto deste ano, a Destilaria Nova União S/A (Denusa), usina de álcool de Jandaia, a 120 quilômetros de Goiânia, foi cenário de uma tragédia: um pré-evaporador explodiu e deixou, na época, um morto e três feridos. A empresa emitiu nota esclarecendo o caso depois do ocorrido.

No comunicado, a empresa lamentou o acidente e informou que o socorro foi feito pela própria brigada de combate a incêndios da empresa e as vítimas levadas para Indiara e posteriormente para o Hugol, em Goiânia.

A usina informou ainda, à época, que a empresa prestou toda a assistência às vítimas e aos seus familiares e que o equipamento foi paralisado.

Via: G1 
Imagens: G1 

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Goiás

Pai é preso acusado de matar filho de seis meses com tiro no peito, em Luziânia

Crime ocorreu na madrugada desta quarta-feira (12/9); homem confessou ter atirado contra o próprio filho.
12/09/2018, 16h24

Um homem foi preso nesta quarta-feira (12/9) suspeito de matar filho de seis meses com tiro no peito, no Jardim Ingá, em Luziânia, entre Goiás e o Distrito Federal. O crime ocorreu por volta das 4h.

De acordo com informações preliminares, o pai da criança, Maycon Salustiano Silva, de 25 anos, e a mãe, Jeniffer Ribeiro da Silva, de 20, teriam usado drogas antes do crime. Ao retornarem para casa, durante uma discussão, o homem teria se irritado com o choro do bebê, que estava no berço, e atirado contra o peito da criança com uma garrucha calibre 22.

Vizinhos informaram à Polícia Militar que antes do crime, por volta de 1h, o casal discutia e foi possível ouvir gritos de socorro da mulher, mas ao acionarem a viatura os gritos foram cessados.

Após o crime, os pais do bebê demoraram para levá-lo a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, onde já chegou sem vida. Os médicos acionaram a Polícia Militar e os pais foram presos na UPA, onde confessaram que o homem era o autor do crime, além de afirmar que usaram drogas momentos antes. Eles foram levados à Delegacia de Luziânia.

De acordo com a delegada Caroline Matos, responsável pelo caso, a mãe da criança, apesar de admitir o uso de drogas, disse que tentou impedir a morte do filho. Em depoimento, Jeniffer disse que tudo teria acontecido após Maycon ameaça-la quando negou manter relações sexuais com ele, e depois de apontar a arma contra ela, teria atirado a queima-roupa no próprio filho.

A conduta da mulher será investigada para saber se houve participação no crime. Ela foi liberada após prestar depoimento. A princípio, apenas o pai do menino, que já tinha passagens por receptação qualificada, foi preso em flagrante.

No momento, a Polícia Civil aguarda o resultado de uma perícia que deve esclarecer se o bebê já havia sido vítima de maus-tratos.

Imagens: O Tempo Brasil 

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