Goiás

Jovem é morto com 14 tiros dentro de ônibus em Aparecida de Goiânia

A vítima havia acabado de embarcar no coletivo da linha 030, por volta das 15h, quando foi surpreendido pelo assassino que entrou atirando.

Por Ton Paulo
14/09/2018, 09h58

Um jovem de 21 anos foi assassinado dentro de um ônibus do transporte coletivo em Aparecida de Goiânia na tarde da última quinta-feira (13/9). Segundo informações policiais, há a suspeita de acerto de contas.

Matheus Victor  de Jesus Miguel havia acabado de embarcar no coletivo da linha 030, por volta das 15h, quando foi surpreendido pelo autor que entrou atirando.

De acordo com o delegado Klayter Camilo, do Grupo de Investigação de Homicídios de Aparecida de Goiânia, o jovem aguardava em um ponto da BR-060, momento esse em que o ônibus encostou e o rapaz embarcou.

Após alguns metros do local do embarque, o ônibus que faz a linha Garavelo/Veiga Jardim, foi interceptado por um veículo Fiat Palio.

O passageiro desceu do carro com uma arma em punho e atirou contra os vidros do coletivo. Na sequência, o criminoso foi até a porta e, com uma coronhada, quebrou o vidro. O motorista abriu a porta, momento em que o autor foi até Matheus e disparou contra ele.

Segundo o delegado Klayter, em informação que ainda está sendo confirmada pela polícia de investigação, Matheus levou 14 tiros.

Ainda segundo o delegado, a vítima do homícidio tinha passagem policial por roubo, e fazia uso de tornozeleira eletrônica. “Ainda não sabemos a motivação do crime, mas suspeitamos que tenha sido causado por acerto de contas”, esclarece.

O local do crime foi isolado pela Polícia Militar (PM) até a realização da perícia e os procedimentos de praxe do GIH. O corpo do rapaz foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Aparecida de Goiânia.

RedeMob divulgou nota sobre o crime ocorrido em Aparecida de Goiânia

Em nota, a RedeMob Consórcio esclareceu a dinâmica do crime e reforçou que nenhum outro passageiro e nem o motorista ficaram feridos.

Leia na íntegra:

“Informamos que o crime ocorrido na tarde de ontem, na BR-060, dentro de um ônibus do transporte coletivo, está sendo investigado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Esclarecemos que o ônibus foi fechado por um carro de passeio de onde desceu um homem atirando, quebrou a porta dianteira do ônibus e disparou contra a vítima. Nenhum outro passageiro e nem o motorista ficaram feridos” 

Via: Mais Goiás 
Imagens: G1 

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Goiás

Homem que abusou de criança é preso em Piracanjuba cinco anos depois de ser condenado

O homem abusou da enteada, à época com 10 anos, desde que ela tinha seis anos de idade.

Por Ton Paulo
14/09/2018, 11h04

Cinco anos após ter sido condenado, um homem que abusou sexualmente de sua enteada por quatro anos foi preso na última quarta-feira (12/9) pela Polícia Civil, em Piracanjuba, a 90 quilômetros de Goiânia. O caso foi descoberto pela mãe da criança, que, em 2013, notou mudanças de comportamento na filha e denunciou o marido à polícia.

O mecânico Dione Barbosa Guimarães, de 40 anos, foi condenado por ter abusado de sua enteada menor de idade. O homem abusou da criança, à época com 10 anos, desde que ela tinha seis anos de idade.

Conforme falou o delegado Leylton Barros, responsável pelo caso, ao Dia Online, o crime foi descoberto pela mãe quando a mulher passou a notar mudanças drásticas no comportamento da menina. A filha, que costumava ser alegre e enérgica, começou a ficar introvertida, triste e fechada com o passar do tempo. “Quando mais nova, a menina não demonstrava nenhum sinal de alteração. Mas conforme ia envelhecendo, ela começou a mudar completamente sua personalidade e se recusava a ficar perto do padrasto. Foi quando a mãe, desconfiada, procurou a polícia”, conta.

O caso acontece em 2013 e, à época, Dione foi julgado e condenado a 30 anos de prisão pelos abusos. Entretanto, logo no início da pena, Dione recorreu e conseguiu baixar para 14 anos. Logo depois, decidiu recorrer novamente, dessa vez no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), mas ao contrário do que esperava, o órgão judiciário aumentou a pena para 20 anos.

Mesmo com a pena fixada, Dione se beneficiou de um Habeas Corpus em 2014, e apenas um ano depois de ter sido preso, foi liberado.

A prisão de Dione ocorreu na quarta-feira (12/9) depois que o STJ julgou o último recurso do homem, ordenando a prisão dele. “Nós estávamos no caso e pegamos depoimentos da família da vítima, que hoje está com 15 anos, e também colhemos os resultados dos exames aos quais ela foi submetida a exames  e que comprovaram os abusos. Ele foi indiciado, mas por causa do Habeas Corpus obtido, ele seguia em liberdade. Agora, com a condenação pelo STJ e a determinação da prisão pela Comarca de Piracanjuba, cumprimos este mandado”, explica.

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Goiás

Depois de morte trágica de motociclista, ponte é incendiada no interior de Goiás e povoados ficam isolados

A ponte, que foi incendiada na madrugada de quinta para sexta-feira, era a única forma de acesso dos moradores do povoado de Capela e Rio Preto ao município de Colinas do Sul. Fontes afirmam que ela foi incendiada em protesto pela morte de motociclista.

Por Ton Paulo
14/09/2018, 13h39

Os moradores dos povoado de Capela e Rio Preto, distritos do município de Cavalcante, a 500 quilômetros de Goiânia, região da Chapada dos Veadeiros, tiveram uma péssima surpresa quando acordaram na manhã desta sexta-feira (14/9): a única ponte que dá acesso da região rural, que abriga cerca de 500 famílias, à cidade de Colinas do Sul amanheceu completamente destruída por um incêndio.

A ponte, que foi incendiada na madrugada de quinta para sexta-feira, era a única forma de acesso dos moradores do povoado de Capela e Rio Preto ao município de Colinas do Sul. Como o povoados ficam localizados numa zona rural, todos os serviços necessários aos moradores precisam ser feitos na cidade. Postos de saúde, escolas, comércios, tudo o que os habitantes dos povoados precisam para viver está em Colinas do Sul. Mas agora que a ponte foi destruída, eles estão literalmente ilhados.

A dona de casa Angelita Vieira, de 43 anos, é uma das várias pessoas do povoado que foram afetadas pelo problema da ponte. “Todas as minhas coisas eu resolvo em Colinas. Agora que não tem mais ponte, a gente está isolado aqui. Eu não sei o que vou fazer”, desabafa.

Depois de morte trágica de motociclista, ponte é incendiada e povoados ficam isolados no interior de Goiás
Ponte que liga os povoados ao município de Colinas do Sul em chamas

Ninguém pode ir e nem voltar. A ponte era a única que ainda estava em condições de uso, uma vez que todas as outras que davam acesso à cidade estão destruídas pela deterioração do tempo. Para tentar resolver o problema, já virou um costume os próprios moradores da região se reunirem para pagar a manutenção da ponte e das estradas da região – que vivem em péssimo estado.

Depois de morte trágica de motociclista, ponte é incendiada e povoados ficam isolados no interior de Goiás
Ponte destruída pelo incêndio

É o caso do proprietário de uma fazenda na região que não quis se identificar. Ele conta que já tirou cerca de R$ 270 mil reais do próprio bolso para construir uma ponte que permite o acesso à sua propriedade. “Somos nós [produtores rurais e moradores] que mantemos as estradas e pontes daqui. O prefeito não faz nada”, diz.

Morte de motociclista teria incentivado incêndio

Segundo contou Cleone Gomes, de 51 anos, lavourista da região e contador, o incêndio na ponte teria sido provocado por alguns moradores que se revoltaram depois que um homem, que morava na região e era muito querido pela população, identificado somente como Carlos estava atravessando a ponte de moto e, devido às condições ruins dela e a suposta embriaguez na qual o motociclista se encontrava, acabou se desequilibrando e caindo no rio, vindo a óbito.

A tragédia aconteceu no último domingo (9/9).

Depois de morte trágica de motociclista, ponte é incendiada e povoados ficam isolados no interior de Goiás
Identificado como Carlos, o motociclista morreu de forma trágica ao cair da ponte

A reportagem do Dia Online tenta contato com o prefeito de Colinas do Sul, Adriano Passos (PR), que responde pelos povoados, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

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Brasil

Anistia Internacional cobra respostas sobre assassinato de Marielle Franco

Família espera por respostas sobre autoria do crime seis meses depois.
14/09/2018, 14h38

Para marcar os seis meses de morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a Anistia Internacional voltou a cobrar respostas sobre o crime. Em um caminhão que irá rodar a cidade e no qual foi instalado uma tela de LED de 5 metros, a organização exibe frases como “6 meses atrás Marielle Franco foi brutalmente assassinada”, “Ainda não temos respostas”, “Autoridades brasileiras, quem matou Marielle?”.

O caminhão passará pelo Ministério Público, pela Secretaria de Segurança Pública, pelo Centro Integrado de Comando e Controle e, por fim, na Rua Joaquim Palhares, no bairro Estácio, local onde Marielle foi assassinada.

A família de Marielle segue esperançosa por respostas. A mãe da vereadora, Marinete Silva, contou que foram recebidos, pela primeira vez, pelo secretário de Segurança, general Richard Nunes. “A reunião foi boa, nos recebeu muito bem e nos prometeu que isso vai ser elucidado. Lógico que não dá para saber dados, nem dia, mas eles estão empenhados em resolver isso. É confiar mais uma vez”, contou Marinete.

Família se mantém otimista para o esclarecimento do caso Marielle Franco

Antônio Francisco, pai de Marielle, disse que acredita no trabalho da Polícia Civil. “Se a instituição de Polícia Civil do Rio de Janeiro não tiver condições de continuar as investigações e dar respostas para nós, nós vamos acreditar em quem? Então nós continuamos com essa perspectiva de resposta positiva das autoridades”, reforçou.

A diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck, reforçou que a ONG continua reivindicando uma investigação independente, com uma equipe formada por juristas e peritos que não tenham vínculo com o Estado.

“Seis meses sem Marielle, sem respostas, é inadmissível. O que queremos é que as autoridades venham a público para dizer quem matou, quem mandou matar e o porquê. Todo esse tempo, as autoridades têm confundido sigilo das investigações com silêncio das autoridades”, disse a diretora.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Homem é denunciado por compartilhar selfie com cadáver de adolescente, em Rio Verde

As imagens de Maria Eduarda, de 13 anos, assassinada no dia 21 de agosto, foram compartilhadas por diversos integrantes de um grupo de WhatsApp.
14/09/2018, 14h44

Homem é denunciado por compartilhar selfie com cadáver de adolescente, em Rio Verde, interior de Goiás. Maria Eduarda Neves Peres, de 13 anos, foi assassinada no dia 21 de agosto deste ano e o corpo encontrado por moradores da região em um lote baldio, onde as fotos foram feitas. A denúncia foi feita pela promotora de Justiça Yashmin Crispim Baiocchi de Paula e Toledo.

De acordo com a ação, Murilo César de Souza foi denunciado pelo crime de vilipêndio a cadáver, que se trata de desrespeitar cadáver ou suas cinzas. A pena para este tipo de crime, previsto no Código Penal Brasileiro, é de um a três anos de prisão e multa.

Na denúncia, a promotora relata que Maria Eduarda “foi morta por dois homens e seu corpo jogado em um lote baldio no Bairro Santo Agostinho. No dia seguinte ao crime, Murilo trafegava em direção ao Hospital do Câncer em Rio Verde, quando viu a aglomeração de pessoas no local onde estava o corpo da menina.”

Diante disso, Murilo decidiu parar o carro e averiguar o que ocorria no local. Ao ver o corpo da adolescente, que estava com as roupas íntimas a mostra, ele tirou duas fotos do corpo da menina e ainda uma selfie com cadáver ao fundo.

Ainda segundo a denúncia, o homem compartilhou as fotos e a selfie com cadáver em um grupo de WhatsApp chamado “Associações Comunitárias”, com a seguinte legenda: “Aqui perto Hospital de Câncer. Mais uma vítima da violência”. As imagens foram compartilhadas inúmeras vezes pelos integrantes do grupo. A situação causou constrangimento a família de Maria Eduarda.

Yashmin Crispim requereu ainda ao denunciado o ressarcimento pelos prejuízos morais e materiais causados, além da punição por vilipêndio a cadáver.

Relembre o caso

Maria Eduarda Neves Peres, de 13 anos, foi encontrada seminua morta no dia 22 de agosto em um lote baldio, no Bairro Santo Agostinho, em Rio Verde. A adolescente foi assassinada pelo namorado, Alessandro Moreira Soares, de 19 anos, com a ajuda de um primo, identificado como José Ribamar de Jesus Neto, também de 19 anos.

Em depoimento, os suspeitos contaram à Polícia que Maria Eduarda tinha ido na casa deles para comemorar o aniversário do namorado. Durante a madrugada, a adolescente foi asfixiada enquanto dormia e em seguida José Ribamar levou o corpo em uma bicicleta até o lote baldio, onde foi encontrado por vizinhos durante a manhã.

De acordo com o delegado Wellington Lemos, responsável pelo caso, os rapazes possuem antecedentes criminais e o crime pode ter sido motivado em razão da amizade de Maria Eduarda com o grupo rival.

Via: MP-GO 
Imagens: Olhar Digital 

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