Política

Márcio França critica forte polarização no Brasil e defende serviço público

14/09/2018, 11h30

O governador de São Paulo, Márcio França, criticou nesta sexta-feira, 14, o momento de forte polarização no Brasil e que contribuído para alimentar a tendência de as pessoas só verem as ocorrências negativas nos serviços públicos. “Tenho reparado nos últimos meses uma tendência no Brasil que é das pessoas sempre ver de forma negativa os serviços públicos. Antigamente isso se limitava a alguns setores”, disse o governador, durante a abertura da 7ª Edição do Ranking de Competitividade dos Estados.

Criado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a revista britânica “The Economist Brasil” e “Tendências Consultoria Integrada”, o ranking premia as boas práticas de serviços públicos dos Estados. Nesta edição, o ranking traz o tema “Brasil Presente, País do Futuro: Qual o Papel dos Estados?”.

O candidato do PSB à reeleição para o governo de São Paulo, França disse que as falas sobre os problemas dos serviços públicos são tantas que os bons serviços oferecidos pelo poder público acabam sendo deixados de lado.

“É importante a palavra de elogio, de incentivo. Salário é importante, mas se não houver incentivos, as pessoas deixam de fazer boas práticas de serviço público, deixam de ter iniciativas”, afirmou o governador de São Paulo ao destacar a importância do Ranking de Competitividade dos Estados.

De acordo com o governador, se o poder público só fortalecer os aparatos de controle e fiscalização vai se chegar a um momento em que “não vamos produzir nada, que só vamos fiscalizar”.

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Goiás

Depois de morte trágica de motociclista, ponte é incendiada no interior de Goiás e povoados ficam isolados

A ponte, que foi incendiada na madrugada de quinta para sexta-feira, era a única forma de acesso dos moradores do povoado de Capela e Rio Preto ao município de Colinas do Sul. Fontes afirmam que ela foi incendiada em protesto pela morte de motociclista.

Por Ton Paulo
14/09/2018, 13h39

Os moradores dos povoado de Capela e Rio Preto, distritos do município de Cavalcante, a 500 quilômetros de Goiânia, região da Chapada dos Veadeiros, tiveram uma péssima surpresa quando acordaram na manhã desta sexta-feira (14/9): a única ponte que dá acesso da região rural, que abriga cerca de 500 famílias, à cidade de Colinas do Sul amanheceu completamente destruída por um incêndio.

A ponte, que foi incendiada na madrugada de quinta para sexta-feira, era a única forma de acesso dos moradores do povoado de Capela e Rio Preto ao município de Colinas do Sul. Como o povoados ficam localizados numa zona rural, todos os serviços necessários aos moradores precisam ser feitos na cidade. Postos de saúde, escolas, comércios, tudo o que os habitantes dos povoados precisam para viver está em Colinas do Sul. Mas agora que a ponte foi destruída, eles estão literalmente ilhados.

A dona de casa Angelita Vieira, de 43 anos, é uma das várias pessoas do povoado que foram afetadas pelo problema da ponte. “Todas as minhas coisas eu resolvo em Colinas. Agora que não tem mais ponte, a gente está isolado aqui. Eu não sei o que vou fazer”, desabafa.

Depois de morte trágica de motociclista, ponte é incendiada e povoados ficam isolados no interior de Goiás
Ponte que liga os povoados ao município de Colinas do Sul em chamas

Ninguém pode ir e nem voltar. A ponte era a única que ainda estava em condições de uso, uma vez que todas as outras que davam acesso à cidade estão destruídas pela deterioração do tempo. Para tentar resolver o problema, já virou um costume os próprios moradores da região se reunirem para pagar a manutenção da ponte e das estradas da região – que vivem em péssimo estado.

Depois de morte trágica de motociclista, ponte é incendiada e povoados ficam isolados no interior de Goiás
Ponte destruída pelo incêndio

É o caso do proprietário de uma fazenda na região que não quis se identificar. Ele conta que já tirou cerca de R$ 270 mil reais do próprio bolso para construir uma ponte que permite o acesso à sua propriedade. “Somos nós [produtores rurais e moradores] que mantemos as estradas e pontes daqui. O prefeito não faz nada”, diz.

Morte de motociclista teria incentivado incêndio

Segundo contou Cleone Gomes, de 51 anos, lavourista da região e contador, o incêndio na ponte teria sido provocado por alguns moradores que se revoltaram depois que um homem, que morava na região e era muito querido pela população, identificado somente como Carlos estava atravessando a ponte de moto e, devido às condições ruins dela e a suposta embriaguez na qual o motociclista se encontrava, acabou se desequilibrando e caindo no rio, vindo a óbito.

A tragédia aconteceu no último domingo (9/9).

Depois de morte trágica de motociclista, ponte é incendiada e povoados ficam isolados no interior de Goiás
Identificado como Carlos, o motociclista morreu de forma trágica ao cair da ponte

A reportagem do Dia Online tenta contato com o prefeito de Colinas do Sul, Adriano Passos (PR), que responde pelos povoados, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

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Brasil

Anistia Internacional cobra respostas sobre assassinato de Marielle Franco

Família espera por respostas sobre autoria do crime seis meses depois.
14/09/2018, 14h38

Para marcar os seis meses de morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a Anistia Internacional voltou a cobrar respostas sobre o crime. Em um caminhão que irá rodar a cidade e no qual foi instalado uma tela de LED de 5 metros, a organização exibe frases como “6 meses atrás Marielle Franco foi brutalmente assassinada”, “Ainda não temos respostas”, “Autoridades brasileiras, quem matou Marielle?”.

O caminhão passará pelo Ministério Público, pela Secretaria de Segurança Pública, pelo Centro Integrado de Comando e Controle e, por fim, na Rua Joaquim Palhares, no bairro Estácio, local onde Marielle foi assassinada.

A família de Marielle segue esperançosa por respostas. A mãe da vereadora, Marinete Silva, contou que foram recebidos, pela primeira vez, pelo secretário de Segurança, general Richard Nunes. “A reunião foi boa, nos recebeu muito bem e nos prometeu que isso vai ser elucidado. Lógico que não dá para saber dados, nem dia, mas eles estão empenhados em resolver isso. É confiar mais uma vez”, contou Marinete.

Família se mantém otimista para o esclarecimento do caso Marielle Franco

Antônio Francisco, pai de Marielle, disse que acredita no trabalho da Polícia Civil. “Se a instituição de Polícia Civil do Rio de Janeiro não tiver condições de continuar as investigações e dar respostas para nós, nós vamos acreditar em quem? Então nós continuamos com essa perspectiva de resposta positiva das autoridades”, reforçou.

A diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck, reforçou que a ONG continua reivindicando uma investigação independente, com uma equipe formada por juristas e peritos que não tenham vínculo com o Estado.

“Seis meses sem Marielle, sem respostas, é inadmissível. O que queremos é que as autoridades venham a público para dizer quem matou, quem mandou matar e o porquê. Todo esse tempo, as autoridades têm confundido sigilo das investigações com silêncio das autoridades”, disse a diretora.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Homem é denunciado por compartilhar selfie com cadáver de adolescente, em Rio Verde

As imagens de Maria Eduarda, de 13 anos, assassinada no dia 21 de agosto, foram compartilhadas por diversos integrantes de um grupo de WhatsApp.
14/09/2018, 14h44

Homem é denunciado por compartilhar selfie com cadáver de adolescente, em Rio Verde, interior de Goiás. Maria Eduarda Neves Peres, de 13 anos, foi assassinada no dia 21 de agosto deste ano e o corpo encontrado por moradores da região em um lote baldio, onde as fotos foram feitas. A denúncia foi feita pela promotora de Justiça Yashmin Crispim Baiocchi de Paula e Toledo.

De acordo com a ação, Murilo César de Souza foi denunciado pelo crime de vilipêndio a cadáver, que se trata de desrespeitar cadáver ou suas cinzas. A pena para este tipo de crime, previsto no Código Penal Brasileiro, é de um a três anos de prisão e multa.

Na denúncia, a promotora relata que Maria Eduarda “foi morta por dois homens e seu corpo jogado em um lote baldio no Bairro Santo Agostinho. No dia seguinte ao crime, Murilo trafegava em direção ao Hospital do Câncer em Rio Verde, quando viu a aglomeração de pessoas no local onde estava o corpo da menina.”

Diante disso, Murilo decidiu parar o carro e averiguar o que ocorria no local. Ao ver o corpo da adolescente, que estava com as roupas íntimas a mostra, ele tirou duas fotos do corpo da menina e ainda uma selfie com cadáver ao fundo.

Ainda segundo a denúncia, o homem compartilhou as fotos e a selfie com cadáver em um grupo de WhatsApp chamado “Associações Comunitárias”, com a seguinte legenda: “Aqui perto Hospital de Câncer. Mais uma vítima da violência”. As imagens foram compartilhadas inúmeras vezes pelos integrantes do grupo. A situação causou constrangimento a família de Maria Eduarda.

Yashmin Crispim requereu ainda ao denunciado o ressarcimento pelos prejuízos morais e materiais causados, além da punição por vilipêndio a cadáver.

Relembre o caso

Maria Eduarda Neves Peres, de 13 anos, foi encontrada seminua morta no dia 22 de agosto em um lote baldio, no Bairro Santo Agostinho, em Rio Verde. A adolescente foi assassinada pelo namorado, Alessandro Moreira Soares, de 19 anos, com a ajuda de um primo, identificado como José Ribamar de Jesus Neto, também de 19 anos.

Em depoimento, os suspeitos contaram à Polícia que Maria Eduarda tinha ido na casa deles para comemorar o aniversário do namorado. Durante a madrugada, a adolescente foi asfixiada enquanto dormia e em seguida José Ribamar levou o corpo em uma bicicleta até o lote baldio, onde foi encontrado por vizinhos durante a manhã.

De acordo com o delegado Wellington Lemos, responsável pelo caso, os rapazes possuem antecedentes criminais e o crime pode ter sido motivado em razão da amizade de Maria Eduarda com o grupo rival.

Via: MP-GO 
Imagens: Olhar Digital 

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Goiás

Dia Mundial da Limpeza: parques de Goiânia recebem ações voluntárias neste sábado

O meio ambiente agradece!
14/09/2018, 16h11

Em comemoração ao Dia Mundial da Limpeza, celebrado em 15 de setembro, alguns parques de Goiânia receberão neste sábado ações voltadas à orientação sobre o descarte correto de lixo, além de limpeza voluntária. Os projetos ocorrerão no Jardim Botânico, Morro da Serrinha, Parque Areião e Parque Vaca Brava.

A ação é realizada pela Prefeitura de Goiânia, por meio da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), com o apoio da Comurg, Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME) e cooperativas de catadores de materiais recicláveis, além da parceria de empresas, instituições do terceiro setor e demais voluntários.

O evento em comemoração ao Dia Mundial da Limpeza está previsto para começar às 8h, no Jardim Botânico, com uma roda de conversa sobre o tema e problemático a respeito do descarte incorreto do lixo doméstico, com treinamento para todos os participantes. O encerramento será às 18h.

No mesmo dia, outros locais da capital também receberão a ação. No Morro da Serrinha o evento ocorre das 8h às 12h; Parque Areião também das 8h às 12h e no Parque Vaca Brava a ação será das 8h às 18h. Para a coleta de lixo voluntária, os interessados receberão luvas e sacos de lixo. Após a coleta, será oferecido um lanche e ainda sorteio de brindes.

De acordo com informações da Prefeitura de Goiânia, o lixo recolhido será separado em três grupos: orgânicos compostáveis, rejeitos e recicláveis. Estes serão destinados às cooperativas de catadores de materiais recicláveis. A Comurg se encarregará do recolhimento de todos os rejeitos encontrados, já os resíduos orgânicos compostáveis (cascas de frutas do lanche e outros), juntamente com folhas secas, serão encaminhados para a composteira do Jardim Botânico.

O objetivo do movimento é promover a mobilização social, além do incentivo ao descarte regular dos resíduos, propondo, através de sugestões e ações, melhorias nas políticas públicas voltadas aos resíduos sólidos e nas soluções de limpeza para Goiânia.

Dia Mundial da Limpeza

O primeiro Dia Mundial da Limpeza ocorreu em 2008 na Estônia. Cerca de 50 mil habitantes se reuniram numa missão para limpar as cidades em cinco horas. Desde então, a ação foi nomeada como “Let’s Do It” (“Vamos fazer isso!”). Atualmente, 150 países organizam limpezas voluntárias no dia 15 de setembro.

Imagens: Blog Goiânia 

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