Mundo

Brasil e mais 10 países reagem a ideia de ação militar na Venezuela

16/09/2018, 13h20

O Brasil e mais dez países latino-americanos integrantes do Grupo de Lima rechaçaram ontem, em nota conjunta, qualquer ação ou declaração que “implique uma intervenção militar ou o exercício da violência, a ameaça ou o uso da força na Venezuela.”

A nota conjunta foi divulgada horas depois de o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmar que “com respeito a uma intervenção militar para derrubar Nicolás Maduro, não devemos descartar nenhuma opção.” Apesar de ser um duro crítico do regime de Nicolás Maduro, Almagro não havia até então avançado para a hipótese militar.

O governo dos Estados Unidos vem pressionando os países da região a seguir por essa linha. Em setembro do ano passado, no período em que ocorreu a Assembleia-geral das Nações Unidas em Nova York, o presidente Donald Trump recebeu um grupo de mandatários da região. O presidente brasileiro Michel Temer era um dos convidados.

Segundo um dos presentes, Trump perguntou se eles tinham certeza que não queriam uma “solução militar” para a Venezuela. A oferta pegou a todos de surpresa e não estava claro se o americano estava falando sério ou brincando. De toda forma, a proposta foi rejeitada por todos. Foi dito a ele que a hipótese estava fora de cogitação. Eram convidados o então presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, e a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti.

Na nota de ontem, o Grupo de Lima, criado para discutir de forma articulada a crise venezuelana, reafirmou seu compromisso de contribuir para a volta da democracia naquele país com iniciativas no âmbito do direito internacional. Assinam a nota: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia. (Lu Aiko Otta)

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Política

Ciro Gomes se altera durante a entrevista e manda prender repórter; veja o vídeo

O repórter teria comentado numa conversa com outro jornalista que queria levar "uma ovada ou um tapa" de Ciro Gomes.

Por Ton Paulo
16/09/2018, 13h53

Desde o último sábado (15/9) circula nas redes sociais um vídeo polêmico que mostra o candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), proferindo xingamentos e mandando prender um repórter que acompanhava sua agenda de campanha em Boa Vista, Roraima. Ciro teria se irritado com a pergunta do jornalista sobre uma declaração anterior dele à respeito da situação de brasileiros e venezuelanos em Paracaíma.

“O senhor reafirma o que o senhor disse sobre os brasileiros de que tiveram aquela manifestação lá na fronteira, que chamou os brasileiros de canalhas, desumanos e grosseiros?”, perguntou o repórter, ao que Ciro respondeu: “Vá pra casa do Romero Jucá, seu filho da p*! Pode tirar isso daqui, esse daqui é do Romero Jucá. Romero Jucá! Romero Jucá! Tira ele, prende ele aí!”

Em sua conta pessoal no Facebook, o jornalista que aparece no vídeo, Luiz Nicolas Maciel Petri, disse também ter sido agredido por Ciro Gomes. “Em um ato de covardia, o senhor Ciro Gomes me deu um soco na barriga e me xingou de filho da p…”. No relato, ele diz ter ficado sem reação e lamenta que o candidato tenha esse tipo de atitude. O jornalista também negou trabalhar para o senador Romero Jucá, conforme afirmou Ciro Gomes.

A pergunta do jornalista a Ciro Gomes se referia a uma declaração do pedetista dada no mês de agosto durante um evento em São Paulo, quando classificou como “desumanidade” e “canalhice” as agressões de brasileiros a venezuelanos em Paracaima. “Não há nenhuma notícia de desumanidade, de grosseria… Que canalhice, que é o que aconteceu ontem no Brasil. Pela primeira vez na minha vida senti vergonha de ser brasileiro”, disse o candidato.

Veja o vídeo:

Repórter do Estadão que estava no local afirma que o jornalista disse que queria provocar Ciro Gomes para levar “uma ovada ou um tapa”

No momento do ocorrido, estava presente no local o correspondente do jornal Estadão, Gabriel Wainer, que comentou o caso. Segundo Wainer em um vídeo publicado no YouTube do Estadão, o repórter Luiz Nicolas tinha a intenção de provocar Ciro para gerar uma confusão.

Gabriel Wainer relata que, antes de cada evento promovido pelos candidatos, os jornalistas ficam concentrados num local à espera do político. Wainer contou que, nesse local, durante uma conversa com Luiz Nicolas, ouviu dele que o jornalista queria ser agredido por Ciro. “[Luiz Nicolas] falou pra mim que queria levar um tapa ou uma ovada do Ciro. Ele não levou nem um e nem outro, mas começou uma confusão”.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Motorista de Uber em Goiânia que tinha a função de fazer as fugas de grupo de assaltantes é preso

O motorista atuava diretamente na função de Uber, sendo responsável pelo transporte das armas de fogo, placas adulteradas e pelo resgate dos comparsas após as ações criminosas.

Por Ton Paulo
17/09/2018, 09h10

Uma organização criminosa especializada em roubo de estabelecimentos comerciais foi desarticulada e os integrantes presos pela Polícia Civil (PC), às vésperas de um grande assalto a joalheira planejada pela quadrilha, em Goiatuba, a 200 quilômetros de Goiânia. Um dos integrantes do grupo é motorista de Uber na capital, e tinha a função de propiciar a fuga dos comparsas após os crimes.

A prisão do grupo foi realizada pelo Grupo Antirroubo a Banco (GAB/DEIC) da PC, com apoio da Delegacia de Polícia de Goiatuba e da Polícia Militar de Goiatuba, que descobriu que a quadrilha planejava assaltar uma joalheira no município goiano de Goiatuba.

Após algumas semanas de investigação, a polícia conseguiu a identificação de todo o grupo criminoso, assim com do seu líder, que já se encontra preso. Foram presos em flagrante Leandro de Almeida Assunção, Wilton Junio Bueno, o “Cearense” e Jonatan José Silvério.

Motorista de Uber era o responsável por fazer a fuga dos assaltantes

Também foi preso Elias Cristiano Goulart, que trabalhava como Uber em Goiânia. Elias atuava diretamente na função de Uber, sendo responsável pelo transporte das armas de fogo, placas adulteradas e pelo resgate dos comparsas após as ações criminosas.

Todos os integrantes da quadrilha possuem passagens na polícia por crimes patrimoniais. Foram apreendidos três veículos roubados e com sinais de adulteração, e que seriam usados pelos criminosos para os roubos.

Também foi apreendido com a quadrilha porções de maconha, crack e cocaína. Todos vão responder pelos crimes de associação criminosa armada, receptação dolosa, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, corrupção de menores e tráfico ilícito de drogas.

Em nota, a empresa Uber comentou o caso, e declarou ter banido o motorista de sua plataforma de serviços enquanto aguarda o final da investigação.

Confira a nota na íntegra:

“A Uber não tolera nenhum comportamento criminoso. O motorista não realizava viagens pelo app desde o início de setembro e foi banido da plataforma assim que a denúncia foi feita, enquanto aguardamos pelas investigações. A empresa está sempre à disposição para colaborar com as autoridades no curso de investigações ou processos judiciais, nos termos da lei. Nenhuma viagem com a plataforma é anônima e todas são registradas por GPS. Isso permite que, em caso de necessidade, nossa equipe especializada possa dar suporte, sabendo quem foi o motorista parceiro e o usuário, seus históricos e qual o trajeto realizado”.

Imagens: De Fato Online 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Criança morre em Goiânia depois de tentar pegar bola de futebol em alambrado

Criança brincava com outros irmãos quando ocorreu tragédia.
17/09/2018, 09h16

Uma criança morreu no domingo (16/9) em Goiânia depois  de ser atingida por por porte em alambrado. Jhonatan Brito da Costa, de 8 anos, costumava brincar com os irmãos menores – 10, 11 e 13 anos – quando a bola de futebol caiu no campinho. Depois que o alambrado caiu sobre o menino, os irmãos procuraram ajuda dos pais.

O acidente aconteceu na esquina da Rua Pablo Picasso, no setor Gentil Meireles, na Região Norte da capital. O poste que caiu sobre Jhonatan era parte de um alambrado nos fundos do campo de futebol de terra.

A área esportiva, que fica nas proximidades do Ribeirão Anicuns, ocupa grande parte da Quadra 63 daquele bairro, cujo terreno seria público e já abrigou uma unidade da extinta Companhia de Obras do Município de Goiânia (Comob).

A Prefeitura de Goiânia foi procurada pela reportagem, mas, até o fechamento desta edição, não se posicionou.

Em Goiânia

A criança sofreu uma parada cardíaca  assim que chegou ao Hospital Otávio Lages. A criança  teve fratura exposta na perna direita. O menino Jhonatan está sendo velado desde a noite de domingo (16/8) em uma funerária da Cidade Jardim.

Enquanto os bombeiros militares levavam o menino Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).  Ele não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do  hospital.

A família de Jhonatan veio do Maranhão e mora em Goiânia há quase três anos. Familiares  chegam em Goiânia para o enterro do menino às 16h desta segunda-feira (17/9) vinda do Maranhão.

Por meio de nota, a Prefeitura de Goiânia esclarece que o espaço do campo de futebol estava desativado desde 2015. Ainda na nota, a Prefeitura lamenta a morte do menino, que também era estudante da rede municipal de ensino: “Por meio da Secretaria Municipal de Educação e Esporte, a prefeitura já entrou em contato com a família para dar todo o apoio necessário nesse momento tão difícil”.

Via: G1 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Vítimas de golpe em Goiânia são cadastradas em programa de moradia popular a partir de hoje

As vítimas do golpe foram identificadas e convocadas de acordo com cronograma elaborado pelo MP-GO.

Por Ton Paulo
17/09/2018, 10h35

Mais de 400 vítimas de um golpe que fraudava inscrições em programa de moradia popular em Goiânia vão ser cadastradas pelo Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) e a Agência Goiana de Habitação (Agehab), a partir desta segunda-feira (17/9).

As vítimas do golpe, pessoas de baixa renda que fizeram pagamentos para a Sociedade Habitacional Comunitária (SHC) para obterem a primeira casa própria e foram enganadas, perdendo o investimento realizado, foram identificadas e convocadas de acordo com cronograma elaborado pelo MP-GO.

Segundo a promotora Fabiana Zamalloa a um jornal local, as instituições em questão vão inscrever famílias por meio de quatro audiências públicas, que pretendem redirecionar quem foi prejudicado para outros projetos sociais.

A promotora ainda diz que nas audiências serão colhidas manifestação das pessoas, para que estes cadastros sejam avaliados pela Agehab e elas sejam incluídas em programas habitacionais de acordo com o perfil de cada uma e observados os requisitos legais. “Isto está sendo feito justamente para possibilitar a inclusão daqueles que não tiveram ainda a casa própria, não é para obter um ressarcimento do que eventualmente estas pessoas pagaram para a SHC”, explica.

As audiências públicas vão acontecer entre esta segunda-feira (17/9) e quinta-feira (20/9), das 8h30 às 17h, na sede do MP-GO, no Jardim Goiás, e cada uma vai atender cerca de 100 pessoas que já foram convocadas pelo órgão como vítimas de fraudes que participaram do projeto do Residencial João Paulo II.

A promotora ainda contou que quem manifestar vontade de pegar o dinheiro pago indevidamente à SHC, deve entrar na Justiça.

Golpe fraudava inscrições em programa de moradia popular

A Operação Alicerce foi deflagrada pelo MP em outubro de 2017, para investigar um esquema fraudulento de inscrições em programa de moradia popular, em Goiânia. Em julho deste ano, o órgão ofereceu denúncia contra o ex-vereador de Goiânia José Maurício Beraldo e outras dez pessoas envolvidas em crimes apurados no âmbito da Operação.

O esquema funcionava desde 1997. Entretanto, a partir de 2012, foi intensificado quando a SHC firmou convênio com o Estado de Goiás, durante o qual ficou responsável por captar famílias para serem beneficiadas em programas de habitação e cobrar valores indevidos de pessoas de baixa renda, para que seus nomes fossem incluídos na lista, cuja atribuição ficou a cargo da própria entidade investigada, que era comandada pelos investigados.

Durante a apuração, foram identificados repasses vultosos de dinheiro da conta da SHC para a conta pessoal de alguns investigados, inclusive para a conta do ex-vereador, que não tinha relação formal com a associação desde 2002, o qual agia como um ‘diretor oculto’. Esse montante chegava ao valor de até R$ 50 mil por transferência.

A associação cobrava um valor base para a inclusão do nome na lista de beneficiados do projeto habitacional Residencial João Paulo II. O valor era, em média, de R$ 15 mil por família e sua cobrança era completamente irregular. Isso fez com que muitas famílias de baixa renda que pagaram os valores indevidos para a SHC acabassem por não receber as casas, gerando o prejuízo.

Beraldo foi denunciado pelos crimes de estelionato (por 14 vezes) e por integrar organização criminosa, a qual atuava por meio da associação sem fins lucrativos denominada Sociedade Habitacional Comunitária (SHC), fraudando a inscrição de famílias de baixa renda em eventuais programas de moradia popular mediante convênio com a Agência Goiana de Habitação (Agehab). Durante a investigação, foram identificadas e ouvidas mais de duas centenas de vítimas.

Via: G1 MP-GO 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.