Brasil

Nas estradas, 4 em cada 10 pessoas dispensam uso do cinto de segurança

16/09/2018, 08h20

Ao menos 4 em cada 10 pessoas que trafegam pelas rodovias brasileiras não usam o cinto de segurança, indicam dados de empresas que administram as estradas. Como consequência, motoristas e passageiros morrem e ficam feridos em situações que poderiam ser evitadas. Em 2017, a Polícia Rodoviária Federal registrou 3.588 acidentes em que os ocupantes estavam soltos no veículo, resultando em 132 mortes – uma a cada três dias, em média – e 5.370 feridos.

Estudo nas cinco regiões do País feito pela Arteris, responsável por 3,2 mil quilômetros de rodovias no País, apontou que 8,9% dos motoristas não usam, eles próprios, o cinto de segurança e 36% dispensam o passageiro de colocá-lo. No Estado de São Paulo, levantamento da Artesp, a agência estadual de transporte, chegou a resultado semelhante: 7% dos motoristas e 35% dos passageiros do banco de trás não usam o dispositivo.

Considerado uma proteção vital em caso de acidente, o cinto de segurança é de uso obrigatório tanto no banco da frente quanto no de trás. O não uso configura infração grave, punida com 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 195,23. No caso de criança sem cinto ou cadeirinha, a infração passa a ser gravíssima, com 7 pontos na carteira e multa de R$ 293,47.

A pesquisa da Arteris também levantou entre os motoristas as justificativas para a não utilização ou não indicação aos passageiros do equipamento de segurança. Entre os que estavam sem cinto, 35,5% admitiram que houve falta de atenção. Outros 15,5% transferiram a responsabilidade aos passageiros, enquanto 12,8% alegaram baixa necessidade do uso, pois fariam trajetos curtos.

O levantamento da Arteris foi realizado de 15 a 27 de julho de 2017 com 2.686 motoristas. Segundo a concessionária, o estudo retrata a distribuição de condutores pelo território nacional. A margem de erro é de 1,19%, para mais ou para menos.

Em São Paulo, a pesquisa feita pela Artesp em 2016 que apontou que 35% dos passageiros no banco de trás não usam o dispositivo também mostrou que o porcentual pode ser ainda maior, dependendo da cidade. Os municípios com os piores índices foram Franca (49%), Santos (46%) e Barretos (46%).

Outros estudos ainda em finalização devem chegar a conclusões semelhantes. “Estamos em fase de coleta para um estudo nacional sobre o cinto e os dados preliminares que obtivemos são assustadores”, afirma o médico especialista Aly Said Yassine, do Departamento de Inovação e Tecnologia da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). A abordagem envolverá, até o mês de novembro, entrevistas com 3 mil motoristas de todas as regiões do Brasil e deve ser publicada em janeiro.

“A impressão é de que os passageiros que sentam atrás se acham protegidos mesmo sem o cinto. As pessoas ignoram que podem ser projetadas para fora, para a carroceria do carro ou, o que é pior, contra as pessoas que estão na frente”, diz Yassine.

Sensação de proteção

Dados de um levantamento mais antigo, realizado entre janeiro de 2012 e junho de 2016, também pela Artesp, mostram as consequências dessa falsa sensação de proteção. Em acidentes ocorridos nas rodovias paulistas concedidas, 57,4% dos mortos no banco traseiro estavam sem o cinto. A pesquisa confirma dados de estudos de medicina de tráfego, que apontam redução de 45% no risco de morte em acidentes para quem está com cinto no banco da frente e até 75% para passageiros do banco de trás.

O especialista da Abramet lembra que, sem o equipamento de segurança, o peso da pessoa com o impacto chega a ser 15 vezes maior. “O cinto reduz perto de 100% das lesões nos quadris, 60% das na coluna, 56% das lesões na cabeça, 45% no tórax e 40% no abdome”, diz Yassine, considerando os cintos de três pontos de fixação, os mais comuns nos automóveis.

Para Helvécio Tamm de Lima Filho, superintendente da Arteris, a maioria dos acidentes tem como causa falhas humanas, muitas vezes motivadas por comportamentos deliberados de risco, como é o caso de não colocar o cinto. “Precisamos motivar motoristas e passageiros a refletir sobre os riscos de viajar sem esse item.”

Relatos

O técnico de campo André Duarte Fellet, de 40 anos, não se esquece da noite em que seguia de carro, há quatro anos, para uma festa com amigos e, para não amassar a camisa, tirou o cinto de segurança. Ele estava no banco dianteiro, ao lado do motorista, que usava o cinto. No banco de traz, outros dois amigos também não adotavam o equipamento. Na Rodovia do Açúcar (SP-75), em Itu, o carro se desgovernou e capotou.

“Eu caí com o braço no vidro lateral, que quebrou. Senti os estilhaços entrando no braço e no lado do tórax. Perdi parte da pele e de tecidos. No hospital, não tiraram tudo e, um ano depois, ainda tinha caco de vidro sob a pele. Precisei passar por cirurgia corretiva”, relembra Fellet.

O amigo que estava atrás sofreu um corte profundo na cabeça, no choque com o teto do carro. Ele chegou inconsciente no hospital, mas se recuperou. O motorista, que usava o cinto, teve ferimentos leves. “Viajo muito e nunca mais deixei o cinto. Minha mulher tem mania de tirar quando está perto de casa, mas brigo. Carro em movimento, tem de estar com cinto.”

Salvo. O publicitário Gabriel Mello, de 35 anos, de Sorocaba, não se cansa de dizer que o cinto de segurança salvou sua vida. Em 2013, ele voltava para casa de um evento e cochilou ao volante, atingindo a barreira de concreto que separa as cabines de um pedágio, na Rodovia Raposo Tavares. “Foi coisa de segundos, mas o estrago foi enorme. Como o carro não tinha air bag, o cinto segurou meu corpo. Mesmo assim, trinquei alguns dentes e fraturei o fêmur.”

Mello sofreu embolia pulmonar e ficou 17 dias em coma em um hospital de Sorocaba. Depois da cirurgia no fêmur, teve de usar muletas e fazer fisioterapia por seis meses. “Mesmo estando em baixa velocidade, se eu estivesse sem o cinto, dificilmente teria sobrevivido.”

O empresário N., de 56 anos, também sobreviveu a um acidente, mas pagou um preço alto por estar sem o cinto. Ele seguia para Itapetininga, em 2007, e foi fechado por um caminhão na Raposo Tavares. O veículo, desgovernado, saiu da pista e capotou. O filho dele, de 15 anos, que também não usava o equipamento, acabou sendo lançado para fora e morreu.

O empresário ficou vários anos sem dirigir e nunca se perdoou. “Se estivesse de cinto, talvez controlasse o carro. Não pus, ele também não. Naquela época não havia tanta fiscalização. Prefiro dizer que havia chegado a hora. Hoje, sou o cara que não liga o carro se todos não estiverem com o cinto.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Integrante de quadrilha que roubava carretas é preso no interior de Goiás

Enquanto realizava o patrulhamento, os agentes da PM avistaram o suspeito em cima de uma carreta em movimento, cortando a lona.

Por Ton Paulo
16/09/2018, 09h08

A Polícia Militar (PM) prendeu na noite do último sábado (15/9) um homem acusado se estar envolvido com uma quadrilha que roubava carretas em Goiás. A prisão ocorreu no município de Caçu, a 400 quilômetros de Goiânia, durante um patrulhamento da PM que resultou na abordagem.

Enquanto realizava o patrulhamento, os agentes da PM avistaram Diego Marques Carvalho em cima de uma carreta em movimento, cortando a lona.

A equipe especializada, então, começou os procedimentos de abordagem ao veículo, e constatou que Diego já contava com várias passagens pelos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo.

Caminhoneiros, colegas de profissão da vítima, relataram à PM que a quadrilha, da qual Diego fazia parte, teria tentado roubar naquele mesmo trecho da via, outros dois motoristas, porém não chegaram a concretizar o crime.

Diego foi apresentado ao plantão da Polícia Civil em Caçu.

Outra quadrilha que roubava carretas e cargas em Goiás foi presa no início deste ano

Quatro pessoas – três homens e uma mulher – foram presos por roubo de carga em Goiás e no Distrito Federal em junho deste ano. Eles integravam uma quadrilha com cerca de dez pessoas, especializada no crime. As polícias identificaram os outros suspeitos (de Goiás, do DF e do Piauí) e trabalham para localizá-los e prendê-los. Segundo o capitão da PM de Goiás, Edinailton Pereira de Souza, a investigação começou na cidade de Anápolis (GO) há cerca de quatro meses.

Segundo a polícia, todos os suspeitos possuem antecedentes criminais, em artigos que incluem roubo de carga. Um deles, já detido, estava, inclusive, com mandado de prisão em aberto por roubo a carga. De acordo com a Polícia Militar, eles agiam com extrema violência. A quadrilha costumava usar veículos roubados e armas de fogo para abordar os  motoristas de caminhões nas rodovias, e mantinham os motoristas em cativeiro, sob ameaça, e só os liberavam após a mercadoria chegar ao galpão em Ceilândia, onde era guardada.

A quadrilha tinha como base uma residência em Águas Lindas, interior do Estado. Segundo a PM, as investigações começaram na cidade de Anápolis e a suspeita é a de que a quadrilha agia há um ano na região do Entorno e no Distrito Federal.

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Entretenimento

Marília Mendonça é processada por plágio

O autor do processo disse que quando a música Ciumeira foi lançada, muitos amigos acharam que, na verdade, tratava-se da música composta por ele para Marília Mendonça.

Por Ton Paulo
16/09/2018, 09h54

A cantora e compositora Marília Mendonça, goiana que já alcança renome mundial, está sendo alvo de um processo de plágio. O empresário e compositor Anair de Paula acionou a Justiça alegando que os compositores de um dos maiores hits da atualizade, ‘Ciumeira’, interpretado por Marília, plagiaram a melodia da música “Panfleto de Rua” composta por ele.

O empresário disse que quando a música foi lançada, muitos amigos acharam que, na verdade, tratava-se da música composta por ele.

A assessoria de imprensa da cantora Marília Mendonça respondeu e afirmou que a artista não é compositora da música, mas intérprete. Informou ainda que recebeu a música e gravou da maneira que ela recebeu.

Em nota, os compositores Guilherme Ferraz, Sandro Neto, Everton Matos, Diego Ferrari, Paulo Pires e Ray Antônio, responsáveis pela composição de “Ciumeira”, informaram que estão “averiguando as fontes, e buscando com especialista” para saber “se realmente caracteriza-se plágio”.

Na nota, os compositores que fizeram a música para Marília dizem que têm a consciência tranquila de que não copiaram a obra de ninguém, e que já entraram em contato com o próprio Anair de Paula, que se dispôs a resolver a situação da melhor maneira possível. “Temos total apoio dos colegas compositores, que nos conhecem e sabem da nossa boa índole é nosso compromisso com a verdade, total apoio do escritório da cantora, e isentamos a cantora Marília Mendonça e seu escritório de quaisquer responsabilidades, e estamos abertos a esclarecer quaisquer dúvidas”, afirma a nota.

Ouça a música ‘Ciumeira’, interpretada por Marília Mendonça, e ‘Panfleto de Rua’, interpretada por Ivis e Carraro

Lançada em agosto deste ano, a música Ciumeira, interpretada por Marília Mendonça, rapidamente tornou-se mais um hit da cantora, e já conta com milhões e visualizações no Youtube. Já a música ‘Panfleto de Rua’, composta por Anair de Paula, é interpretada pela dupla ivis e Carraro.

Ouça as duas músicas e compare:

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Goiás

Goiás supera média nacional e fica em 10º lugar no ranking dos Estados

Com 52,6, Goiás conseguiu superar a média nacional de 49,4. Em primeiro lugar, com uma média de 89,1, está o Estado de São Paulo, seguido por Santa Catarina, com média de 76,6.

Por Ton Paulo
16/09/2018, 11h17

Com critérios avaliados como infraestrutura, capital humano, educação, inovação e outros, Goiás conquistou o décimo lugar no ranking nacional dos Estados Brasileiros. Pelo menos é o que mostra o Ranking de Competitividade dos Estados 2018, que foi divulgado na última sexta-feira (14/9), na Bolsa de Valores de São Paulo, pelo Centro de Lideranças Políticas (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e a Economist Intelligence Unidade.

O ranking visa reconhecer os estados que se destacaram na priorização da competitividade na formação da agenda do estado, e busca valorizar políticas de alto impacto que influem diretamente nos indicadores que compõem o Ranking.

Com 52,6, Goiás conseguiu superar a média nacional de 49,4. Em primeiro lugar, com uma média de 89,1, está o Estado de São Paulo, seguido por Santa Catarina, com média de 76,6. Os goianos ficaram à frente de Estados como Rio de Janeiro, Mato Grosso, Tocantins e Bahia.

Os critérios avaliados foram sustentabilidade social, infraestrutura, educação, eficiência da máquina pública, segurança pública, inovação, solidez fiscal, capital humano, sustentabilidade ambiental e potencial de mercado.

A menor nota do Estado goiano foi no quesito Inovação. Goiás obteve 12,6 enquanto a média é 28,0. Já o quesito mais bem avaliado foi Solidez Fiscal, com 82,1 para uma média de 71,2.

Goiás fica em quinto lugar no quesito sustentabilidade ambiental

Goiás parece estar entrando nos eixos certos da sustentabilidade ambiental.

O estudo trouxe uma informação positiva para os goianos: o Estado de Goiás conquistou a quinta posição nacional no pilar da Sustentabilidade Ambiental, com uma nota geral de 70,6, enquanto a média nacional foi de 51,6. O levantamento atribui a conquista ao desenvolvimento econômico e social combinado com sustentabilidade no Estado.

Levando em comparação com o resultado do ano anterior, Goiás subiu três posições. No estudo, que tomou como critérios diversos campos referentes à sustentabilidade e trato do meio ambiente, o melhor desempenho foi verificado no indicador Tratamento de esgoto, que obteve nota de 50,8 e conquistou a sexta colocação no ranking nacional. A média brasileira do indicador foi de 33,3.

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Goiás

Quadrilha que desviou mais de R$ 3 milhões de reais do seguro-desemprego é condenada

A organização criminosa operava alterando o endereço dos verdadeiros beneficiários do seguro-desemprego a fim de desviar os Cartões do Cidadão utilizados para os saques.

Por Ton Paulo
16/09/2018, 13h19

Seis pessoas que integravam uma organização criminosa que atuava fraudando o benefício do seguro-desemprego foram condenadas pela 1ª Vara Federal de Anápolis, após denúncia do Ministério Público Federal (MPF). Estima-se que R$ 3 milhões de reais tenham sido sido desviados pela quadrilha. O grupo foi desmantelado, em abril de 2017, na Operação Stellio Natus, deflagrada em parceria com a Polícia Federal (PF).

Segundo informações do MPF, a organização criminosa operava alterando o endereço dos verdadeiros beneficiários do seguro-desemprego com o fim de desviar os Cartões do Cidadão utilizados para os saques, que, posteriormente, eram feitos em diversas casas lotéricas por integrantes da quadrilha.

Ainda de acordo com o MPF, mais de R$ 3 milhões de reais em benefícios foram desviados no esquema.

Entre os condenados estão Iury Ramos Dias, Washington Flávio Borges, Rodrigo de Sousa Almeida, Kelson dos Santos Rodrigues, Jardânia Santos e Weslei Dias da Silva.

Conforme o processo, Iury Dias, considerado o idealizador e gestor da organização criminosa, recebeu a maior condenação. Ele foi condenado a 5 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado e ao pagamento de 163 dias-multa. Além disso, teve a prisão preventiva mantida.

Os demais integrantes do grupo foram condenados, cada um, a 3 anos e 8 meses de reclusão em regime aberto e ao pagamento de 54 dias-multa. No entanto, em relação a eles, as penas foram substituídas por penas restritivas de direitos, quais sejam, prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária de 10 salários mínimos, a serem destinados a entidades assistenciais.

Ainda estão em apuração junto à Caixa Econômica Federal o montante total dos prejuízos causados e o número de fraudes praticadas, de modo a permitir também a denúncia por estelionato contra entidade pública, crime previsto no art. 171, § 3º, do Código Penal, cuja pena pode chegar a até 6 anos e 8 meses por cada fraude.

Na sentença, também foi decretado o perdimento, em favor da União, de vários veículos automotores e de bens móveis, por terem sido adquiridos ilicitamente pelos condenados enquanto integrantes da organização criminosa, ou seja, os bens decorrentes direta ou indiretamente do crime de quadrilha.

Via: Portal 6 

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