Brasil

PF acha 1,2 tonelada de cocaína em rolos compressores no Porto de Santos

As drogas seriam embarcados para a África, Porto de Santos e litoral paulista.
18/09/2018, 11h10

Uma operação conjunta da Polícia e da Receita Federal apreendeu quase 1,2 tonelada de cocaína escondida em rolos compressores que seriam embarcados para a África, no Porto de Santos, no litoral paulista.

As três máquinas que continham a droga estavam no terminal marítimo da Margem Direita do porto, aguardando o içamento a bordo do navio cargueiro Grande África. O destino dos equipamentos seria o Porto de Abidjan, em Costa do Marfim, mas a Polícia Federal acredita que a carga do entorpecente seguiria para a Europa.

A cocaína foi achada nesta segunda-feira, (17/09), após o serviço de inteligência da PF detectar um possível embarque de drogas escondidas em contêineres que seguiriam para o exterior. Com o apoio da alfândega, os agentes detectaram marcas de soldagem recente nos rolos compressores.

Os equipamentos foram abertos com a ajuda de maçaricos e o trabalho para a retirada da droga durou cerca de 12 horas. A cocaína pura estava embalada em forma de tabletes. Os rolos compressores eram usados, o que pode indicar que serviriam apenas para o transporte da droga. A PF informou que investiga, com a Receita, quem seriam os emissores do carregamento, mas não deu detalhes da apuração.

A apreensão é mais um indicativo de que o Porto de Santos se converteu numa das principais portas de saída da droga produzida em países da América do Sul, fronteiriços com o Brasil, para a Europa, usando como escala portos africanos. Só este ano, foram apreendidas 17 toneladas de entorpecente em áreas do terminal portuário – grande parte já embarcada em navios. Em todo o ano passado, foram apreendidas 11,5 toneladas.

Conforme a Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), o narcotráfico e outras práticas de descaminho vêm sendo combatidos com o uso de tecnologia, que inclui escâneres de cargas com alta precisão, como o usado para detectar a droga no interior dos rolos compressores.

Imagens: Agência Estado 

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Saúde

SP: sete em cada 10 profissionais de saúde já sofreram agressão, mostra pesquisa

De acordo com a pesquisa a agressão mais comuns são verbais e contra os profissionais de emfermagem.
18/09/2018, 12h05

O ginecologista obstetra Conrado Ragazini, de 31 anos, tem um lapso curto de memória de agressão no 3 de janeiro deste ano. Ele se recorda de estar na sala da sua equipe, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), e ser chamado pelo acompanhante de uma mulher que dera à luz havia poucos dias.

O médico, então, esticou a mão para cumprimentá-lo e, depois disso, só se lembra de acordar no chão, sendo socorrido por amigos após ter levado um soco no rosto – que fraturou os ossos da face e o afastou por 30 dias do trabalho.

“O filho do casal nasceu com complicações e precisou ser internado na UTI neonatal. O pai pensava que eu tinha feito algum mal para o filho dele”, contou Ragazini.

Como profissional de saúde, o médico integra uma estatística que preocupa cada vez mais os conselhos de classe: vítima de agressão física ou verbal. Um levantamento inédito apontou que mais de 70% dos médicos, profissionais de enfermagem e farmacêuticos do Estado de São Paulo já sofreram algum tipo de agressão.

Pesquisa

Os dados foram compilados em uma iniciativa conjunta do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) e do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), que se uniram para analisar a questão e estão lançando uma campanha contra a violência com os profissionais de saúde.

Para a pesquisa, foram ouvidas 6.832 pessoas e 71,6% afirmaram já ter passado por situação violenta. Segundo o levantamento, o tipo de agressão que mais ocorre é a verbal e os profissionais mais atingidos são da área de enfermagem – 90% afirmaram já ter sofrido. O índice foi de 47% entre os médicos e 89% entre os farmacêuticos.

Para Conrado Ragazini, é preciso maior conhecimento e paciência da população quantos aos procedimentos, principalmente os realizados na sua área. “Os acompanhantes veem uma mulher numa situação de dor e tendem a pressionar a equipe com ameaças veladas ou diretas”, disse. Após a agressão, ele relata, colegas o aconselharam até a não retornar ao mesmo local de trabalho.

No caso de agressão física, os profissionais de enfermagem também são as principais vítimas (21%), seguidos dos médicos (18%) e farmacêuticos (7%). Nas três categorias, as principais vítimas são as mulheres e a faixa etária que sofre mais agressões é até os 40 anos.

Os dados mostram ainda que a maior parte das agressões é feita pelos próprios pacientes. Em segundo lugar, estão familiares e, em terceiro, acompanhantes. A pesquisa perguntou as motivações para as agressões e as três categorias informaram que foi a demora e fila para atendimento.

O presidente do Cremesp, Lavínio Nilton Camarim, destaca que a falta de estrutura, que resulta na demora no atendimento, é um problema que afeta tanto o paciente como o médico. Por isso, é necessário, primeiro, respeito, e também atendimento das reivindicações quanto a investimentos na saúde, especialmente no setor público.

“Falta desde uma maca adequada, um leito de observação, até medicamentos básicos, como dipirona, seringa e esparadrapo. A pessoa que busca atendimento já está emocionalmente debilitada e se depara com isso. Mas é preciso entender, como dizia nossa campanha anterior, que violência não resolve. E, agora, como estamos destacando: quem cuida, merece respeito”.

Camarim ataca a promulgação da emenda constitucional 95, a que estabeleceu teto de gastos para os próximos 20 anos. “Em 20 anos, a população vai aumentar, envelhecer e o serviço médico vai contar com uma tecnologia mais avançada, o que demanda mais dinheiro. Congelar os investimentos, que já são insuficientes, se mostra como um absurdo e temos de lutar pela reconsideração dessa emenda por quem for eleito”, disse. A categoria luta ainda pela aprovação do projeto 6749 de 2016 que aumentaria a pena contra quem cometesse violência contra profissionais de saúde.

Cerca de 20% dos entrevistados denunciaram as agressões, mas apenas 15% dos profissionais de enfermagem e 11% dos farmacêuticos afirmaram ter recebido acolhimento após a queixa. Os números são diferentes em relação aos médicos. De acordo com os dados, 59% das queixas foram acolhidas pela polícia, Justiça ou pela instituição onde eles trabalham.

Para conscientizar a população, as entidades estão lançando a campanha “Quem cuida merece respeito”, que tem como objetivo mostrar que as agressões devem ser combatidas e que elas prejudicam o atendimento.

Imagens: Saludario 

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Goiás

Auditoria-Fiscal do Trabalho autua gigantes do ramo imobiliário em Goiânia por irregularidades

A auditoria foi feita ao longo de cinco meses em várias imobiliárias de Goiânia. De acordo com os auditores, 1.358 corretores estavam com seus vínculos de emprego em situação irregular.

Por Ton Paulo
18/09/2018, 13h35

Uma série de irregularidades foram encontradas em grandes imobiliárias de Goiás após fiscalizações executadas pela Auditoria-Fiscal do Trabalho. As fiscalizações foram feitas ao longo de todo o primeiro semestre de 2018 nas imobiliárias do Estado e foi constatado que 1.358 corretores de imóveis estavam com seus vínculos de emprego em situação irregular.

As auditoras-fiscais do Trabalho, responsáveis pela fiscalização que levou cerca de cinco meses, verificaram que as imobiliárias consolidaram práticas de produção documental incoerentes com a realidade dos fatos, visando isentá-las de possíveis obrigações trabalhistas, tributárias e previdenciárias.

Segundo a auditora-fiscal Suzana Rodrigues, que falou ao Dia Online, as imobiliárias firmavam contratos de “Parceria” e de “Associação” com cada corretor, com possível colaboração mútua. De acordo com ela, tais trabalhadores eram de fato autônomos. Entretanto, segundo a auditora, na prática os corretores não detinham qualquer autonomia.

“Apesar de serem declarados como autônomos, os corretores seguiam normas determinadas pelos contratantes, cumpriam plantões e era subordinados à hierarquias”, conta.

Apesar da legislação admitir a parceria entre Corretores de Imóveis Autônomos e as Imobiliárias, a Fiscalização teria constatado que a maioria dos corretores era obrigada a comparecer a plantões, eram submetidos a adoção de rígida estrutura hierárquica, processos seletivos, cobranças de metas, sistemas de controle e até mesmo punições aos corretores que não cumpriam as diretrizes estabelecidas.

Com esse tipo de vínculo, deixou de serem reconhecidos direitos trabalhistas como férias, décimo terceiro e Fundo de Garantia, etc., e apenas recebiam algo quando efetivamente vendiam algum imóvel.

Ainda de acordo com Suzana, também foram encontrados indícios de sonegação de impostos previdenciários e trabalhistas por partes das imobiliárias.

A auditora informou que as imobiliárias receberam autos de infração, que serão analisados pela Justiça. Às empresas autuadas, foi aberto prazo para defesa e elas podem recorrer.

Adão Imóveis, URBS, Leonardo Rizzo e Brasil Brokers foram alguns dos alvos da auditoria

Algumas gigantes do ramo imobiliário em Goiânia foram alvos da fiscalização realizada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho. Entre elas, Adão Imóveis, URBS, Leonardo Rizzo e Brasil Brokers.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com as imobiliárias, que se manifestaram sobre a auditoria realizada e os autuações sofridas.

A assessoria jurídica da imobiliária Leonardo Rizzo, que também responde pela Adão Imovéis, negou que tenha recebido auto de infração, mas sim de juntada de documentos. A assessoria admite a autuação sofrida pela Adão imóveis, e prepara a defesa para ser apresentada. De acordo com assessoria, a imobiliária jamais perdeu ações trabalhistas “justamente por atuar em conformidade com a lei”. Ela ainda alega que as irregularidades apontadas não correspondem à realidade, e surgiram devido a um “desconhecimento por parte dos auditores fiscais”.

Já o advogado Rafael Lara Martins, que responde pela assessoria jurídica da imobiliária URBS, negou que as irregularidades acusadas pela auditoria sejam reais, e declarou que a fiscalização foi realizada “em reação à reforma trabalhista em vigor”. O advogado também alegou um “desconhecimento por parte dos auditores”, e afirmou que, em relação à autuação na parte trabalhista, a auditoria-fiscal ignora o fato de que “os corretores não recebem na imobiliária, mas sim dos próprios clientes que compram os imóveis”.

Todas negaram qualquer indício de, conforme constatado pela auditoria, sonegação de impostos previdenciários e trabalhistas.

A assessoria Brasil Brokers alegou ainda não ter conhecimento do resultado da auditoria, e prometeu se manifestar sobre o caso até o final da semana.

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Brasil

Unesco visitará museus no Rio para analisar segurança de acervos

O objetivo é elaborar recomendações ao governo federal e às instituições responsáveis.
18/09/2018, 14h02

A missão oficial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que veio ao Brasil em missão de emergência para auxiliar na recuperação do Museu Nacional, visitará outros seis museus no Rio de Janeiro nesta semana para avaliar a situação de risco em que se encontram seus acervos.

O objetivo é elaborar recomendações ao governo federal e às instituições responsáveis por eles para que sejam evitadas tragédias e degradação ou perda de objetos e documentos. A missão visitará o Arquivo Nacional e a Biblioteca Nacional. Os outros quatro museus ainda serão selecionados.

“Outra parte da nossa missão inclui a investigação rápida de outros museus no Rio para averiguar riscos e para, eventualmente, lançar um projeto que seja mais inclusivo e prevenir situações como esta”, afirmou a chefe da Missão de Emergência da Unesco para o Museu Nacional, Cristina Menegazzi.

“A ideia é aplicar a metodologia de análise de riscos que a gente já vem aplicando no setor do patrimônio cultural e que nos permite avaliar de forma abrangente os riscos que afligem o patrimônio cultural”, completou o consultor do Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauro de Bens Culturais (ICCROM), José Luiz Pedersoli Junior. Ele e Menegazzi chefiam a missão de emergência no Brasil, que é composta ainda por dois especialistas alemães em recuperação de objetos em situações como a do Museu Nacional.

Nesta terça, eles apresentaram à imprensa o andamento dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos em parceria com entidades do governo federal, como o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, responsável pelo Museu Nacional. A missão, financiada por um fundo da Unesco, chegou ao Brasil em 13 de setembro e permanecerá no país por dez dias.

De acordo com Menegazzi, a missão internacional tem como prioridade o trabalho de recuperação de objetos que estão sob os escombros e a restauração do edifício, que tem valor histórico. A Unesco também coordenará a ajuda internacional que tem sido oferecida por países e organizações de todo o mundo.

Menegazzi afirmou ainda que a recuperação do museu deverá levar anos, principalmente pela complexidade oriunda do incêndio. Outra dificuldade é também conseguir separar o que é escombro do que tem valor histórico e científico. “Será um trabalho praticamente de arqueologia”, definiu Pedersoli. A expectativa é de que o público só terá a chance de ver novamente parte do acervo destruído daqui a alguns anos.

Museu Nacional

Segundo a Diretora da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, o Museu Nacional tem um backup atualizado em fevereiro de todo o seu acervo, o que permitirá que, mesmo o que não seja possível de ser recuperado, possa ser reproduzido com a ajuda de novas tecnologias.

Noleto afirmou ainda que o trabalho desenvolvido pela organização internacional não integra a equipe oficial do governo que traçará o plano executivo para a reconstrução do museu. Ela também destacou que os recursos que serão empreendidos para isso virão do governo federal e de doações públicas e privadas. Não há, ainda, estimativa de quanto a reconstrução do museu custará no total.

Os integrantes da missão da Unesco visitaram o Museu Nacional na semana passada e fizeram recomendações para ações prioritárias como a cobertura do prédio para evitar que o sol e a chuva prejudiquem o que está sob os escombros. Eles voltarão ao Rio ainda nesta terça para continuar os trabalhos.

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Esportes

Dybala se recupera e é relacionado para estreia da Juventus na Liga dos Campeões

Argentino consegue se recuperar a tempo para confronto desta quarta-feira.
18/09/2018, 14h23

Depois de ter sofrido uma forte contusão no pé esquerdo no último domingo, em Turim, na vitória por 2 a 1 sobre o Sassuolo pelo Campeonato Italiano, o argentino Paulo Dybala conseguiu se recuperar a tempo após realizar tratamento e foi confirmado nesta terça-feira na lista de relacionados pelo técnico Massimiliano Allegri para a estreia da Juventus na Liga dos Campeões.

O jogador foi incluído entre os seis atacantes levados pelo treinador para a Espanha, onde a equipe enfrentará o Valencia às 16 horas (de Brasília) desta quarta-feira em um dos confrontos da primeira rodada do Grupo H da competição continental. No mesmo horário, o Young Boys recebe o Manchester United, na Suíça, no outro duelo que abre a chave.

Cristiano Ronaldo, Mario Mandzukic, Federico Bernardeschi, Douglas Costa e Moise Kean foram os outros jogadores de frente relacionados por Allegri, que também confirmou Dybala após o argentino treinar normalmente nesta terça-feira.

Por outro lado, o comandante não poderá contar com o lateral Mattia De Sciglio, que reclama de dores musculares na coxa direita e foi vetado pelo departamento médico da Juventus deste confronto que será realizado no estádio Mestalla.

A partida na Espanha marcará a estreia de Cristiano Ronaldo na competição continental pelo clube italiano, depois de ter feito história pelo Real Madrid com muitos gols e quatro títulos europeus durante o período em que atuou pela equipe espanhola. Foi no estádio do Valencia, por sinal, que o astro português conquistou o seu primeiro título pelo Real, em 2011, então ajudando o time a superar o Barcelona na decisão da Copa do Rei.

Confira a lista de convocados da Juventus para o jogo desta quarta:

Goleiros – Wojciech Szczesny, Mattia Perin, Carlo Pinsoglio.

Defensores – Giorgio Chiellini, Medhi Benatia, Álex Sandro, Leonardo Bonucci, João Cancelo e Daniele Rugani.

Meio-campistas – Miralem Pjanic, Sami Khedira, Blaise Matuidi, Juan Guillermo Cuadrado, Emre Can e Rodrigo Bentancu.

Atacantes – Cristiano Ronaldo, Paulo Dybala, Mario Mandzukic, Federico Bernardeschi, Douglas Costa e Moise Kean.

Imagens: a bola 

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