Goiás

Professora que matou filha recém-nascida e escondeu corpo em escaninho é solta

Ela foi presa depois de o ex-marido encontrar o corpo em 2016 e chegou a ficar presa por 51 dias.
20/09/2018, 07h54

Márcia Zacarelli, que matou recém-nascido e escondeu corpo em escaninho foi solta no fim da noite de quarta-feira (19/9). Ela é mãe da criança. Condenada a 18 anos de prisão, ela cumpria pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

A informação foi confirmada pelo site G1 junto ao advogado de Márcia, Paulo Roberto Borges da Silva, e com a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP).

A mãe da criança foi liberada após decisão liminar – em caráter de urgência – dada pelo desembargador Edison Miguel da Silva Júnior, da 2ª Câmara Criminal de Goiânia. Na movimentação do habeas corpus solicitado pela defesa da professora na última segunda-feira (17), o alvará de soltura dela consta como “Entregue”.

Conforme a liminar, o magistrado entende que não há “dados sólidos a justificar a segregação provisória” e que “a paciente respondeu em liberdade à ação penal, tendo-lhe sido concedido o direito de permanecer assim até o julgamento do recurso de apelação”.

Liminar determina soltura de Márcia Zaccarelli — Foto: Reprodução/TJ-GO

Liminar determina soltura de Márcia Zaccarelli — Foto: Reprodução/TJ-GO

Zaccaterli foi condenada em um julgamento em 1º de agosto pela morte da filha, mas absolvida da acusação de esconder o corpo da bebê no escaninho do prédio durante cinco anos. Ela aguardou o a sentença por dois anos em liberdade.

Ela foi presa depois de o ex-marido encontrar o corpo em 2016 e chegou a ficar presa por 51 dias. Em um vídeo, ela conta que escondeu o corpo. No dia do julgamento, contudo, ela negou esta versão.

Matou recém-nascido para esconder traição

Conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), Márcia Zacarelli deu à luz uma menina no dia 15 de março de 2011, após ter escondido a gravidez de familiares e amigos.

A criança seria fruto de um relacionamento extraconjugal. Como seu marido já havia feito vasectomia, não havia como dizer que a criança era dele.

No dia do nascimento da filha, Márcia, ao sentir as contrações, ligou para um amigo que a levou para o hospital. O amigo ainda pagou para que ela fizesse parto cesária.

Um dia após, ao receber alta, ela tampou o nariz da recém-nascida, matando-a por asfixia. Em seguida, colocou o cadáver dentro de uma bolsa, e o levou para o apartamento onde morava.

Chegando no local, Márcia envolveu o cadáver com pano e saco plástico, depois colocou dentro de uma caixa de papelão e o escondeu no escaninho de seu apartamento.

Os restos mortais foram encontrados muitos anos depois, quando seu ex-marido voltou ao prédio para buscar alguns objetos e estranhou o odor de uma das caixas.

Via: G1 

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Brasil

Calor eleva risco de desertificação no Nordeste

A baixa umidade do ar é uma das consequências da seca.
20/09/2018, 09h12

Os sete anos consecutivos de seca no Nordeste do País são um recorde . Cerca de 1.100 municípios foram afetados, atingindo mais de 20 milhões de pessoas. Inédito nos registros históricos, esse cenário pode se tornar cada vez mais comum no futuro se não for possível conter o aquecimento global.

O alerta será feito nesta quinta-feira, 20, por um grupo de pesquisadores brasileiros, liderado por José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que estimou os impactos das mudanças climáticas no Nordeste até o final do século.

Num pior cenário, em que o mundo não consiga cumprir o Acordo de Paris e o aquecimento passe de 4°C, pode ocorrer uma tendência acentuada de aridização da região. O acordo estabelece esforços de todos os países para conter o aumento da temperatura a menos de 2°C até o final do século.

Com o clima mais quente, a área em condições de seca extrema pode alcançar metade da região. “No pior ano de seca do período recente, em 2012, a área que ficou em condição de seca extrema foi de cerca de 2%.

Os dados do trabalho, que ainda não foi publicado, serão apresentados em evento no Ministério do Meio Ambiente (MMA) que vai reativar a Comissão Nacional de Combate à Desertificação, responsável por promover a Política Nacional de Combate à Desertificação.

A pesquisa avalia ainda os impactos sobre o processo de desertificação, que já ocorre na região independentemente das mudanças climáticas, e tem a ver com a retirada da vegetação nativa – a Caatinga. Sem ela, o solo fica exposto e sujeito a erosões quando vem a chuva.

“Isso tira a camada superior, restando somente um solo rico em metais. E aí pode chover o quanto for que a vegetação não volta. Com as mudanças climáticas, essas condições para a desertificação podem aumentar”, diz o pesquisador.

Recuperação da seca 

Para o combate desse processo, o ministério deu início no começo do ano a um projeto de implementação das chamadas Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas (Urads). Os resultados também serão apresentados nesta quinta-feira.

O plano, em parceria com ONGs locais, é recuperar vegetação e nascentes, criar mecanismos de adaptação e oferecer uma alternativa econômica para as comunidades em áreas em vias de desertificação. Segundo a pasta, 15% do território nacional, onde vivem 37 milhões de pessoas, enfrenta o fenômeno.

Segundo Valdemar Rodrigues, diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável e de Combate à Desertificação do MMA, hoje há 12 Urads em andamentos em seis Estados (MA, PI, CE, PE, BA e SE). Cada uma envolve 30 famílias. Até o momento foram investidos R$ 4,5 milhões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Doar 

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Goiás

Prefeitura de Catalão decreta luto oficial após morte de operários levados por enxurrada

Os operários trabalhavam em uma obra de canalização de córrego da cidade e buscaram abrigo embaixo da ponte quando a chuva começou.

Por Ton Paulo
20/09/2018, 09h21

A Prefeitura de Catalão, a 260 quilômetros de Goiânia, decretou luto oficial de três dias na cidade depois que um dos dois operários levados por enxurrada causada pela forte chuva na última quarta-feira (19/9) teve o corpo encontrado pelo Corpo de Bombeiros. Os operários trabalhavam em uma obra de canalização do córrego da cidade e buscaram abrigo embaixo da ponte quando a chuva começou.

Os corpo de Edmilson de Jesus, de 52 anos, foi encontrado após intensas buscas do Corpo de Bombeiros na região. Segundo o Sargento Santana, responsável pelas buscas, Edmilson e o outro operário que estava junto no momento do incidente, Adeni Gabriel da Silva, também de 52 anos, buscaram abrigo embaixo de uma ponte da obra de extensão do Ribeirão Pirapitinga, onde trabalhavam.

Já o corpo de Adeni foi encontrado na manhã desta quinta-feira (20/9), após intensas buscas do Corpo de Bombeiros.

Devido à forte chuva, Edmilson e Adeni ficaram ilhados, com o nível da água subindo rapidamente. Um motorista que passava pelo local avistou os dois e acionou o Corpo de Bombeiros. “Quando a nossa equipe foi acionada, ainda tentamos resgatá-los, mas eles não conseguiram pegar o equipamento de salvamento”, conta o Sargento.

Depois de intensas buscas, o corpo de Edmilson foi encontrado a cerca de dois quilômetros do local do ocorrido.

De acordo com o Sargento Santana, 30 homens do efetivo do Corpo de Bombeiros participaram das buscas.

Prefeitura de Catalão decretou luto oficial de três dias pela morte dos operários levados por enxurrada

Após a descoberta do corpo de Edmilson, a Prefeitura Municipal de Catalão emitiu uma nota de pesar através das redes sociais.

No texto, a Prefeitura lamenta a fatalidade que tirou a vida dos operários, e decretou um luto oficial de três dias na cidade.

Veja a nota na íntegra divulgada pelo Facebook da Prefeitura de Catalão:

Prefeitura de Catalão decreta luto oficial após morte de operários levados por enxurrada

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Goiás

Corpo de operário levado pela enxurrada que estava desaparecido em Catalão é encontrado

Adeni Gabriel, de 52 anos, estava desaparecido deste a última quarta-feira (19/9), após ser levado por enxurrada em Catalão.

Por Ton Paulo
20/09/2018, 10h20

O corpo do segundo operário levado pela enxurrada na última quarta-feira (19/9) em Catalão foi encontrado na manhã desta quinta-feira (20/9) pelo Corpo de Bombeiros. O corpo de Adeni Gabriel da Silva, de 52 anos, foi achado a cinco quilômetros da obra em que trabalhava com Edmilson Jesus, cujo corpo foi encontrado ontem (19/9).

De acordo com o Sargento Santana, do Corpo de Bombeiros, o corpo de Adeni foi achado em local bem adiante de onde foi encontrado o corpo de Edmilson, operário que estava com Adeni no momento em que foram levados pela enxurrada provocada pela forte de chuva.

O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado e estava a caminho do local para buscar o corpo no momento do fechamento desta matéria.

A família de Adeni acompanhava as buscas dos bombeiros, e esta no local no momento em que o corpo foi encontrado.

Prefeitura de Catalão chegou a se manifestar

Edmilson e Adeni trabalhavam no obra de extensão do Ribeirão Pirapitinga, em Catalão, quando uma forte chuva começou. Para se abrigarem, os operários ficaram embaixo de uma ponte próxima à obra.

Devido à forte chuva, Edmilson e Adeni ficaram ilhados, com o nível da água subindo rapidamente. Um motorista que passava pelo local avistou os dois e acionou o Corpo de Bombeiros. “Quando a nossa equipe foi acionada, ainda tentamos resgatá-los, mas eles não conseguiram pegar o equipamento de salvamento”, conta o Sargento.

Após a descoberta do corpo de Edmilson, a Prefeitura Municipal de Catalão emitiu uma nota de pesar através das redes sociais.

No texto, a Prefeitura lamenta a fatalidade que tirou a vida dos operários, e decretou um luto oficial de três dias na cidade.

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Política

Aécio devolve casa de 2 mil m² e vai para imóvel funcional

Aécio se mudou para a casa no Lago Sul em 2015, quando levou sua mulher e os dois filhos para morar em Brasília.
20/09/2018, 10h37

Disposto a mudar de Casa no Congresso, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que tenta uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro, também pretende trocar seu endereço residencial em Brasília. Ele se mudará com a família, no próximo mês, de uma casa de cerca de 2.500 metros quadrados no Lago Sul, bairro de classe média alta da capital federal, para um apartamento funcional.

Segundo a assessoria de imprensa do senador informou ao Estadão/Broadcast, Aécio decidiu se mudar porque o contrato de aluguel com a empresa dona da casa, a SN Investimentos e Participações Imobiliários, está perto do fim. A assessoria do tucano não informou o valor do aluguel, mas um casa na mesma região custa, por mês, entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês. De acordo com reportagem do site Metrópoles, de Brasília, Aécio paga R$ 25 mil de aluguel.

O salário bruto do senador é de R$ 33,7 mil mensais, e, com os descontos tributários, ele recebe R$ 22 mil. Conforme dados públicos do Senado, Aécio nunca usou verbas do auxílio-moradia a que tem direito, de R$ 5,5 mil, para custear o aluguel do imóvel.

A casa atual, que fica próxima ao Lago Paranoá, tem um grande jardim e piscina. Logo na entrada, há uma escultura do artista gaúcho Clésius Coser. Já os apartamentos funcionais do Senado têm entre 250 e 300 metros quadrados e os prédios não possuem área de lazer.

Aécio se mudou para a casa no Lago Sul em 2015, quando levou sua mulher e os dois filhos para morar em Brasília. Antes, eles moravam no Rio, e o senador ocupava um dos apartamentos do Senado.

Ao se mudar para o apartamento do Senado, Aécio pode evitar ter de entrar em uma longa fila de espera. Isso porque existem hoje 86 deputados que aguardam por uma vaga. A Câmara dos Deputados e o Senado, no entanto, mantêm um intercâmbio entre si que permite aos parlamentares permanecerem nos imóveis funcionais em que residem mesmo se trocarem de Casa Legislativa.

Desgaste

Enfraquecido politicamente desde que teve conversas com o empresário Joesley Batista, do Grupo J&F, divulgadas, Aécio enfrentou resistências internas no PSDB para se lançar candidato à reeleição no Senado e acabou optando por tentar uma vaga na Câmara.

O tucano é réu no Supremo Tribunal Federal no caso J&F por corrupção passiva e obstrução da Justiça e investigado em outros inquéritos na Corte. Ele nega irregularidades. A casa em que mora chegou a alvo de buscas em maio do ano passado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: UOL 

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