Educação

Briga entre prefeitura e servidores deixa alunos sem aula há 6 dias, em Senador Canedo

As principais reivindicações são o plano de carreira e melhorias nas condições de trabalho.
24/09/2018, 10h13

Os servidores da Secretaria Municipal Educaçāo de Senador Canedo estão em greve desde 18 de setembro. Os servidores reivindicam melhorias no plano de carreira e no piso salarial, além de melhores condições de trabalho. A prefeitura teria entrado na Justiça contra o movimento.

Os servidores participaram na segunda-feira (24/9), às 11h de uma reunião no Ministério Público em Senador Canedo para fazer um acordo.

Segundo o professor de Educação Física, Edielson Cantão, 39 anos, as escolas não têm estrutura. “Eu já tive que comprar materiais básicos, como bambolê, cones, bolas e jogos de dominós do meu próprio bolso para dar aula”, conta.

A prefeitura de Senador Canedo, por meio da assessoria de imprensa, explicou que cerca de 60% dos servidores da educação estão em greve. A categoria, que representa o administrativo, pede reajuste salarial. “Precisamos de melhores condições de trabalho e um reajuste salarial”, afirma a secretária de uma escola, Valquiria Rodrigues Pereira Souza, de 34 anos.

De acordo com os representantes da Associação Municipal dos Servidores da Educação de Senador Canedo (AMSESC), a prefeitura entrou com uma ação contra o movimento, para acabar com a paralisação.

O quadro administrativo é composto por agente educacional, auxiliar educacional, merendeira, auxiliar de limpeza, porteiro e secretária.

Os servidores ouvidos pela reportagem reclamam que as negociações contemplam apenas os professores do município. A prefeitura alega que os administrativos querem ter os salários equiparados com os servidores de Goiânia. A prefeitura informa, por meio da assessoria de imprensa, que em Goiânia o administrativo precisa ter nível superior, ao contrario de senador Canedo que exige nível fundamental.

Senador Canedo: negociações

De acordo com os grevistas foram feitas várias reuniões, antes da paralisação, porém as proposta apresentadas pela prefeitura, ainda, não atendiam as reivindicações da categoria. Até que em Assembleia Geral no dia 12 de setembro, a categoria definiu iniciar a greve no dia 17 de setembro.

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Entretenimento

'Produzir e compor me faz sentir viva', diz Simaria após novo afastamento

A cantora Simaria, da dupla com Simone, fala pela primeira vez após ter anunciado novamente seu afastamento dos palcos no último dia 17 de setembro.
24/09/2018, 11h25

A cantora Simaria, da dupla com Simone, usou seu perfil no Instagram para se comunicar pela primeira vez após ter anunciado novamente seu afastamento dos palcos no último dia 17 de setembro por conta de uma tuberculose ganglionar.

Simaria contou que, durante os quatro meses iniciais de seu tratamento, dormia antes das 22h para acordar às seis da manhã e tomar seus remédios.

“Enquanto eu estive afastada, consegui dormir na hora certa, comer na hora certa. A estrada não permite isso, porque os shows são muito tarde, tinha que passar a noite inteira acordada e esperar até as seis da manhã pra tomar meus medicamentos.”

“Achei que já tava muito forte, que meu estômago melhorou bastante, mesmo estando com H. Pylori (Helicobacter pylori), com inflamação no estômago, como eu tava comendo direitinho e seguindo a rotina, achei que já tava bem pra voltar aos palcos”

Porém, a cantora afirma que acabou voltando ‘antes do tempo’: “Num desses finais de semana que eu ia viajar passei mal, muito mal e fui pra São Paulo fazer novos exames.”

“Fiquei alguns dias internada e saíram os resultados, que concluíram que eu continuo com a tuberculose ganglionar. Eles (os médicos) resolveram expandir por mais três meses porque a bactéria continua ali. Deu H. Pylori no estômago, gastrite e anemia”, prosseguiu.

Em seguida, a cantora justificou seu afastamento: “A decisão da equipe médica foi que me afastasse da estrada de novo, porque, de verdade, quem tá numa condição de saúde como essa, com a imunidade lá em baixa, não tem condição de estar na estrada”.

Apesar de estar longe dos palcos, Simaria segue ‘na ativa’

Simaria ainda afirmou que segue ‘na ativa’, ainda que longe dos palcos: “Tô aqui na minha casa, me tratando, me cuidando. Sou uma mulher muito batalhadora, muito guerreira, não consigo ficar parada. Tô compondo, tô produzindo, tô trabalhando no nosso novo DVD.”

“Os próximos compromissos que vierem, campanhas publicitárias, tudo vai ser de acordo com o que o médico orientar”, salientou a artista.

Por fim, Simaria agradeceu o apoio que vem recebendo: “Quero agradecer a todos vocês que oram por mim, que torcem pela dupla, que amam nosso trabalho, agradecer a compreensão dos contratantes, da galera da publicidade, que têm sido massa com a gente.”

“Produzir e compor, tudo isso me faz me sentir viva. Eu fico feliz quando tô fazendo isso, é por isso que continuo aqui trabalhando e fazendo as coisas que eu gosto: pra me sentir viva. Nem sempre as coisas acontecem exatamente como planejamos, mas Deus sabe o que faz. Tudo no seu tempo, né?”, concluiu.

Imagens: Diário Online 

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Goiás

Supermercado vai indenizar família de vítima de acidente em Goiás

O acidente aconteceu na madrugada do dia 15 de janeiro de 2013.
24/09/2018, 11h48

A Justiça condenou o Supermercado Caçula a indenizar em R$ 180 mil a família de um motociclista morto em um acidente em Goiás causado por um dos veículos da empresa.

O Supermercado, ainda, vai ter de ressarcir o valor da moto, no valor de R$ 4.8 mil, que ficou destruída com a colisão, e pagar pensão mensal à viúva da vítima, no valor de dois terços do salário que recebia em vida.

O acidente aconteceu na madrugada do dia 15 de janeiro de 2013, por volta das 2h40, na BR-153, KM 172. Pedro Belém da Silva, que tinha 51 anos, voltava para casa quando um caminhão do supermercado invadiu a pista na contramão e o atingiu.

Acidente em Goiás

O juiz substituto da comarca de Formoso, Marco Antônio Azevedo Jacob de Araújo, que condenou o Supermercado Caçula, informou que ficou clara a responsabilidade em indenizar da empresa, uma vez que a causa do dano foi atribuída ao caminhoneiro.

“O ordenamento jurídico pátrio reclama, para impor o dever de reparar o dano, que estejam presentes os elementos da responsabilidade civil, quais sejam: o dano experimentado pelo ofendido; a culpa do agente e o nexo de causalidade entre o dano e a culpa, considerados conjuntamente. Não há, in casu, controvérsia acerca da existência do dano (morte) e do nexo de causalidade”.

Pedro Belem conduzia uma Yamaha Factor quando colidiu frontalmente com o Volvo. Ele não resistiu aos ferimentos morreu na hora. O caminhoneiro de 31 anos saiu ileso. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou à época, que no período de 24 horas ocorreram 12 acidentes, sendo que 18 pessoas ficaram feridas e três morreram – entre elas Pedro.

Na delegacia, o motorista do veículo que causou a batida revelou que costumava fazer a viagem semanalmente, entre a sede da empresa, em São Geraldo do Araguaia, no Pará, e Goiânia, para abastecer, e como tinha pouco tempo disponível para o deslocamento, estava cansado e cochilou por alguns segundos.

A mulher e os dois filhos do motociclista receberão, cada um, a quantia de R$ 60 mil. Como não há filhos menores de idade, apenas a viúva tem direito à pensão mensal, calculada com base no salário que Pedro Belém recebia em vida, ou seja, R$ 3.391.

Via: TJ-GO 

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Goiás

Idoso morre após defender a filha do genro, em Goiânia

Suspeito tem varias passagens pela polícia e fugiu do local.
24/09/2018, 12h16

Os moradores do bairro Jardim Nova Esperança, em Goiânia, acordaram assustados na manhã desta segunda-feira (24/9). Um idoso morador do bairro foi esfaqueado durante uma briga com o genro.

Na noite de sábado (22/9), Danilo Silva Lourenço, 33 anos, brigou com a companheira, Ane France da Silva Santos, de 41 anos, o que provocou o término do relacionamento que havia durado dois anos. No dia seguinte pela manhã o homem voltou à residência, agrediu a ex-companheira e em seguida colocou fogo em suas roupas. O pai da mulher, Jarmes Rosendo dos Santos, de 67 anos, tentou defender a filha com um instrumento de madeira, o que ocasionou a fuga do agressor.

Porém, por volta da 7h da manhã desta segunda-feira (24/9), Danilo pulou o muro da residência da ex-companheira portando uma uma faca com lâmina de 35 centímetros. Ao invadir a casa encontrou o pai de Anes, o idoso Jarmes, nesse momento os dois entraram em luta corporal. Durante a briga, Danilo teria empurrado o ex-sogro, na queda batendo a cabeça no chão e morrendo no local.

Idoso morre após defender a filha do genro, em Goiânia
Foto: Reprodução/ PM

Suspeito já tinha sido autuado pela PM de Goiânia

O tenente Kleber Martins Ferreira, da equipe da Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência, chegou ao local para conter a briga. Entretanto, ao chegar na residência, o idoso já estava morto.

Ainda segundo o tenente o suspeito fugiu mas foi encontrado pouco tempo depois, próximo ao local do crime. “Ele parecia estar alcoolizado e sobe efeito de outras drogas”, conta o Tenente. O homem confessou o Homicídio e foi encaminhado para a central de flagrantes. Danilo Silva Lourenço já tinha várias passagens pela polícia, por furto, lesão corporal, ameaça, injuria é invasão domiciliar.

O local do crime foi isolado pela Polícia Militar até a chegada da Polícia Técnico Científica que realizou a perícia. O corpo do idoso foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia. O caso está sendo apurado pela delegada Mirian Vidal da central de flagrantes e será investigado pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH).

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Política

Toffoli fala sobre a dificuldade no "jogo democrático"

Presidente do STF, que assume o cargo da Presidência da República durante viagem de Michel Temer, também sanciona leis de proteção à família e de acesso à educação.
24/09/2018, 14h08

Em seu primeiro discurso como Presidente da República em exercício, Dias Toffoli enalteceu o papel da política e dos congressistas e disse que é preciso defender os avanços da Constituição. Segundo o presidente do STF, “o jogo democrático é difícil” e o Brasil passa agora por um momento de “batismo das urnas”, fazendo referência ao período eleitoral.

Toffoli, que tomou posse como presidente do Supremo Tribunal Federal neste mês, assume o cargo da Presidência da República por três dias durante viagem de Michel Temer aos Estados Unidos – onde o emedebista participar da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Temer viajou no domingo, 23, e retornará nesta terça-feira, dia 25.

“Uma grande nação se faz com coragem e jogar o jogo democrático exige coragem, porque é um jogo difícil e estamos passando por esse momento, esse momento de batismo das urnas”, declarou Toffoli.

Toffoli sanciona leis

O ministro do STF falou durante cerimônia fechada no Palácio do Planalto, na manhã desta segunda-feira, 24, para sanção de três projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional e de um decreto que envolve direitos das mulheres, das crianças e dos adolescentes e de deficientes físicos. O evento foi transmitido ao vivo pela NBR, emissora pública do governo.

Em sua fala, Toffoli destacou que é preciso resgatar o Congresso como “instituição fundamental para a democracia” e também “valorizar a política como aquela que faz avançar uma sociedade”. Ele agradeceu a oportunidade de participar da solenidade durante a ausência de Temer e disse que “é altamente significativo” poder sancionar projetos “tão importantes vindos do Congresso” e que ampliam avanços do texto constitucional.

“A Constituição é nosso grande Norte e nós temos que defendê-la e defender esses avanços. Todos esses avanços e esses pactos vão sendo conquistados e vão sendo ampliados e realizados com o passar do tempo,” disse.

Toffoli lembrou que a Constituição de 1988 completa 30 anos em outubro e teve grande participação popular. Disse ainda que o Judiciário deve trabalhar envolvido com a sociedade para não só formular direitos, mas também transformar culturas e práticas, pois considera que no Brasil “ainda perdura uma distância grande demais entre termos normativos e a vida concreta”.

Entre os projetos sancionados está o que torna crimes a importunação sexual e a divulgação de cena de estupro, além de aumentar pena para crime de estupro coletivo. Sobre isso, Toffoli disse que o Congresso “dá mostras de sensibilidade e atenção à questões atuais” e “cumpre exemplarmente seu papel de ser caixa de ressonância da sociedade e converter vontade popular em leis como deve ser a democracia”.

Ainda nesta segunda-feira, Toffoli deve ter outra cerimônia para assinar lei que modifica o prazo de licença paternidade para militares. Na terça-feira, estão previstos despachos internos pela manhã e à tarde, a assinatura de lei que inscreve o nome do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes no “Livro dos Heróis da Pátria”.

Esta é a sétima vez que um presidente do Supremo ocupa interinamente a Presidência da República, de 1945 até hoje. Antes de Toffoli, os ministros José Linhares, Moreira Alves, Octavio Gallotti, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia assumiram temporariamente o cargo.

Sem a figura do vice-presidente e com a proximidade do período eleitoral, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), também precisam deixar o País na ausência do presidente Temer para não ficarem inelegíveis.

Imagens: R7 

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