Economia

MP e UFG lançam nesta terça-feira aplicativo "Olho na Bomba"

Consumidores podem usar a ferramenta já nesta terça, 25 de setembro.
24/09/2018, 16h20

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) juntamente com a Universidade Federal Goiás (UFG) lançam nesta terça-feira (25/9) o aplicativo “Olho na Bomba“. A partir desta data, os consumidores poderão baixar a ferramenta, onde é possível localizar e identificar os postos de combustíveis que estão ao redor e os preços dos combustíveis.

O lançamento da nova ferramenta é feito em comemoração aniversário de 28 anos do Código de Defesa do Consumidor (CDC). No evento, que ocorrerá no no auditório do MP, no Jardim Goiás, serão detalhadas as etapas de desenvolvimento do aplicativo e suas funcionalidades.

A criação do projeto foi possível após a aprovação da Lei Estadual nº 19.888, publicada em 21 de novembro de 2017, que determina que “os postos revendedores de combustíveis são obrigados a informar ao Ministério Público do Estado de Goiás o valor cobrado pelo litro da gasolina, do etanol e do diesel”, sob pena de multa.

Olho na Bomba

A intenção do aplicativo “Olho na Bomba” é efetuar o direito de informação do consumidor, e, simultaneamente, criar mercado com preços mais justos, e proporcionar, aos órgãos de fiscalização, uma ferramenta de combate às práticas abusivas. O download é gratuito e pode ser feito, a partir do dia 25 de setembro, nas lojas virtuais dos sistemas Android e iOS, Play Store e Apple Store respectivamente.

Com o aplicativo, os consumidores poderão se localizar em um mapa GPS e identificar os postos de combustíveis que estão ao seu redor e seus respectivos preços. Por meio do app, é possível também traçar rotas para qualquer destino de Goiás e receber informações sobre os postos existentes no caminho, com destaque aos preços mais baixos e mais altos. Os usuários poderão contar ainda com funcionalidades como escolha de postos favoritos e visualização de preços em forma de lista por cidades.

De acordo com informações do Ministério Público, caso o consumidor encontre divergência entre o preço apresentado no aplicativo e aquele efetivamente cobrado, poderá também realizar denúncia pelo “Olho na Bomba”, que estará habilitado a ler o QRcode da nota fiscal para compará-la com o preço informado pelo estabelecimento ao MP-GO.

Via: MP-GO 
Imagens: Cidade 24H 

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Educação

Cora Coralina, expoente da literatura goiana e brasileira

Apesar de escrever poemas desde muito nova, Cora Coralina conquistou reconhecimento nacional somente depois de completar 70 anos de idade.
24/09/2018, 16h49

Em uma breve viagem ao passado de Goiás, podemos encontrar um dos maiores nomes que já deu vida à cidade: Cora Coralina. E quando falamos em dar vida à essas terras, é algo quase literal, uma vez que a poetisa se estabeleceu por aqui e fazia de sua morada, fonte de inspiração para seus escritos.

Nascida em 20 de agosto de 1889, com o nome de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, foi até certo ponto, uma simples doceira que viveu afastada dos grandes centros urbanos e que não conhecia os modismos literários da época. Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, que foi um desembargador nomeado pelo próprio D. Pedro II, e de Jacyntha Luiza do Couto Brandão, nasceu às margens do Rio Vermelho, e também foi ali que se deu sua criação.

Os primeiros poemas de Cora Coralina

Cora Coralina: conheça um pouquinho sobre a vida e obra da poetisa

Cora Coralina sempre se mostrou um verdadeiro prodígio, embora não tivesse esse reconhecimento inicial. Seus primeiros poemas foram escritos quando ainda tinha 14 anos de idade e chegou a publicar alguns pelos jornais da cidade. Com a ajuda de amigas, criou o jornal de poemas intitulado “A Rosa”, em 1908.

Já no ano de 1910, o “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás” publicou seu conto “Tragédia na Roça”, onde já aparecia o pseudônimo Cora Coralina, que passou a ser adotado por ela. Embora parecesse que sua carreira literária começava a engrenar, um fato acabou chocando não apenas seus pais, mas também todos da Cidade de Goiás que a conheciam.

Em 1911, fugiu com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, que era um homem bem mais velho e divorciado. Foram morar em uma pequena cidade do interior de São Paulo, conhecida como Avaré. Durante esse período tempestuoso, sua produção literária sofreu um grande hiato, no entanto, algumas histórias que remontam a época dizem que Cora nunca parou de escrever.

Cora Coralina: conheça um pouquinho sobre a vida e obra da poetisa

Ela apenas mantinha seu amor pela poesia em segredo, mas supostamente, alguns de seus escritos ainda circularam pela região e ocasionaram em um convite para participar da Semana de Arte Moderna, que ocorreu em 1922. Entretanto, o marido não teria permitido e ela permaneceu em seu solitário anonimato.

Sua história como doceira começou apenas em 1934, após a morte de Cantídio. Ela precisou vender doces para sustentar a casa e os quatro filhos, mas também gozou de sua liberdade para recomeçar a escrever seus livros, que posteriormente também se tornaram fonte de renda.

Segundo Marlene Velasco, diretora do Museu Casa de Cora: “Quando ela voltou à cidade de Goiás, em 1956, depois de passar 45 anos fora daqui, o que lhe deu sustento foi a produção de doces. Cora viveu disso por 15 anos“. De volta à terra natal, tomou posse da casa velha da ponte, após a morte de seus pais. Foi ali que se deu início a verdadeira construção de sua obra-prima.

Embora continuasse escrevendo poemas inspirados na própria história e nos ambientes onde fora criada, Cora Coralina se considerava mais doceira do que poetisa. Seus doces cristalizados de abóbora, cajú, laranja e figo, que sempre aguçavam o paladar de seus amigos e vizinhos, eram para ela, obras muito melhores que seus contos escritos em simples folhas de caderno. No entanto, podemos considerar que nem todos pensavam da mesma forma, felizmente!

Lançamento do primeiro livro

Cora Coralina alcançou o auge de sua carreira como escritora quando já tinha mais de 70 anos. Nessa idade, resolveu aprender datilografia na intenção de preparar suas poesias e entregá-las para editores. Foi apenas em 1965 que ela conseguiu realizar seu maior sonho: o de ter seu primeiro livro publicado. “O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais” é o nome de seu primogênito literário.

Cinco anos depois, tomou posse da cadeira nº 5 da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. Seu segundo livro – Meu Livro de Cordel – foi lançado em 1976 e após cair nas graças de Carlos Drummond de Andrade, deixou de ser apenas um nome na poesia goiana para conquistar seu lugar entre os nomes mais importantes da literatura brasileira.

Sua obra foi reconhecida em seus últimos anos de vida, e ainda lhe rendeu prestigiosos prêmios. Cora foi convidada para participar de diversos programas de televisão e de conferências pelo país. Pelo livro “Vintém de Cobre: Meias Confissões de Aninha“, recebeu o “Prêmio Juca Pato”, concedido pela União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano de 1983. No ano seguinte foi nomeada para a Academia Goiana de Letras, onde ocupou a cadeira nº 38.

A poetisa faleceu em 1985, na cidade de Goiânia, aos 95 anos de idade. No entanto, a construção de sua vida inteira ainda permanece viva, seja na memória ou nas recordações físicas deixadas por ela. Além dos livros, ainda é possível apreciar o Museu Cora Coralina, que fica exatamente na casa onde a escritora viveu por tantos anos, e ainda preserva detalhes arquitetônicos dos séculos 18 e 19, sendo nomeado em 2002 como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela Unesco.

Obras de Cora Coralina

  • Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, poesia, 1965
  • Meu Livro de Cordel, poesia, 1976
  • Vintém de Cobre: Meias Confissões de Aninha, poesia, 1983
  • Estórias da Casa Velha da Ponte, contos, 1985
  • Os Meninos Verdes, infantil, 1980
  • Tesouro da Casa Velha, poesia, 1996 (obra póstuma)
  • A Moeda de Ouro Que um Pato Engoliu, infantil, 1999 (obra póstuma)
  • Vila Boa de Goiás, poesia, 2001 (obra póstuma)
  • O Pato Azul-Pombinho, infantil, 2001 (obra póstuma)

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Esportes

Salah fatura prêmio da Fifa de gol mais bonito

Jogador do Liverpool supera CR7 e Bale e garante o Puskás da última temporada.
24/09/2018, 16h56

O egípcio Mohammed Salah, do Liverpool, foi anunciado nesta segunda-feira, em Londres, como vencedor do Prêmio Puskás ao ter um de seus gols eleito como o mais bonito desta temporada 2017/2018 do futebol mundial.

O atacante superou, entre outros concorrentes, o português Cristiano Ronaldo, que foi o autor de uma obra-prima ao fazer, de bicicleta, um golaço em vitória do Real Madrid sobre a Juventus, hoje o seu clube, em confronto realizado em Turim pelas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa.

Salah foi confirmado como ganhador da honraria desta premiação da Fifa pelo veterano atacante marfinense Didier Drogba, de 40 anos, e pelo músico britânico Noel Gallagher. O seu gol eleito como o mais belo foi um que ele marcou contra o Everton, em clássico pelo Campeonato Inglês, em dezembro de 2017.

O artilheiro egípcio venceu a disputa que travava com outros nove finalistas a este prêmio. Um deles era o uruguaio Arrascaeta, do Cruzeiro, que concorreu com um lindo voleio que resultado em gol no clássico contra o América-MG, pelo Campeonato Mineiro.

Salah se surpreende ao ser anunciado vencedor

Salah, porém, mostrou certa surpresa ao ser anunciado como vencedor, pois discursou de maneira breve ao ser chamado ao palco para receber o Prêmio Puskas. “Não há muito a dizer sobre isso, só posso dizer que estou muito feliz e orgulhoso por todos que votaram em mim”, afirmou.

O galês Gareth Bale também concorria a esta honraria pelo golaço de bicicleta que marcou justamente sobre o Liverpool, em maio, na decisão da Liga dos Campeões na qual o Real Madrid derrotou o time inglês por 3 a 1, em Kiev, na Ucrânia.

Presente na cerimônia desta segunda-feira como concorrente ao prêmio de melhor técnico, o francês Zinedine Zidane, ex-treinador do Real, disse que votaria no gol de Bale como o mais bonito ao ser entrevistado enquanto estava sentado na plateia.

Durante esta parte da cerimônia na qual será eleito o melhor jogador do mundo de 2018, o lateral-esquerdo Marcelo também foi questionado sobre qual gol ele gostaria ter marcado na última temporada europeia. E o brasileiro respondeu: “O gol que eu queria marcar eu marquei contra o Bayern”. No caso, ele se referiu ao tento que fez pelo Real Madrid em vitória por 2 a 1 sobre o time alemão no confronto de ida da semifinal da última Liga dos Campeões.

Imagens: goal.com 

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Goiás

Apreendida em Goiânia carreta carregada com defensivos agrícolas roubada em São Paulo

Carga é avaliada em mais de R$ 1 milhão; cinco pessoas foram presas.
24/09/2018, 17h02

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) apreendeu na manhã desta segunda-feira (24/9) uma carreta carregada com defensivos agrícolas que havia sido roubada em São Paulo na noite de domingo, 23 de setembro. Os produtos são avaliados em mais de R$ 1 milhão.

De acordo com informações da Polícia Civil, a carreta havia sido assaltada por volta das 21h em um posto de combustíveis localizado na Rodovia SP- 330 em  Iguarapava, São Paulo. A partir deste momento, o motorista do veículo não foi mais localizado pela empresa de transportes, que comunicou à Polícia.

Equipes da  Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (DECAR) passou a monitorar locais que investigações prévias apontaram como possível local de receptação destas cargas. Com a ação, foi possível chegar, na manhã de hoje (24/9), até um galpão na Vila Jaraguá, região Central de Goiânia, onde a carreta roubada estava no momento em que receptadores colocavam a carga em outro caminhão.

No momento do flagrante no galpão, foram presos Denevaldo Alves do Prado, de 47 anos, que já tinha passagens por roubo de carga, roubo de veículo, receptação e associação criminosa; Eduardo de Carvalho Sousa,d e 39 anos, com três passagens por receptação; Keller Silva, de 40 anos, que também tem passagem por receptação; Miguel Sousa Silva, de 28 anos e Wesley Pereira Melo, de 26 anos. Todos foram autuados por roubo qualificado e associação criminosa.

O motorista da carreta roubada foi localizado pela PCGO na cidade de São Paulo, onde prestou depoimento à Delegacia local.

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Esportes

Deschamps leva prêmio de melhor técnico do mundo

Campeão do mundo no comando da seleção francesa, treinador supera Zlatko Dalic e Zinedine Zidane, vencedor na última temporada.
24/09/2018, 17h13

O título da Copa do Mundo fez a diferença e Didier Deschamps foi eleito nesta segunda-feira o melhor técnico do mundo pela Fifa. Campeão na Rússia com a seleção francesa, o treinador recebeu o prêmio referente à temporada 2017/2018 nesta segunda-feira, em festa da entidade realizada em Londres.

Deschamps deixou para trás o técnico da Croácia, Zlatko Dalic, derrotado justamente por sua França na decisão do Mundial. O outro finalista foi Zinedine Zidane, vencedor do prêmio no ano passado, que conquistou a Liga dos Campeões com o Real Madrid pela terceira vez consecutiva.

“Fico feliz de ter batido Dalic e Zidane, treinadores que poderiam ter vencido o título esta noite. Queria agradecer meu presidente, que me deu a confiança, me permitiu trabalhar de forma serena. O papel de selecionar é importante, mas sabemos que não somos nada sem os jogadores. Então, quero felicitar o conjunto dos meus jogadores que me permitiu ganhar o troféu”, declarou.

O prêmio também representa o fim da desconfiança sobre o trabalho de Deschamps. Antes do Mundial, o treinador era bastante criticado pelo estilo pragmático de sua seleção, mas, agora, com o título, teve o trabalho reconhecido em seu país.

No futebol feminino, o prêmio foi para o técnico Reynald Pedros. O ex-jogador francês levou o Lyon ao título da Liga dos Campeões, desempenho suficiente para que deixasse para trás nesta eleição Asako Takakura, da seleção japonesa, e Sarina Wiegman, da seleção holandesa.

OUTROS PRÊMIOS

Na disputa pelo prêmio de melhor goleiro, a Copa do Mundo também fez diferença e o belga Thibaut Courtois ficou com o troféu. Eleito melhor goleiro do torneio na Rússia, ele deixou para trás o francês Hugo Lloris, do Tottenham, e o dinamarquês Kasper Schmeichel, do Leicester, e recebeu o troféu das mãos de Jackson Follmann, um dos sobreviventes do trágico acidente com o avião da Chapecoense, e do ex-goleiro holandês Edwin van der Sar.

Depois destas premiações, a Fifa exibiu um clipe contando grandes histórias do futebol e lembrou também do drama vivido pelo time Javalis Selvagens, da Tailândia, que teve alguns de seus jovens jogadores presos em caverna do país, que foi inundada, e precisaram ser resgatados em uma grande operação envolvendo mergulhadores de vários lugares do mundo.

Em uma pausa da premiação, o músico Noel Gallagher também roubou a cena ao tocar a música “Don’t Look Back in Anger”, grande sucesso do Oasis, banda da qual ele era um dos líderes ao lado do irmão Liam Gallagher. E na sequência da muito aplaudida performance de Noel, a Fifa confirmou os peruanos como vencedores da premiação que elegeu torcedores que se destacaram no futebol mundial nesta temporada 2017/2018. A seleção do Peru esteve presente na Copa do Mundo da Rússia e encerrou um jejum de 36 anos sem participações do país no Mundial.

Já o Prêmio Fair Play desta temporada 2017/2018 foi vencido pelo alemão Lennart Thy, jogador do VVV Venlo, que deixou de participar de uma partida de sua equipe para doar sangue e ajudar um paciente que sofria de leucemia. Esta honraria foi entregue pelo ex-árbitro Pierluigi Collina, eleito o melhor juiz de futebol do mundo em seis oportunidades durante a sua carreira.

Imagens: jd1 

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