Brasil

Portadores de diabetes têm dificuldade para controlar doença

Pesquisa aponta que os maiores desafios são dieta e preço dos alimentos.
25/09/2018, 13h42

O diabetes atinge cada vez mais brasileiros – dados do Ministério da Saúde indicam que 8,9% da população tem a doença – e o mais comum é o tipo 2, no qual o corpo não processa corretamente a insulina ou não produz insulina suficiente. A doença não tem cura, mas tem controle – com medicação e principalmente com uma alimentação e hábitos de vida saudáveis.

Uma pesquisa da “Minds4 Health” encomendada pela Sanofi e divulgada nesta terça-feira, 25, entrevistou mais de 500 pessoas com a doença, entre homens e mulheres, e aferiu que 80% das pessoas entrevistadas acreditam que estão controlando a enfermidade corretamente, mas um quarto delas não segue a dieta recomendada e um terço não pratica exercícios físicos.

Além disso, 13% dos entrevistados admitiram que não vão ao médico regularmente – isso porque acreditam que a medicação, tanto oral como a insulina injetada, e a alimentação correta já são suficientes. A endocrinologista Denise Reis Franco, diretora coordenadora do Departamento de Educação da Associação Diabetes Brasil, alerta sobre a importância do acompanhamento médico.

“Os pacientes devem ser acompanhados regularmente para controlar o nível glicêmico e fazer exames. Na maioria das vezes, os pacientes se consultam com o clínico geral ou cardiologista. O ideal seria um endocrinologista, mas nem sempre essa especialidade está disponível. A diabete é uma doença crônica, tem necessidade de controle por muito tempo, é necessária uma adesão total das terapias. E se você puder associar esse tratamento com uma equipe multiprofissional, sem dúvidas os benefícios serão maiores”, explica.

Problemas enfrentados por quem é portador da diabetes

O acompanhamento médico é essencial assim como manter hábitos de vida saudáveis – o que nem todos os pacientes conseguem cumprir. Na pesquisa, três em cada dez pacientes disseram que não conseguem seguir o tratamento à risca. A maioria dos entrevistados (60%) alega que a principal barreira está na dieta restritiva, enquanto 21,7% culpam o preço dos alimentos e 5,7%, o preço dos medicamentos. Controlar a ansiedade também é uma questão apontada por 5,6% dos pacientes.

Por outro lado, sete em cada dez entrevistados disseram ter consciência das consequências de não tratarem corretamente a doença. Denise diz que algumas das complicações mais comuns da diabete, se não for controlada, são a cegueira, insuficiência renal, maiores chances de enfartar e de ter um acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame. De acordo com a pesquisa, os problemas de visão, como a cegueira, são os mais preocupantes para os entrevistados (42%).

“O importante é destacar que, apesar de não ter cura, hoje a gente tem cada vez mais opções de tratamento. O mais difícil é ter de fazer mudanças e não ter recursos, e hoje a gente tem recursos para controle. São terapias novas, injetáveis e orais, medicamentos acessíveis”, finaliza Denise.

Imagens: R7 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Política

Raquel Dodge se reune com procuradores espanhóis

Objetivo do encontro é 'acelerar' 29 cooperações no combate a crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e de mulheres.
25/09/2018, 14h04

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, deu continuidade nesta segunda-feira, 24, à missão iniciada na semana passada para fortalecer a cooperação jurídica e a troca de informação com Portugal e Espanha. Em Madri, Raquel se reuniu com a chefe do Ministério Público espanhol, María José Segarra, e procuradores que atuam na área criminal, ambiental e internacional.

“Tomamos a iniciativa de pedir esse encontro com o objetivo de acelerar a cooperação com a Espanha no enfrentamento a crimes como a corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de drogas e de mulheres”, afirmou Raquel, segundo divulgação da Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria. A secretária de Cooperação Internacional da PGR, Cristina Romanó, participou da conversa.

Durante a reunião, informou a Secretaria de Comunicação, foram discutidos todos os casos em andamento que envolvem a cooperação entre Brasil e Espanha. Atualmente, há 18 pedidos de cooperação realizados pelo Ministério Público espanhol à PGR, e 11 solicitações brasileiras à Espanha.

No encontro com a PGR, os procuradores espanhóis reforçaram pedido de informações sobre investigações envolvendo o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, atualmente sob investigação na unidade do Ministério Público Federal no Rio. O caso é considerado prioritário pelo Ministério Público espanhol por causa do prazo prescricional. A PGR informou que a disposição é no sentido de “agilizar a cooperação”.

Raquel Dodge pede agilidade em investigação de alvo da Lava Jato

Por parte do Ministério Público Federal, Raquel pediu “celeridade” na investigação sobre o advogado Rodrigo Tacla Duran, alvo da Lava Jato. Como ele tem dupla cidadania, o governo espanhol negou a extradição. Nesse caso, o pedido da PGR é para sejam analisados os documentos enviados em 31 de julho, quando foi proposta a transferência de jurisdição, para que Tacla Duran seja processado pela Justiça espanhola.

Raquel Dodge enfatizou a importância de avançar nos acordos para a formação de Equipes Conjuntas de Investigação (ECIs), no âmbito do caso Defex, no qual se apuram crimes de corrupção em transações comerciais internacionais e lavagem de dinheiro com ramificações principalmente no Brasil e na Espanha.

O procedimento é apontado como alternativa para o enfrentamento ao tráfico de mulheres, que já é objeto de ações penais em curso no Brasil.

A PGR aproveitou a reunião bilateral para buscar apoio na difusão e internacionalização do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Pessoas desaparecidas. Trata-se de uma ferramenta eletrônica de cruzamento de base de dados para enfrentar o desaparecimento de pessoas.

Raquel Dodge apresentou à procuradora-geral espanhola a carta de adesão ao Instituto Global do Ministério Público para o Ambiente. A iniciativa recebeu sinalização positiva por parte do MP espanhol.

Imagens: UOL 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Política

Candidaturas folclóricas não resistem ao 2º turno, diz Alckmin

Para candidato do PSDB, a alta rejeição de Jair Bolsonaro impede que ele vença no segundo turno.
25/09/2018, 14h32

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, voltou a criticar as chances do adversário do PSL, Jair Bolsonaro, de vencer um segundo turno das eleições. Segundo ele, a alta rejeição do deputado impede ele de vencer oponentes como o PT de Fernando Haddad.

“O Mario Covas dizia: no 1º turno, o eleitor escolhe. No segundo turno, o leitor rejeita, e Bolsonaro perde para qualquer candidato, é só olhar a rejeição”, disse o tucano, em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan. “Essas candidaturas folclóricas não resistem ao segundo turno, olha o Maluf (Paulo Maluf, que concorreu à Presidência em 1985), olha o Enéas (Enéas Carneiro, falecido em 2007). Tudo que o PT quer é o Bolsonaro no segundo turno”, emendou.

Alckmin voltou a dizer que conta com o voto útil na reta final do primeiro turno para avançar e negou que apoiaria Haddad num eventual segundo turno, caso não passe. “Não é verdade (apoio ao PT), primeiro porque vamos chegar ao segundo turno. Segundo, porque combati o PT a vida inteira. Ganhamos seis vezes deles aqui em São Paulo”, disse.

O tucano ainda defendeu o arco de alianças que montou e citou a entrevista dada na segunda-feira por Bolsonaro para argumentar que ele também terá que negociar com o Centrão, grupo de partidos que costuma criticar. “Ontem Bolsonaro citou o Onyx Lorenzoni (PP-RS) para a Casa Civil. O Onyx é do Centrão”, lembrou.

Ao ser lembrado do economista Paulo Guedes, que deve assumir o Ministério da Fazenda num eventual governo Bolsonaro, Alckmin voltou a endurecer o discurso. “Eu não vou ser pau mandado de banqueiro. O Brasil já viu o que banqueiro faz. Alguém vai ter que pagar essa conta e o pobre e a classe média é que não vai ser”, afirmou.

Alckmin e Bolsonaro se provocam em campanha eleitoral

Um vídeo veiculado na TV pela campanha de Alckmin recentemente, Bolsonaro aparece na Câmara dos Deputados discutindo com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) e com uma jornalista. Ele xinga as duas mulheres e ameaça agredir fisicamente a deputada. Ao final, a propaganda questiona o telespectador: “Você gostaria de ter um presidente que trata as mulheres como o Bolsonaro trata?”.

Depois da veiculação do vídeo, Jair Bolsonaro foi ao TSE pedir a retirada da propaganda.

A defesa do candidato do PSL alegou que a propaganda desvirtua o verdadeiro comportamento do candidato e usa falas suas fora de contexto, tendo como único intuito prejudicar o adversário por meio de ataques diretos, sem fazer proposta de campanha, o que seria vedado pela legislação eleitoral.

O ministro Sergio Banhos, do TSE, no entanto, julgou que “não se verificam, na propaganda eleitoral impugnada, as irregularidades apontadas pelos representantes”. Ao negar a liminar (decisão provisória) a Bolsonaro, ele considerou que a propaganda de Alckmin está protegida pelo princípio da liberdade de expressão.

Como resposta ao vídeo, Bolsonaro publicou em seu Twitter: “Você gostaria de que sua filha ficasse sem merenda escolar?”, escreveu. A resposta faz referência à máfia da merenda, alvo de duas operações nos últimos anos, com políticos paulistas presos por suspeita de recebimento de propina.

Imagens: Exame.com 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Brasil

Marielle é homenageada por artista português

Retrato em alto-relevo da vereadora ficará em mural na cidade de Lisboa.
25/09/2018, 15h29

A vereadora Marielle Franco, morta há seis meses no Rio, foi homenageada hoje (25) pelo artista plástico português Vhils, no Panorâmico de Monsanto, em Lisboa. A homenagem faz parte do projeto Brave Walls, da organização não governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional.

O projeto Brave Walls reúne artistas que queiram participar de campanhas de consciencialização do trabalho e das dificuldades das mulheres defensoras dos direitos humanos por meio de obras de arte. Em um muro de pouco mais de 3 metros de altura, Vhils fez uma pintura-retrato em alto relevo da vereadora, usando apenas a cor branca.

Na página da Anistia Internacional de Portugal, há um longo texto sobre Marielle Franco, que exercia o primeiro mandato como vereadora pelo PSOL. “Lutou incansavelmente para promover os direitos das mulheres negras, pessoas LGBTI, (Lésbicas, Gay, Bissexuais, Transgênero e Intersexuais) e dos jovens nas favelas do Rio de Janeiro.”

A publicação relata o crime que tirou a vida de Marielle e do motorista Anderson Pedro Gomes, em 14 de março deste ano, no centro do Rio de Janeiro. Ambos foram baleados e mortos. “Juntem-se a nós para exigir uma resposta: quem matou Marielle Franco?”, diz a postagem.

Investigação sobre o caso Marielle

As investigações ainda estão em curso, mas o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, admitiu que dificilmente o crime será desvendado até dezembro. Segundo Nunes, o crime foi planejado de forma a dificultar as apurações.

Na página da ONG, o destaque é para a militância de Marielle Franco e as ameaças permamentes às mulheres engajadas em causas políticas e sociais no mundo.

“Mulheres defensoras dos direitos humanos enfrentam repetidamente estigmatização e violência nas suas comunidades e nos contextos em que trabalham. Continuamente, estas mulheres são um símbolo da coragem, da ousadia e da esperança necessárias para enfrentar tais desafios.”

“Marielle continua a inspirar pessoas em todo o mundo, e não vamos desistir de lutar por justiça! Junte a sua voz e peça também justiça para Marielle”,afirmou o diretor executivo da Anistia Internacional Portugal, Pedro Neto.

Imagens: anf 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

A história de Gleicy e Laiane, que sofreram violência de homens em Goiás

Laiane sobreviveu, mas Gleicy, que chegou a receber Comenda Maria da Penha na Assembleia Legislativa de Goiás, foi morta no último sábado.
25/09/2018, 15h57

Sete dias e 190km de distância separaram a história de violência Gleicy da Silva Menezes, de 44 anos, e a técnica em enfermagem Laiane dos Santos, de 24 anos.

Gleicy foi enforcada pelo marido até a morte dentro de casa em Aparecida de Goiânia na manhã do último sábado (22/9). Laiane foi espancada pelo namorado no sábado anterior (15/9). Apenas depois da morte de Gleicy que o caso de Laiane dos Santos ganhou grande repercussão.

Em uma postagem nas redes sociais, com fotos de seu rosto inchado e com hematomas, seguido de um relato assustador, Laiane dá conta da violência que teve a sorte de escapar. A mesma sorte teria tido Gleicy, a 20ª vítima de feminicídio em Goiás registrado apenas este ano.

Gleicy tentou se afastar do marido, Ademar de Jesus Sales, de 63. Depois de ter sido agredida, ela procurou a Polícia e conseguiu uma Medida Protetiva.

Diante dos pedidos de desculpas, Gleicy cedeu, voltou com o marido, mas foi assassinada dez dias depois. Laiane, contudo, não quer conversa com seu agressor, o motorista Caio Cesar Ribeiro, de 29 anos. “Estou com medo dele.”

Durante duas horas, em uma madrugada, dentro de um carro Astra bege, Laiane foi enforcada. “Cheguei a fazer xixi”. Foi esmurrada. “Ele me dava socos no rosto”. Foi arrastada. “Ele dizia que ia me matar”. Hoje, Laiane tem a voz para contar em detalhes os bastidores de uma agressão. Coube a ela dar voz às 20 mulheres, como Gleicy, que foram assassinadas em Goiás em 2018.

Gleicy viveu 22 anos com seu assassino. Laiane viveu dois meses um relacionamento de que sobreviveria. Para o Portal Dia Online, por telefone, conta que o rosto inchado e dores não doem mais do que ter sido vítima por quem tinha um sentimento de confiança. Hoje, impera o pânico. “Eu pedi medida protetiva porque estou com medo”, e acrescenta: “Quero que ele seja preso para não fazer isso com outra pessoa.”

Enquanto Laiane não imaginava que seria espancada, Gleicy carregava algumas marcas do marido. Na periferia de Aparecida de Goiânia, abraçava causas de mulheres agredidas. Por isso, chegou a receber uma Comenda Maria da Penha este ano das mãos da deputada estadual Isaura Lemos do PCdoB e da filha dela, vereadora por Goiânia, Isaura Lemos. Suplente de vereadora no município de Varjão, Gleicy não sobreviveu.

"Ele me dava socos enquanto me levava para mata", conta jovem agredida por namorado
Gleicy recebe da deputada estadual Isaura Lemos e da vereadora Tatiana Lemos homenagem “Maria da Penha”. Meses depois, morreria. Foto: Alego

Debate nesta terça-feira alerta para violência de homens

Comentando cada caso, a advogada advogada criminalista Márcia Póvoa explica que, normalmente, o agressor tenta culpar a vítima pela agressão. “Ele xinga ela, empurra, bate. Ela chora e ele tenta colocar na cabeça dela de que ela é a culpada, de que ela foi errada”, exemplifica.

“E ele vem com ‘ah, eu te amo, vamos cuidar de nossos filhos’. Fala que é ele quem paga o aluguel, ele quem compra alimentação. Caso ela não aceite voltar, ameaça tomar a guarda do filho, a se matar e, claro, matar ela ou as crianças. Por isso ela perdoa, ou melhor, cede. No fundo, lá no fundo, tem uma esperança.”

Para discutir casos semelhantes e impulsionar a ideia de que a mulher precisa denunciar o agressor, ocorre nesta terça-feira (25/9), a partir das 19h, no auditório do Hotel Mercure, em Goiânia, palestra com a advogada criminalista Márcia Póvoa e a biomédica sanitarista Tânia Agostinho. A proposta está inserida no Projeto Salto ao Alto, criado pelas duas para discutir e promover o enfrentamento da violência contra a mulher e doméstica.

Elas debatem o tema “Combater a violência psicológica para evitar a violência física”. “Nossa proposta nessa palestra é, através da  ressignificação  e resiliência, ajudar a mulher para que ela desenvolva mecanismos para se livrar da violência para que ele ganhe confiança e saiba como e quem procurar”, afirma Márcia.

Márcia explica que, se para a mulher lidar com a violência física já é um desafio, em relação à violência psicológica a situação se mostra ainda mais complicada. Isso porque os órgãos competentes de atendimento à mulher abusada nem sempre estão preparados  para receber bem a vítima e que é comum a mulher ser rotulada em tais situações como e “criadora de caso”, é relevada à mero “mimimi”. “Mais um motivo para a mulher se fortalecer para ser ela própria o agente de mudança em sua vida”, afirma Tânia Agostinho.

A história de Gleicy e Laiane, que sofreram violência de homens em Goiás
Laiane quer que o ex-namorado agressor responda por tentativa de homicídio. Foto: Reprodução/Facebook

Tipos de violência sofridas por mulheres

Márcia e Tânia enumeram algumas modalidades de violência a que mulheres estão sujeitas em relacionamentos opressores. O primeiro exemplo é a violência patrimonial, quando a mulher embora economicamente ativa  é colocada na condição de dependente; a intelectual, quando há o desmerecimento de conhecimentos e conquistas em áreas de conhecimento e profissional, entre outras. Sobre esse tipo de violência, elas citam o caso de uma das mulheres atendidas que se viu proibida pelo marido de assumir vaga em concurso público no qual havia sido aprovada.

Márcia Póvoa acrescenta que a lei trata a violência quando ela já está irremediavelmente instalada nos lares, com mulheres sendo violentadas psicologicamente e, posteriormente, como consequência natural, fisicamente sendo levadas até à morte. Ela acredita ser possível identificar, combater, através do fortalecimento das instituições envolvidas na proteção da mulher e principalmente através do fortalecimento da vítima em questão.

A lei Maria da Penha em seu artigo 2º prevê que todas as mulheres tenham assegurada sua prerrogativa de viver sem violência e que sejam preservadas sua saúde física, mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.

“Seja por falta de estrutura ou mesmo vontade, a mulher só recebe um pouco mais de atenção quando precisa ser encaminhada ao IML para exames de corpo de delito ou quando é morta. Mas aí já temos a violência em seu estado mais latente”, revela Tânia Agostinho

A dupla acredita que ideal seria que essas mulheres tivessem grupos e um atendimento efetivo e não a interpretação geral, embora poucos admitida, de que para certos tipos de violência- incluindo aí a psicológica e até patrimonial – não se deve dar muita atenção. “Uma morte a facadas ou tiro pode começar com uma agressão verbal, com uma proibição simples no âmbito da relação. É preciso tratar a doença quando ela está apenas começando, porque quando ela se espalha na relação, difícil poder controlá-la”, salienta a advogada.

A música de Elza Soares, Maria da Vila Matilde, exemplifica bem a violência da mulher:

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.