Entretenimento

10 bandas de rock de Goiânia que você precisa ouvir

Nascidas no cenário underground, bandas de rock de Goiânia fazem sucesso não apenas o no estado, mas também por todo o país.
26/09/2018, 15h12

Embora Goiânia seja considerada a capital do sertanejo, não é só de bota e chapéu que se faz sua população. De forma geral, Goiás é a terra natal de diversos artistas reconhecidos nacionalmente, independente do trabalho que produzem. Portanto, não seria difícil imaginar que bandas de rock de Goiânia se consolidam no cenário musical brasileiro.

Se você curte esse tipo de som, então se liga! Preparamos uma lista com algumas entre as melhores bandas de Goiânia. Se você não conhece todas, fica a dica para começar a escutar o trabalho produzido por elas! Dá uma olhada!

Confira algumas bandas de rock de Goiânia:

1 – Carne Doce

10 bandas de rock de Goiânia que você precisa ouvir
Foto: Reprodução/Uai

Carne Doce representa atualmente, uma das mais importantes bandas de rock de Goiânia. Com cinco anos de estrada, o quinteto composto por Salma Jô (vocal), Anderson Maia (baixo), Macloys Aquino (guitarra), Ricardo Machado (bateria) e João Victor Santana (guitarra e sintetizadores) nasceu na cena independente da cidade e à medida que o tempo passa, ganha ainda mais reconhecimento.

Em suas letras, abordam temas que abrangem o universo feminino como um todo, apoiando também as causas feministas. Bons exemplos são as músicas “Artemísia” e “Falo”, que se posicionam sobre temas de constante debate, como aborto e o espaço das mulheres em ambientes praticamente dominados por homens.

2 – Boogarins

10 bandas de rock de Goiânia que você precisa ouvir
Foto: Reprodução/Vix

E para os fãs do psicodélico, nada melhor que curtir o som da banda goianiense Boogarins. Formada no ano de 2012, foi inicialmente composta por Fernando “Dinho” Almeida (vocais e guitarra rítmica) e Benke Ferraz (guitarra solo). Mais tarde, entraram para o projeto os músicos Hans Castro (bateria) e Raphael Vaz (contrabaixo). No entanto, apenas 2 anos depois, Hans se desligou da banda, sendo substituído por Ynaiã Benthroldo.

Embora também seja uma banda recente, soube muito bem como conquistar seu espaço na cena do rock de Goiânia, expandindo horizontes também para outros lugares do Brasil. Apenas para que você tenha ideia, conseguiram um contrato de três discos com o selo Other Music Recording, que é nada menos que uma importante loja de discos de Nova York. O sucesso da banda é algo que apenas cresce.

3 – Black Drawing Chalks

10 bandas de rock de Goiânia que você precisa ouvir
Foto: Reprodução/Tenho Mais Discos que Amigos

Quem diria que uma ideia que surgiu ainda dentro da faculdade de design poderia ser algo tão concreto no futuro? Pois é, foi exatamente o que aconteceu com a banda em questão. Victor Rocha e Douglas de Castro convidaram Denis de Castro (irmão de Douglas), que até então era estudante de arquitetura, para formar o Black Drawing Chalks.

Juntaram-se ainda ao projeto, Marco Bauer e Renato Cunha, mas que já deixaram a banda, que atualmente conta com Edimar Filho. O nome vem de uma marca alemã para desenho, e significa “carvões pretos para desenhar”.

No ano de 2007 lançaram “Big Deal”, álbum de estréia e que por sinal, já ganhou inúmeros elogios do público e da crítica. Ao atingirem o que podemos chamar de maturidade musical, chegaram a se apresentar em um festival no Canadá. Atualmente são considerados não só uma das mais importantes bandas de rock de Goiânia, mas também de todo o Brasil.

4 – Hellbenders

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Foto: Reprodução/Hearts Bleed Blue

Hellbenders nasceu na cena underground de Goiânia, com o objetivo de construir uma identidade própria. Misturando elementos do punk, stoner e hard rock setentista, acabaram conseguindo o que tanto queriam: um som marcado por seus extremos.

Após uma boa oportunidade em 2011, o grupo composto atualmente por Diogo Fleury (voz e guitarra), Braz Torres (voz e guitarra), Augusto Chita (baixo) e Rodrigo Andrade (bateria), chegou a dividir palco com grandes nomes do rock internacional, a exemplo de Exodus, Truckfighters e Nashville Pussy.

Depois de muito trabalho, também passaram a se consagrar no cenário nacional e são convidados para diversos festivais de rock e de música alternativa. Estiveram, inclusive, em edições do Festival Bananada e do Goiânia Noise.

5 – MQN

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Foto: Reprodução/A Redação

Embora a banda tenha deixado os palcos em 2012, fazendo apenas alguns shows pontuais após tal ano, ainda vale muito a pena conhecer o trabalho que desenvolveram. Formada por Fabrício Nobre (vocal), CJ (guitarra), Miranda (bateria), e Vazques (baixo), chegou a se consolidar como uma das mais tradicionais bandas do rock independente do país.

Participaram de praticamente todos os eventos de rock que aconteciam no país naquela época. Suas músicas eram repletas de personalidade, típica essência do roqueiro dos anos 90, sempre com muitos gritos (nosso tão querido gutural), palavrões, e letras sobre bebidas.

6 – Overfuzz

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Foto: Reprodução/Tenho Mais Discos que Amigos

Também considerada uma banda jovem, o trio Overfuzz nasceu no ano de 2010. Formada por Victor Ribeiro (bateria), Brunno Veiga – “Brunnim” (guitarra e vocal) e Bruno Andrade – “Brunão” (baixo), surgiu de forma despretensiosa, enquanto tomavam uma boa cerveja e brincavam de fazer um som.

Perceberam que tinham sinergia e entraram de cabeça no projeto Overfuzz, lançando a banda que, atualmente, já possui fãs não apenas na cena de Goiânia mas também de todo o Brasil. Possui 2 EPs lançados, um compacto em vinil, e o álbum lançado no fim de 2015: “Bastard Sons Of Rock ‘n’ Roll”.

7 – The Galo Power

10 bandas de rock de Goiânia que você precisa ouvir
Foto: Reprodução/The Galo Power

E é claro que não poderíamos falar sobre as bandas de rock de Goiânia sem mencionar The Galo Power, que tem tudo a ver com a região. Formada no ano de 2007, é composta por Evandro Galo (bateria), Rodolpho Gomes (baixo, vola e voz) e Bruno Galllo (guitarra, violão e voz).

Sempre com a proposta de resgatar o rock’n roll clássico e setentista, a banda deu origem a um movimento não apenas na capital goiana, mas ganhou também o seu espaço no cenário nacional. Entre os anos de 2011 e 2015 participou de importantes festivais, a exemplo do Vaca Amarela, Goiânia Noise e do Porão do Rock.

8 – Violins

10 bandas de rock de Goiânia que você precisa ouvir
Fotografia: blog.flaviopintovalle.com

Se você ainda não conhece a banda, precisa conhecer! Se “The Beatles”, “The Beach Boys”, “Zombies”, e aquela pegada progressiva e psicodélica de Pink Floyd fazem seu estilo, certeza que irá gostar! Então imagine tudo isso misturado com o melhor que a música brasileira pode oferecer?! O resultado é simplesmente sensacional e define Violins.

Sempre com letras recheadas de muita poesia, chamou atenção desde sua estreia, que aconteceu em 2003. Embora não tenha grande ascensão de forma nacional, a banda tem seu espaço na cena goiana.

9 – Cambriana

10 bandas de rock de Goiânia que você precisa ouvir
Foto: Reprodução/Tenho Mais Discos que Amigos

Embora Cambriana faça suas maiores investidas no pop, a mistura entre os estilos é que faz da banda algo tão gostoso de se ouvir. Suas letras buscam sempre a identificação com o público, falando sobre temas que abordam os diversos aspectos da vida. No entanto, vale considerar que suas músicas são cantadas em inglês.

As batidas costumam ser leves e realmente capazes de contagiar quem as escuta. O primeiro álbum da banda foi lançado a partir de gravações feitas em um estúdio caseiro, o que realmente impressiona, uma vez que a qualidade é excelente.

10 – Mechanics

10 bandas de rock de Goiânia que você precisa ouvir
Foto: Reprodução/A Redação

A banda formada em Goiânia não foi dessas que fez sucesso logo de cara. Depois de muitos tropeços em sua carreira, finalmente conseguiram reconhecimento por seu trabalho e se tornaram responsáveis por expandir o cenário goiano de rock independente.

Sempre fazendo muito barulho, a banda é verdadeiramente transgressora, fazendo uma mistura boa entre o garage, grunge e stoner rock. Mechanics, formada por Márcio Jr. (vocal), Katú (guitarra), Little John (baixo) e Junão Cananéia (bateria) ainda possui influências cósmico-filosóficas que permeiam entre os quadrinhos, cinema trash e as artes visuais em um submundo da literatura marginal.

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Brasil

Estudante de BH é agredida por namorado nos EUA

A jovem brasileira estava na casa do namorado quando sofreu as agressões.
26/09/2018, 15h50

Uma estudante brasileira de Belo Horizonte (MG) publicou em redes sociais um desabafo após ser espancada por seu namorado no último domingo, 23, em Tampa, na Flórida, nos Estados Unidos.

No Instagram, Melissa Gentz, de 22 anos, disse que estava muito triste e agradeceu o apoio de milhares de pessoas que enviaram mensagens. No fim do vídeo, Melissa aconselha mulheres que estejam passando por um relacionamento abusivo. “Termine o relacionamento antes que seja tarde demais”, disse Melissa.

Segundo informações do G1, a estudante estava na casa do namorado, Erick Bretz, e eles assistiam a um filme quando as agressões começaram. Ela alega que ele teria bebido. “Depois de um tempo, ele começou a ficar agressivo. Pedia sem parar o meu celular. Ele ficou elétrico. Eu queria dormir porque no outro dia eu tinha aula. Eu queria ir embora e ele não deixava”, relembrou Melissa.

Melissa contou que Bretz a empurrou várias vezes, prendeu a cabeça dela entre as pernas dele, pegou um vidro de soro fisiológico e virou no rosto dela.

Socorro à estudante

A vítima disse que o porteiro chamou a polícia e uma ambulância para socorrê-la. Depois de medicada, no mesmo dia, à tarde, Melissa voltou ao apartamento de Bretz para buscar objetos pessoais. Ela estava acompanhada de dois policiais. O rapaz estava dormindo e recebeu voz de prisão.

Bretz ficou preso por três dias e vai responder por duas acusações: “domestic battery by strangulation” (violência doméstica por estrangulamento) e “tampering with a witness” (intimidar vítima ou testemunha). Segundo o G1, Bretz pagou fiança de US$ 60 mil – o equivalente a quase R$ 245 mil – e deixou a prisão em Tampa, na Flórida.

Ao G1, Melissa disse nesta quarta-feira, 26, que vai deixar os Estados Unidos. A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo tentou entrar em contato com o agressor e com a família de Bretz, mas não conseguiu retorno.

Imagens: conda visión 

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Goiás

Saiba quais são os bairros mais seguros de Goiânia

Com alto Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, e baixas taxas de criminalidade, conheça os bairros mais seguros de Goiânia.
26/09/2018, 16h52

Registrando quase 1,5 milhão de habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital goiana pode ser considerada como uma das cidades mais populosas de todo o país. Já marcou presença em pesquisas da ONU que classificavam as 50 melhores cidades do Brasil, ocupando o 46º lugar no ano de 2016, com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,799. Os bairros mais seguros de Goiânia ainda ajudam a melhorar tal índice.

Apesar de parecerem dados satisfatórios, a cidade também já foi considerada como uma das mais violentas do mundo. Embora, felizmente, tenha deixado a lista em questão, ainda possui bairros que são marcados pela violência e fazem com que seus moradores não tenham sossego.

Se você busca pelos setores da capital que apresentam menores taxas de criminalidade, seja como opção de lazer ou porque pretende se mudar, confira a nossa lista!

Bairros mais seguros de Goiânia:

1 – Setor Bueno

Entre os bairros mais seguros de Goiânia, o Setor Bueno ocupa o topo da lista. Boa parte dos moradores da região consideram o bairro tranquilo e não o trocariam, uma vez que é um dos mais nobres da cidade e conseguiu acompanhar o crescimento de forma organizada.

Por ali é possível encontrar grandes prédios e espaços que visam o entretenimento e lazer de seus moradores. Embora represente significativa segurança à sua população, ainda conta com alguns problemas, a exemplo do trânsito pesado. Nos horários de pico principalmente, andar pelas vias do local pode ser um desafio e tanto.

2 – Jardim Goiás

Também situado na região sul de Goiânia, é um dos setores que apresentam melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em toda a capital. A partir da análise dessa informação, é perceptível que o bairro possui maior homogeneidade no que tange dados socioeconômicos, portanto, possui maior igualdade entre seus moradores e representa também, índices menores de criminalidade.

À medida que a cidade foi se desenvolvendo, o setor não parou no tempo. Por ali é possível encontrar grandes imóveis e empreendimentos, a exemplo de shoppings e supermercados de grande porte. Apresenta também uma ótima qualidade de vida, oferecendo à população parques, ciclovias, pistas de cooper e praças.

3 – Nova Suíça

Fundado ainda em 1970, surgiu como um conjunto habitacional mas conseguiu se expandir, tornando-se um dos bairros mais seguros de Goiânia, registrando baixos níveis de criminalidade. Localizado próximo a um dos mais bonitos cartões postais da cidade – o Parque Vaca Brava – e também perto do shoppings, é um setor onde podem ser encontrados bares, escolas e importantes centros comerciais.

4 – Setor Oeste

Também localizado na região sul da cidade, pode ser considerado como um dos mais seguros de Goiânia, apresentando ótimo IDHM, o que implica em boa distribuição de recurso para seus moradores. Vale lembrar que é no Setor Oeste que se encontra a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.

Um de seus pontos fortes é a alta escala de arborização, transformando suas ruas em belos cenários verdes de preservação. Para comprovar, fica entre dois dos maiores parques da cidade: o Lago das Rosas e o Bosque dos Buritis.

5 – Setor Marista

Para muitos, o Setor Marista é considerado como o melhor bairro da cidade, seja por sua segurança, ou pela gama de possibilidades que a região apresenta. Isso porque é possível encontrar por ali, os melhores bares, restaurantes, shoppings, colégios e muitos outros tipos de estrutura.

Considerado como um dos mais nobres bairros de Goiânia, também apresenta altos índices de IDHM, se desenvolvendo de forma constante e sendo ideal para quem busca conforto e segurança.

Imagens: A Redação 

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Goiás

Preso em Goianira suspeito de atear fogo na companheira durante briga por ciúmes

Crime ocorreu no dia 24 de abril de 2018, em Brazabrantes.
26/09/2018, 17h04

Foi preso na tarde desta quarta-feira (26/9) em Goianira homem suspeito de atear fogo na companheira durante uma discussão por ciúmes. O crime ocorreu no dia 24 de abril deste ano, em Brazabantes, Região Metropolitana de Goiânia. O mandado de prisão foi cumprido por policiais civis da Delegacia de Goianira.

O homem, de 33 anos, que não teve a identidade revelada, é investigado por tentativa de feminicídio contra a esposa, de 34 anos. De acordo com as investigações, houve uma discussão por ciúmes, e segundo testemunhas, ele jogou álcool no corpo da vítima e ateou fogo com um isqueiro.

Em seguida, o suspeito teria se arrependido e até ajudou a apagar as chamas, sofrendo também queimaduras nas mãos e nos braços. A mulher ficou internada por mais de 30 dias e sofreu queimaduras em 48% do corpo.

Ao ser ouvida pelo delegado Bruno Costa e Silva, responsável pela investigação, a vítima alegou ter ocorrido um acidente doméstico, que o companheiro não teve participação no fato, mesma versão sustentada pelo investigado. Mas segundo o laudo pericial e os depoimentos das testemunhas, o incêndio foi intencional. Os familiares da mulher também relataram histórico de ameaças, inclusive com uso de arma de fogo.

Com o suspeito foram apreendidas munições. De acordo com informações da Polícia Civil, o agressor pode responder também por crime de posse irregular. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias e encaminhado ao Poder Judiciário.

Violência contra mulher

Este ano, a Lei Maria da Penha completou 12 anos, e o número de caso de violência contra mulher ainda é crescente no Brasil. Só no primeiro semestre de 2018, foram registradas quase 73 mil denúncias, de acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180.

Segundo o relatório, as principais agressões denunciadas são cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas, homicídio e assédio no esporte. As denúncias também podem ser registradas pessoalmente nas delegacias especializadas em crime contra a mulher.

Atualmente, Goiás mantém a segunda posição entre os estados com maior número de feminicídios proporcional à população e tem se aproximado do primeiro lugar, ocupado por Roraima. O estado do Norte tem média de 9,3 casos a cada 100 mil mulheres, enquanto Goiás subiu de 7,5 para 8,5 execuções na mesma medida.

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Goiás

O estranho desaparecimento de um menino em Senador Canedo

Com histórico de violência psicológica, adolescente desapareceu na segunda-feira (24/9).
26/09/2018, 17h29

C. R.B, de 12 anos, não é visto desde a tarde de segunda-feira (24/9) no Residencial Prado, na periferia de Senador Canedo, a 24 km de Goiânia, onde mora com o pai e a madrasta.

Uma série de versões surgem em volta do desaparecimento misterioso que tem preocupado moradores do bairro, professores, assistentes sociais e o pai do garoto, A. S. “Se fosse filho de um rico já teriam encontrado”, disse ao Portal Dia Online, depois de passar toda a manhã desta quarta-feira (26/9) procurando por bairros indicados por ligações e mensagens que recebem desde que a foto do menino foi compartilhada pelas redes sociais.

Segundo a madrasta de C. disse para a reportagem, ela o viu brincando com um coleguinha debaixo de uma árvore perto de casa às 14h de segunda-feira. “Depois ele sumiu”, disse ela.

O pai contou outra versão à Polícia Civil: o menino teria ido comprar um arroz para a madrasta e teria voltado com a “marca” errada. A madrasta teria dito ao menino que, se não comprasse o arroz certo, o “pai ia bater nele”.

O pai contou também esta versão para um conselheiro tutelar e para Edmaura Cruz, que acompanha crianças em situação de vulnerabilidade social no programa Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), antigo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) em Senador Canedo. “Escutei quando ele também falou que ao encontrar o menino iria entregá-lo para o Estado e Ministério Público, que não quer saber mais dele.”

Edmaura conta que o Serviço de Convivência atende crianças três dias por semana: segunda, quarta e sexta. Mas o C. não apareceu na última segunda”, lembra Edmaura. “Perguntei a um coleguinha e ele falou que o menino havia desaparecido.”

Regiane Calixto, coordenadora pedagógica da Escola Municipal Alexandre Pereira Lima, onde o menino estuda, imediatamente se reuniu com os professores. “Estamos todos muito preocupados. Ele é um menino calado e não teve nenhum problema desde que foi matriculado ano passado. As notas estão na média e ele sempre deu certo com os coleguinhas”, aponta Regiane.

A coordenadora, que acompanhou o pai em lugares em que o menino pudesse estar, demostra preocupação em relação ao histórico de vulnerabilidade da criança. “A gente vem observando o comportamento dele porque ele é um menino muito simples, vem de transporte escolar, sempre de chinelas, usa os materiais que a escola dá.” Em abril, conta a coordenadora, o pai do menino foi à escola.

“Ele nos informou que o menino tinha se queimado enquanto esquentava arroz em um fogão improvisado e que não iria para a escola nos próximos dias. Eu pedi para ele trazer um atestado médico, mas até hoje nada. O menino voltou a frequentar a escola 14 dias depois desse incidente”, revela. A assistente social Edmaura conta a mesma história. “Quando ele entrou no Serviço de Convivência, veio todo queimado.”

Caso em Senador Canedo: “Estranho”

Ainda segundo a coordenadora da escola, Regiane Calixto, em um dos locais em que foi em busca do garoto, achou estranha a história de que o seu aluno teria feito um buraco em um barracão abandonado longe do bairro da família. “O pai me disse que alguém contou que o menino havia feito um buraco na parede para entrar. Era um buracão. Não tem como uma criança pequena, muito franzina, fazer aquilo”, desconfia.

Esse mesmo barracão, contou a madrasta para a reportagem, seria uma antiga residência do pai e do menino. “Alguém disse que ele foi visto perto desse barracão”, conta a mulher.

Edmaura Cruz lembra que um dia o menino apareceu descalço. “Perguntei porque estavam sem chinelas e ele me falou que a madrasta não tinha deixado ele usar outro par de sandálias porque tinha perdido as chinelas. A gente comprou um par novo para ele e fomos para a casa da família. Lá, orientamos a madrasta, mas ela me disse que ia devolver as chinelas novas.”

Depois disso, a frequência do menino caiu no Serviço de Convivência. No último dia 12 de setembro, um dos coleguinhas disse que a madrasta não deixou o menino entrar em casa e, por isso, ele não teria ido ao Serviço de Convivência

O estranho desaparecimento de um menino em Senador Canedo

Fotografia mostra flagrante da assistência social Edmaura que, segundo ela, a madrasta impedia entrada do garoto na residência. Foto: Reprodução.”Então eu fui lá e vi que ele estava debaixo da mesma árvore que ele teria sido visto pela última vez. Fotografei sem que ele percebesse. Ela me falou que não ia deixar o menino entrar”, complementa Edmaura que encaminhou o caso ao Conselho Tutelar e ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). “Ela disse que o menino fazia coisas de que ela não concordava, mas não posso contar por questões éticas”, explica.

Edmaura ainda diz que quase quase não sabe como é a voz do menino em meses de convivência.” Ele me escuta muito. Fala muito: ‘não, tia, não foi assim’. Por medo, eu acho.”

O pai do menino não quis comentar as denúncias e ficou irritado. “Leva ele para sua casa e vai saber como ele dá trabalho”, disse ao repórter.

“Por volta das 10h de ontem, o pai veio e falou superficialmente sobre o desaparecimento. Recebi hoje a assistência social e solicitamos relatórios da escola, do conselheiro tutelar e do Serviço de Convivência”, explicou a escrivã Larissa Rosa dos Santos, da Delegacia da Mulher, Delegacia de Proteção e Adolescente e Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai).

A reportagem não conseguiu falar com o delegado Matheus Gomes Mendonça Loreto porque está fazendo um curso.

Nota:

O Portal Dia Online não revelou nome dos envolvidos na família em concordância com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê, no art. 247, a proteção integral da identidade do adolescente. 

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