Entretenimento

Com mais de 80 milhões de discos vendidos, Andrea Bocelli faz shows em SP

28/09/2018, 07h10

Fé, amor, beleza, passado, memória, encantamento – a conversa com o tenor Andrea Bocelli está repleta dos temas que, espalhados por suas canções, fizeram dele um dos fenômenos da música internacional. Com mais de 80 milhões de discos vendidos, o cantor italiano, apadrinhado por Luciano Pavarotti nos anos 1990, ficou conhecido pela mistura de árias de óperas e canções. Completou 60 anos no fim de semana, cantando em Porto Alegre. E, no sábado, 29, e no domingo, 30, faz duas apresentações em São Paulo, no Allianz Parque, acompanhado da Orquestra Juvenil Heliópolis.

“Há, entre a ópera e as canções, um denominador comum, que é a beleza”, diz ele, em conversa com o Estado, tocando em assunto frequente em sua trajetória. Se há quem não veja com boas intenções sua incursão pela música popular, o oposto não deixa de ser verdade: no início do ano, a imprensa britânica noticiou o desagrado de fãs que, animados com a possibilidade de ouvi-lo cantando sucessos como Per Amore, Vivere ou Romanza, foram até a Itália, mas acabaram se deparando com uma apresentação da ópera Andrea Chenier, de Giordano, “com perucas e tudo, e em italiano”.

“O clássico e o pop são dois universos naturalmente diferentes, cada um com sua própria dificuldade, peculiaridade e cada um com a sua própria dignidade artística. Mas a diferença que faço é apenas entre música bonita e música ruim. Meu desafio é continuar a disseminar e defender a qualidade, onde quer que ela esteja. E é com esse espírito que vou cantar em São Paulo, uma cidade que é um caldeirão de etnias e civilizações que se misturaram ao longo dos séculos”, diz o tenor.

O repertório da apresentação deve ter uma primeira parte dedicada a árias e duetos de ópera e, na segunda, uma seleção de canções, com a participação de convidados como a cantora Maria Rita. Bocelli também deve dar amostras de seu novo disco, que chega às lojas no final de outubro, batizado de Sì, em que se apresenta ao lado do britânico Ed Sheeran e dos filhos, Amos e Matteo. É o seu primeiro álbum de inéditas em 14 anos, depois de Romanza, no qual a parceria com Sarah Brightman em Con Te Partiró o lançou em definitivo no cenário musical internacional.

Não por acaso, foi justamente para os autores da música que Bocelli se voltou quando o projeto do disco surgiu, Francesco Sartori e Lucio Quarantotto. “Esperei 14 anos porque as notas musicais são sete, mas as canções já escritas são milhões… Era, portanto, necessário encontrar algo de fato interessante para que eu pudesse embarcar em uma aventura tão trabalhosa”, ele explica. “Resolvi voltar a inéditos, às vésperas dos meus 60 anos, quando ouvi Qualcosa più delloro, por sua mensagem de amor e pelo fato de que carrega a mesma assinatura artística que deu à luz Con Te Partiró. Foi uma parto complexo, fruto de um processo de amadurecimento, porque cada faixa nova precisa de tempo.”

Bocelli diz que, por mais que um pouco de nostalgia seja normal, “fisiológica até”, não pode “sequer imaginar qualquer queixa com relação à vida, que tem sido tão generosa comigo”. O tenor perdeu a visão aos 12 anos, após ser atingido por uma bola enquanto jogava futebol, mas o episódio não costuma ser um tema recorrente em suas falas. Na verdade, a memória que construiu da infância é quase idílica.

“Tive uma juventude feliz, ligada ao lugar onde nasci e cresci, na zona rural da Toscana. Lajatico é um canto de paz onde minha mãe e parte da minha família ainda vivem hoje… Essas colinas me acompanharam primeiro como moleque, magro e inquieto, depois como um menino curioso e sonhador, depois um artista imaturo e apaixonado. A música sempre foi minha droga, minha maneira favorita de dar leveza à vida”, ele conta.

Ainda no berço, relembra, assim que ouvia uma peça lírica, parava de chorar. “Com seis ou sete anos, já ouvia as grandes árias no toca-discos da sala de estar. Antes da adolescência, aprendi a tocar instrumentos, pois uma certa predisposição me permitiu alcançar rapidamente uma qualidade razoável. Mesmo antes dos estudos humanísticos e de ler os textos dos filósofos, em meu coração estava claro para mim que a música era uma linguagem muito especial, muito mais poderosa que a linguagem verbal. Algo que pode mudar o caráter moral da alma, como disse Aristóteles, que pode nos educar sobre a beleza, abrir nossos corações e nossas mentes.”

A voz, nesse sentido, é “o espelho da alma”. “E o canto, naturalmente, torna-se uma narrativa a respeito de nosso mundo interior. Recebi do céu um dom, uma voz reconhecível e capaz de comunicar emoções positivas. Meu único mérito, o fato de ter tentado honrar esse talento com muito estudo e muitos sacrifícios. Se, por meio do canto, eu provavelmente posso tocar o coração das pessoas, isso devo em grande parte à fé, que é o centro de gravidade da minha vida. Estabeleci toda a minha existência homenageando, por meio da música, o poder do amor e, portanto, a vida, que é o mais belo e o maior dos presentes. E é sempre um privilégio poder levar àqueles que assim desejam um momento de alegria e otimismo com o meu canto.”

ANDREA BOCELLI

Allianz Parque

Avenida Francisco Matarazzo, 1705.

Sáb. (29), 21h. Dom. (30), 19h. A partir de

R$ 150

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Polícia Federal faz busca e apreensão em endereços do ex-governador Marconi Perillo

Coordenador da campanha de José Eliton, Jayme Rincon, foi preso.
28/09/2018, 07h44

Policias federais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços do ex-governador de Goiás e candidato ao Senado Federal, Marconi Perillo (PSDB). A Polícia Federal ainda prendeu o coordenador de campanha do então candidato à reeleição ao Governo de Goiás, o sucessor de Perillo, José Eliton (PSDB).

Jayme Rincón, que foi presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) e, atualmente, é coordenador de campanha de José Eliton. A Polícia Federal não pediu a prisão de Marconi porque está em período eleitoral. Desde sábado (22/9), 15 dias antes do primeiro turno das eleições de 2018, nenhum candidato deve ser preso, a não ser que seja em flagrante.

Isso é determinado pelo Código Eleitoral, instituído pela Lei Federal nº 4.737/1965, em seu artigo 236, parágrafo 1º. Concorrentes a cargos políticos também não poderão ser alvo de mandados prisionais até 48 horas após o encerramento da eleição de 7 de outubro.

Os agentes cumprem os mandados no âmbito da operação Cash Delivery, que apura repasses ilícitos de mais de R$10 milhões para agentes públicos no Estado, em 2014.

São cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária, expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás, nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Pirenópolis e Aruanã, em Goiás, e em Campinas e São Paulo.

A operação foi desencadeada a partir de investigação depois de delação de executivos da Odebrecht, que alcança empresários, agentes públicos e doleiros pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Marconi Perillo foi governador de Goiás por quatro mandados e deixou o cargo para o então vice, José Eliton, que tenta uma vaga no executivo goiano. Perillo, na última pesquisa de intenção de votos do Ibope, tem 29% das intenções de voto.

Perillo se tornou réu no início de setembro por corrupção passiva.

Marconi Perillo recebeu propina

“Quando ainda era senador e, depois, também como governador, Marconi Perillo solicitou e recebeu propina no valor de, em 2010, R$ 2 milhões e, em 2014, R$ 10 milhões, em troca de favorecer interesses da empreiteira relacionados a contratos e obras no Estado de Goiás”, diz a nota do MPF.

Informa, ainda, que também são alvos da operação o ex-presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Eduardo Rincon, o filho dele, Rodrigo Godoi Rincon, o policial militar Márcio Garcia de Moura, o ex-policial militar e advogado Pablo Rogério de Oliveira e o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior.

Segundo o MPF, o caso foi remetido à primeira instância a partir da renúncia de Marconi Perillo ao mandato de governador de Goiás e a consequente perda de foro privilegiado. O caso foi então assumido pelo Núcleo de Combate à Corrupção do MPF em Goiás e pela Polícia Federal.

A investigação foi iniciada em junho de 2017, perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a nota do MPF, em julho de 2018 a Justiça Federal autorizou acesso a e-mails e a extratos de ligações telefônicas dos investigados, bem como às suas respectivas localizações, com base em informações das antenas das operadoras de celulares.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Membros de quadrilha "disk drogas" de Goiânia têm prisão decretada

Os clientes realizavam os pedidos de entorpecentes pelo telefone e parte dos integrantes realizava as entregas, em todos os bairros da capital, com motocicletas.

Por Ton Paulo
28/09/2018, 07h58

Onze suspeitos de participação em uma central de distribuição de drogas em domicílio, uma espécie de “disk drogas“, tiveram a prisão preventiva decretada durante audiência de custódia realizada na 6ª Vara Criminal dos crimes punidos com reclusão. Foi decretado também, a quebra de sigilo telefônico, acesso aos telefones celulares e mandado de busca e apreensão na residência dos investigados.

Segundo consta no processo, o grupo organizava um “disk drogas”, com funções bem divididas. Os clientes realizavam os pedidos de entorpecentes pelo telefone e parte dos integrantes realizava as entregas, em todos os bairros da capital, com motocicletas.

Havia, ainda, um gerente, que tinha conhecimento sobre a localização em tempo real de todos os seus entregadores. Ele acompanhava onde estava o motoqueiro e se o pedido estava chegando ao destino.

As investigações duraram cerca de quatro meses e, durante esse período, a polícia teve acesso a constantes tratativas ilícitas entre os representados relacionadas à comercialização e distribuição de drogas em vários setores de Goiânia, com mais de 100 entregas diariamente.

Prisão dos membros do “disk drogas” foi decretada

Ainda de acordo com as investigações, o líder do esquema ilícito é Silas Coelho Costa Júnior, que estava foragido da Justiça, duplamente reincidente e possuindo condenação por tráfico, associação para o tráfico e porte de arma de fogo.

Na decisão, a juíza responsável por decretar as prisões destacou a necessidade de manter o grupo preso, por se tratar de uma organização criminosa bastante estruturada e ramificada.

“Além da presença de fortes indícios de autoria que pesam em desfavor destes, vejo que as condutas supostamente praticadas são concretamente graves, havendo robustos elementos informativos indicando que os investigados, em tese, constituíram uma organização criminosa, bastante articulada”, declara, em entrevista à assessoria do TJ-GO.

Foram presos, além de Silas, Douglas Henrique Silva, Ana Paula Soares Rosa (beneficiada com prisão domiciliar por ter filho pequeno), Rafael Nagel Viana, João Paulo Modesto Ferro, Victor Caifas Lopes Garcia, Rhomulo Henrique Germano De Moraes, Jorge Eduardo Vieira Silva, Pablo Geovanni Macedo,  Renilto Fernandes Coelho Junior e Vinicius Matoso Medeiros.

Via: TJ-GO 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Educação

Alunos da rede pública receberão livros literários a partir de 2019

Antes, as obras eram destinadas apenas para bibliotecas e sala de aula.
28/09/2018, 08h32

Estudantes da rede pública receberão livros de literatura em 2019, além do material didático, de acordo com o novo formato do Programa Nacional do Livro e do Material Didático Literário (PNLD). A escolha das obras pelas escolas credenciadas teve início no último dia 25 e irá até o dia 8 de outubro.

De acordo com o Ministério da Educação, a escolha será feita pelas escolas, a partir de uma lista, e levará em conta a opinião dos professores e diretores de escola. No catálogo para o ensino médio, estão livros como a biografia da paquistanesa Malala – a mais jovem a receber um Prêmio Nobel da Paz; o clássico de ficção Admirável Mundo Novo, de Aldous Juxley; e poemas de Cecília Meireles.

Até este ano, o programa destinava as obras literárias apenas para as bibliotecas e para serem usadas em salas de aula. A previsão é que os estudantes recebam os dois livros literários.

Para a assessora de projetos da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, é importante o aspecto individual da leitura, mas o papel didático da biblioteca não se deve ser esquecido. Ela defende que a escolha dos livros deve ser a mais democrática possível, envolvendo não só os professores, como prevê o programa, e que os alunos também sejam consultados.

Rede pública

“Sempre falamos da necessidade sobre o processo de gestão democrática dentro da escola. Então, a escolha dos livros didáticos também tem que passar por isso, existe todo um trabalho que é feito e pensado para que as escolas possam ter de fato gestão democrática”, disse. “Se os professores, os diretores, os coordenadores pedagógicos puderem discutir com os estudantes a escolha dos livros de literatura e também os livros didáticos, isso sempre é muito mais frutífero porque uma gestão democrática gera apropriação de cultura, então gera educação e aprendizado”, acrescentou.

Na avaliação de Cândido Grangeiro, sócio de uma pequena editora que teve livros escolhidos para o catálogo literário do programa, houve conquistas com o novo modelo. “Isso é uma conquista enorme [o livro ficar com o estudante] porque o aluno tem um acesso maior à literatura”, disse, ressaltando ser mais um incentivo para publicações no mercado editorial.

Os professores terão acesso a um guia com resenhas das obras selecionadas pelo programa e a escolha será feita após uma reunião de professores e diretoria da escola. Ainda de acordo com as regras, uma mesma editora não poderá ter dois livros escolhidos. As obras serão devolvidas às escolas depois do período de um ano para reutilização. Cada editora pode inscrever quatro obras para serem selecionadas para o catálogo.

O PNLD não permite que as editoras, com obras selecionadas para o catálogo, façam ações promocionais, distribuam brindes ou visitem as escolas.

Grangeiro alerta para um disputa desigual entre as grandes e pequenas editoras. “Essas editoras [grandes] trazem toda uma tradição de chegada, um poder comercial mesmo, tem distribuidor, tem dinheiro, enfim, de chegar nas escolas e conseguir concentrar todas as adoções [de livros]. As editoras pequenas não dominam esse universo comercial, nem tem recursos financeiros para esses estudos. A disputa é extremamente desigual”, disse.

Imagens: Agência Brasil 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Brasil

Doações de órgãos aumentam, fila cai, mas número de transplantes não avança

Os transplantes de rim apresentam aumento na fila.
28/09/2018, 08h49

Balanço divulgado nesta quinta-feira, 27, pelo Ministério da Saúde mostra que as doações de órgãos aumentaram 7% no País, a fila de pacientes aguardando transplantes caiu, mas o número de cirurgias permanece estável. De acordo com a pasta, em junho deste ano havia 41.266 aguardando a operação, ante os 44.332 do ano passado.

A queda na fila se dá sobretudo por causa do transplante de córnea. Em 2017, 13.920 pacientes aguardavam a cirurgia – bem menos do que os 10.256 inscritos na lista deste ano. Quando se analisam os dados de transplantes de órgãos sólidos (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim e o transplante associado de pâncreas e rim), no entanto, o que se vê é que o número de integrantes da fila subiu de 30.412 para 31.010 pacientes no período.

A redução na fila da córnea foi explicada pelo ministro em exercício, Adeilson Cavalcante. De acordo com ele, há uma progressiva redução da procura por esse tipo de cirurgia, uma vez que pacientes já vêm sendo atendidos. Isso se reflete, também, no número de operações realizadas. Em 2017, foram 7.989; neste ano, 7.513. Os dados de 2018, porém, ainda são preliminares.

Entre os transplantes que apresentaram um aumento na fila está o de rim. Este ano, há 27.741 aguardando o procedimento. Em 2016, eram 26.938. Também houve um aumento do transplante associado de pâncreas e rim. A fila, que em 2016 era de 595 pessoas, passou para 653. Ao apresentar os dados, o ministério comemorou o crescimento de 7% do número de doadores efetivos de órgãos.

Consentimento

Para Cavalcante, no entanto, há ainda um caminho a seguir. O principal desafio é ampliar a taxa de consentimento familiar à doação de órgãos. Ao longo dos últimos anos, ela oscilou muito pouco. Para se ter uma ideia: em 2013, a taxa de autorização era de 55%. Este ano, ela é de 58%, de acordo com dados repassados pelas Centrais Estaduais de Transplantes.

“Até eu adoecer nunca tinha passado pela minha cabeça que um dia iria precisar de um transplante. Quando adoeci, tinha fraqueza, mal-estar, as pernas ficavam inchadas”, relata Germanildo dos Santos Boris, de 30 anos, morador de Cruzeiro do Sul (AC). Em 2002, ele descobriu ser portador do vírus da hepatite B. Três anos depois, fez a cirurgia de fígado no Hospital Leforte, na capital paulista.

Em São Paulo, ele ficou hospedado em uma residência da Associação para Pesquisa e Assistência em Transplante (Apat), entidade criada por um grupo de médicos clínicos e cirurgiões de transplantes que constataram a dificuldade de vários pacientes vindos de outras regiões do País de se manter em São Paulo. “Depois do transplante, tenho uma nova vida, ando para tudo que é canto”, firma Boris.

Doações de órgãos: campanha 

Para tentar reduzir a resistência que ainda é encontrada entre alguns familiares, o ministério lançou uma campanha nacional de incentivo à doação. O ministério espera alcançar até o fim do ano um potencial de 17 doadores efetivos por milhão de pessoas.

De todos os transplantes realizados no País, 96% são realizados pelo Sistema Único de Saúde. De acordo com a pasta, o sistema de transplantes do Brasil constitui o maior programa público no mundo. Ao todo, há 504 centros de transplantes. No ano passado, o orçamento para o setor foi de R$ 989,88 milhões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Doar 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.