Goiás

PF encontra caixas de dinheiro com homens ligados a coordenador de campanha de José Eliton

José Eliton ainda se manifestou; defesa de Marconi classifica a Operação como "violência inexplicável".
28/09/2018, 10h33

Pelo menos R$ 80 mil reais foi encontrado em caixas em uma residência na casa de Jayme Rincon, coordenador de campanha do candidato à reeleição ao governo de Goiás, José Eliton, e uma quantia ainda não informada na casa do motorista e Policial Militar Márcio Garcia de Moura. Jayme Rincon foi preso na manhã desta sexta-feira (28/9), a nove dias das eleições.

Por determinação da 11ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão nas cidades goianas de Pirenópolis, Aruanã, Aparecida de Goiânia, e Goiânia, além de Campinas (SP) e São Paulo. Ao todo, 65 policiais participam das ações.

Rincón foi preso na Operação Cash Delivery, ou, em português, “Entrega de Dinheiro”, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Além de Jayme Rincón, foram presos o filho dele, Rodrigo Rincón; o policial militar Márcio Garcia de Moura; o ex-policial militar e advogado Pablo Rogério de Oliveira e o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior.

“Ouvido pela Polícia Federal, Álvaro Novis admitiu que era encarregado de providenciar a entrega do dinheiro e que, para isso, utilizava as transportadoras Transnacional, em São Paulo, e Trans Expert, no Rio de Janeiro”, diz o MPF.

Além do depoimento e assim como ocorreu no inquérito que investiga o presidente Michel Temer, Novis forneceu planilhas de controle, extratos dos pagamentos e gravações das conversas telefônicas entre os funcionários da Hoya e os destinatários dos repasses.

Segundo o MPF, em algumas das conversas telefônicas entregues pelo doleiro são citadas entregas em um endereço de Rodrigo Rincón, filho de Jayme Rincón, na rua Haddock Lobo, Jardim Paulista, região nobre de São Paulo.

“As provas de corroboração obtidas pela Polícia Federal foram submetidas a perícia, as gravações foram transcritas e o computador contendo os diálogos de skype foi apreendido. Esse material foi analisado e cruzado com os extratos das ligações telefônicas dos investigados nas datas das entregas da propina, com suas respectivas localizações à época indicadas pelas antenas de celular e com passagens aéreas usadas por eles”, disse o MPF.

A investigação teve início perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com a renúncia de Marconi Perillo ao mandato de governador de Goiás, o caso desceu para a primeira instância em virtude da perda do foro privilegiado e foi assumido pelo Núcleo de Combate à Corrupção do MPF em Goiás, em conjunto com a Superintendência da Polícia Federal em Goiás (PF) em abril de 2018, com o objetivo de obter provas que corroborassem as declarações dos colaboradores.

Marconi Perillo tinha codinome de “Master Padeiro”

Por meio de nota, o MPF informou que a Operação Preposto é um desdobramento das investigações da Operação Lava Jato, e decorre de acordos de leniência e colaboração premiada firmados pelo MPF com a Construtora Norberto Odebrecht e seus executivos.

Em um dos documentos obtidos pelos policiais, Marconi Perillo tinha o codinome de “Master Padeiro” nas planilhas.

Valores da propina

“Quando ainda era senador e, depois, também como governador, Marconi Perillo solicitou e recebeu propina no valor de, em 2010, R$ 2 milhões e, em 2014, R$ 10 milhões, em troca de favorecer interesses da empreiteira relacionados a contratos e obras no Estado de Goiás”, diz a nota do MPF.

Informa, ainda, que também são alvos da operação o ex-presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Eduardo Rincon, o filho dele, Rodrigo Godoi Rincon, o policial militar Márcio Garcia de Moura, o ex-policial militar e advogado Pablo Rogério de Oliveira e o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior.

Segundo o MPF, o caso foi remetido à primeira instância a partir da renúncia de Marconi Perillo ao mandato de governador de Goiás e a consequente perda de foro privilegiado. O caso foi então assumido pelo Núcleo de Combate à Corrupção do MPF em Goiás e pela Polícia Federal.

A investigação foi iniciada em junho de 2017, perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a nota do MPF, em julho de 2018 a Justiça Federal autorizou acesso a e-mails e a extratos de ligações telefônicas dos investigados, bem como às suas respectivas localizações, com base em informações das antenas das operadoras de celulares.

Defesa de Marconi Perillo se manifesta; José Eliton ainda não se pronunciou

Enquanto conversava com o Portal Dia Online, Antonio Carlos de Almeida Castro (mais conhecido como “Kakay), o advogado interrompia uma conversa com o ex-governador de Goiás e candidato ao Senado, Marconi Perillo. “Vou enviar uma nota”, disse.

“O ex-Governador foi citado na delação da Odebrecht por fatos ocorridos em 2010 e 2014. É evidente que os fatos devem ser apurados e a Defesa não tem nenhuma preocupação com a investigação. A palavra do delator é isolada e não há, sequer en passant, qualquer fiapo de indício contra o Marconi Perillo. A busca e apreensão na residência do ex Governador ha 9 dias da eleição assume um caráter claramente eleitoreiro e demonstra um abuso por parte do Ministério Publico e do Poder Judiciário. É, sem dúvida, uma clara interferência, indevida e perigosa, contra a a estabilidade democrática. Os fatos citados pelo delator, sem provas, se referem a questões antigas. A falta de contemporaneidade, já decidiu varias vezes o Supremo Tribunal,é impeditivo de prisões e qualquer outra medida constritiva contra qualquer cidadão. Importante esclarecer que NÃO é verdade que o ex Governador teve mandado de prisão decretado, mas teve busca e apreensão e esta medida, neste momento ,já é uma grave agressão. Uma violência inexplicável ao estado democrático de direito . A Defesa vem denunciando, há tempos, à espetacularização do direito penal e a criminalização da politica.”

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Política

Doleiro forneceu provas sobre dinheiro entregue ao tucano Marconi Perillo, afirma MPF

Entre as provas estão gravações telefônicas, diz MPF.
28/09/2018, 11h13

O pedido de busca e apreensão contra o ex-governador de Goiás Marconi Perillo e a prisão do ex-tesoureiro de suas campanhas, Jayme Rincón, têm como base as informações prestadas aos investigadores pelo doleiro Álvaro Novis. Os dois são alvo na Operação Cash Delivery, deflagrada na manhã desta sexta-feira, 28, pela Polícia Federal e Ministério Público federal (MPF).

O MPF afirma que o cruzamento das informações fornecidas por Novis com a quebra de sigilos telefônicos, datas das entregas da propina e respectivas localizações à época indicadas pelas antenas de celular dos investigados permitiu identificar “21 eventos de entregas de valores em espécie, no ano de 2014, que totalizam R$ 10,4 milhões, feitas a mando e por coordenação da Odebrecht em favor de Marconi Perillo.”

De acordo com o MPF, após ouvir delatores da Odebrecht, os investigadores descobriram que os repasses de cerca de R$ 10 milhões destinados ao tucano foram realizados por Novis, identificado nas planilhas do departamento de propina da empreiteira como “Paulistinha” ou “Carioquinha”.

Dono da Hoya Corretora, Novis assinou um acordo de colaboração com a Justiça e tem colaborado nos inquéritos abertos com base nas colaborações de executivos da Odebrecht. No caso de Perillo, ele aparece como responsável por operacionalizar todas as entregas para os codinomes “Master”, “Padeiro”, “Calado” ou “Patati”, usados para se referir ao tucano.

“Ouvido pela Polícia Federal, Álvaro Novis admitiu que era encarregado de providenciar a entrega do dinheiro e que, para isso, utilizava as transportadoras Transnacional, em São Paulo, e Trans Expert, no Rio de Janeiro”, diz o MPF.

Além do depoimento e assim como ocorreu no inquérito que investiga o presidente Michel Temer, Novis forneceu planilhas de controle, extratos dos pagamentos e gravações das conversas telefônicas entre os funcionários da Hoya e os destinatários dos repasses.

Segundo o MPF, em algumas das conversas telefônicas entregues pelo doleiro são citadas entregas em um endereço de Rodrigo Rincón, filho de Jayme Rincón, na Rua Haddock Lobo, Jardim Paulista, região nobre de São Paulo.

“As provas de corroboração obtidas pela Polícia Federal foram submetidas à perícia, as gravações foram transcritas e o computador contendo os diálogos de skype foi apreendido. Esse material foi analisado e cruzado com os extratos das ligações telefônicas dos investigados nas datas das entregas da propina, com suas respectivas localizações à época indicadas pelas antenas de celular e com passagens aéreas usadas por eles”, disse o MPF.

Defesa de Marconi Perillo

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que defende o ex-governador, divulgou nota sobre o tema. “A Defesa do Marconi Perillo vem a público explicitar o mais veemente repúdio à ação deflagrada hoje em Goiás. O ex-governador foi citado na delação da Odebrecht por fatos ocorridos em 2010 e 2014. É evidente que os fatos devem ser apurados e a Defesa não tem nenhuma preocupação com a investigação.

A palavra do delator é isolada e não há, sequer en passant, qualquer fiapo de indício contra o Marconi Perillo. A busca e apreensão na residência do ex-governador há 9 dias da eleição assume um caráter claramente eleitoreiro e demonstra um abuso por parte do Ministério Publico e do Poder Judiciário”, escreveu.

“É, sem dúvida, uma clara interferência, indevida e perigosa, contra a estabilidade democrática. Os fatos citados pelo delator, sem provas, se referem a questões antigas. A falta de contemporaneidade, já decidiu varias vezes o Supremo Tribunal,é impeditivo de prisões e qualquer outra medida constritiva contra qualquer cidadão. Importante esclarecer que não é verdade que o ex-governador teve mandado de prisão decretado, mas teve busca e apreensão e esta medida, neste momento ,já é uma grave agressão. Uma violência inexplicável ao estado democrático de direito”.

Imagens: Época 

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Goiás

Ex-prefeito de interior goiano que comprava vacas com dinheiro público tem bens bloqueados

O ex-prefeito de Corumbaíba, Romário Vieira, está sendo acusado de improbidade administrativa. Seus bens, estimados em R$ 196.485 reais, foram bloqueados.

Por Ton Paulo
28/09/2018, 11h18

O ex-prefeito do município goiano de Corumbaíba, Romário Vieira da Rocha, seu ex-sogro e ex-cunhado tiveram seus bens bloqueados pela Justiça. Romário é acusado de improbidade administrativa por ter, supostamente, usado dinheiro público durante seu mandato para comprar vacas para abate e contratar prestação de serviço de tratores e caminhões sem licitação.

Acolhendo pedido da promotora de Justiça Gabriela Rezende Silva, a juíza Nunziata Paiva bloqueou os bens do ex-prefeito em R$ 196.485, do ex-sogro dele, João Batista Alves, em R$ 40.485, e do ex-cunhado Jone César Alves em R$ 196.485 reais. Os três e a empresa deles, a Terraplan, respondem à ação civil pública por ato de improbidade administrativa, uma vez que o ex-gestor, entre 2009 e 2012, usou a prefeitura para beneficiá-los, por meio de contratação, sem licitação, de prestação de serviço de trator e caminhão e compra de vacas.

Na ação, a promotora esclarece que a prestação de serviço de trator e caminhão foi feita pela empresa Terraplan e João Batista, mediante a celebração de contratos sem qualquer licitação, e emissão de ordens de serviço que originaram vários empenhos sem vinculação contratual, nunca superiores a R$ 8 mil reais, embora fossem necessárias várias contratações com o mesmo objeto, caracterizando o fracionamento.

Apuração do MP apontou recebimentos ilícitos por familiares do ex-prefeito

Apuração do MP mostra que, em 2009, o município repassou a João Batista R$ 7.840 reais, e a Jone R$ 92.100 reais para a prestação de serviços de trator e caminhão. No ano seguinte, foram repassados ao ex-sogro de Romário R$ 15.050 reais e a Jone R$ 63.900 reais pela mesma espécie de trabalho, valores que, somados, ultrapassam o limite previsto em lei federal.

Em relação à compra de vacas, foram realizados em 2010 o total de seis empenhos, na quantia de R$ 17.595,02, em benefício de João Batista.

De acordo com o processo, a Terraplan foi aberta e registrada em outubro de 2008, apenas três dias depois das eleições que elegeram Romário.

No mérito, a promotor requereu a confirmação dos pedidos liminares, a condenação dos acionados nas penalidades da Lei de Improbidade Administrativa, além do pagamento pelo dano moral coletivo, em valor não inferior a R$ 100 mil reais.

Via: MP-GO 

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Goiás

PSDB diz que MP e Poder Judiciário cometeram abusos contra Marconi Perillo

Na nota, o partido repudia a operação realizada pela PF, mas declara não estar preocupado quanto às investigações em curso contra Marconi Perillo.

Por Ton Paulo
28/09/2018, 12h33

O Partido da Social-democracia Brasileira (PSDB), legenda do ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo, em nota, se manifestou no final da manhã desta sexta-feira (28/9) sobre os mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) contra o tucano.

Na nota, o partido repudia a operação realizada pela PF, mas declara não estar preocupado quanto às investigações em curso contra Marconi Perillo.

O partido tucano ainda diz que os mandados cumpridos tem “caráter eleitoreiro”, e que o Ministério Público (MP) e o Poder Judiciário “demonstram um abuso” contra Perillo.

A PF cumpre mandados de busca e apreensão em endereços do ex-governador de Goiás e candidato ao Senado Federal, Marconi Perillo (PSDB) desde o início da manhã de hoje.

O coordenador de campanha do então candidato à reeleição ao Governo de Goiás, o sucessor de Perillo, Zé Eliton (PSDB), Jayme Rincón, foi preso.

Leia a nota do PSDB em defesa de Marconi Perillo na íntegra:

NOTA

A defesa do ex-governador Marconi Perillo vem a público explicitar o mais veemente repúdio à ação deflagrada hoje em Goiás.

O ex-governador foi citado na delação da Odebrecht por fatos ocorridos em 2010 e 2014. É evidente que os fatos devem ser apurados e a Defesa não tem nenhuma preocupação com a investigação.

A palavra do delator é isolada e não há, sequer, qualquer fiapo de indício contra o Marconi Perillo. A busca e apreensão na residência do ex-Governador (sic) há 9 dias da eleição assume um caráter claramente eleitoreiro e demonstra um abuso por parte do Ministério Público e do Poder Judiciário.

É, sem dúvida, uma clara interferência, indevida e perigosa, contra a estabilidade democrática. Os fatos citados pelo delator, sem provas, se referem a questões antigas. A falta de contemporaneidade, já decidiu várias vezes o Supremo Tribunal, é impeditivo de prisões e qualquer outra medida constritiva contra qualquer cidadão.

Importante esclarecer que NÃO é verdade que o ex-Governador teve mandado de prisão decretado, mas teve busca e apreensão e esta medida, neste momento, já é uma grave agressão. Uma violência inexplicável ao estado democrático de direito.

A Defesa vem denunciando, há tempos, (sic) à espetacularização do direito penal e a criminalização da política.

KAKAY

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Goiás

Vídeo mostra desespero em colégio do Paraná durante ataque de aluno

O atirador, de 15 anos, entrou na escola armado e acertou dois colegas.
28/09/2018, 14h38

Dois adolescentes foram apreendidos depois que um deles atirou contra os colegas e o outra deu cobertura no colégio do Paraná. O estudante entrou no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no Oeste do Paraná, por volta das 9h desta sexta-feira (28/9). O município fica a 60 km de Foz do Iguaçu.

O atirador, de 15 anos, entrou na escola armado e acertou dois colegas: um de 18 anos, que foi alvejado de raspão e outro, de 15, próximo à coluna vertebral, que o deixou em estado gravíssimo.

O de 18 anos foi levado ao hospital, mas já foi para casa depois de receber curativo.

Na casa do adolescente, policiais apreenderam armas, munição e bombas caseiras — Foto: PM/Divulgação
Na casa do adolescente, policiais apreenderam armas, munição e bombas caseiras — Foto: PM/Divulgação

Durante o ataque, os estudantes corriam desesperados. No vídeo, é possível ver o tumulto e o desespero. O estudante que atirou contra os colegas contou para os policiais que que sofre bullying. Foi a mesma justificativa de um estudante de 14 anos de Goiânia que atirou nos colegas no Colégio Goyazes. Ele matou dois e feriu gravemente outras três.

Filho de agricultores, ele ainda revelou aos policiais que pretendia atirar em pelo menos cinco alvos. A Polícia encontrou com os adolescentes um revólver calibre 22, munição e uma faca.

Estudante que atirou em colegas de Colégio do Paraná tinha carta na mochila

Antes de atirar, contudo, o adolescente escreveu uma carta e deixou dentro da mochila pedindo desculpas. Ali, ainda tinha recortes de notícias de ataques a escolas nos EUA e Brasil.

Para o G1, o delegado Denis Merino comentou: “É considerado uma espécie de atentado. Os alunos eram vítimas de bullying. Um veio com bomba e o outro com uma arma. A bomba foi explodida no pátio do colégio. Na carta encontrada na mochila de um dos alunos ele se justifica sobre o que aconteceu. Ele se sentia menosprezado e humilhado.”

Ainda segundo o delegado Denis Merino, a carta vai passar por perícia para que a letra seja comparada com a dos alunos apreendidos depois do ataque.

Quando chegaram à casa do adolescente que atirou nos colegas, os policiais encontraram armas, facas e bombas caseiras.

Via: G1 

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