Economia

Sem crise: Brasil está entre os maiores mercados da beleza

Quarto maior mercado de beleza do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e do Japão, o Brasil deve alcançar a terceira posição em 2018.
30/09/2018, 15h00

Crise! Desde que o cenário político brasileiro vive uma constante onda de escândalos, essa palavra tem feito parte da vida dos brasileiros. Na fila do banco, supermercado, na TV e nas conversas do almoço de domingo, a crise sempre entra na pauta. “Vivemos a crise diariamente quando vamos ao mercado, pra abastecer o carro… Realmente não tem sido fácil”, desabafa a dona de casa, Eleni Oliveira, que mesmo diante deste cenário, não abre mão de andar sempre com os cabelos bem arrumados e as unhas feitas. “Isso é o básico né?!”, afirma ela.

E não é só a Eleni que não abre mão de investir em cosméticos e serviços de beleza. Tanto é que nesta fase da economia, onde diversos setores têm sofrido queda no faturamento, essa área ainda tem motivos para comemorar, pois tem resistido as dificuldades. “O país enfrenta um período de recessão muito forte. O setor de cuidados pessoais e cosméticos é muito impactado por todo esse processo. Porém, caminha para o aumento do consumo e seu crescimento é capaz de alavancar a economia”, destaca a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) que aponta que o Brasil deve alcançar a terceira posição em mercado de beleza, em 2018, status já ocupado em anos anteriores.

Motivado pelo “boom” das blogueiras e digitais influencers, as marcas estão investindo pesado em novidades, tecnologias, divulgação e diversos atrativos. Que diga as consumidoras, para manter um visual alinhado e elegante, haja investimento.

De acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), as vendas de artigos do gênero movimentaram R$ 13,81 bilhões nos últimos 12 meses até agosto, em comparação aos R$ 13,10 bilhões do período anterior – um incremento de 5,4%, mesmo sob o impacto da decisão natural do brasileiro de limitar sua compra a medicamentos e produtos de primeira necessidade em razão da crise.

De olho no mercado

Sem crise: Brasil está entre os maiores mercados da beleza
Lorena Mansur – gerente de comercial da Bio Extratus

Para a gestora Comercial da empresa mineira Bio Extratus, especializada em cosméticos, Lorena Mansur, o poder de compra da classe C tem favorecido o crescimento do setor que está entre os dez primeiros do varejo. Segundo ela, esse crescimento não é apenas mérito das mulheres. “O público masculino tem modificado seus hábitos e investido um pouco mais em produtos de beleza e feito com que o Brasil ocupe o 2º lugar neste nicho específico”, conta ela, que revela que as empresas estão atentas a essa nova demanda.

Só a Bio Extratus já criou várias linhas voltadas para eles e além do mercado nacional, exporta seus cosméticos para Estados Unidos, Portugal, Peru e Espanha e tem planejado ampliar esse leque no exterior. “Nosso objetivo é trabalhar com produtos de qualidade e preço acessível, buscando na relação com nossos parceiros comerciais ampliar a nossa participação no mercado, mantendo o compromisso social e com o meio ambiente”, afirma Lorena, que afirma que empreender é enxergar as oportunidades.

Empreendedorismo

O relatório da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2017/2018) aponta que somente no Brasil existem 49,3 milhões de empreendedores. Isso significa que 15,7 milhões de jovens estão atrás de informações para abrir um negócio.

Atentas as oportunidade do mercado, as mulheres representaram 20,7% de crescimento de novos negócios em relação a 19,9% de homens que abriram empresas com até três anos e meio de existência. “Hoje até as instituições financeiras já disponibilizam linhas de crédito específicas para o empreendedorismo feminino e isso nos mostra que o papel feminino nos negócios tem crescido e movimentado a economia, gerando renda e propondo práticas inovadoras e disruptivas de consumo”, destaca a presidente da CDL Jovem, Gabriela Moreira.

Sem crise: Brasil está entre os maiores mercados da beleza
Laine tem investido em maquiagem

Vaidosa e apaixonada por maquiagem, a administradora Laine Landin resolveu ousar. Deixou a empresa onde trabalhou por quase dez anos, após o fim da licença maternidade do segundo filho, e abriu o próprio negócio. “Investi apenas mil reais em produtos de maquiagem e em uma semana vendi todo meu estoque”, conta ela, que não vê crise nesse segmento. “Mesmo que as mulheres consumam menos, nunca deixam de se cuidar. Compram nem que seja um batom”, conta ela, que já abriu uma empresa como microempreendedora individual e já tem até linha de crédito liberada no banco.

A empresa acabou de completar um ano e Laine já tem buscado orientação e consultoria para expandir o negócio. “Quero organizar um e-commerce para poder atender pessoas do mundo todo”, revela ela, que começou o negócio nas redes sociais e é onde mantém boa parte da clientela.

Aplicativo

O mercado da beleza tem chamado à atenção até dos grandes empreendedores. O brasileiro Tallis Gomes, eleito um dos jovens mais inovadores do mundo pela MIT Technology Review, publicação ligada ao MIT (Massachusetts Institute of Technology), fundou o Easy Taxi em 2011, Sem crise: Brasil está entre os maiores mercados da belezaresolveu deixar o comando da empresa para apostar no mundo da beleza. Criou o aplicativo Singu (vem da palavra “singular”) com a proposta de ser levar profissionais de beleza até os consumidores, por meio do agendamento online.

Em Goiás, os empresários Marcelo Calixto e Pedro Henrique Guedes lançaram o aplicativo TokBeauty (foto ao lado), que permite contratar serviços de beleza como cabeleireiro, pedicure e manicure, maquiagem, depilação, sobrancelha e até massagem. A diferença é que os profissionais todos atendem em casa. Em um ano e cinco meses diposnível, já são mais de 100 profissionais cadastrados e mais de 4 mil clientes. “Já temos planos de expandir o serviço para Brasília e São Paulo”, afirmam.

Dicas

Empreender é um ato de coragem, de acreditar nos sonhos e ter um olhar atento as oportunidades de mercado. Todavia, a presidente da CDL Jovem destaca a importância de pesquisar e buscar modelos inovadores e colaborativos de economia. “Entidades de jovens empresários também têm papel fundamental nesse processo inicial, pois temos o objetivo de propor soluções inovadoras para o comércio, seja através das boas práticas e vivência de outros empresários ou do networking que se faz essencial atualmente”.

Então, se você quer montar seu próprio negócio a dica de ouro é:  aventure-se a empreender e, acredite na sua ideia e corra atrás!

Via: Flávia Moreno 

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Goiás

Ultrapassagem indevida provoca morte de mãe e bebê de quatro meses no interior de Goiás

Segundo a PRF, a tragédia se deu por causa de um cálculo errado de uma ultrapassagem, na BR-153, Km 366, próximo à cidade de Jaraguá.

Por Ton Paulo
01/10/2018, 08h25

Uma tragédia no trânsito tirou a vida de uma mulher de 31 anos e sua filha recém-nascida, um bebê de quatro meses, no final da tarde do último domingo (30/9). O acidente aconteceu no BR-153, Km 366, próximo à cidade de Jaraguá.

De acordo com informações da assessoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente se deu por por volta das 17h30, envolvendo a condutora de um veículo GM Cobalt, Geska Aline Zago, e de sua filha, uma recém-nascida quatro meses de vida, e um Gol.

Segundo levantamento preliminar feito pela equipe PRF, a tragédia se deu por causa de um cálculo errado de uma ultrapassagem, na BR-153, Km 366, próximo à cidade de Jaraguá, quando para não colidir frontalmente com outro veículo, Geska, que dirigia o Cobalt e estava com sua filha recém-nascida e a mãe idosa no momento, jogou seu carro para o acostamento, perdendo o controle do veículo.

Ultrapassagem indevida provoca morte de mãe e bebê de quatro meses no interior de Goiás
Geska Aline e sua filha (Foto: Reprodução)

Ela, que estava dirigindo no sentido sul para norte do estado, ao retornar à pista, foi colhida na lateral por outro veículo, um Gol. Com a colisão, a mulher teve morte instantânea. Já a filha, uma bebê de apenas quatro meses de idade, foi arremessada para fora do veículo e socorrida, inicialmente por populares, e logo em seguida pelo Corpo de Bombeiros, mas levada ao hospital, não resistiu aos ferimentos e também veio a óbito.

Avó da criança ficou gravemente ferida no acidente que aconteceu por causa de ultrapassagem indevida

A avó da recém-nascida e mãe de Geska, que também estava no veículo, foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para o Hospital Municipal de Jaraguá. De lá, a idosa, que não teve a identidade divulgada, foi levada em estado grave para uma unidade de saúde de Anápolis, a 55 km de Goiânia.

Os policiais identificaram que a criança utilizava, no momento do choque, o bebê conforto, porém, a possibilidade de não estar bem afixado ao corpo da bebê, pode ter provocado seu rompimento, somado à força do impacto da batida.

Outros dois veículos também colidiram nas respectivas traseiras, o que pode indicar distância de segurança inadequada, mas não houve mais feridos, somente danos materiais.

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Política

A partir de amanhã o eleitor só pode ser presos em casos especiais

Amanhã também será o último dia para a verificação das assinaturas digitais do Sistema de Transporte de Arquivos da Urna Eletrônica.
01/10/2018, 08h37

A partir desta terça feira (2/10), a cinco dias das eleições, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido exceto em casos de flagrante delito ou de sentença criminal condenatória por crime inafiançável por desrespeito a salvo-conduto. A orientação está na legislação e prevista no calendário eleitoral.

Também nesta terça-feira será o último dia para a verificação das assinaturas digitais do Sistema de Transporte de Arquivos da Urna Eletrônica, do Subsistema de Instalação e Segurança e da Solução JE-Connect instalados nos equipamentos da Justiça Eleitoral.

Essa verificação deve ser feita por representantes dos partidos políticos e das coligações, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público e das pessoas autorizadas em resolução específica a formalizar pedido ao juízo eleitoral

Amanhã também é o último dia para os tribunais regionais eleitorais divulgarem na internet os pontos de transmissão de dados que funcionarão em locais distintos daquele de funcionamento da junta eleitoral.

Calendário eleitoral

4  de outubro

Último dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio, na televisão e para propaganda política mediante reuniões públicas ou comícios e utilização de aparelhos de som, com exceção do comício de encerramento da campanha.

Prazo final para a realização de debate no rádio e na televisão. Encerra-se também o prazo dos partidos políticos e as coligações indicarem aos juízos eleitorais o nome das pessoas autorizadas a expedir as credenciais dos fiscais e dos delegados habilitados a fiscalizar os trabalhos de votação durante o primeiro turno das eleições.

5 de outubro

Encerra-se a divulgação paga, na imprensa escrita, de propaganda eleitoral, na Internet, e de jornal impresso.

6 de outubro

Último dia para a propaganda eleitoral mediante alto-falantes ou amplificadores de som, entre as 8 e ás 22 horas. Só podem ser entregues até as 22 horas, os material gráfico e a realização de caminhada, carreata, passeata ou carro de som que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos.

7 de outubro

Realização do primeiro turno das eleições. O eleitor tem entre 8h e 17h para votar.

Imagens: poder 360 

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Brasil

Bicicleta elétrica torna-se opção para trabalho e lazer em SP

Em 2017 o Brasil importou 2.165 bicicletas elétricas.
01/10/2018, 08h57

“Foi uma mudança de paradigma. Abri mão de conforto, de um estilo de vida. Saí do carro blindado para a bicicleta elétrica.” Há quase um ano, o dentista Rogério Granja, de 45 anos, largou o automóvel na garagem e passou a sair sobre duas rodas na maioria dos deslocamentos, até para ir trabalhar. “Já tive de trocar a bateria, depois que meu carro ficou tantos dias parado na garagem, sem uso.”

As elétricas, que já foram chamadas de “bike de preguiçoso” pelos ciclistas tradicionais, começaram a aparecer mais em São Paulo nos últimos dois anos. Elas têm sido vistas como uma alternativa para quem quer deixar o carro de lado – ainda que pelo menos alguns dias por semana. “Optei por comodidade. Em dias de calor, não quero chegar suado ao trabalho”, explica Granja. Diariamente, ele percorre pelo menos dez quilômetros: vai de casa, no Campo Belo, zona sul, até a Vila Nova Conceição, onde trabalha no consultório.

“Hoje, sei todas as lojas que estão em volta da minha casa e do meu consultório. Eu cumprimento os seguranças e os manobristas do prédio. Você se torna uma pessoa mais sociável. Muda a interação com a cidade. Dentro do carro, você fica achando que o mundo lá fora não te pertence.”

Não faltam exemplos. Na Vila Olímpia, mora o engenheiro Aníbal Codina, de 53 anos, que desde março só usa bicicleta elétrica para ir e voltar do trabalho, perto do Shopping Santa Cruz. São cinco quilômetros de distância, um trajeto com subidas íngremes. “Um dia, pensei: ‘Poxa, poderia ir de bicicleta, só que é uma grande subida e vou chegar todo suado’. A solução foi a elétrica. Se não fosse subida, estava na bicicleta normal”, afirma ele, que investiu cerca de R$ 13 mil no equipamento e em acessórios.

Mesmo tendo carro, a editora de vídeos Silvia Ballan, de 45 anos, já levava as filhas para a escola em uma bicicleta convencional há anos – e escrevia em um blog sobre a experiência. Em 2012, abandonou o carro definitivamente. Só que dois anos atrás, quando a filha começou a crescer e passou a pesar na garupa, ela pensou em desistir. Até que conheceu a e-bike, que ainda oferece mais segurança do que a bicicleta convencional por alcançar velocidade mais alta à noite, por exemplo. “Eu me sinto segura em ruas mais escuras. A velocidade é benefício.”

Crescimento

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 2017 o Brasil importou 2.165 bicicletas elétricas. Somente até agosto, o número quintuplicou: o País importou 13.203 e-bikes. A tendência é tão nova que a classificação fiscal do produto foi criada pela Receita Federal no fim de 2016.

O avanço do movimento é evidente na ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima. Levantamento feito pela Aliança Bike mostra que, em 2015, as elétricas representavam 2% do total de bikes circulando por ali; hoje já são 9%. Já um mapeamento feito pela empresa Vela com cerca de mil usuários também mostrou que a maioria se concentra naquela região e nas ciclovias da Consolação, da Paulista e da Sumaré.

Migração

Especialistas consideram que a bike elétrica é o modal com mais capacidade de fazer o usuário deixar o carro. “Tem mais atratividade que o metrô, o transporte público por excelência, pois proporciona uma comodidade semelhante à do automóvel particular.

Essa migração começa a despertar atenção. São ciclistas iniciantes, que pedalavam pouco ou quase nada, se movimentavam com o carro”, comenta o cicloativista e blogueiro do jornal O Estado de S. Paulo Alex Gomes. Já o ciclista cotidiano não é atraído. “Seja por preconceito ou porque não vê necessidade.”

Fabricantes e revendedores registram um aumento da procura. A Vela, por exemplo, de projeto e fabricação nacionais, começou na área em 2015, inicialmente para um grupo de 80 pessoas que anunciaram interesse em um financiamento coletivo no ano anterior. Em junho, já estava entregando 50 por mês e deve chegar ao fim de 2018 com 120 por mês.

O engenheiro mecânico Victor Hugo Cruz, de 29 anos, fundador da start up, conta que ele está sempre aquém da demanda. Diante da alta procura, conseguiu um novo financiamento para ampliar a produção.

Segundo Henrique Ribeiro, CEO da Sense Bike, o consumidor da bicicleta elétrica tem acima de 30 anos e está em geral alinhado ao compromisso com a mobilidade urbana. Neste ano, ainda houve explosão de venda com a greve dos caminhoneiros e a falta de gasolina nos postos. “Pela primeira vez, ficamos sem estoque.”

‘A bike voa. É uma delícia’

A repórter Giovana Girardi testou uma bike elétrica e falou sobre a experiência. “Tinha ouvido falar nas elétricas, mas, confesso, tinha batido um preconceito. Afinal, pedalar é se exercitar. Como assim um motor vai fazer o trabalho? ‘Mas precisa pedalar para ativar o motor’, disse uma amiga. ‘É mais fácil, mas não é uma mobilete’, completou.

Resolvi testar. Usei por quatro dias uma elétrica de um fabricante nacional. De início, saí da loja com o motor desligado e peguei a ciclovia da Faria Lima. No meio, liguei o motor, a princípio em velocidade de 10 km/h e depois a 25 km/h. É como se alguém estivesse me empurrando. A bike voa. É uma delícia. Falta ciclovia, o asfalto em muitas ruas é ruim e é difícil manter o controle. Mas ela ajuda a sair rapidamente dessas situações.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Vá de bike 

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Goiás

Defesa pede que Marconi Perillo seja ouvido pela Justiça após eleições

Na sexta-feira (28/9), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Marconi Perillo.
01/10/2018, 08h59

A defesa do ex-governador de Goiás e candidato ao Senado Federal, Marconi Perillo (PSDB), quer que ele preste depoimento à Polícia Federal (PF) a respeito da Operação Cash Delivery depois das eleições.

O advogado de Perillo, advogado do político, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, informou ao G1 que a Polícia Federal nesta segunda-feira (1º/9). “Requeri à delegada que ele fosse ouvido após as eleições. […]. Felizmente, a delegada Marcela teve bom senso e passou o depoimento dele para após as eleições. Ainda sem data e horário definidos]”, disse o advogado ao G1.

Pelo menos R$ 1 milhão foi apreendido com o grupo ligado ao Marconi Perillo. A Operação Cash Delivery apura se Perillo recebeu propina de R$ 12 milhões em dois governos dele. Para os policiais federais, as propinas seriam para favorecer empreiteiras em contratos com o estado de Goiás.

Na sexta-feira (28/9), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão. Jayme Rincón, então coordenador da campanha do atual governador, Zé Eliton (PSDB) e candidato à reeleição, foi preso.

Além dele, um dos principais auxiliares de Marconi Perillo, presos o advogado Pablo Rogério Oliveira, os policiais militares Márcio Garcia de Moura e Jayme Rincón, que também é motorista.

Filho de auxiliar de Marconi Perillo também foi preso

Já em São Paulo, a Polícia Federal prendeu o filho de Jayme Rincón, o engenheiro civil Rodrigo Godoi Rincón e também o empresário Carlos Eduardo Pacheco Júnior.

Ainda conforme Kakay, a defesa quer adiar o depoimento por causa da proximidade das eleições. “Eles haviam pedido para ele depor na segunda agora, mas eu liguei lá e conversei com a delegada e expliquei que seria mais uma possibilidade de uso político.”

Mesmo que não concorde com o mudus operandi da investigação, o advogado defende que é necessário que haja Justiça. “Não que as pessoas não tenham que ser investigadas, todo mundo pode e deve ser investigado, mas nada justificaria […] que fizesse isso há 8 dias da eleição”, afirmou ao G1.

Via: G1 

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