Brasil

Abuso em criança deixa marca no DNA

03/10/2018, 07h30

Crianças que sofrem abuso sexual, físico e emocional podem apresentar não apenas cicatrizes físicas e psicológicas, mas também genéticas. Estudo feito pelas Universidades de British Columbia, no Canadá, e Harvard, nos EUA, revela ainda que a marca genética é tão profunda que produz alteração no DNA e pode, ao menos em tese, ser transmitida para gerações futuras.

Há tempos especialistas sabem que vítimas de abusos na infância carregam por toda vida os danos emocionais decorrentes. Mas queriam checar se o dano poderia chegar aos genes. O trabalho, publicado na Translational Psychiatry, foi baseado na comparação de marcadores químicos presentes no DNA de 34 homens adultos que haviam sofrido diferentes tipos de abuso.

As alterações constatadas no DNA são criadas por um processo chamado metilação. Segundo os autores do estudo, a melhor metáfora é imaginar que ele funciona como uma espécie de interruptor do tipo dimmer nos genes, determinando em que grau um gene em particular é ativado ou não. Os mecanismos de “ligar” e “desligar” genes são estudados no campo da epigenética. Acredita-se que há uma forte influência de fatores externos, relacionados ao ambiente e às experiências de vida, na expressão genética.

De acordo com os especialistas, as pessoas expostas a abusos continuados apresentam uma liberação acima da média do hormônio cortisol, o chamado hormônio do estresse. Originalmente, ele é liberado para induzir uma resposta imediata do organismo e foi muito útil aos nossos ancestrais para escapar de predadores. O nível do cortisol cai imediatamente quando o perigo se dissipa. Porém, em casos de abusos continuados, a liberação excessiva do hormônio provoca as alterações genéticas – as metilações fora de padrão.

Os cientistas decidiram buscar por sinais de metilação em espermatozoides, na premissa de que o estresse na infância deixaria marcas genéticas que poderiam até ser repassadas aos descendentes, como já havia sido demonstrado em estudo com animais. “Os resultados encontrados em camundongos foram assustadores”, contou a coautora do estudo, Nicole Gladish, da British Columbia. “Filhotes de roedores submetidos a choques herdaram dos pais as marcas genéticas e apresentavam reações de medo quando achavam que seriam submetidos a uma descarga elétrica.”

Os cientistas encontraram uma diferença significativa na metilação de vítimas e não vítimas de abuso em 12 regiões dos genomas. O estudo não demonstra consequências a longo prazo. O que se sabe até agora, diz Nicole, é que as alterações afetaram genes ligados à função cerebral e ao sistema imunológico.

Evidências

Para a geneticista Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), os resultados vêm “se somar a uma série de evidências obtidas nos últimos anos de que experiências que a gente vive modificam nosso DNA”. “É um trabalho interessante, que pela primeira vez mostra que há alteração no espermatozoide. Mas tem limitações, como ter avaliado um número pequeno de indivíduos. É uma primeira evidência, mas ainda não sabemos o que ela pode representar.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Esportes

Advogada é presa ao ir aos Correios receber encomenda de drogas; veja o vídeo

A polícia foi acionada por funcionários da agência de Correios após eles notarem o nervosismo da advogada e professora aposentada.

Por Ton Paulo
03/10/2018, 08h16

Uma mulher de 45 anos foi presa na tarde da última terça-feira (2/10) após receber uma encomenda pelos Correios com 2 quilos de haxixe. A mulher é advogada e professora universitária aposentada, além de ser doutoranda da PUC Goiás. Caso aconteceu no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), no Distrito Federal

De acordo com a Polícia Militar, a acusada é ex-aluno do Doutorado em psicologia pela Pontifícia Universidade de Goiás (PUC Goiás), mestre em ciências penais pela Universidade Federal de Goiás (UFG), pós-graduada em criminologia nesta mesma instituição de ensino, membro dos conselhos Penitenciário do Estado de Goiás e de Direitos Humanos de Goiás, além de professora aposentada e advogada. Ela estava acompanhada de um homem de 28 anos.

Clientes que estavam na agência ligaram para a Polícia Militar do Distrito Federal relatando a situação, após desconfiarem do estado de nervosismo da mulher.

Os PMs abordaram o homem e a mulher tão logo o casal saiu da agência com a caixa nas mãos. Em seguida, pediram aos Correios que passassem a caixa no raio-X, o que levantou a suspeita de algo ilícito.

A doutoranda da PUC Goiás não ofereceu resistência à prisão

No local, uma equipe da Polícia Federal com cães farejadores foi acionada. Segundo a PM, foi a mulher que mesma abriu a caixa. Segundo ela, a droga seria de outra pessoa, também moradora da Asa Norte, no DF.

Segundo o relato do sargento Anderson, do Grupo Tático Operacional (GTop) da PMDF, que prendeu o casal, a mulher demonstrava muito nervosismo. Apesar disso, ela e o homem não resistiram à abordagem.

Os policiais militares detiveram o casal e a PF realizou varredura no veículo dos suspeitos com cães farejadores, mas nada foi encontrado. O casal foi conduzidos para o Departamento de Polícia Federal, uma vez que o caso se enquadra em tráfico interestadual.

A ocorrência está sob responsabilidade da Polícia Federal.

A reportagem do Dia Online tentou contato com o departamento de Doutorado da PUC Goiás mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

Veja o vídeo do momento da prisão:

Imagens: Metrópoles - DF 

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Goiás

Presos são condenados por espancar e estuprar outro detento até a morte em Cristalina

Segundo o processo que condenou os detentos, além de espancar e torturar a vítima, eles o estupraram até a morte.

Por Ton Paulo
03/10/2018, 09h03

Seis detentos do Presídio de Cristalina, entorno do Distrito Federal, foram condenados por envolvimento na morte de outro detento, que não teve o nome divulgado. Segundo a sentença proferida, a vítima foi espancada, torturada e estuprada até a morte pelos colegas de cela.

De acordo com informações de um jornal local, o júri que condenou os detentos foi realizado no Fórum de Cristalina, e a sessão foi presidida pelo Dr. Carlos Arthur Ost Alencar, do Juizado Cível e Criminal.

Ao todos, tiveram condenação confirmada os presos Andrey Pereira da Costa, Gelson Alves dos Santos, Marcondes José dos Santos, Reginaldo Almeida Silva, Tomaz Silva Mota e Eduardo da Cunha Silva.

Detentos torturaram colega de cela até a morte no Presídio de Cristalina

Segundo a denúncia apresentada ao júri, a vítima havia sido presa em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável e colocada na mesma cela que os réus.

Quando descobriram o motivo da prisão, os presos da cela começaram a agredir o colega com violência.

Consta nos autos que Andrey, Gelson, Marcondes, Reginaldo e Tomaz agrediram a vítima com socos, murros e com um pedaço de madeira retirado de uma das camas da cela.

Em seguida, o grupo amarrou um barbante no órgão genital do detento e o puxou. Os internos ainda obrigaram a vítima a praticar sexo oral e beijar outro detento.

Eduardo, um dos condenados, se envolveu no homicídio depois de o detento morrer na cela. De acordo com a denúncia, sua participação se restringiu a lavar o corpo da vítima com água, sabão e água sanitária para tentar esconder os vestígios do crime. Por isto, ele foi condenado apenas por fraude processual.

Após a decisão dos integrantes do Tribunal do Júri, o magistrado determinou as seguintes penas:

  • Andrey Pereira da Costa – 26 anos e 6 meses de prisão
  • Gelson Alves dos Santos – 23 anos e 9 meses de prisão
  • Marcondes José dos Santos – 20 anos e 3 meses de prisão
  • Reginaldo Almeida Silva- 30 anos e 2 meses de prisão
  • Tomaz Silva Mota- 22 anos e 6 meses de prisão
  • Eduardo da Cunha Silva – 1 ano e 8 meses de prisão
Via: G1 
Imagens: G1 

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Esportes

Brasil arrasa Quênia no Mundial de Vôlei e festeja o retorno de Natália

O Brasil vai disputar a segunda fase do campeonato.
03/10/2018, 09h51

O Brasil garantiu vaga na segunda fase do Campeonato Mundial de Vôlei feminino, ao derrotar, nesta quarta-feira, a fraca seleção do Quênia por 3 sets a 0, com parciais de 25/13, 25/10 e 25/16, em apenas 58 minutos. O jogo foi disputado em Hamamatsu, no Japão.

Com o resultado, o time do técnico José Roberto Guimarães soma a terceira vitória, em quatro jogos, e fica na segunda colocação do Grupo D, atrás da Sérvia, responsável pelo único revés do time brasileiro até agora na competição.

Zé Roberto escalou a seleção com Dani Lins, Gabi, Fernanda Garay, Bia, Carol, Tandara e a líbero Suelen para iniciar a partida. Com o decorrer do confronto, o treinador mexeu bastante na equipe, com destaque para a presença de Natália, recuperada de uma tendinite crônica no joelho direito.

A ponteira teve boa atuação e foi a maior pontuadora da partida, com 12 pontos, seguida por Tandara, que obteve 11. “É o meu primeiro jogo depois de oito meses. Tem muita coisa para melhorar, mas estou muito feliz”, disse a jogadora. “Ela ainda requer cuidados, mas está forte e conseguiu atacar bem e mostrou bom posicionamento no bloqueio e na defesa”, analisou Zé Roberto.

No total, o Brasil teve 35 pontos de ataque, 12 de bloqueio e dez de saque. A equipe só proporcionou 11 pontos de erros para as quenianas.

O Brasil volta a jogar nesta quinta-feira, diante do Casaquistão, na última partida da primeira fase. Além do Quênia, a seleção venceu Porto Rico e República Dominicana, mas perdeu para a Sérvia.

Disputa do Mundial de Vôlei

No último jogo o Brasil ficou em segundo lugar no Grupo D, com seis pontos, atrás da Sérvia, que venceu os três jogos disputados até agora e se isolou na ponta, com nove pontos. O Brasil, que venceu Porto Rico e República Dominicana nos dois duelos anteriores. Na quinta-feira, o adversário será o Casaquistão no fechamento da primeira fase da competição.

Imagens: Massa News 

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Política

Tempo na TV não indica triunfo em 40% dos Estados

Um exemplo emblemático é um dos candidatos ao governo de Goiás.
03/10/2018, 10h35

Em 11 das 27 unidades federativas (40%), os partidos que ganhariam no primeiro turno ou lideram em simulações do segundo turno para governador, segundo o instituto Ibope, não são os que têm maior tempo na TV.

Se o foco é colocado sobre os 10 maiores colégios eleitorais, esse porcentual cai para 20%. Os dois únicos Estados em que o tempo a mais não traz favoritismo são Paulo e Rio Grande do Sul. Entre os paulistas, João Doria (PSDB) aparece atrás nas simulações de segundo turno contra Paulo Skaf (MDB), segundo o Ibope (39% a 31%).

No primeiro turno, o emedebista tem 24% das intenções de voto, enquanto o tucano, que tem mais do que o dobro do tempo de TV, aparece com 22%.

Entre os gaúchos, o governador Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB) aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno (30% a 29%), mas no segundo turno o tucano venceria por 43% a 34%. O governador tem 3 minutos e 18 segundos, enquanto o tucano usa 2 minutos e 45 segundos. O Estado tem o quinto maior colégio eleitoral.

Tempo na TV dos candidatos ao governo

Considerados todos os Estados, um dos exemplos mais emblemáticos é o de Goiás. O candidato Ronaldo Caiado (DEM) tem 47% das intenções de voto segundo a última pesquisa do Ibope, mesmo tendo 1 minuto e 19 segundos na televisão, contra 3 minutos e 27 segundos de Zé Eliton (PSDB), que apareceu na mesma pesquisa com 13%.

Caiado tem defendido a valorização dos funcionários públicos e mais contratações, a criação de policlínicas e força-tarefa de combate ao crime organizado. Ele já alfinetou os adversários com a imagem de um padeiro. “Quanto mais eles batem, mais Caiado cresce na vontade do povo”, diz o spot. Já Zé Eliton dedica boa parte do tempo em uma mensagem destacando sua trajetória e o legado dos governos do PSDB. “Eu sei o que é trabalhar duro para construir um nome, e não se apoiar em um sobrenome”, diz Eliton.

Em resposta ao jornal O Estado de S. Paulo, a coordenação de imprensa da campanha do tucano contestou a pesquisa Ibope mencionada. A coordenação de comunicação da campanha de Ronaldo Caiado (DEM) acredita que a mensagem do candidato está sendo bem. “A campanha está baseada no tripé diagnóstico da situação, propostas para Goiás e perfil do candidato. Foi definido que o espírito da campanha seria sempre alegre e propositivo. Isso não muda”, afirma a coordenação.

Uma das formas de o senador compensar o pouco tempo de rádio e TV que dispõe é o “Caiado ao Vivo”, que vai ao ar todas as quartas no Facebook. “A receptividade tem sido muito boa, com alguns programas chegando a alcançar 150 mil pessoas”, diz a coordenação.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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