Entretenimento

Novos desafios para Evandro em 'Sob Pressão'

09/10/2018, 07h10

Na 1ª temporada de Sob Pressão, uma das melhores séries do ano passado, exibida pela Globo, o médico Evandro, personagem de Julio Andrade, tentava salvar vidas diariamente em meio às condições precárias no hospital público Luis Carlos Macedo, em Cascadura, no subúrbio do Rio, onde chefia uma equipe. E não bastasse manter a difícil promessa de não deixar ninguém morrer em seu plantão nesse cenário, Evandro precisava confrontar os próprios fantasmas, depois que sua mulher morreu durante uma cirurgia conduzida por ele. Agora, na 2ª temporada da série, que tem início nesta terça, 9, após Segundo Sol, ele terá pela frente novos desafios – e inimigos ocultos. O cerne da trama passa a girar em torno da corrupção na saúde, colocada em prática pelos novos (e ambiciosos) personagens, Renata (Fernanda Torres), nova diretora do hospital, e o ortopedista Henrique (Humberto Carrão).

E como dr. Evandro, com princípios tão sólidos, vai lidar com essa corrupção? “A princípio, ele não sabe quem são essas pessoas. Ele cai nessa cilada de que a Renata é uma pessoa que está contribuindo para a melhora do hospital, que chega com uma modernização, com uma coisa diferente – é o que interessa para ele”, responde Julio Andrade, ao jornal O Estado de S. Paulo. “Por outro lado, o afastamento do Samuel afeta muito a vida do Evandro. Samuel é o mentor, mestre, um pai para ele. Com o passar do tempo, percebe que Renata tem desvio de caráter”, continua o ator, referindo-se ao personagem de Stepan Nercessian, que perde o cargo de diretor para Renata.

Redator final de Sob Pressão, Lucas Paraizo explica que a série avançou para essa questão nesta nova temporada após uma pesquisa feita pela Globo com o público. “Eu, por exemplo, tinha muito medo de que a temática – a questão da vida e da morte, a tragédia – pudesse ter uma rejeição na 1ª temporada, mas eu estava enganado”, diz Paraizo.

“Então, essa pesquisa mostrou que as pessoas querem muito ver a realidade delas espelhadas na televisão aberta e, ao mesmo tempo, apesar de todo mundo adorar o dr. Evandro e a dra. Carolina (Marjorie Estiano), tinha uma questão que era: nem todos os médicos são como eles; havia uma demanda de que também tivéssemos médicos que não fossem apenas heróis, mas os anti-heróis.”

É aí que entram os personagens Renata e Henrique. “Mas qual era o desafio nesse caso? Se o público diz que precisa de um vilão, eu não queria dar para ele um vilão de novela. A nossa série está ligada à noção da realidade, nossos personagens são ambíguos, são falíveis.

Então, eu precisava criar antagonistas que tivessem também suas ambições, que tenham suas motivações dentro da ambição”, afirma Paraizo. A dupla ganhará seu dinheiro por fora, fruto da corrupção, mas a conta chegará de forma dolorosa. “Henrique começa a ser cooptado pela Renata. Só que, à medida que ele vai sendo cooptado, que entra no esquema das próteses, ele começa a entender que a consequência são as mortes de algumas pessoas. Vai ter consequência também para ela”, conta ele, sem entregar mais detalhes.

Para Julio Andrade, “a corrupção talvez seja uma doença incurável dentro da saúde”. “Porque ela está enraizada na sociedade em que vivemos. Isso leva a crer que a ganância e os interesses pessoais não têm limites. Acho muito importante que as pessoas vejam isso em forma de teledramaturgia”, diz o ator.

Um dos grandes trunfos da série, Andrade encarna de forma visceral seu personagem desde o filme Sob Pressão, de 2016, com direção de Andrucha Waddington (que é diretor artístico da série). O longa inspirou a criação da série de TV, que estreou com sucesso no ano passado, mostrando de forma realista o dia a dia de um hospital público no Brasil, que nada lembra a rotina e os problemas mostrados nos seriados do gênero americanos. O ator lembra como foi se preparar para o papel na época do longa. “Foi triste encarar e ver de perto a realidade da saúde pública do nosso país e a falta de recursos essenciais para salvar vidas. Para ser médico nessas condições, só mesmo driblando os problemas e amando a profissão, que é o que a gente tenta mostrar na série”, diz Andrade, que também se destaca em outra série realista, 1 Contra Todos, exibida na Fox e com nova temporada já confirmada – seu protagonista Cadu já rendeu ao ator duas indicações para o Emmy Internacional.

E, assim como Evandro, Carolina é uma médica idealista. Os dois passaram a temporada anterior tentando acertar os ponteiros como casal, em meio a seus próprios problemas pessoais. “Acho que a relação dele com a Carolina fez do Evandro outro homem. Ele superou a morte da mulher e a luta contra o vício fica mais presente”, comenta o ator. Na nova temporada, os dois se casam. Mas a felicidade deles dura não mais do que três episódios. “Naturalmente, a gente precisa trazer dramas do passado. Um deles chama-se Luis Melo, que interpreta o pai da Carolina”, revela Paraizo. Na temporada anterior, o espectador fica sabendo que o pai da médica abusou da filha no passado, um trauma que causa a ela enorme sofrimento na vida adulta. “Volta essa questão e não posso falar mais nada”, diz Paraizo.

Antes mesmo de a 2ª temporada estrear, a 3ª já está sendo escrita e gravada, com a presença de novos personagens, vividos por Drica Moraes e Ana Flavia Cavalcanti. E Paraizo adianta o próximo tema principal da série. “Será como a milícia usa hospital público.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Município goiano é o primeiro de todo o Centro-Oeste a receber internet ultraveloz

O Vivo Fibra foi lançado em duas cidades do interior de São Paulo nesta semana e agora a Vivo anuncia a expansão da rede de FTTH em 23 bairros na cidade de Jataí, no estado de Goiás.

Por Ton Paulo
09/10/2018, 08h16

O município goiano de Jataí, a 320 quilômetros de Goiânia, foi o primeiro de toda a região Centro-Oeste a ter disponível internet ultraveloz. A prefeitura da cidade realizou parceria com a empresa de telecomunicação Vivo, para que começasse a funcionar a internet de fibra ótica na cidade. Os jataienses agora recebem sinal com velocidade de até 300 megas por segundo.

De acordo o prefeito Vinícius Luz (PSDB), o sinal de internet em Jataí era muito precário e desde a sua eleição, no ano de 2016, ele tentava fazer tratativas com a operadora para resolver a situação. “A Vivo nos repassou a informação de que a legislação da cidade estava travando a instalação de novas torres”, relata a um jornal de Goiânia.

A prefeitura, então, começou a trabalhar com meios que viabilizassem alterações na legislação municipal. Depois de reuniões tanto em Brasília, como em Jataí, a administração da cidade conseguiu simplificar a legislação para que a operadora pudesse instalar novas torres.

Para o prefeito, foi uma melhoria significativa para a ampliação da cobertura de sinal. Segundo ele, graças às tratativas da administração, foi possível estruturar a rede de FTTH’Vivo Fibra’ na cidadepermitindo que o consumidor tenha acesso a internet com até 300 megas de velocidade.

Recepção dos moradores de Jataí está sendo positiva

De acordo com Vinícius Luz, a recepção dos moradores de Jataí que já adquiriram o sinal está sendo totalmente positiva. O prefeito relata que antes da internet ultraveloz, agora disponível aos habitantes, o município tinha alguns sinais de empresas de internet via cabo, e alguns com fibra ótica, mas nunca com essa velocidade.

O objetivo inicial da operadora é atingir cerca de cinco mil estabelecimentos residenciais e comerciais em 31 bairros da cidade.

A parte da prefeitura na parceria com a empresa foi a de viabilizar a alteração na legislação para que ela entrasse em sintonia com a Lei Geral das Antenas (PLS 293/2012). Segundo o prefeito, não houve necessidade de nenhum gasto por parte da administração municipal.

O prefeito ainda contou que a análise do projeto foi aperfeiçoada e que os alvarás foram liberados no prazo de um dia.

Além de Jataí, duas cidades do interior de São Paulo receberam a internet de ultravelocidade

O Vivo Fibra foi lançado em duas cidades do interior de São Paulo nesta semana e agora a Vivo anuncia a expansão da rede de FTTH em 23 bairros na cidade de Jataí, no estado de Goiás.

A cidade fazia parte do cronograma de cidades selecionadas pela operadora para receber a tecnologia neste ano e os bairros contemplados foram: Vila Santa Maria, St Granjeiro, St Central, Jd Floresta, St Iracema, St Epaminonda II, Santa Lucia, St Cordeiro, Vila Fatima, Vila Progresso, St das Mansões, St Planalto, Bela Vista, Vila Jd Rio Claro, Vila Luíza, St Hermosa, Centro, St Aeroporto, St Oeste, Vila Jardim Maximiliano Peres, Samuel Grahan, Don Benedito e Divino Espírito Santo.

Imagens: Exame.com 

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Goiás

Polícia Civil deflagra mega operação de combate à pornografia infantil em Goiás

Ao todo, os mandados vão ser cumpridos em 15  cidades do Estado de Goiás na operação de combate à pornografia infantil.

Por Ton Paulo
09/10/2018, 08h38

A Polícia Civil do Estado de Goiás (PC), sob a coordenação da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), deflagrou na manhã desta terça-feira (9/10) a “Operação Meu Zeloso Guardador”, que tem por objetivo o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão, visando a Prisão em Flagrante de investigados que compartilham imagens pornográficas infantis pela internet. A operação representa um golpe na pornografia infantil em Goiás.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Criminal de Goiânia, em deferimento a pedido realizado pela Delegada Titular da DERCC, Dra.Sabrina Leles.

Ao todo, os mandados vão ser cumpridos em 15  cidades do Estado de Goiás.

A execução da Operação Meu Zeloso Guardador conta com o empenho de um efetivo de 280 policiais civis, oriundos de 16 cidades do Estado de Goiás, sendo elas: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Bela Vista, Senador Canedo, Trindade, Inhumas, Pirenópolis, Caturaí, Itumbiara, Planaltina de Goiás, Rio Verde, Jataí, Cidade de Goiás, Mozarlândia e Aruanã.

Data da operação de combate à pornografia infantil em Goiás foi escolhida em razão do Dia das Crianças

A investigação da Policial Civil durou quatro meses, nos quais foram analisados mais de 100 mil arquivos, e objetivou identificar aqueles internautas que mais compartilham imagens pornográficas infanto-juvenil.

Esta data foi escolhida por marcar a semana de comemoração ao Dia das Crianças, na qual a Polícia Civil ressalta a necessidade de proteção daqueles que são explorados sexualmente, sendo que os usuários da internet que compartilham material pornográfico infantil são verdadeiros incentivadores dos abusos sexuais que sofrem essas  vítimas.

De acordo com a PC, uma coletiva de imprensa acontecerá no final desta manhã, para a divulgação de mais informações sobre a operação.

Imagens: Ponta Pora Informa 

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Brasil

Pesquisa indica que quase metade dos brasileiros sofre com má digestão

As mulheres são mais atingidas, provavelmente pelo acúmulo de encargos, mas há prejuízos na vida de 93% dos ouvidos pela Federação Brasileira de Gastroenterologia; entrevistados relataram sono afetado (74%) e sintomas durante o trabalho (70%).
09/10/2018, 08h39

Um levantamento inédito da Federação Brasileira de Gastroenterologia aponta que quase metade dos brasileiros sente algum sintoma de má digestão, como refluxo, azia e tosse seca. A azia foi o sintoma mais relatado nas cinco regiões do País e o Nordeste apresentou mais relatos de sintomas, totalizando 48% das queixas. Os dados, segundo a entidade, ajudam a montar um perfil dessas doenças com um recorte nacional e servirão como base para o trabalho de especialistas da área.

O levantamento considerou não só os sintomas, mas o impacto no dia a dia. “Atrapalha a qualidade de vida. Sabíamos que era muito frequente, mas não tínhamos ideia de que quase metade da população apresentava (má digestão) – e quem mais sofre são as mulheres. Tínhamos o interesse em descobrir até para ajudar essa população”, diz Flávio Quilici, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

A pesquisa, realizada em junho, mostrou que os sintomas causam prejuízos na vida pessoal e profissional para 93% dos entrevistados, que relataram sentir a qualidade do sono afetada (74%) e disseram que já apresentaram sintomas durante o horário de trabalho (70%). Embora a azia, a sensação de queimação no peito, tenha liderado entre os sintomas, ficando entre 88% e 90% das respostas, o refluxo, quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago e pode ser sentido na garganta, é o problema que mais causa desconforto. Ele foi apontado por cinco em cada dez entrevistados entre os problemas que ocorrem semanalmente.

Além dessas, a pesquisa também destacou outras reclamações dos pacientes que nem sempre podem ser associadas a problemas de digestão, como a tosse seca e o mau hálito. “Conseguimos ver que alguns fatores correlatos, como o sobrepeso e o hábito de fumar, pioram esses sintomas. E isso não escolhe classe social nem idade”, diz Quilici.

Perfil

Segundo ele, os dados permitem elaborar o perfil do paciente que tem problemas de má digestão no País. “É mulher, jovem e com sobrepeso – e, talvez, fumante. A mulher se preocupa mais com a saúde, mas os casos são mais frequentes entre elas. Não deve ser alimentar, porque o homem se alimenta pior. A mulher é mais sobrecarregada no ponto de vista social, ela trabalha e é mais importante no comando da vida familiar, porque trabalha diretamente na sua casa, na manutenção da qualidade de vida da família. Com os filhos, se preocupa desde ensinar a falar até a escola. Ela é muito mais sobrecarregada em responsabilidades do que o homem.”

Em agosto, a enfermeira Larissa Rodrigues de Oliveira, de 25 anos, recebeu um diagnóstico de refluxo. Ela procurou ajuda médica após medicar-se com antiácido, remédios para a garganta e o estômago, e não melhorar. “Estava sentindo muita queimação, principalmente quando acordava, engasgando. Tomei bastante antiácido, mas não estava resolvendo nada. Era uma queimação que parecia que a garganta estava inflamada, já cheguei a tratar pensando que era inflamação, gastrite.”

Larissa também tem sintomas de azia e acredita que seu problema de saúde está ligado aos hábitos. “No meu caso, tem relação com a alimentação, porque sempre me alimentei mal, nunca fui regrada nem comia nada saudável. Fumo há um ano, mas já diminuí bastante, é mais nos fins de semana.”

Agora, está tentando ter uma nova rotina e também perder peso, outro fator que contribui para reduzir os sintomas do refluxo. “Perdi 24 quilos e ainda quero perder mais oito. Mudei a minha alimentação, comecei a comer mais frutas e estou tentando diminuir as frituras, que era algo que eu comia quatro, cinco vezes por semana.”

Alimentos fritos ou gordurosos e refrigerantes lideram entre os produtos que desencadeiam os sintomas de má digestão. De acordo com Quilici, os hábitos justificam as diferenças regionais, considerando que o Nordeste lidera as queixas. “Sem dúvida, tem o clima. Sabe-se do hábito das pessoas que vivem na região equatorial de comer e descansar para fazer a digestão. Além disso, tem uma comida pesada, condimentada, com alimentos mais secos, como a farinha.”

Ele afirma que, com os dados divididos por região, será possível oferecer um atendimento mais específico aos pacientes. “Essa pesquisa trouxe para a gente base científica. A federação tem uma sociedade em cada Estado. Poderemos fazer um trabalho regionalizado, porque falamos em uma situação econômica diferente e um clima diferente em cada região.”

Tratamento

Uma alteração na voz começou a incomodar o economista e professor aposentado Frederico Mazzucchelli, de 71 anos, há cinco anos. Como sempre usou muito a voz, dando aulas e cantando em uma banda de rock e samba, acreditou que seu problema poderia ser resolvido por um otorrinolaringologista. “Nunca tratei adequadamente. Fazia exames nas cordas vocais e aparecia uma irritação. No último mês, piorou. Fiz quatro exames no otorrino e fui no gastro. Ele falou que isso era consequência do refluxo e tinha de atacar o problema pela raiz.”

Ele conta que não tem os sintomas clássicos, como a sensação de que o conteúdo do estômago está voltando, e nunca imaginou que poderia ter refluxo. “Para mim, é só na voz que tem as manifestações. Mas é chato, desagradável. Tenho ensaiado, mas não tenho cantado. Isso me causa frustração. Espero que melhore, porque achava a minha voz o máximo.”

Mazzucchelli foge do padrão da pesquisa. Tem hábitos saudáveis, evita frituras e, três vezes por semana, faz caminhada, musculação e alongamento. Além do tratamento indicado pelo gastroenterologista, inclinou a cama em 15 centímetros. “Estou me tratando. No limite, existe uma cirurgia que corrige isso. O médico pediu para eu tomar o remédio por dois meses para ver como fica.”

Gastroenterologista clínico do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), Ricardo Barbuti diz que, independentemente da queixa, o paciente deve manter hábitos saudáveis.

“A dieta tem de ser equilibrada. Os exercícios são importantes para ter um funcionamento saudável da parte digestiva. Essas doenças têm relação com maus hábitos, com o uso excessivo de medicamentos.”

Segundo ele, até a internet pode ser um inimigo. “Porque as pessoas tomam medicamentos (usando consultas à web), sem respaldo científico, e retardam a vinda ao médico, o que pode fazer com que demorem a receber o tratamento adequado e com que a doença evolua.”

Remédios para a má digestão

O gastroenterologista alerta para o uso indiscriminado de anti-inflamatórios. “Eles podem lesar o estômago, provocar sangramentos e não precisa tomar por muito tempo. E a lesão ocorre independentemente da via, oral ou intravenosa.”

Segundo a pesquisa, ao ter os sintomas, 45% dos consultados se medicam – 52% tomam antiácido. Entre as justificativas para não ir ao médico, aparecem: não achei necessário (30%), melhorei (26%) e não costumo ir (21%).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Mãe leva menor à polícia após ouvi-ló confessar que matou motorista da 99POP

O motorista foi morto a pedradas no último sábado (6/10) em Aparecida de Goiânia.
09/10/2018, 09h27

A mãe de um adolescente de 17 anos o levou para a Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais de Aparecida de Goiânia (DEPAI) na noite de segunda-feira (8/10) depois que ouviu ele contando a um amigo que matou o motorista do aplicativo de transporte 99POP, Kléber Siqueira Chaves, no último sábado (6/10) em Aparecida.

O menor apreendido afirmou à PC que cometeu o crime para roubar o carro. Ao lado da sua mãe, o adolescente confessou ser o autor do homicídio para o delegado Henrique Berocan. Mesmo diante da confissão o adolescente foi liberado pela polícia.

Motorista do aplicativo foi morto a pedradas

Menor apreendido confessa ser assassino do motorista de aplicativo
Foto: Reprodução/ Facebook

O motorista do aplicativo saiu para trabalhar na noite de sexta-feira (5/10), quando foi a última vez que foi visto. O corpo de Kléber Siqueira Chaves foi encontrado apenas na manhã de sábado (6/10), no Jardim dos Ipês, em Aparecida de Goiânia.

A vítima foi morta a pedradas e o carro, um veículo Renault Sandero,  foi levado pelo suspeito e abandonado em um setor próximo. Kléber deixou esposa e três filhos.

A Polícia Civil  emitiu nota informando que a Depai de Aparecida de Goiânia não irá se manifestar sobre o caso porque as investigações estão em andamento e o caso não foi concluído.

Em nota enviada à imprensa, o aplicativo lamenta a morte, mas diz que garante a segurança dos motoristas.

Leia a nota completa:

A 99 informa que, no sábado, dia 6 de outubro, na região metropolitana de Goiânia (GO), um motorista da plataforma foi vítima de um ataque e infelizmente faleceu. A empresa lamenta profundamente esse e quaisquer outros casos de violência e se solidariza com os familiares da vítima.

O aplicativo está em contato com a família para prestar todo o apoio que for necessário. Entre as medidas possíveis está um seguro pessoal de até R$ 100 mil, que cobre passageiros e motoristas desde o aceite até a finalização das corridas.

A 99 se encontra aberta para colaborar com a polícia. A empresa trabalha 24 horas por dia, 7 dias por semana para colaborar com a segurança dos usuários. Entre as iniciativas desenvolvidas estão:

> Equipe especialmente dedicada à segurança,composta por mais de 50 pessoas.

> Mapeamento de áreas de risco, que enviaaos motoristas notificações sobre essas zonas.

> Canal de atendimento exclusivo para incidentesde segurança (0800-888-8999), para auxílio imediato. A 99 novamente lamenta o incidente e informa que está trabalhando para evitar situações como essa.”

Confira a nota da Polícia Civil

“A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) de Aparecida de Goiânia, informa que, por hora, não irá se manifestar a respeito da apreensão de um menor que confessou envolvimento na morte do motorista de aplicativo Kléber Chaves, ocorrida no fim de semana último.

O delegado Henrique Berocan, titular daquela especializada, confirma a confissão, mas reitera que o caso não está concluído e que diligências ainda estão ocorrendo, inclusive, nesta manhã, o que inviabiliza qualquer pausa para atendimento aos colegas.

Contamos com a colaboração de todos e adiantamos que uma coletiva deverá ser chamada logo o caso seja, de fato, concluído.”

Imagens: Dia Online 

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