Economia

Com pior carga de regulação do mundo, Brasil cai em ranking de competitividade

16/10/2018, 19h30

O próximo presidente da República assume um país pouco competitivo e avaliado como tendo a pior carga de regulações do setor público em todo o mundo. O resultado desse cenário foi, uma vez mais, a queda do Brasil no ranking internacional de competitividade, afetada ainda pela falta de abertura da economia nacional, um mercado laboral pouco flexível, crime e falta de qualidade na educação.

A classificação foi divulgada pelo Fórum Econômico Mundial, que, neste ano, apresentou o Brasil na 72ª posição. No ano passado, a economia brasileira era a 69ª mais competitiva do mundo.

Na avaliação do Fórum, países como Armênia, Bulgária ou Romênia têm hoje economias mais competitivas que a brasileira. O País também é o menos competitivo entre os membros dos Brics e, mesmo na América Latina, o Brasil aparece apenas na 8ª posição.

Para chegar a essa constatação, a entidade avalia dezenas de indicadores, divididos em doze pilares. Um dos mais problemáticos para o País é a avaliação de suas instituições. Entre 140 países avaliados, o Brasil ocupa a última posição no que se refere à carga de regulação do setor público. A pontuação é afetada pela percepção elevada de corrupção (80º colocado) e baixo desempenho do setor público.

Entre todos os países avaliados, o Brasil ocupa a modesta 93ª posição no ranking das instituições.

O governo brasileiro é ainda visto como um dos menos preparados para o futuro, aparecendo apenas na 129ª colocação nesse critério. O último lugar é da Venezuela.

Outro problema é a segurança. No ranking que mede o crime organizado, o Brasil aparece na 124ª posição e, em taxas de homicídio, em 133ª. A confiança nos serviços policiais também é um dos piores, colocando o Brasil na 111ª posição.

A estabilidade macroeconômica é uma das mais frágeis do mundo, com o Brasil aparecendo apenas na 122ª colocação. O País tem uma das nove piores dinâmicas da dívida e ocupa a posição de número 110 no que se refere à inflação.

O mercado laboral também é considerado como um peso para a competitividade nacional. Dos 140 países avaliados, o Brasil aparece apenas na colocação 114ª, 15 colocações abaixo do ranking de 2017. “O desempenho do mercado laboral continua sendo um dos maiores desafios do Brasil e esse desempenho vem caindo ao longo dos anos”, alertou o Fórum. Para Davos, as reformas aprovadas no ano passado ainda não produziram os efeitos desejados.

O Brasil, por exemplo, está na 138ª posição no que se refere às dificuldades para contratar e demitir funcionários e na 137ª posição no que se refere aos impostos trabalhistas.

Uma educação frágil também não colabora. Pelo ranking, o Brasil aparece entre os últimos colocados nas habilidades digitais (125º colocado), facilidade em encontrar mão-de-obra qualificada (127º), qualidade de universitários (124º) e qualidade do ensino (125º).

Fechado

No pilar que avalia o mercado doméstico nacional, o Brasil também tem um fraco desempenho, aparecendo apenas na 117ª posição. Segundo o Fórum, dois fatores estão pesando nesse ponto: a presença de políticas fiscais que distorcem a concorrência, com subsídios e taxas, e a percepção de que a atividade industrial está hoje dominada por um punhado de grupos econômicos.

Para completar, o País continua sendo um dos mais fechados do mundo em termos comerciais. Em termos de tarifa de importação, apenas 15 economias são consideradas como menos competitivas que a brasileira. No critério que mede barreiras técnicas, o Brasil também aparece entre os quatro piores. Essas características, portanto, colocam a economia nacional com uma “pobre integração aos mercados globais”.

Na avaliação de Davos, a maior competitividade não significa direitos abandonados. “Trabalhadores das dez economias mais competitivas trabalham em media cinco horas a menos por semana do que trabalhadores do Brics” – Brasil, Índia e Rússia”, comparou.

Positivo

Entre os pontos positivos estão a capacidade de inovação (40º colocado). Mas o Fórum insiste que a economia nacional continua abaixo de seu potencial nesse aspecto. “A integração pobre de políticas e a falta de coordenação entre os setores público e privado estão entre os fatores institucionais inibindo esse desempenho”, indicou a entidade. A inovação ainda não foi traduzida no dinamismo do setor empresarial e Davos sugere que o Brasil adote políticas para integrar esse avanço nas políticas industriais.

De acordo com uma das principais responsáveis pelo ranking, Saadia Zahidi, a liderança em termos de competitividade internacional é da economia dos EUA, seguida por Cingapura e Alemanha.

Para Davos, “em um tempo de agravamento das tensões nas relações comerciais e de uma reação contra a globalização, o relatório também revela a importância da abertura para a competitividade”. “As economias que estão desempenhando bem nos indicadores que denotam a abertura, tais como, barreiras alfandegárias com tarifas reduzidas ou barreiras alfandegárias não-tarifárias, facilidade de contratar mão-de-obra estrangeira e colaboração em aplicação patente, entre outros, também tendem a se desempenhar bem em termos de inovação e eficiência do mercado”, apontou.

Na avaliação do Fórum, “a saúde econômica global poderia ser positivamente impactada por um retorno à maior abertura e à integração”. Mas a entidade admite que apenas a liberalização não funciona.

“É fundamental que as políticas sejam implantadas para melhorar as condições daqueles afetados negativamente pela globalização dentro dos países”, disse. Davos, assim, defende “políticas de redistribuição, redes de segurança, investimentos em capital humano, assim como taxações mais graduais que visam a enfocar a desigualdade não precisam comprometer um nível de competitividade na economia”.

Para Saadia Zahidi, membro do Conselho de Administração do Fórum e chefe do Centro da Nova Economia e Sociedade, o protecionismo não é a resposta à insatisfação diante da globalização. “Há quem perca com a abertura. Mas a resposta não é se fechar Mas a proteção à população, com redistribuição e educação”, completou.

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Política

PF indicia Temer e pede prisão preventiva do coronel Lima

O relatório final com os indiciamentos e os pedidos de prisão foi enviado ao ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).
16/10/2018, 20h20

A Polícia Federal indiciou o presidente Michel Temer (MDB) e outros 10 investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no inquérito dos Portos – investigação sobre a edição de um decreto pelo emedebista que teria beneficiado empresas do setor. Na lista estão a filha de Temer, Maristela, o coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, e o ex-assessor especial do emedebista Rodrigo Rocha Loures – o homem da mala dos R$ 500 mil da JBS.

A PF pediu a prisão preventiva do coronel Lima e de outros três alvos da investigação. O relatório final com os indiciamentos e os pedidos de prisão foi enviado ao ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A reportagem está tentando localizar os citados.

Temer e outros 10 indiciados; veja lista

1. Michel Miguel Elias Temer Lulia

2. Rodrigo Santos da Rocha Loures

3. Antônio Celso Grecco

4. Ricardo Conrado Mesquita

5. Gonçalo Borges Torrealba

6. João Baptista Lima Filho

7. Maria Rita Fratezi

8. Carlos Alberto Costa

9. Carlos Alberto Costa Filho

10. Almir Martins Ferreira

11. Maristela de Toledo Temer Lulia

Veja a lista de quem a PF pediu a prisão preventiva

1. João Baptista Lima Filho

2. Carlos Alberto Costa

3. Maria Rita Fratezi

4. Almir Martins Ferreira

Inquérito dos Portos

O inquérito apura se empresas que atuam no Porto de Santos, como a Rodrimar e o Grupo Libra, foram beneficiadas por medidas que atingiram o setor portuário. Inicialmente, as investigações miravam, além de Temer, Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), ex-assessor do presidente e ex-deputado federal, Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar.

Ao longo da apuração, entraram também na mira o amigo do presidente João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, e executivos do Grupo Libra. Todos negam envolvimento em irregularidades.

Os advogados do presidente alegam que a proposta de ato normativo que resultou na edição do decreto foi submetida a Temer seguindo orientações do então ministro da pasta, competente para elaborar os estudos de mérito.

Imagens: Blog do Esmael 

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Goiás

Homem de 55 anos morre ao ser atropelado por motociclista, em Goiânia

Segundo a DICT, não há testemunhas do acidente, que ocorreu na noite de ontem (16/10) próximo ao Terminal Bandeiras, em Goiânia.

Por Ton Paulo
17/10/2018, 08h00

Um homem de 55 anos anos morreu depois de ser atropelado por um motociclista na noite da última terça-feira (16/10), no Jardim Planalto, em Goiânia. O motociclista, que ainda transportava uma passageira, sofreu ferimentos leves.

Conforme informações da Delegacia de Crimes de Trânsito (DICT), Hugo Pereira Melo Filho realizava a travessia da Avenida T-9, na região do Jardim América, próximo ao Terminal Bandeiras, por volta das 21h quando foi atropelado por Wdson Souza Gomes, de 34 anos, que conduzia uma motocicleta.

O motociclista ainda levava uma passageira, uma moça, quando o acidente ocorreu.

A vítima chegou a receber os primeiros socorros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Tanto o motociclista quanto a passageira que ele conduzia foram conduzidos, com lesões leves, para o Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO).

Segundo a assessoria da DICT, ainda não é possível concluir o que causou o acidente. “Uma investigação já foi aberta e as imagens de vídeo do local vão ser analisadas, porque não houve nenhuma testemunha”, afirma uma assessora da delegacia.

Número de mortes por atropelamento aumentou em Goiânia

De acordo com dados da DICT, 42 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Goiânia de janeiro ao início de abril do ano passado. Destes, 71% eram motociclistas e dez vítimas foram atropeladas.

Em 2016, foram 251 mortes ao longo de todo o ano, sendo 74% das vítimas motociclistas. Em 2015, 248 pessoas morreram em acidentes de trânsito na Capital. Destes, 39 foram atropelados e 72% eram motociclistas. Número representa um aumento considerável.

Em janeiro de 2017, foram 12 vítimas fatais e em fevereiro foram oito. No mês de março, 18 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Goiânia, sendo que 12 eram motociclistas e 6 foram atropeladas. Em abril, quatro pessoas morreram.

Ainda segundo os dados da DICT, 50% dos acidentes acontecem sexta-feira, sábado e domingo, entre as 17h e 8h. A faixa etária das vítimas é de 19 a 35 anos.

Via: Mais Goiás 

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Goiás

Traficantes são presos em Trindade e Goiânia

Na ocorrência de Goiânia os 12kg de crack apreendidos foram avaliados em R$ 142 mil reais.
17/10/2018, 08h33

Um traficante foi preso na madrugada desta quarta-feira (17/10) pela equipe das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM) no Jardim das Oliveiras, em Trindade, Região Metropolitana da capital e outro no Jardim Bonanza, em Goiânia.

O Tenente João Júnior disse ao Portal Dia Online que a equipe tomou conhecimento do caso através de informações repassadas pela Polícia Federal (PF) e começou a procurar pelo suspeito. Ainda segundo as informações, o suspeito foi identificado como Leomar Batista Rosa, de 42 anos, e foi encontrado quando estava entrando em sua residência.

Traficante é preso em Trindade

O Tenente contou também que dentro da casa de Leomar a equipe encontrou 8 kg de pasta base, 77kg de produtos para a fabricação e refino de drogas, uma balança industrial, máquinas para a produção de entorpecentes e um Renault Fluence, que era usado para o transporte das drogas.

Traficante preso tinha R$ 64 mil reais recebidos pelo tráfico de drogas

Traficante é preso em Trindade
Foto: Divulgação/ROTAM

Além do material apreendido na casa de Leomar, os policiais encontraram dentro da residência R$ 64.4000,00 em espécie, obtidos através do tráfico de drogas.

De acordo com o Tenente todo material apreendido foi encaminhado para sede da PF, em Goiânia, e Leomar autuado em flagrante por tráfico de drogas e por possuir materiais para fabricação de entorpecentes.

Ainda conforme as informações repassadas, Leomar possui outras 3 passagens por tráfico de drogas.

Um outro traficante foi preso no Jardim Bonanza em Goiânia

Traficante é preso em Trindade
Foto: Divulgação/ROTAM

Durante buscas no Jardim Bonanza, em Goiânia, um outro traficante identificado como Raylon Freitas Rios foi preso pela ROTAM. Segundo as informações divulgadas, Raylon foi encontrado nas ruas do setor e disse aos policiais que estava guardando uma grande quantidade de drogas em sua casa.

Traficante é preso em Trindade
Foto: Divulgação/ROTAM

Depois de ser informada pelo traficante, a equipe se deslocou até a casa do indivíduo  e encontrou em sua residência 3kg de cocaína avaliados em R$ 39 mil reais, 12kg de crack avaliados em R$ 142 mil reais, uma balança industrial  e R$ 700 reais. O material apreendido foi apresentando na Central de Flagrantes e Raylon autuado pelo crime de tráfico de drogas.

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Brasil

Brasileira tem cada vez menos filhos, revela estudo

O Brasil tem o menor índice de fecundidade comparando com outros 11 países da América Latina.
17/10/2018, 08h43

Se for ter outro filho, não consigo manter o padrão de sustento. Para conseguir continuar trabalhando, preciso de uma retaguarda. E o custo é alto”, diz a gerente de unidade de negócios Ariane Mayer, de 35 anos, mãe de um filho só. Aos quase 10 meses, Theo ainda não sabe, mas será filho único. A decisão segue uma tendência brasileira das últimas décadas: as mulheres têm cada vez menos filhos.

Lançado globalmente nesta quarta-feira, 17, o relatório Situação da População Mundial, do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa-ONU), mostra que a família brasileira tem uma média de 1,7 filho – na década de 1960, essa média era de 6 filhos. A taxa de fecundidade no Brasil é inferior à média da América Latina (2) e do mundo (2,5).

O estudo revela que o Brasil tem o menor índice de fecundidade na comparação com outros 11 países da região da América Latina e Caribe (República Dominicana, Costa Rica, El Salvador, México, Nicarágua, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai e Venezuela). A brasileira se torna mãe em média aos 26,4 anos.

Entre os três países com menor taxa de fecundidade, Chile e El Salvador empatam com 1,76 filho. A tendência deve se manter até 2020. “Essa taxa coloca o Brasil abaixo da taxa de reposição, que é de 2,1 filhos por mulher. Ou seja, a população deve decrescer (mais informações ao lado)”, explica Jaime Nadal, representante da Unfpa.

De acordo com ele, a expectativa é de um processo de envelhecimento da população “maior e mais acelerado”. “Hoje não só as pessoas têm menos filhos, como vivem mais”, afirma. Ele nota no Brasil dois cenários: casais e mulheres que estão fazendo a escolha de ter número de filhos abaixo do que gostariam de ter – por incapacidade de conciliar vida profissional e pessoal, por exemplo – e ainda mulheres que não podem fazer essa escolha porque não têm acesso a serviços de saúde pública e métodos contraceptivos para evitar a gravidez.

Nadal destaca que as mulheres com zero a 4 anos de estudo têm uma média de 2,9 filhos. As que possuem 12 ou mais anos de estudo não ultrapassam a taxa de 1,2 filho. Para ele, o maior desafio do poder público é dar às mulheres de todas as regiões, faixas de renda e escolaridade “o poder da escolha”. “Têm muito a ver com o direito de meninas e mulheres de completarem o ciclo educativo, viverem sem violência e respeitadas.”

Essa família optou por ter menos filhos

Ariane planejava ter um filho aos 35 anos. E teve Theo. Mesmo assim, foi um susto. “Não tive cabeça formada para ser mãe. Fui educada para ser independente, não depender de marido e ter a minha vida profissional”, conta.

Segundo ela, ao chegar aos 35, viu-se em um momento de definição. “Nessa fase, somos pressionados. E às vezes você está no auge da carreira profissional.” Para conciliar a vida profissional e pessoal, a gerente de unidade de negócios colocou o filho em período integral em uma escolinha. “Cuido o máximo que posso, mas também não com extremo. Lidando desse jeito, já sobrecarrega. Você precisa abrir mão da sua liberdade.”

Além disso, ela destaca o custo de manter um filho como impedimento principal para outra gravidez.

Três filhos

Já a analista de testes Danielly Jansen, de 32 anos, acabou engravidando três vezes: de Sophie, de 7 anos; Thales, de 3; e Benício, de 1 ano e 5 meses. “O Thales e o Benício nasceram de susto. Não tinha planejado.” E não foram gestações fáceis. Na gravidez da filha, Danielly teve descolamento de placenta e não podia se locomover. Precisou deixar o trabalho e largar os estudos. Depois engravidou de Thales. Teve depressão durante toda a gravidez. Em seguida, teve o terceiro filho: Benício. “Minhas amigas dizem que sou guerreira e corajosa por ter três filhos.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: alto astral 

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