Saúde

SUS vai oferecer novo medicamento contra hepatite C

Portaria do Ministério da Saúde incorpora o medicamento Sofosbuvir em associação ao Velpatasvir para o tratamento da hepatite Crônica.
16/10/2018, 14h47

Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje, (16), no Diário Oficial da União, incorpora o medicamento Sofosbuvir em associação ao Velpatasvir para o tratamento da hepatite Crônica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o texto, o prazo máximo para efetivar a oferta na rede pública é de 180 dias. O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) sobre o medicamento está disponível no site.

A Conitec informou, por meio de nota, que a associação entre o Sofosbuvir (400 mg) e o Velpatasvir (100 mg) será utilizada de acordo com o protocolo clínico para o tratamento da doença e apresenta uma posologia bastante favorável e cômoda ao paciente (um comprimido ao dia).

“Além disso, a medicação trata todos os genótipos do vírus da hepatite C e, dependendo da condição clínica dos pacientes, o tratamento pode durar 12 semanas com alta eficácia e segurança”, destacou a comissão.

Hepatite C

Segundo o Ministério da Saúde, a hepatite C é causada pelo vírus C (HCV), presente no sangue de pessoas infectadas.

Entre as causas de transmissão estão a transfusão de sangue e o compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas e cachimbos), para higiene pessoal (lâminas de barbear, escovas de dente e alicates de unha) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings.

A transmissão também pode acontecer da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, e por sexo sem camisinha com uma pessoa infectada.

Ainda de acordo com a pasta, quando a infecção persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica da hepatite C.

A infecção é, geralmente, acompanhada por sintomas inespecíficos – as primeiras manifestações clínicas características aparecem já nas fases mais adiantadas da doença.

Cerca de 20% dos infectados cronicamente pelo vírus podem evoluir para cirrose hepática e cerca de 1% a 5%, para câncer de fígado.

Imagens: observatoriog 

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Economia

Etanol sobe em 17 Estados e no DF; preço médio avança 1,64% no País

Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP, houve reajuste médio de 1,64% no preço do etanol.
16/10/2018, 14h59

Os preços do etanol hidratado subiram nos postos de 17 Estados brasileiros e no Distrito Federal na semana passada, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Em outros oito Estados houve queda e no Amapá não houve avaliação.

Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP, houve reajuste médio de 1,64% no preço do etanol na semana passada, para R$ 2,914. Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação média do hidratado avançou 2,39% sobre a semana anterior, a maior alta entre todos os Estados no período, de R$ 2,682 para R$ 2,746 o litro. No período de um mês os preços do combustível avançaram 10,37% nos postos paulistas.

Além de São Paulo, no período mensal os preços do etanol subiram em 19 Estados e no Distrito Federal e caíram em cinco unidades da Federação pesquisadas. No Amapá não houve avaliação. A maior alta mensal, de 14,18%, foi em Mato Grosso. Na média brasileira o preço do etanol pesquisado pela ANP acumulou alta de 8,33% na comparação mensal. O Maranhão registrou a maior baixa no preço do biocombustível na semana passada, de 2,45%, e o maior recuo mensal também foi de um Estado nordestino, a Paraíba, com 4,30%.

O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,349 o litro, em São Paulo, e o máximo individual ficou de R$ 4,800 o litro, em Rondônia. Apesar da disparada nos preços, São Paulo mantém o menor preço médio estadual, de R$ 2,746 o litro, e o maior preço médio ocorreu nos postos do Acre, de R$ 4,040 o litro.

Vantagem econômica do etanol sobre a gasolina

Com a queda de 2,32% nos preços médios na semana passada, o etanol ganhou competitividade sobre a gasolina na Paraíba. Os preços médios do biocombustível permanecem vantajosos também nos cinco Estados entre os maiores produtores do País – São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso -, além do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. O levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.

Com o recuo, a paridade na Paraíba ficou em 69,13%. Em Mato Grosso, o hidratado é vendido em média por 59,62% do preço da gasolina, em Goiás em 60,15%, em São Paulo por 61,04% e em Minas Gerais a 61,30%. No Paraná a paridade está em 65,39%, no Rio de Janeiro em 67,94% e no Distrito Federal em 68,68%. Na média brasileira, a paridade é de 61,71% entre os preços médios do etanol e da gasolina, também favorável ao biocombustível.

A gasolina é mais vantajosa em Roraima, com a paridade de 84,52% para o preço do etanol.

Imagens: diariodopoder 

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Goiás

Energia elétrica em Goiás fica mais cara a partir do dia 22

Audiência pública para discutir a revisão da tarifária da Enel tinha sido aprovada em Julho deste ano.
16/10/2018, 15h02

Pode preparar o bolso, porque a conta de energia vai ficar mais cara em Goiás a partir do dia 22 de outubro! A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (16/10) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) que aprovou a revisão tarifária periódica da Enel Distribuição no Estado de Goiás.

Para aprovar a revisão tarifária a agencia levou em consideração diversos fatores, como questões hidrológicas, setoriais e a aquisição de energia, principalmente da usina de Itaipu, que tem o preço fixado no dólar.

Energia elétrica em Goiás será ajustada em 18%

O reajuste para os consumidores de baixa tensão subiu em média 15,31%, enquanto os clientes de média e alta tensão subiu em média 26,52%. De acordo com a ANEEL o efeito médio para o consumidor será de 18,54%

A Aneel faz o reajuste tarifário para a concessionária de energia do Estado de Goiás de cinco em cinco anos, com intuito de estabelecer o equilíbrio econômico e financeiro da concessão.

Em Goiás a Enel atende cerca de 3 milhões de unidades consumidoras nas 237 cidades do Estado, que terão suas contas de energia ajustadas a partir do dia 22 de outubro.

O aumento médio de 18,54% vem sendo discutido desde julho deste ano, quando a Agência aprovou a abertura de audiência pública para discutir a revisão tarifária para os consumidores do Estado de Goiás, afim de equiparar a Enel com outras concessionárias do país.

De acordo com a Enel, do percentual aprovado pela ANNEL e do valor arrecado com as contas de energias, mais de 2/3 dos custos não são de responsabilidade da empresa. E explicou que em uma conta onde o consumidor paga R$ 100 reais, deste valor apenas R$ 17,20 são destinados à Enel Distribuição para operação, expansão e manutenção da rede de energia. E para sustentar o volume de investimentos que a concessionária vem fazendo no Estado de Goiás.

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Brasil

Detentos fazem motim após proibição de visita de crianças a presídios no Ceará

Agentes penitenciários foram acionados e debelaram o fogo, que atingiu a vivência da unidade, e em seguida dispersaram o grupo que iniciou a rebelião.
16/10/2018, 15h23

Após determinação da Secretaria de Justiça (Sejus) do Ceará de proibir a visita de crianças a presídios onde haja detentos acusados de crimes sexuais, presidiários da Unidade Prisional Professor José Sobreira de Amorim, em Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza, queimaram colchões em motim realizado na noite desta segunda-feira, 15. Agentes penitenciários foram acionados e debelaram o fogo, que atingiu a vivência da unidade, e em seguida dispersaram o grupo que iniciou a rebelião.

Após estupro de menor, detentos fazem motim contra proibição de visita de crianças a presídios no Ceará.

Decisão de proibir visita de crianças a presídios

A decisão de proibir a visita de crianças foi tomada pelo Estado após o estupro de uma menina de 11 anos no Centro de Execução Penal e Integração Social Vasco Damasceno Weyne (Cepis), no Complexo de Itaitinga. O crime foi cometido por um detento, durante o horário de visita, que acontece entre 9 e 16 horas.

No motim de segunda à noite, alguns internos tiveram ferimentos leves e foram encaminhados para a unidade de saúde do estabelecimento prisional. Os reparos nas celas foram iniciados na manhã desta terça-feira, 16. De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública do Ceará, a Polícia Civil está apurando as causas da ocorrência.

A pasta disse ter registrado a ocorrência de apenas um único motim no Complexo Penitenciário de Itaitinga, mas há relatos de outros que teriam ocorrido no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO II) e no Cepis.

O detento acusado de ter praticado o crime contra a menina foi levado para isolamento, por medida de segurança, visto que está marcado de morte por ter violado leis internas dos presidiários. A garota estuprada dentro da unidade prisional, segundo informou a Sejus, visitava uma ala restrita a presos que cumpriram pena por crimes sexuais. O pai da menina está detido por ter cometido este tipo de delito.

Sindicatos dos Agentes Penitenciários já haviam alertado sobre riscos de crianças no presídio

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Ceará afirmou que já havia alertado a Sejus sobre o risco de crianças nestes locais, mas não foi ouvido. Em sua defesa, a Secretaria de Justiça informou que “a visita de filhos e netos de internos é garantida pela Lei de Execução Penal e sempre transcorreu normalmente, desde que as crianças estejam acompanhadas pelos responsáveis legais e que estejam cadastradas no Núcleo de Cadastro de Visitantes para tal fim”.

Imagens: cnews 

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Política

Denúncias de fraude em urnas serão registradas on-line

as denúncias feitas por cidadãos nas seções eleitorais sobre irregularidades no processo de votação serão registradas em tempo real e disponibilizadas para acompanhamento da apuração do caso.
16/10/2018, 16h03

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse hoje (16) que todas as denúncias de fraude feitas por cidadãos nas seções eleitorais sobre irregularidades no processo de votação serão registradas em tempo real e disponibilizadas on-line para acompanhamento da apuração do caso.

Jungmann e a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, assinaram nesta terça-feira (16) um termo de orientação conjunta com diretrizes a serem seguidas por mesários e presidentes das seções eleitorais diante de denúncias sobre fraude nas urnas.

Nesses casos, os mesários e presidentes de seção deverão fazer o registro das denúncias e enviá-las em tempo real ao sistema da Justiça Eleitoral, por meio de uma funcionalidade acrescentada ao aplicativo Pardal, que já se encontra disponível.

“A grande vantagem aqui é que toda e qualquer denúncia estará registrada e colocada em rede aberta, e vocês vão poder conferir o se, o quando e o como, e qual o resultado daquela apuração. Essa é amaneira mais transparente que você pode dar a qualquer tipo de problema que seja verificado por qualquer eleitor ou eleitora”, disse Jungmann após assinar o termo, no TSE.

Objetivo é desencorajar denúncias de fraude após eleitor deixar seção eleitoral

Segundo o ministro, o objetivo é desencorajar que denúncias sejam feitas após o eleitor deixar a seção eleitoral. Desse modo, acredita o ministro, ficaria mais fácil separar situações verdadeiras de boatos que tenham como objetivo somente abalar a credibilidade da urna eletrônica. Ainda de acordo com Jungmann, reclamações posteriores necessitariam assim apresentar também uma justificativa para não terem sido feitas na hora da votação.

“Acredito que qualquer denúncia que venha a ser feita, deve ser devidamente investigada e apurada. Agora, não entendo por que se você tem a mesa ali, o mesário está ali, o presidente [da seção] está ali, ele tem um aplicativo, tem a determinação de fazê-lo [registrar a denúncia], por que fazer depois? No mínimo uma justificativa tem que ser dada a esse respeito”, defendeu o ministro.

Jungmann informou que espera receber até o fim de semana um relatório da Polícia Federal (PF) com o resultado das investigações sobre todas as irregularidades em urnas eletrônicas relatadas no primeiro turno das eleições. Ele disse que “quem usa fake news para tirar a credibilidade ou para deturpar ou causar comoção, aí de fato não tem jeito, tem que ser punido”.

Imagens: Veja 

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