Política

General quer Eduardo Bolsonaro na chefia da Câmara

Roberto Sebastião Peternelli Júnior (PSL) afirmou que os partidos com as maiores bancadas na Câmara em janeiro - o PSL - e no Senado - o MDB - devem presidir as respectivas Casas; Já Eliéser Monteiro Girão, também general e eleito deputado federal pelo PSL, defendeu o impeachment e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal.
17/10/2018, 13h41

Coordenador das candidaturas de militares das Forças Armadas e deputado eleito por São Paulo, o general Roberto Sebastião Peternelli Júnior (PSL) afirmou que os partidos com as maiores bancadas na Câmara em janeiro – o PSL – e no Senado – o MDB – devem presidir as respectivas Casas. Ele defendeu a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a presidência da Câmara. Filho do presidenciável Jair Bolsonaro, Eduardo foi reeleito com 1,8 milhão de votos.

O fato de ele ser filho do candidato à Presidência não seria um problema, segundo o general. “Família não pode ajudar, mas também não pode atrapalhar.” Peternelli saiu aspirante-a-oficial na turma de 1976, da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), onde foi contemporâneo de Bolsonaro (turma de 1977) e do general Hamilton Mourão (turma de 1975), candidato a vice-presidente na chapa. É amigo do general Eliéser Monteiro Girão, também eleito deputado federal pelo PSL, que nesta terça-feira, 16, defendeu o impeachment e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Eduardo Bolsonaro na chefia da Câmara

A decisão de indicar Eduardo Bolsonaro para presidir a Câmara foi fechada em reunião da bancada paulista do PSL – o partido elegeu dez deputados federais no Estado. “Teremos a maior bancada em janeiro e temos o deputado mais bem votado, Eduardo Bolsonaro. Mas quem vai decidir isso será o Jair”, disse o general.

A disposição de fazê-lo presidente da Casa foi confirmada pelo senador eleito Major Olímpio (PSL-SP). “Por meritocracia, seria o Eduardo Bolsonaro, que teve a maior votação.” Olímpio admitiu, no entanto, que há a possibilidade de a sigla indicar o deputado eleito Luciano Bivar (PE), fundador do PSL para o cargo. O partido elegeu 52 deputados, mas tem a expectativa de que mais deputados resolvam aderir à legenda até o fim do ano, fazendo sua bancada ultrapassar a do PT, que obteve 56 cadeiras na Câmara.

Assembleia

Além dos deputados federais eleitos, os 15 estaduais do PSL participaram do encontro, entre eles o capitão reformado do Exército Castelo Branco. Na semana passada, Castelo Branco afirmou que o nome da deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) deve ser indicada pelo partido para presidir a Assembleia Legislativa de São Paulo. “Ela deve ser a primeira mulher a presidir a Casa”, afirmou o capitão.

O PSL fez 15 deputados estaduais em 2018, o que significa a maior bancada da Assembleia Legislativa na próxima legislatura. Janaína Paschoal recebeu mais de 2 milhões de votos e foi a deputada estadual mais votada da história. Segundo Olímpio, que é ainda o presidente do PSL paulista, a escolha se deu por unanimidade na bancada.

“Os mais de 2 milhões de votos dela arrastaram junto mais da metade da bancada, já que a cada 210 mil votos entrou mais um parlamentar. Ela é madrinha da maioria dos deputados”, disse Olímpio. Ainda segundo ele, a tradição da Casa também é de que a maior bancada faça a indicação do presidente.

Salários

Além de se preocupar com a eleição dos presidente das duas Casas do Congresso, a bancada do PSL terá de enfrentar uma pauta delicada logo no início da próxima legislatura. “Teremos uma pauta difícil no começo do governo”, afirmou o general Sebastião Peternelli, ao se referir às decisões que o futuro presidente deve tomar sobre o aumento do salário mínimo, o reajuste do funcionalismo público e manutenção ou não do subsídio para o diesel para os caminhoneiros.

“Não adiante você conceder um aumento que não há viabilidade de ser executado. Há uma defasagem de 15 anos no soldo. A caserna vai compreender. Não podemos pensar, o foco do presidente é o bem comum, o Brasil. Em uma primeira etapa, o aumento que foi dado ao funcionalismo civil deve ser dado aos militares. Mas a decisão é do próprio Bolsonaro.”

Diante da perspectiva de invasões de propriedades públicas e privadas durante manifestações, o general afirmou defender que essas ações – tanto no campo quanto na cidade – sejam tipificadas como terrorismo, como propõe Bolsonaro. “É preciso cumprir a lei”, disse. “Se a legislação atual não está sendo suficiente para inibir essas invasões, você precisa mudar para que a lei branda não a estimule as invasões. É preciso dar tranquilidade ao homem do campo”, afirmou.

O general defendeu, por fim, que o Congresso vote e regulamente a prisão de réus após a condenação em segunda instância, tema ainda em discussão no Supremo tribunal Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: G1 

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Política

Nova Previdência deve preservar questões militares

Uma reforma da Previdência em um futuro governo de Jair Bolsonaro deve "preservar as especificidade das carreiras militares" e "combater privilégios", afirma o general Roberto Sebastião Peternelli Júnior.
17/10/2018, 14h05

Uma reforma da Previdência em um futuro governo de Jair Bolsonaro deve “preservar as especificidade das carreiras militares” e “combater privilégios”. A afirmação foi feita pelo general Roberto Sebastião Peternelli Júnior, deputado federal eleito pelo PSL, e pelo capitão reformado do Exército Castelo Branco, eleito deputado estadual pelo partido em São Paulo.

Na semana passada, o capitão esteve com o economista Paulo Tafner, para ouvir cenários para a reforma da Previdência – uma das que Peternelli considera prioritárias em um governo Bolsonaro. “Ela é a uma necessidade. Se o Estado brasileiro não fizer nada, em 2022 teremos dificuldades para cumprir os compromissos”, disse o general.

Castelo Branco disse que Tafner descreveu três cenários em uma palestra. “Inevitavelmente terá de mexer com todos os nichos sociais. Os militares têm características completamente distintas de outras profissões. Há de se manter essas especificidades. Todos deverão entrar nesse pacote”, afirmou.

Tanto ele quanto o general afirmaram que a futura reforma da Previdência de Bolsonaro deve “acabar com privilégios”, sem especificar quais.

“É preciso um estudo adequado se o desembargador vai entrar, o governador vai entrar, o deputado vai entrar, não há porque os militares não entrarem”, disse Peternelli. “De formas diferentes, respeitando suas especificidades”, completou Castelo Branco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Bolsonaro promete tratar reforma da Previdência “com calma”

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista à TV Bandeirantes que, em um eventual governo dele, a reforma da Previdência será tratada “vagarosamente”.

“Se você fizer com calma e devagar, você chega lá”, afirmou, em entrevista exibida no Jornal da Band, ao comentar sobre o ritmo de aprovação da reforma da Previdência. “Não é como muitos querem. Não adianta querer botar remendo novo em calça velha.”

Na avaliação do candidato, o grande gargalo da Previdência é o serviço público. “Por exemplo, um homem do serviço público se aposenta hoje com 60 anos. Vamos botar 61. Você aprova. Se você botar 65 logo de cara, você não vai aprovar porque a esquerda vai fazer uma campanha enorme, dizendo, por exemplo, que no Piauí a expectativa de vida é de 69 anos de idade”, afirmou.

Bolsonaro disse ainda que vai “acabar com as incorporações” salariais no momento da aposentadoria. Ele afirmou também que não pode tratar o policial militar e os membros das Forças Armadas da mesma forma que os outros trabalhadores. “O que não pode é fábrica de marajás”, disse.

Imagens: Estadão 

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Política

Por ter sido chamado de maçom, Feliciano discute com Daciolo no Congresso

Feliciano entrou com uma representação no Conselho de Ética contra Daciolo por causa do vídeo.
17/10/2018, 14h40

Um vídeo em que o deputado Cabo Daciolo (Patriota-RJ) diz que Marco Feliciano (Pode-SP) tem ligações com a maçonaria fez com que os parlamentares discutissem nesta quarta-feira, 17, durante sessão do Congresso. Feliciano, que é evangélico, foi tirar satisfações com o bombeiro militar.

“Eu disse para ele: ‘O mesmo Deus que disse que você seria o presidente da República foi o que te disse que eu sou maçom, ou seja, não é Deus”, disse Feliciano sobre o ocorrido.

Segundo Daciolo, o vídeo é sobre “as pessoas que estão comercializando a palavra de Deus”.

“Citei ele (Feliciano) e Silas Malafaia como exemplo do envolvimento deles com a maçonaria. Maçonaria essa que está no poder desde sempre no nosso País”, afirmou o bombeiro militar. “Vamos esperar o tempo, Deus vai revelar. Eu só pedi para eles se arrependerem e virem para Jesus e ficarem no primeiro amor, no caminho do senhor Jesus que é amor, não comercializar a palavra de Deus”, disse.

Feliciano afirmou que não há demérito em ser maçom, “só que o evangélico pentecostal não se envolve com a maçonaria”. Disse ainda que o vídeo do candidato à presidência viralizou e o prejudicou fazendo ele perder votos. Ele foi reeleito por São Paulo, com 239.784. Na eleição de 2014 ele teve 398.087 votos.

O deputado do Podemos disse que nunca teve qualquer ligação com a maçonaria e que conhece a instituição por livros. Ele afirmou ainda que tentou confrontar Daciolo antes, mas que o deputado “fugiu”. “É uma lástima porque traz um prejuízo para a comunidade evangélica”, comentou.

Feliciano entrou com uma representação no Conselho de Ética contra Daciolo por causa do vídeo.

Cabo Daciolo pediu anulação do 1º turno das eleições

Com uma campanha marcada por declarações polêmicas e virar alvo de “memes” em redes sociais, o deputado federal Cabo Daciolo (Patriota-RJ) pediu no último dia 10, à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, a anulação do primeiro turno das eleições e a adoção do sistema de cédulas. O parlamentar, que concorreu à Presidência da República, aponta que durante a eleição, “inúmeras denúncias de mau funcionamento” e de “adulteração de grande contingente de urnas” surgiram em todas as regiões do País.

Daciolo encerrou o primeiro turno da eleição presidencial em sexto lugar, com 1,3 milhão de votos (1,26% do total), à frente do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) e da ambientalista Marina Silva (Rede).

Imagens: Folha de São Paulo 

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Goiás

Museu promove atividades em comemoração ao aniversário de Goiânia

Uma das atrações será a feira de troca de fotos da capital.
17/10/2018, 15h07

A cidade de Goiânia completa 85 anos na próxima quarta-feira (24/10) e as programações em comemoração ao aniversário da capital do Estado de Goiás já começaram.

O Museu da Imagem e Som (MIS), que faz parte da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte do Estado de Goiás (Seduce), promove durante as próximas duas semanas diversas atividades em comemoração ao aniversário da cidade.

A programação foi aberta na noite da última terça-feira (16/10) com uma roda de conversa, com os artistas da exposição fotográfica Crua, que esta em cartaz no museu.

O MIS ainda irá promover no próximo dia 23, um dia antes do aniversário de Goiânia, a oficina de intervenção fotográfica com o título Reinventando Narrativas da Cidade, que será ministrada pelo artista Hal Wildson e a fotógrafa Júlia Mariano.

A oficina gratuita irá acontecer das 9h às 17h na sala Multimeios e tem 15 vagas disponibilizadas, os interessados podem se inscrever pelo e-mail: mis.go@seduc.gov.br.

Os participantes que se inscreverem para participar da oficina terão que levar alguns materiais, para poder acompanhar as atividades, como: agulhas, cola, tesoura, linha para bordado e cinco fotos que possam passar pelas intervenções.

Feira de Troca de Fotos com tema da cidade é uma das atrações

Mis promove atividades em comemoração ao aniversário de Goiânia

No dia 26 o museu irá fazer uma feira de troca de fotos na galeria coberta do Centro Cultural Marieta Telles Machado a partir das 17h até às 20h.

A feira foi idealizada pela professora Ana Rita Vidica da Universidade Federal de Goiás (UFG), que disse que a ideia é organizar um espaço para exposição fotográfica, em comemoração ao aniversário de Goiânia para ver, trocar e falar sobre fotos e a cidade.

Para quem tiver interesse de participar da feira, os organizadores do evento no MIS pedem que seja levado pelo menos cinco fotos que falem sobre a cidade de Goiânia, com o tamanho de 15×21 centímetros. Para quem quiser ter a foto divulgada pelo museu, basta levar o arquivo digital da fotografia, ela será divulgada nas redes sociais do MIS.

O Museu da Imagem e do Som funciona no Centro Cultural Marietta Telles Machado, na Praça Cívica, com atendimento de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h, e das 14h às 17h30.

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Política

Haddad: FHC está aos poucos contando toda a história

O petista admitiu que o tucano não o apoiou como gostaria.
17/10/2018, 15h08

Após o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ter dito que a porta entre Fernando Haddad (PT) e ele está agora com a fechadura “enferrujada”, o petista admitiu que o tucano não o apoiou como gostaria. “Quando ele falou que tinha uma porta eu ouvi isso com alguma esperança. Só soube que ela estava enferrujada hoje, então ele está aos poucos contando toda a história”, disse Haddad em coletiva de imprensa.

“A vida é assim. A história às vezes cobra os nossos posicionamentos. Nem sempre avisa”, declarou o petista, ao lembrar que o PSDB foi derrotado logo no primeiro turno da disputa presidencial. “O Alckmin foi traído pelo PSDB ainda no primeiro turno.”

O presidenciável do PT repetiu que procurou montar uma frente com os “democratas” contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) e que recebeu o apoio individual de lideranças do PSDB. “Nem todos vão atuar da maneira como eu gostaria e como eu sugeriria para uma pessoa com a formação que ele (FHC) tem.”

Declaração de FHC sobre cobrança de posicionamento por parte de petistas

Alvo de ataques incessantes do PT por mais de duas décadas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse, em entrevista ao Estado, que não aceita “coação moral” dos que agora buscam seu apoio.

“Quando você vê o que foi dito a respeito do meu governo, nada é bom. Tudo que fizeram é bom. Quem inventou o nós e eles foi o PT. Eu nunca entrei nessa onda.” Segundo ele, “agora o PT cobra… diz que tem de (apoiar Haddad). Por que tem de apoiar automaticamente? Quando automaticamente o PT apoiou alguém? Só na vice-versa. Com que autoridade moral o PT diz: ou me apoia ou é de direita? Cresçam e apareçam. A história já está dada, a minha.”

E desabafou: “Agora é o momento de coação moral… Ah, vá para o inferno. Não preciso ser coagido moralmente por ninguém. Não estou vendendo a alma ao diabo”.

Apesar disso, ele diz que “há uma porta” com Fernando Haddad (PT), mas com o “outro (Jair Bolsonaro, PSL)”, não.

Imagens: amigos de pelotas 

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