Política

Provas contra Temer vão de delações a dados bancários e laudos, afirma PF

Advogado de Temer ainda não teve acesso ao relatório.
17/10/2018, 11h47

No despacho no qual aborda o indiciamento do presidente Michel Temer (MDB) pela Polícia Federal (PF), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), destaca que o relatório conclusivo do inquérito dos Portos reuniu “provas de diversas naturezas”.

A PF indiciou Temer, sua filha Maristela de Toledo, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) – o “homem da mala dos R$ 500 mil” -, o coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho (o coronel Lima, amigo do presidente), a arquiteta Maria Rita Fratezi (mulher do coronel), além de executivos da empresa Rodrimar e do grupo Libra no inquérito dos Portos.

“De acordo com o Relatório, foram produzidas, no âmbito do inquérito, provas de naturezas diversas, que incluíram colaborações premiadas, depoimentos, informações bancárias, fiscais, telemáticas e extratos de telefone, laudos periciais, informações e pronunciamentos do Tribunal de Contas da União, bem como foram apurados fatos envolvendo propinas em espécie, propinas dissimuladas em doações eleitorais, pagamentos de despesas pessoais por interpostas pessoas – físicas e jurídicas -, atuação de empresas de fachada e contratos fictícios de prestação de serviços, em meio a outros”, relatou Barroso.

Ao todo, onze investigados, inclusive Temer, foram indiciados pelo delegado Cleyber Malta Lopes, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PF entregou nesta terça-feira, 16, a conclusão das investigações no gabinete do ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso.

O inquérito apurou “se houve favorecimento a empresas concessionárias de terminais portuários e recebimento de vantagens indevidas por autoridades públicas na edição do Decreto nº 9.048, de 10.05.2017 (Decreto dos Portos)”.

A Polícia Federal também pediu a Barroso o bloqueio de bens de todos os indiciados – inclusive de Temer – e a prisão preventiva de quatro deles: do coronel Lima e sua mulher, além de Carlos Alberto Costa e Almir Martins Ferreira, que atuaram respectivamente como sócio e contador do oficial.

O ministro vai aguardar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) para decidir sobre esses pedidos. A PGR tem 15 dias para se manifestar.

No despacho, o ministro assinala que a PF afirmou ter produzido provas de “naturezas diversas”, incluindo “colaborações premiadas, depoimentos, informações bancárias, fiscais, telemáticas e extratos de telefone, laudos periciais, informações e pronunciamentos do Tribunal de Contas da União” sobre as supostas irregularidades no decreto dos Portos.

A PF, diz Barroso, teria apurado fatos ao longo do inquérito “envolvendo propinas em espécie, propinas dissimuladas em doações eleitorais, pagamentos de despesas pessoais por interpostas pessoas – físicas e jurídicas -, atuação de empresas de fachada e contratos fictícios de prestação de serviços, em meio a outros”.

Defesa de Michel Temer

O advogado Brian Alves, responsável pela defesa do presidente Michel Temer, disse que não se manifestaria porque não teve acesso ao relatório da Polícia Federal.

O advogado Cézar Bittencourt, que defende Rodrigo Rocha Loures, também disse que não teve acesso ao relatório policial e, portanto, “não há como se manifestar globalmente”.

“No entanto, nesse inquérito, Rocha Loures não estava sendo investigado pelos crimes organizado e lavagem de dinheiro. Mas, certamente, não há elementos para a PGR oferecer denúncia contra Rocha Loures”, afirmou o advogado.

Por meio de nota, os advogados Maurício Leite e Cristiano Benzota, responsáveis pela defesa do coronel João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, disseram estar “perplexos” com o pedido de prisão feito pela Polícia Federal.

Segundos os advogados, o coronel está “afastado de suas atividades profissionais e, permanentemente, em sua residência cuidando da saúde”. “Sempre foram apresentadas todas as informações solicitadas pelas autoridades, por intermédio de sua defesa, o que torna o pedido de prisão desprovido de fundamento legal”, afirmam os defensores.

Imagens: informe baiano 

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Goiás

Caminhoneiro fica preso nas ferragens do veículo após batida, em Anápolis; veja o vídeo

A batida foi tão forte que o motorista da carreta acabou ficando com as pernas presas entre as ferragens.

Por Ton Paulo
17/10/2018, 12h09

Um acidente ocorrido no município de Anápolis, a 60 quilômetros de Goiânia, envolvendo um caminhão baú e uma carreta por pouco não acabou em tragédia na manhã desta quarta-feira (17/10).

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, por volta das 06h15 (horário em que o socorro dos bombeiros foi acionado) um caminhão baú estacionado na Avenida Pedro Ludovico, na altura das Lajes Anapolina, no Vivian Parque, foi atingido na traseira por uma carreta.

Segundo as informações, a batida teve um impacto tão forte que retorceu completamente a frente da carreta, deixando o motorista, Alex da Silva de 43 anos, com as pernas presas às ferragens do veículo.

Os militares socorristas conseguiram fazer a remoção da vítima depois de um delicado trabalho de corte das ferragens. Alex foi encaminhado com contusões e cortes nos membros inferiores para o Hospital Municipal Jamel Cecíclio, na Vila Jussara, em Anápolis.

Veja o momento em que os Bombeiros trabalhavam para remover a vítima do veículo batido

No dia 11 de agosto deste mesmo ano, também em Anápolis, um acidente de trânsito também deixou um motorista preso entre as ferragens do veículo.

De acordo com informações da polícia, houve uma colisão envolvendo uma caminhonete Hilux, um EcoSport e uma motocicleta na altura da Ala 2, antiga Base Área.

Testemunhas que estavam no local afirmam que o motorista do veículo, ainda não identificado, ficou preso nas ferragens e precisou ser socorrido.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a pista foi liberada logo depois, mas não foi divulgado, à época, um levantamento oficial sobre a quantidade de feridos nem as causas do acidente.

Segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) à reportagem do Dia Online, Newton Morais, um dos principais fatores causadores de acidentes é a imprudência no trânsito e a irresponsabilidade em ultrapassagens e manobras perigosas.

Via: Portal 6 

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Goiás

Médico que abusou sexualmente de paciente em Goiânia é solto depois de pagar fiança

Valor da fiança paga pelo médico foi de aproximadamente R$ 5 mil reais e ele vai responder o processo em liberdade.
17/10/2018, 12h25

O médico preso na noite da última segunda-feira (15/10) no Cais do Bairro Goiá, em Goiânia, acusado de abusar sexualmente de uma paciente durante a realização de uma consulta, foi liberado na tarde da última terça-feira (16/10) depois pagar fiança.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Goiânia (DEAM) e conduzido pelo delegado Humberto Teófilo. O delegado confirmou ao Portal Dia Online que o profissional de saúde foi liberado, depois de pagar fiança no valor aproximado de R$ 5 mil reais e agora vai responder ao processo em liberdade.

Médico negou o abuso e disse que seguiu o procedimento padrão

Ainda de acordo com Humberto, no depoimento “o médico negou as acusações e disse que o procedimento adotado por ele é o normal durante uma consulta médica”. O delegado confirmou também que a vítima manteve as acusações de que o profissional de saúde durante a consulta tocou em suas partes íntimas, sem o seu consentimento.

O delegado comentou também que ao apurar os fatos, ficou constatado que está não foi a primeira vez que o médico agiu dessa maneira “foi verificado que o médico em questão já tinha condutas desviantes, no exercício de sua profissão”.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) se manifestou na última terça-feira (16/10) por meio de nota, onde informou que o profissional foi afastado de todas as suas atividades.

Confira na íntegra a nota da Secretaria

“A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) repudia qualquer atitude que ofenda a dignidade da pessoa humana. A SMS esclarece que tão logo tomou ciência do caso, o médico foi afastado das atividades. Por fim, esclarece que abrirá sindicância para apurar os fatos e que está disponível para contribuir com as investigações da justiça.”

Importunação Sexual passou a ser crime

No dia 24 de setembro de 2018, Importunação Sexual passou a ser crime, quando o presidente em exercício no Supremo Tribunal Federal (STF) o ministro Dias Tofolli, sancionou o texto de projeto de lei, que prevê pena de 2 a 6 anos de reclusão.

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Brasil

Outubro Rosa: representatividade de mulheres com câncer metastático é recente

Com a campanha mais voltada para a prevenção - no sentido de fazer exames periodicamente para diagnóstico precoce, cuidar e conhecer o próprio corpo - e exemplos de mulheres que foram curadas, os casos metastáticos ficavam isolados do debate.
17/10/2018, 13h20

O primeiro contato de Elfriede Galera com o Outubro Rosa foi em 2010, seis meses após o diagnóstico de câncer de mama metastático, quando tinha 54 anos. “Me senti muito mal, tanto que não participei de nada, porque não me sentia representada. As pessoas não entendiam que eu não tinha cura”, conta.

Foi só em 2013 que ela se encontrou nas atividades propostas pelo movimento. “Descobri um instituto que estava fazendo um encontro de mulheres com câncer metastático. Diziam que eu tinha de ter foco, fé na cura, mas eu falava que tinha de ter foco na vida”, relembra.

Anualmente, o mês de outubro se destaca para conscientizar a sociedade sobre o câncer de mama. Com um discurso mais voltado para a prevenção – no sentido de fazer exames periodicamente para diagnóstico precoce, cuidar e conhecer o próprio corpo – e exemplos de mulheres que foram curadas, os casos metastáticos ficavam isolados do debate.

Para as mulheres com esse tipo avançado da doença, no qual há tumores em outros órgãos, existe um sentimento de culpa. “Eu fico muito chateada porque parece que eu não me cuidei, que não fiz o que tinha de ser feito e isso não é verdade. Quando descobri um tumor pequeno, fui ao médico na mesma semana, comecei a fazer exames, fiz cirurgia, quimioterapia e, dois anos depois, voltou metastático. Mas eu fiz tudo como tinha de ser feito”, relata Jussara Del Moral, de 54 anos.

Ela foi diagnosticada com câncer de mama em janeiro de 2007, fez cirurgia para retirar a parte afetada, quimioterapia e radioterapia. Dois anos depois, veio o diagnóstico de metástase nos pulmões.

Engajada nas campanhas do Outubro Rosa, Jussara reconhece a importância do movimento, vai a eventos e dá palestras. No entanto, só há cerca de três anos, segundo ela, as pacientes com câncer de mama metastático tiveram visibilidade. “Entenderam que é preciso haver conscientização para quem teve câncer”, diz. O alerta também vale para as mulheres que já se curaram, pois há possibilidade de recidiva, ou seja, retorno da doença.

Crescimento do número de mulheres com câncer de mama

A psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, reforça a necessidade dessa abordagem. “A gente precisa conscientizar as mulheres. O número do câncer não para de crescer no Brasil e mais da metade das mulheres descobre o câncer no estágio avançado. O Oncoguia aproveita o Outubro Rosa para mostrar que as mulheres que têm câncer podem viver com qualidade de vida, e há outras informações a que elas precisam ter acesso”, explica a especialista.

Cerca de 60 mil mulheres recebem o diagnóstico de câncer de mama todos os anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Dessas, 30% terão metástase. Luciana pontua que, quanto mais histórias de mulheres que convivem com a doença, melhor. “Apesar das fases de medo e insegurança, tocar a vida mais normal é possível mesmo em estágio mais avançado e tudo isso, pegando carona no Outubro Rosa, dá luz para essas pacientes”, diz.

As histórias diversas também importam do ponto de vista psicológico, pois as mulheres com câncer metastático são mais abaladas emocionalmente, segundo a especialista. “Isso precisa ser cuidado. Ela precisa ter clareza e conversar com o oncologista para ver o que é tristeza e o que é depressão, para ser detectada precocemente”, afirma Luciana.

Embora alguns tipos de câncer metastático tenham cura, a maioria não tem. Mas nem por isso elas se abalam. Quando foi diagnosticada com metástase após dois anos curada, Jussara passou a fazer hormonioterapia. “Foi legal para mim, eu tinha uma chance a mais de tomar uma droga para combater o câncer de mama”, afirma.

Elfriede reforça a necessidade de se falar sobre câncer e fazer os exames. “Quando você recebe o diagnóstico, tem possibilidade de tratamento”, diz.

Outubro Rosa

Foi pensando na necessidade de falar e acolher quem está em fase de tratamento do câncer que foi criado o Coletivo Pink, um projeto da Pfizer junto a diversas ONGs especializadas no tema.

A proposta está amparada na opinião das próprias mulheres com câncer metastático. Segundo pesquisa do Instituto Provoker a pedido da farmacêutica, elas tendem a preferir os encontros presenciais com outras pacientes (47%) aos grupos virtuais (18%) para compartilhar experiências.

“Eu acho muito importante essa rede de apoio que a gente faz, vai aprendendo e descobrindo juntos. A chance de ser entendida ao falar com outra pessoa que tem câncer é muito mais real. Por mais que a família acolha e amigos estejam juntos, eles não falam a mesma língua”, diz Jussara.

Segundo Eurico Correia, diretor médico da Pfizer, “o dado foi surpreendente porque existem hoje diversas formas de comunicação digital, grupos de apoio sobre diversas doenças”. Ele conta que o Coletivo Pink “é um espaço de confraternização. Há o momento de informação, com questões gerais sobre a origem da doença, e de mostrar que existe uma história a ser contada, de viver bem mesmo depois do diagnóstico”.

Com oficinas de ioga, preparação de alimentos, automaquiagem e árvore de recados, o local fica aberto quinta-feira e sexta-feiras para pacientes e familiares, e sábado e domingo para o público em geral. O casarão – todo rosa – fica na Rua Bela Cintra, 954, na região central de São Paulo e vai funcionar até o dia 27 deste mês.

Estereótipos

Jussara, que comanda o canal SuperVivente no YouTube a fim de ajudar nesse acolhimento a pacientes, critica alguns termos utilizados em campanhas do Outubro Rosa. “Algumas mostram pessoas que são vitoriosas, guerreiras (por terem vencido o câncer). Esses adjetivos me incomodam um pouco. As que continuam com câncer também são guerreiras, mas não têm opção, não têm escolha”, diz.

Para ela, as campanhas de conscientização do câncer de mama são fundamentais, e hoje ela se sente representada, mas acredita que “tem de ficar explícito que não existe alguma coisa que evita o câncer. O que tem de ser mudado é a mentalidade”, diz.

Outra questão que Jussara levanta é a cobrança imposta às mulheres diagnosticadas com a doença. “Falam ‘não chora, tem de ser forte, não tenha medo’. Sou muito corajosa, mas não sou destemida. Continuo tendo medo, porque tenho câncer e posso ter mais metástase do que já tenho”, conta. Nesses momentos, o apoio da família, dos amigos e de pessoas que passam pela mesma situação é importante para o avanço do tratamento.

Apoio familiar

De acordo com a pesquisa encomendada pela Pfizer, 61% das mulheres com câncer metastático citam as reuniões familiares como fonte de suporte emocional. Quase um terço delas (29%) aponta o marido/parceiro como representante desse apoio, seguido por filhos (28%) e mãe (19%). Mas quem acompanha a trajetória delas também é afetado, indiretamente, pela doença e precisa de ajuda.

Elfriede relata que, certo dia, esperando para fazer quimioterapia, perguntou a um homem, que segurava a bolsa de uma mulher, como ele estava. “Ele começou a chorar. Falou que estava chorando de tristeza, porque fui a primeira pessoa a perguntar como ele estava. A esposa dele fazia tratamento há quatro anos e ninguém nunca tinha perguntado como ele estava”. Por isso, também, o Coletivo Pink recebe quem acompanha as pacientes no dia a dia.

Além de divulgar informações sobre o câncer durante todo o ano, Elfriede também atua com os “filhos do câncer”, jovens cujas mães, avós, parentes têm a doença e precisam conversar e tirar dúvidas. O suporte vai desde o diagnóstico até, eventualmente, a morte da paciente e se estende para depois a fim de que a perda seja menos sofrida.

A psico-oncologista Luciana destaca a importância desse apoio e acolhimento para as mulheres com câncer. “A paciente mais otimista, equilibrada emocionalmente, se beneficia de tudo, o tratamento transcorre mais leve e ela lida de forma mais tranquila com os efeitos colaterais”, diz.

Projeto em transformação

Elfride já contou à reportagem sobre o barco que construiu com o marido, um sonho antigo. Sem poder realizá-lo por completo – dar a volta ao mundo ficou distante devido às sessões semanais de quimioterapia -, eles aprimoraram o projeto. Agora, vão convidar mulheres em fase de tratamento que queiram conhecer o veleiro a passar um fim de semana a bordo.

“Mudei o projeto todo a pedido de mulheres que queriam conhecê-lo. Ela irá com um acompanhante para velejar de Ilha Bela a Angra dos Reis”, conta. Para ser mais seguro, um médico estará no barco também, e a mulher vai dormir em hotel. A paciente não terá despesas, uma vez que o projeto será custeado por um financiamento coletivo.

Imagens: senac 

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Política

Por ter sido chamado de maçom, Feliciano discute com Daciolo no Congresso

Feliciano entrou com uma representação no Conselho de Ética contra Daciolo por causa do vídeo.
17/10/2018, 14h40

Um vídeo em que o deputado Cabo Daciolo (Patriota-RJ) diz que Marco Feliciano (Pode-SP) tem ligações com a maçonaria fez com que os parlamentares discutissem nesta quarta-feira, 17, durante sessão do Congresso. Feliciano, que é evangélico, foi tirar satisfações com o bombeiro militar.

“Eu disse para ele: ‘O mesmo Deus que disse que você seria o presidente da República foi o que te disse que eu sou maçom, ou seja, não é Deus”, disse Feliciano sobre o ocorrido.

Segundo Daciolo, o vídeo é sobre “as pessoas que estão comercializando a palavra de Deus”.

“Citei ele (Feliciano) e Silas Malafaia como exemplo do envolvimento deles com a maçonaria. Maçonaria essa que está no poder desde sempre no nosso País”, afirmou o bombeiro militar. “Vamos esperar o tempo, Deus vai revelar. Eu só pedi para eles se arrependerem e virem para Jesus e ficarem no primeiro amor, no caminho do senhor Jesus que é amor, não comercializar a palavra de Deus”, disse.

Feliciano afirmou que não há demérito em ser maçom, “só que o evangélico pentecostal não se envolve com a maçonaria”. Disse ainda que o vídeo do candidato à presidência viralizou e o prejudicou fazendo ele perder votos. Ele foi reeleito por São Paulo, com 239.784. Na eleição de 2014 ele teve 398.087 votos.

O deputado do Podemos disse que nunca teve qualquer ligação com a maçonaria e que conhece a instituição por livros. Ele afirmou ainda que tentou confrontar Daciolo antes, mas que o deputado “fugiu”. “É uma lástima porque traz um prejuízo para a comunidade evangélica”, comentou.

Feliciano entrou com uma representação no Conselho de Ética contra Daciolo por causa do vídeo.

Cabo Daciolo pediu anulação do 1º turno das eleições

Com uma campanha marcada por declarações polêmicas e virar alvo de “memes” em redes sociais, o deputado federal Cabo Daciolo (Patriota-RJ) pediu no último dia 10, à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, a anulação do primeiro turno das eleições e a adoção do sistema de cédulas. O parlamentar, que concorreu à Presidência da República, aponta que durante a eleição, “inúmeras denúncias de mau funcionamento” e de “adulteração de grande contingente de urnas” surgiram em todas as regiões do País.

Daciolo encerrou o primeiro turno da eleição presidencial em sexto lugar, com 1,3 milhão de votos (1,26% do total), à frente do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) e da ambientalista Marina Silva (Rede).

Imagens: Folha de São Paulo 

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