Saúde

Aprovada em Goiânia criação de programa de atenção a portadores de epilepsia 

Lei tem como objetivo garantir atendimento especializado e de qualidade a essas pessoas.
18/10/2018, 18h50

Foi sancionada esta semana a lei que cria o Programa de Atenção à Saúde das Pessoas Portadoras de Epilepsia, em Goiânia. O objetivo da ação é garantir atendimento especializado e de qualidade a pessoas portadoras da doença. A lei prevê ainda uma melhor qualidade de vida para quem enfrenta a  discriminação em razão das crises convulsivas, ocasionadas pela epilepsia. O projeto, de criação do vereador Alysson Lima (PRB), foi aprovado em fevereiro de 2018 e sancionado pelo prefeito Iris Rezende. 

Segundo a lei, o município deve desenvolver ações como: campanhas educativas sobre a epilepsia e contra a discriminação; capacitar profissionais de saúde; distribuir os medicamentos necessários de forma ininterrupta e principalmente, fornecer atenção terapêutica integral no serviço público de saúde para diagnóstico e tratamento da epilepsia, dentre outras.

As verbas para o custeio do programa serão provenientes de convênios, acordos, parcerias e ajustes tanto com entes estatais quanto com a iniciativa privada, de acordo com as atribuições e competências legais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Epilepsia no Brasil

De acordo com a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), a epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se.

Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017, cerca de 50 milhões de pessoas no mundo sofrem de epilepsia, desse total, cerca de 3 milhões são brasileiros. Conforme a LBE, no Brasil, grande parte dos pacientes ainda não tem um controle adequado das crises, tanto pelo despreparo dos profissionais da área da saúde como por desinformação da população.

Imagens: M10 

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Saúde

Comissão de Saúde em Goiânia: vereador Dr. Paulo Daher realiza vistoria surpresa no Hugo

Ação tem como objetivo apurar denúncias de falta de medicamentos, insumos e itens necessários para o atendimento dos pacientes.
18/10/2018, 19h16

Nesta quarta-feira (17/10) o vereador Dr. Paulo Daher (DEM), integrante da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Goiânia, realizou uma visita surpresa no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). A ação, que visa apurar as diversas denúncias de falta de medicamentos, insumos e itens básicos necessários para o atendimento dos pacientes, foi acompanhada por Paulo Magalhães (PSD), Gustavo Cruvinel (PV), Priscilla Tejota (PSD) e Jair Diamantino (PSDC), também vereadores e membros da Comissão.

NÃO MEXER
Foto: Reprodução

Foram vistoriadas todas as alas da unidade de saúde e apontadas, em cada uma delas, os erros e acertos na gestão do Hugo, como interdição feita pelo Ministério do Trabalho para que a unidade não receba mais pacientes além do suportado atualmente; a falta itens básicos como seringas, luvas e máscaras, além do atraso no pagamento de servidores e fornecedores. A visita foi acompanhada ainda pelo diretor geral do hospital, Ciro Renato de Castro.

Esteve presente ainda na ação, José Mário Teles, superintendente técnico do Instituo GERIR, a Organização Social (OS) que administra o Hugo. Na reunião, o superintendente ressaltou o compromisso da OS com a unidade e os pacientes que dependem dos serviços de urgência e emergência, mesmo diante da crise, segundo ele, ocasionada pela falta do repasse da verba feito pelo governo estadual.

Quanto a essa dívida, que ultrapassa R$ 40 milhões, a Comissão se comprometeu a formalizar um documento e encaminhar ao Ministério Público de Goiás (MP-GO), solicitando o pagamento imediato da conta.

Dr. Paulo Daher questiona crise na gestão

NÃO MEXER
Foto: Reprodução

Durante a diligência, o Dr. Paulo Daher, que propôs a vistoria e recebeu apoio unânime do demais vereadores na Câmara, questionou o diretor do Hugo sobre a atual situação da unidade, que normalmente realiza mais de 5 mil atendimentos por mês.

Ciro Renato apontou como principal causa a má gestão dos recursos da Saúde por parte do governo de Goiás. “O Hugo está nesta situação, exclusivamente, por falta dos devidos repasses do Estado”, afirma.

Os vereadores também visitaram  o departamento de farmácia da unidade, onde foi constatado o baixo estoque de medicamentos, além da falta de remédios importantes para o tratamento dos usuários. Mas o que agrava ainda mais a situação, é que não existe previsão para reposição dos medicamentos, segundo relatório da farmacêutica responsável, Patrícia Fausta Viveiros.

Dr. Paulo Daher enfatiza compromisso dos servidores do Hugo

Apesar da midiática crise na gestão do Hospital de Urgências de Goiânia, a Comissão de Saúde entendeu que, apesar de todos os problemas, o Hugo opera com mais de 90% da capacidade de internação e de forma satisfatória.

Segundo o Dr. Paulo Daher, o funcionamento se dá em razão do compromisso da equipe médica, de enfermeiros (as) e dos demais colaboradores da saúde com a população, que precisa do atendimento. “Mesmo com salários atrasados e sem recursos, o hospital conta com o idealismo e o empenho de toda a equipe, dando a máxima dedicação e atenção aos pacientes. Um verdadeiro milagre, dada as circunstâncias”, conclui o vereador.

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Trânsito

Homem cai de motocicleta e morre ao ser atropelado e arrastado por carro, em Goiânia

Acidente ocorreu na tarde desta quinta-feira (18/10), no Jardim Europa.
18/10/2018, 19h50

Um homem morreu após cair da motocicleta que conduzia e em seguida ser atropelado e arrastado por um carro. O acidente ocorreu por volta das 15h48 da tarde desta quinta-feira (18/10), no Jardim Europa, região Sudoeste de Goiânia. Uma equipe da Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Trânsito de Goiânia (DICT) esteve no local para apurar o acidente.

Homem cai de motocicleta e morre ao ser atropelado e arrastado por carro, em Goiânia
Foto: Reprodução/Dict

De acordo com testemunhas e vestígios encontrados pela polícia, Gilberto Santana Carvalho Azevedo, de 33 anos, condutor da motocicleta, trafegava pela Avenida Madri, quando, após sair da rotatória, supostamente bateu em outra moto que também seguia na mesma via. Ele caiu na pista, momento em que foi atropelado por um carro que seguia logo atrás. Gilberto foi arrastado por alguns metros, segundo informações da Dict.

A vítima chegou a ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas morreu a caminho do hospital. O motorista do carro, que não teve a identidade revelada, permaneceu no local. Já o condutor da outra motocicleta que Gilberto teria batido antes de cair, não foi localizado.

No momento do acidente chovia no local e a pista estava molhada. Segundo a Dict, os policiais procuram por novas informações e possíveis imagens que possam esclarecer como tudo aconteceu.

Acidentes de trânsito em Goiânia

Segundo levantamento do Painel Estratégico do Estado, desenvolvido pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP-GO), de janeiro a setembro de 2018, foram registrados em Goiânia 71 ocorrências de acidentes de trânsito com vítimas fatais.

Em maio deste ano, a Dict divulgou um balanço de acidentes ocorridos também na capital, sendo a maioria do casos com vítimas que pilotavam ou eram passageiros de motocicletas.

No ano de 2016, houveram 244 acidentes, sendo que 74% das vítimas estavam em motocicletas. Já em 2017, foram 194 acidentes com vítimas fatais em Goiânia, nos quais 64% das vítimas também estavam em motocicletas.

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Goiás

Em Goiânia, ministro da Segurança Pública de Temer anuncia investimentos na PRF

Raul Jungmann anunciou, além da criação de vagas para a PRF, a construção de novos postos da corporação.

Por Ton Paulo
19/10/2018, 08h34

Em visita a Goiânia na tarde da última quinta-feira (18/10), o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou a criação de 500 vagas para a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o ano de 2019. Ainda na capital, o ministro também participou da entrega de viaturas e da assinatura de parceria com a PRF, na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes em Goiás (DNIT).

Em entrevista à imprensa, Jungmann declarou que no mesmo dia em que assumiu o Ministério da Segurança Pública, nomeado pelo presidente Michel Temer, anunciou um edital para um concurso. Segundo ele, 500 novos policiais Rodoviários Federais serão incorporados até o primeiro semestre de 2019.

Jungmann também reforçou que a PRF tem dado exemplos de comprometimento e esforços, e que serão necessários mais agentes. Atualmente seriam aproximadamente 10 mil homens e mulheres em atuação.

Ao todo, no evento, foram entregues 36 viaturas da PRF, o que deve melhorar o efetivo.

Ministro Raul Jungmann anuncia construção de novos postos da PRF

No Estado de Goiás, vão ser implantados seis novos postos operacionais da corporação. O protocolo foi assinado por Jungmann e pelo ministro dos Transportes, Valter Casimiro.

Nos municípios de Porangatu e Uruaçu, as sedes da PRF que existem já estão com a demolição prevista para a construção de um novo modelo, similar ao que existe entre Anápolis e Goiânia, no meio da pista.

Os novos postos da polícia serão construídas em Barro Alto, Cachoeira Alta, Jussara e Mineiros.

Um estudo foi realizado para definir as localidades dos novos postos, onde há maiores índices de acidentes e rotas de criminalidade. O objetivo é facilitar a chegada das equipes e agilizar os atendimentos. Segundo a assessoria de imprensa da PRF, o benefício também é para a Segurança Pública das regiões.

O investimento da PRF para as construções é de R$ 15 milhões de reais. Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em Goiás (DNIT) vai investir outros R$ 18 milhões. Para a construção destes postos no meio da pista, será necessária a duplicação de cerca de um quilômetro dos trechos.

O ministro Valter Casimiro comentou a possibilidade das obras do anel viário na capital goiana. Segundo ele, existe a previsão de que seja feito o contorno, mas tudo depende do processo de concessão.

De acordo com ele, as concessionárias estão em dificuldades por conta dos empréstimos com o BNDES, mas os ministério tem feito gestão para reavaliar os investimentos e mudar os prazos.

Via: Mais Goiás 

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Brasil

Brasil perde seis leitos por dia; no SUS, são 41 mil vagas a menos

São 23.088 vagas a menos, conforme estudo preparado pela Confederação Nacional dos Municípios.
19/10/2018, 08h41

O Brasil perdeu, nos últimos dez anos, seis leitos hospitalares por dia. São 23.088 vagas a menos, conforme estudo preparado pela Confederação Nacional dos Municípios e obtido pela reportagem. E mostra o descompasso entre público e privado. No Sistema Único de Saúde (SUS), foram fechadas 41.388 vagas, 12% do número apresentado em 2008. Já a rede particular apresentou tendência inversa e ampliou a capacidade em 18.300 leitos.

Redução de vagas no SUS

A tendência de redução geral das vagas é explicada por especialistas, em parte, pela mudança no atendimento psiquiátrico. No passado, ele era centrado no ambiente hospitalar e, graças ao movimento antimanicomial, passou a ser feito prioritariamente nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). “Dos 41 mil leitos fechados na década, 21 mil eram psiquiátricos”, afirma a consultora da CMN Carla Albert.

Ela observa, no entanto, que em grande parte das demais especialidades, a redução do atendimento hospitalar está longe de ser um bom sinal. “Muitas vezes, representa falta de recursos e, sobretudo, dificuldade de acesso da população a um atendimento indispensável.”

Na Pediatria e Obstetrícia, por exemplo, a oferta de leitos minguou de forma expressiva. No caso de vagas para atendimentos de crianças, a redução de leitos SUS no período entre 2008 e 2018 foi de 26%. Na Obstetrícia, a redução na capacidade de atendimento hospitalar foi de 16,87%. “Em um momento em que o número de nascimentos de bebês prematuros aumenta, é difícil explicar a redução de leitos”, afirma Clóvis Constantino, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Carla lembra que, embora as vagas em Hospital Dia tenham aumentado, elas ainda são pouco expressivas. Em 2018, havia 5.347, ante 4.213 registradas em 2008. “O receio é de que a desativação de leitos tenha ocorrido sem a devida organização da rede ambulatorial. Basta ver as filas que ainda existem para alguns procedimentos.”

Para a consultora da Confederação Nacional dos Municípios, parte da desativação dos leitos ocorre não por razões técnicas, mas econômicas. “E isso desorganiza o sistema. Basta ver as ações judiciais para garantir o atendimento.”

Além da Psiquiatria, Carla cita que a redução de vagas é justificada no caso da Dermatologia e da Endocrinologia. “Basta ver o atendimento para pessoas com hanseníase. Hoje, é feito exclusivamente em ambiente ambulatorial.” Carla questiona, porém, a estagnação das vagas em Cardiologia. Em dez anos, apenas 23 foram abertas.

Justificativas

O Ministério da Saúde informou que a tendência mundial é de “desospitalização”. “É importante ressaltar que a redução no número de leitos gerais não afetou a oferta assistencial e a produção aprovada nos sistemas de informação do SUS. A quantidade de internações aprovadas no sistema em 2008 foi de 11,1 milhões e em 2017, de 11,6 milhões.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: o estado 

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