Mundo

Caravana de imigrantes da América Central rumo aos EUA entra no México

19/10/2018, 23h32

Uma caravana com mais de 3 mil imigrante rompeu uma cerca e cruzou uma ponte na fronteira da Guatemala com o México para entrar no território mexicano, nesta sexta-feira 19. Eles seguem rumo aos EUA, o que fez o presidente Donald Trump ameaçar com uma série de retaliações, que vão do fechamento da fronteira à suspensão do Nafta.

No lado mexicano, eles foram recebidos por dezenas de policiais com escudos. Cerca de 50 imigrantes conseguiram abrir caminho antes que os policiais usassem spray de pimenta contra a multidão. Os portões foram fechados novamente.

O chefe da polícia federal mexicana, Manelich Castilla, falando da cidade fronteiriça de Ciudad Hidalgo, disse que seus homens conseguiram impedir a invasão dos mais de 3 mil imigrantes. Ele afirmou que pessoas que não faziam parte da caravana atacaram a polícia com fogos de artifício e pedras.

No Rio Suchiate, na divisa entre as cidades de Tecún Umán (Guatemala) e Ciudad Higaldo (México), alguns imigrantes utilizaram balsas improvisadas para escapar dos controles oficiais, enquanto outros tentavam cruzar a ponte em grupos.

Cristian, de 34 anos, técnico de telefonia celular de San Pedro Sula, disse que deixou Honduras porque membros de gangues exigiram pagamentos de proteção de US$ 83 por mês. Para ele, já era difícil sustentar seus quatro filhos com uma renda de US$ 450. Ele fechou sua pequena empresa e partiu.

“Quero ir aos Estados Unidos para contribuir com o país”, disse Cristian. “Para fazer qualquer tipo de trabalho. Até recolher lixo”.

Agentes da polícia e da imigração permitem que pequenos grupos de 10, 20, 30 pessoas passem pelos portões para solicitar o status de refugiados. Depois de registrar uma reclamação, eles são encaminhados a um abrigo para passar a noite.

Trump

A caravana da América Central que se formou no sul do México no fim de março também foi alvo da ira de Trump que, na quinta-feira, ameaçou acionar os militares e fechar a fronteira se o México não detiver a multidão. No entanto, ontem ele agradeceu o empenho do governo mexicano em conter a caravana, que foge da violência e da pobreza na região.

O grupo saiu no sábado da cidade de San Pedro Sula, no norte de Honduras, após uma convocação pelas redes sociais. Desde então, os povoados da Guatemala viram com assombro a passagem dos hondurenhos que marcham, até mesmo com bebês e pessoas em cadeiras de rodas. Muitos guatemaltecos se uniram ao grupo e outros ofereceram água, comida e abrigo.

Autoridades mexicanas disseram que aqueles com passaportes e vistos válidos, uma pequena minoria dos que tentam atravessar, seriam admitidos imediatamente.

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Política

Primeiro político condenado da Lava Jato, ex-deputado André Vargas é solto

Vargas foi preso na 11ª fase da Lava Jato, acusado de receber propina de contratos de publicidade da Caixa Econômica e do Ministério da Saúde.
20/10/2018, 00h20

O ex-deputado André Vargas, condenado pela Operação Lava Jato, deixou a prisão nesta sexta-feira, 19. Cumprindo pena desde abril de 2015, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, a juíza Luciani de Lourdes Tesseroli Maronezi, da 2ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, considerou que ele já tem direito a progressão de regime e consequente liberdade condicional.

Vargas foi preso na 11ª fase da Lava Jato, acusado de receber propina de contratos de publicidade da Caixa Econômica e do Ministério da Saúde, e cumpria pena no Complexo-Médico Penal de Pinhais, região metropolitana de Curitiba. A advogada do político, Nicole Trauczynski, informou que ele deixou a prisão no final da tarde e seguiu para Londrina, sua cidade de origem, no norte do Estado.

A juíza apontou que o ex-deputado, primeiro político sentenciado da Lava Jato, já havia cumprido 37% da pena, enquanto que, para réus primários, é exigido o cumprimento de 1/3 da pena para a concessão de liberdade. Luciani argumentou ainda que Vargas apresentou “comportamento satisfatório” na prisão, sem registro de faltas graves, e verificou que o político possui uma proposta de trabalho lícito fora da cadeia.

Na decisão, consta ainda que o ex-deputado efetivou o pagamento de duas parcelas de cerca de R$ 15,3 mil cada uma, do valor total de R$ R$ 1.103.950,12, imposto a ele a título de indenização dos danos decorrentes dos crimes. Ela ressaltou, porém, que se houver atraso no pagamento das demais 70 parcelas, o benefício de liberdade de Vargas pode ser revogado.

A magistrada impõe ainda que o Vargas tenha que se apresentar a cada dois meses no Juízo da Comarca em que irá residir e que não se ausente da cidade por mais de 15 dias sem prévia autorização judicial. Ele também deve recolher-se em casa a partir das 23h, arrumar um trabalho formal ou frequentar curso de ensino formal ou profissionalizante.

Em nota, a defesa de André Vargas considerou que a decisão pela soltura foi “acertada” e que o ex-deputado cumpriu “todos os requisitos legais” e apresentou “inúmeras demandas judiciais opostas em face das lacunas do sistema de execução penal”. “Foi uma decisão justa e uma vitória”, declararam Nicole Trauczynski, Juliano Breda e Elisa Blasi, advogados de Vargas.

André Vargas ocupou cargos importantes dentro do PT e chegou a ser vice-presidente da Câmara dos Deputados. Ele se desfiliou da sigla e acabou tendo o mandato cassado após denúncia de envolvimento dele com o doleiro Alberto Youssef, um dos primeiros delatores da Operação Lava Jato. Vargas foi condenado em outros dois processos da Lava Jato, ambos por lavagem de dinheiro, em 2017 e 2018, mas ainda está recorrendo das decisões.

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Brasil

Avó é presa por fazer sexo com netos e filmar abusos, no DF

Avó abusava de um neto de 6 anos, e três netas, de 1, 2, 4 anos.
20/10/2018, 10h55

Desconfiada de que a própria mãe abusava dos seus filhos, uma mulher foi ao 19ª Distrito Policial, no Distrito Federal (DF), com arquivos que deixaram os policiais chocados.

Depois de ouvir da mulher o relato, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, na sexta-feira (19/10), a avó flagrada por vídeos, que ela mesma filmava, estuprando os próprios netos.

Além de um menino de 6 anos, três meninas, de 1, 2 e 4, foram vítimas da avó. Conforme a mulher contou para a Polícia Civil, familiares perceberam comportamentos estranhos das crianças depois de a mãe conseguir emprego e deixá-las com a avó.

Alguns familiares começaram a investigar por conta própria para entender o que fazia com que as crianças tivessem comportamentos eróticos.

Fotos e vídeos em que a avó faz sexo oral com o neto e abuso na genitália de três netas. Segundo divulgado pelo Metrópoles, um familiar decidiu investigar a relação da avó, que cuidava dos netos, e descobriu as imagens em um celular, produzidos e armazenados por ela.

“O caso chocou todos os policiais da delegacia e várias equipes foram mobilizadas para localizar e prender, imediatamente, a autora dos crimes, pois a liberdade de alguém que pratica algo tão grave contra os próprios netos certamente coloca em risco toda a população”, disse ao Metrópoles, o delegado-chefe adjunto da 19ª DP, Ricardo Bispo Farias.

Policiais foram à casa de avó no DF e a prenderam em flagrante

Foi a mãe das crianças que, assim que soube dos abusos, foi à delegacia. O delegado enviou prontamente policiais à casa da avó em busca das provas, no Recanto das Emas, e encontraram o acervo de pornografia infantil no celular da acusada.

Segundo o Metrópoles, a avó foi presa em flagrante por armazenar vídeos pornográficos com crianças.

Diante de depoimentos, o delegado Ricardo Bispo Farias instaurou um inquérito policial para apurar o crime de estupro de vulnerável contra os quatro netos.

No Direito Penal brasileiro, estupro de vulnerável é um tipo penal criado com a lei 12015 de agosto de 2009, que substituiu o antigo artigo 224 do Código Penal, que por sua vez tratava da presunção de violência.

Quem tiver conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos por ser condenado de 8 a 15 anos de prisão.

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Goiás

Polícia investiga o mistério do corpo de jovem, em Caldas Novas

Nenhuma informação foi adiantada a respeito do motivo e de possíveis autores.
20/10/2018, 13h41

Quase nada se sabe sobre a jovem de 25 anos que teve o corpo abandonado nesta sexta-feira (19/10) em uma rua de terra, na zona rural de Caldas Novas, na região sul de Goiás.

Um lugar, conforme o comerciante Luiz Alberto Santos, de 66 anos, “que fica nos cafundós dos Judas”. Ele ouviu apenas rumores de que uma mulher foi encontrada na estrada. “Sei de mais nada, não”, diz, antes de desligar.

De acordo com a Polícia Civil, Nayara Gama, de 25 anos, é a mulher encontrada com marcas de tiros. “Ela foi achada por motoristas. Só sei disso”, comenta um morador.

Depois que motoristas que usavam a estrada viram o cadáver da mulher, chamaram a Polícia Militar por meio do 190.

O delegado plantonista Athos Galba não atendeu as ligações nem respondeu as mensagens da reportagem. Para o G1, contudo, o delegado Galbs informou que na manhã de sábado peritos analisaram o local do crime para identificar alguma informação sobre o contexto do crime e a autoria.

Nenhuma informação foi adiantada a respeito do motivo e de possíveis autores A corporação ainda não divulgou quem pode ter matado a jovem.

Nayara foi encontrada na tarde de sexta-feira, em uma estrada de terra que liga Caldas Novas ao povoado de Grupinho. Após receber a denúncia, a PM isolou o local até que Polícia Técnico-Científica chegasse ao local para fazer a perícia e encaminhar o corpo ao Instituto Médico Legal (IML).

O delegado Tibério Martins Cardoso, que também acompanha o fato, informou que deve começar a ouvir parentes e amigos da família a partir da segunda-feira (22). Entre os depoimentos previstos está o do companheiro da vítima.

O corpo da mulher foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) ML de Anápolis, a 55 km de Goiânia, responsável pela área, e, até o final da manhã deste sábado (20/10) não havia sido liberado à família.

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Goiás

Tiroteio em colégio de Goiânia completa um ano e vítimas são homenageadas

A tragédia, que aconteceu há exato um ano, ainda comove todo a comunidade goiana.

Por Ton Paulo
20/10/2018, 14h34

A tragédia do Colégio Goyases, em Goiânia, onde um adolescente armado matou dois colegas e feriu quatro, completou um ano neste sábado (20/10), e um culto ecumênico com a presença da comunidade, alunos e membros da escola foi realizado em homenagem às vítimas do tiroteio.

Um clima de emoção tomou conta da cerimônia, que aconteceu em uma igreja no Conjunto Riviera na manhã de hoje, devido ao peso e o simbolismo que ela trazia. O atentado ocorreu no dia 20 de outubro de 2017, por volta das 11h50, numa turma do ensino fundamental do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, na capital.

Era uma sexta-feira, quase no final da aula matutina na turma do 8º ano do Colégio Goyases, quando um dos alunos, de 14 anos, sacou uma pistola da mochila e disparou contra a sala, atingindo seis colegas. Quando ele se preparava para recarregar a arma, a professora, num ato heroico, o convenceu a travar e arma e não efetuar mais disparos.

Os estudantes João Vitor Gomes e João Pedro Calembo, ambos de 13 anos, morreram no local. Já outros quatro alunos: Hyago Marques, na época com 13 anos, Isadora de Morais, também com 13, Lara Fleury Borges, 14 e Marcela Macedo, 13, ficaram feridos. Ele foram socorridos e levados para hospitais de Goiânia.

Isadora, a ferida mais grave, ficou paraplégica e só recebeu alta quase 2 meses depois.

A mãe de Lara, a professora Lia Nunes Fleury compareceu à igreja ao lado da filha, que participou do momento de entrada da celebração. A um jornal local, ela afirmou que a data será conhecida na família como o dia em que a estudante ganhou uma nova vida.

O escritório do advogado Eney Curado Brom Filho, responsável pela escola, informou, por meio de nota, que “passado um ano do incidente, o Colégio está, assim como todos os envolvidos no evento, retomando suas atividades e dando continuidade aos seus objetivos, que são educar e contribuir para formação daqueles que fazem parte da família Goyases”. Ainda de acordo com a nota, “a escola se solidariza com todos que sofreram com o ato” e que “sofreu e vem sofrendo com as perdas” decorrentes do incidente.

A tragédia do Colégio Goyases

O atentado no Colégio Goyases, num bairro de Goiânia, chocou todo o país quando aconteceu. De acordo com o delegado Luiz Gonzaga Júnior, que cuidou do caso até o fim, o adolescente autor dos tiros afirmou que sofria bullying de um colega e, inspirado em massacres como o de Columbine, nos EUA, e de Realengo, no RJ, decidiu cometer o crime.

O menor foi apreendido logo após o tiroteio. Ele é filho de um casal de policiais e havia pegado a arma da mãe escondido e levado para a escola. O adolescente foi condenado a 3 anos de internação e, segundo a advogada da família, Rosângela Magalhães, permanece em um Centro de Internação.

Via: G1 

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