Saúde

Bolsonaro e Haddad divergem sobre Mais Médicos e SUS

Conheça as propostas dos candidatos para a saúde.
23/10/2018, 09h29

Apesar de figurar como um dos problemas mais citados por brasileiros em pesquisas recentes feitas pelo Ibope e Instituto Datafolha, a saúde parece ter perdido espaço nas entrevistas e discursos dos presidenciáveis. Em seu plano de governo, Jair Bolsonaro (PSL) afirma que o Sistema Único de Saúde (SUS) não precisa de mais recursos e propõe mudanças no Programa Mais Médicos. Já Fernando Haddad (PT) defende maior financiamento público da saúde e o reforço do Mais Médicos. O único ponto em comum na plataforma de ambos é a adoção de um prontuário eletrônico que permita reunir o histórico do paciente, incluindo consultas realizadas, medicamentos prescritos e resultados de exames.

Jair Bolsonaro (PSL)

O candidato diz que, se eleito, a saúde será uma das três áreas consideradas prioritárias, acompanhada de educação e segurança. Bolsonaro avalia a situação atual do setor como “à beira do colapso” e diz que as ações planejadas terão como foco “eficiência, gestão e respeito com a vida das pessoas”. A bandeira defendida pelo partido é a de que é possível fazer mais com os recursos atualmente disponíveis.

“Abandonando qualquer questão ideológica, chega-se facilmente à conclusão de que a população brasileira deveria ter um atendimento melhor, tendo em vista o montante de recursos destinados à saúde”, destaca o plnao de governo do candidato, disponível no Tirbunal Superior Eleitoral (TSE). “Mesmo quando observamos apenas os gastos do setor público, os números ainda seriam compatíveis com um nível de bem-estar muito superior ao que vemos na rede pública.”

O chamado Prontuário Eletrônico Nacional Interligado, de acordo com o plano de governo, será o pilar da saúde. A proposta é que postos, ambulatórios e hospitais sejam informatizados com todos os dados de atendimento e que registrem o grau de satisfação do paciente ou responsável. O cadastro do paciente, segundo Bolsonaro, reduz os custos ao facilitar o atendimento futuro por outros médicos em diferentes unidades de saúde, além de permitir cobrar maior desempenho dos gestores locais.

Credenciamento de médicos

O candidato também propõe o credenciamento universal de médicos que, segundo ele, abriria caminho para que toda força de trabalho da saúde possa ser utilizada pelo SUS, “garantindo acesso e evitando a judicialização”. A estratégia permitiria às pessoas maior poder de escolha, compartilhando esforços da área pública com o setor privado. “Todo médico brasileiro poderá atender a qualquer plano de saúde”, cita o documento.

Mais Médicos e carreira de médico de Estado

Em relação ao Mais Médicos, o plano de governo prevê que “nossos irmãos cubanos serão libertados” e que suas famílias poderiam imigrar para o Brasil desde que os profissionais sejam aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida). Os médicos cubanos, segundo o candidato, passariam a receber integralmente o valor pago pelo governo brasileiro e que, atualmente, é redirecionado, via convênio com a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), para o governo de Cuba.

Bolsonaro se compromete a criar o que chama de carreira de médico de Estado, no intuito de atender áreas remotas e com carência de profissionais – demanda antiga da classe médica e defendida fortemente por entidades como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB). Agentes comunitários de saúde, de acordo com o plano de governo, seriam treinados para se tornarem técnicos de saúde preventiva numa tentativa de auxiliar o controle de doenças como diabetes e hipertensão.

Gestantes

Há ainda a previsão de estabelecer, em programas neonatais, a visita de gestantes ao dentista, como alternativa para a redução de partos prematuros; e a inclusão de profissionais de educação física no programa Saúde da Família no intuito de ativar as academias ao ar livre como forma de combater o sedentarismo e a obesidade.

Hospitais

Fernando Haddad (PT)

Caso seja eleito, o candidato do PT diz que terá compromisso com o SUS e sua implantação total para assegurar a universalização do direito à saúde, fortalecendo a regionalização e a humanização do atendimento. Em seu plano de governo, Haddad cita diretrizes como aumento imediato e progressivo do financiamento da saúde; valorização dos trabalhadores; investimento no complexo econômico-industrial; e articulação federativa entre municípios, estados e União.

“O país deve aumentar progressivamente o investimento público em saúde, de modo a atingir a meta de 6% em relação ao PIB [Produto Interno Bruto]. Novas regras fiscais, reforma tributária, retorno do Fundo Social do Pré-Sal, dentre outras medidas, contribuirão para a superação do subfinanciamento crônico da saúde pública”, destaca o plano de governo, apresentado à Justiça Eleitoral.

Mais Médicos

Além do Mais Médicos, programas como Saúde da Família, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Farmácia Popular teriam, de acordo com o PT, “novamente” o apoio da União. O partido propõe também a criação de uma rede de Clínicas de Especialidades Médicas que articularia a atenção básica com cuidados especializados para atender a demanda de consultas, exames e cirurgias de média complexidade.

Em relação ao Mais Médicos, citado pelo partido como “ousada iniciativa para garantir a atenção básica a dezenas de milhões de brasileiros”, Haddad defende que o programa norteie novas ações de ordenação da formação e especialização de profissionais de saúde, considerado o interesse social, a organização e o funcionamento do SUS.

Regionalização

O candidato defende a regionalização dos serviços de saúde que, segundo ele, deve se pautar pela gestão da saúde interfederativa, “racionalizando recursos financeiros e compartilhando a responsabilidade com o cuidado em saúde”. Além disso, o partido propõe explorar ao máximo a potencialidade econômica e tecnológica do complexo industrial da saúde, de forma a atender as necessidades e especificidades do setor, reduzindo custos e aumentando eficiência.

Há ainda a previsão de integrar serviços básicos e especializados já existentes e criar novos, além de qualificar o cuidado multiprofissional e ampliar a resolutividade no setor. “Será implantado um eficiente sistema de regulação das filas para gerenciar o acesso a consultas, exames e procedimentos especializados, em cogestão com estados e municípios”, destaca o plano de governo.

O candidato também se compromete a investir na implantação do prontuário eletrônico de forma universal e no aperfeiçoamento da governança da saúde. A proposta é estimular a inovação na saúde, ampliando o uso da internet e de aplicativos na promoção, na prevenção, no diagnóstico e na educação em saúde.

Imagens: senso incomum 

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Esportes

Árbitro relata em súmula que foi xingado por diretor do Inter após jogo no Sul

Confusão continuou no vestiário.
23/10/2018, 10h29

O árbitro Ricardo Marques Ribeiro relata ter sido chamado de “safado” pelo diretor de futebol do Internacional, Rodrigo Caetano, na súmula da partida entre o time gaúcho e o Santos, válida pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro e disputada na noite de segunda-feira, no Beira-Rio, em Porto Alegre. O confronto, que terminou em empate por 2 a 2, ficou marcado pela polêmica anulação do gol de Leandro Damião no começo do segundo tempo. No documento oficial do jogo, também foi apontada a invasão de campo do técnico Odair Hellmann, da equipe gaúcha.

“Relato que após o término da partida, o treinador da equipe do Inter, Odair Hellmann, invadiu o campo de jogo, se dirigindo ao sexteto de arbitragem e de forma não agressiva, proferiu as seguintes palavras: ‘Isto é um absurdo. Vocês demoraram 10 minutos para definir o lance e erraram feio. O lance foi muito claro. Vocês erraram e definiram o campeonato'”, apontou o árbitro.

No lance, Víctor Cuesta dividiu com Carlos Sánchez e a bola sobrou para Leandro Damião. O centroavante aproveitou e mandou para o fundo das redes. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro assinalou impedimento do jogador do Inter. Com dúvidas sobre quem tocou por último na bola (Cuesta ou Sánchez), o sexteto de arbitragem demorou mais de seis minutos para tomar uma decisão final, confirmando a anulação do gol.

Conflito entre o árbitro e diretor do Inter

Já nos vestiários, houve um novo atrito entre um membro do Internacional e a arbitragem. “Quando o sexteto de arbitragem se dirigia para o vestiário e passando pela zona mista, fomos abordados pelo sr. Rodrigo Vilaverde Caetano, gerente executivo de futebol do S.C. Internacional, que proferiu, em tom agressivo, as seguintes palavras: ‘Vocês vão parar por que? Vocês decidiram o campeonato, erraram feio, seu safado, absurdo o que vocês fizeram aqui hoje'”.

Ricardo Marques Ribeiro também confirmou que teve um bate-boca com o cartola. “Respondi em alto e bom som e repetidas vezes, com as seguintes palavras: ‘Você me respeita, respeite a minha instituição. Eu nunca faltei com respeito a você. Eu exijo respeito, por favor, respeito'”, relatou o juiz na súmula do jogo.

O presidente do Internacional, Marcelo Medeiros, disse que a indefinição em campo ocorreu porque a arbitragem ficou esperando por uma ajuda externa. Vale lembrar que o Campeonato Brasileiro não conta com o VAR (arbitragem de vídeo). “É inadmissível que seis homens levem mais de sete minutos para tomar uma decisão. Há duas interpretações. Se foi do Cuesta, é falta. Se foi do zagueiro, é legítimo o gol do Damião. Não precisa consultar assistente, quarto árbitro. Ficou claro que esperava uma informação, que não ocorreu”, reclamou o dirigente.

O treinador Odair Hellmann também mostrou indignação com a decisão da arbitragem e reforçou o pedido pela implantação no VAR na principal competição nacional. “O Inter foi a favor do VAR. Eles precisam de ajuda, mas precisam ter humildade também. Todo final de jogo falam conosco e pedem para darmos moral. Não pode ficar sete minutos esperando uma decisão externa. No sétimo minuto o quarto árbitro vai lá, fala e estraga a situação. Saio daqui muito triste.”

Com o empate, o Internacional chegou aos 57 pontos, mantendo a terceira posição, mas viu seus rivais diretos, Palmeiras e Flamengo, vencerem na rodada e abrirem vantagem nas duas primeiras posições. O time paulista é o líder, com 62 pontos, quatro à frente da equipe carioca.

Imagens: Globoesporte.com 

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Esportes

Canelo assina o maior contrato de um esportista em todos os tempos: R$ 1,4 bilhão

Ele se comprometeu no acordo a disputar onze lutas nos próximos cinco anos.
23/10/2018, 10h45

O boxeador Saúl Canelo Álvarez é o protagonista do maior contrato de um esportista em todos os tempos. O mexicano, de 28 anos, vai receber US$ 365 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão) por cinco anos com a empresa DAZN, serviço de streaming de vídeo por assinatura. Neste período, o campeão dos médios vai fazer 11 lutas.

Salário de Canelo

Canelo supera o acordo de Giancarlo Stanton, do beisebol, que recebeu US$ 325 milhões (quase R$ 1,2 bilhão) para atuar por 13 anos com o Miami Marlins. Na NBA, o maior contrato é de Stephen Curry, do Golden State Warriors, que vai ganhar US$ 201 milhões (quase R$ 740 milhões) em seis temporadas.

Canelo, que derrotou Gennady GGG Golovkin, em setembro passado, volta a lutar no próximo dia 15 de dezembro, quando vai desafiar o britânico Rocky Fielding pelo cinturão dos supermédios da Associação Mundial de Boxe (AMB, na sigla em inglês), no ginásio Madison Square Garden, em Nova York.

Para ver Canelo x GGG, os fãs do boxe nos Estados Unidos pagaram US$ 84,95 (R$ 313) para ver a transmissão pelo pay-per-view, enquanto que para acompanhar Canelo x Fielding terão de desembolsar US$ 9,99 (R$ 37).

O boxeador tem um cartel de 50 vitórias, com 34 nocautes, uma derrota e dois empates. Ele tem contrato com a Golden Boy Promotions, do ex-pugilista mexicano Oscar De La Hoya, que vai transmitir 10 programações de boxe nos próximos cinco anos pela DAZN.

“Canelo é agora o atleta mais bem pago do mundo, é um grande motivo de orgulho”, declarou à emissora ESPN seu promotor, o ex-campeão de boxe Oscar de la Hoya.

Outros lutadores que fizeram fortuna

O lutador estende a lista de boxeadores que ganharam fortunas em cima do ringue. O primeiro foi o lendário Muhammad Ali, que acumulou US$ 80 milhões entre os anos de 60 e 70. Sugar Ray Leonard somou mais de US$ 120 milhões. O fortíssimo George Foreman ganhou fama, virou garoto-propaganda e hoje desfruta de US$ 250 milhões. O carismático Mike Tyson, apesar de todas as bobagens dentro e fora dos ringues, embolsou mais de US$ 350 milhões, enquanto que o seu contemporâneo Lennox Lewis garantiu US$ 140 milhões.

Imagens: ig 

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Goiás

Acidentes com ambulâncias deixam seis feridos e três mortos em Goiás

Um outro acidente envolvendo ambulância durante a madrugada terminou com 3 pessoas mortas em Catalão.
23/10/2018, 11h04

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou na madrugada desta terça-feira (23/10) dois acidentes envolvendo ambulâncias que terminou com seis feridos e três pessoas mortas, nas Rodovias Federais que cortam o Estado de Goiás. Em um dos casos registrados a ambulância pertence ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU).

O primeiro acidente aconteceu no KM 230 da BR-050, no trecho entre Catalão e Campo alegre, onde de acordo com a PRF a ambulância bateu de frente com um caminhão de cargas. Segundo a PRF, três pessoas morreram no local, a condutora da ambulância, de 47 anos e um passageiro que ficaram carbonizados, enquanto o terceiro ocupante foi arremessado para fora do carro e morreu no local.

Ainda de acordo com a PRF, no momento do acidente a ambulância rodou na pista invadindo a faixa contrária e colidiu com o outro veículo.

Outro acidente com ambulância do SAMU

O outro caso envolvendo ambulância, aconteceu também durante a madrugada desta terça-feira (23/10) no KM 311 da BR-153, onde uma ambulância do SAMU capotou depois de sair da pista. Os passageiros que estavam dentro do veículo sofreram ferimentos leves e de acordo com a PRF foram levados para o Hospital de Ceres.

Segundo a PRF, a ambulância saiu da cidade de Porangatu a 406 quilômetros de Goiânia. E transportava um recém-nascido de cinco dias para a capital. De acordo com a polícia no momento do acidente chovia muito, e o veículo estava com um dos pneus traseiros carecas.

Ambulância é apreendida pela PRF em Anápolis

Além dos dois acidentes com as ambulâncias nas Rodovias Federais que cortam o Estado de Goiás. Em Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia uma outra ambulância foi apreendida pela PRF, em estado de conservação irregular, com pneus carecas, parabrisa trincado e com os documentos atrasados. Segundo a PRF, o motorista do veículo não tinha permissão para dirigir veículos de emergência e foi multado em R$ 577 reais. Enquanto o veículo sem condições de trafegar foi apreendido e só vai ser liberado depois de ter sua situação regularizada.

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Goiás

Biblioteca Braille promove workshop em Goiânia

Workshop é o primeiro voltado nesse sentido.
23/10/2018, 13h18

Um workshop intitulado “Editoras Goianas: desafios e possibilidades para produção de livros acessíveis” acontece na tarde desta terça-feira (23/10), na Biblioteca Braille José Álvares Azevedo, na praça Cívica, em Goiânia, e a entrada é gratuita.

O evento é promovido pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte do Estado de Goiás (SEDUCE) em parceria com a Superintendência de Patrimônio Histórico e Artístico (SPHA), a Associação dos Deficientes Visuais do Estado de Goiás (Adveg) e com a Fundação Dorina Nowill para Cegos.

A diretora da Biblioteca Braille José Alvares Azevedo, Maria Eunice Soares Barbosa, conversou com a reportagem do Portal Dia Online e contou que a iniciativa partiu da equipe da biblioteca. De acordo com a diretora da entidade, o intuito do evento “é mostrar para as editoras que existe um público consumidor potencial que não é atendido por elas”.

Diretora da Biblioteca Braille diz que editoras podem disponibilizar material em áudio livro

Maria Eunice diz também que as editoras tem mecanismos de disponibilizar o material através dos arquivos digitais, antes deles serem publicados. Ela diz que as editoras podem “disponibilizar os arquivos em diversos formatos como áudio livro, para que pessoas que já perderam a visão devido a idade possam ler ou ouvir o conteúdo”.

Segundo a diretora, o evento não é voltado para atender apenas pessoas com deficiência visual, mas também outros portadores de deficiência. O workshop é o primeiro a ser promovido e de acordo com Maria Eunice, podem ter outros workshops voltados para esse público: “vai depender do resultado do evento e da aceitação das editoras, dependendo disto, nós iremos sim promover outros eventos como este”.

Entre os palestrantes do workshop estão Aldenor Carneiros dos Santos (Adveg), Perla Assunção (Fundação Dorina Nowill para Cegos), Romeu Fernandes de Lima (Biblioteca Braille) e Larissa Mundim (Nega Lilu Editora), e será mediado por Victoria Cywinski (Biblioteca Braille).

Imagens: Governo de Goiás 

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