Entretenimento

Na SPFW, desfiles se apoiam em causas nobres

23/10/2018, 06h52

Em tempos de palavras de ordem, hashtags políticas e manifestações nas ruas e nas redes, marcas de moda buscam causas e bandeiras para chamar de suas. Na segunda-feira, 22, abrindo os desfiles da São Paulo Fashion Week, em seu novo QG na Vila Leopoldina, a Osklen trouxe a questão da sustentabilidade e da preservação dos oceanos para a passarela. “Criamos uniformes para o ativismo de uma forma romântica, às vezes sexy, às vezes streetwear. O conceito se desdobra em toda a coleção”, afirma o diretor criativo Oskar Metsavaht. “São peças para pessoas urbanas que se manifestam em prol dos oceanos. Roupas com um misto do mergulhador, do surfista, do pescador, entre outras referências ao universo náutico. Fizemos até uma homenagem a Jacques Cousteau.”

Na prática, as roupas primaram por leveza, amplitude e conforto, em peças de construção aparentemente simples. Materiais nobres de origem natural, como a seda e o linho, foram a base de tudo, ao lado do algodão reciclado, do tricô manual de corda, das fibras sustentáveis feitas com pet reciclado e dos acessórios em palha, ráfia e couro de pirarucu. Em parceria amarrada com jovens artistas da periferia de Santa Luzia de Itanhy, no Sergipe, surgiram estampas inspiradas nos mangues, berçário da vida marinha.

Faltando menos de uma semana para as eleições presidenciais, Metsavaht define a coleção como “política lato sensu”. “Não estamos falando da eleição em si, mas esse desfile representa uma cobrança à sociedade e ao Estado em relação à preservação das áreas marítimas”, diz ele, que é embaixador da Unesco e integrou, em 2017, a delegação do Ministério do Meio Ambiente para a Conferência da ONU sobre os oceanos.

Na sequência, a estilista carioca Patricia Viera fez seu desfile levantando a bandeira do trabalho artesanal. Tendo o couro como principal matéria-prima de sua marca, colocou um grupo de artesãs realizando bordados em plena passarela. Em sua coleção de inverno, ela recorre à riqueza de cores e texturas encontradas no Peru. O clima é de extravagância e drama, com vestidos metalizados justíssimos e curtinhos, assim como outros na altura dos joelhos com mosaicos florais construídos com pequenos recortes de couro. Uma das jaquetas, segundo a estilista, levou mais de 13 dias para ficar pronta. Uma das maiores experts em couro no Brasil, ela destaca sua preocupação com a origem do material usado em suas roupas. “Couros exóticos não entram em nosso ateliê. Utilizamos apenas o de gado de corte, isto é, aqueles abatidos para virar alimento”, afirma a estilista.

Uma das jovens integrantes do evento, a marca masculina Torinno trouxe o top Marlon Teixeira e a atriz Deborah Secco para sua apresentação. Inspirada em uniformes e com uma pitada de militarismo, mostrou um guarda-roupa completo, que tem de moletons e conjuntos de plush para curtir o sofá de casa a peças de alfaiataria para ocasiões formais. É uma imagem mais conectada com a vida real e menos ligada a ideias mirabolantes – a moda conceitual, por sinal, está ameaçada de extinção no Brasil.

Em meio a um mar de desfiles comerciais neste segundo dia, foi um sopro de frescor a apresentação da Modem, outra integrante da nova guarda fashion nacional. Sob o comando do estilista André Boffano, fez uma das apresentações mais bacanas do dia, equilibrando boas ideias de design, execução preciosa e tino comercial. Pensando numa mulher madura, urbana e empoderada, desenhou uma coleção que foge dos lugares-comuns com jogos de assimetrias, desconstruções e misturas de texturas inesperadas (metalizado, jeans, couro e tricôs elaborados). “A cliente Modem é uma mulher forte, independente. Isso para mim é muito importante. Não é uma mulher que se veste para o homem, se veste para ela, tem sua própria atitude”, diz o estilista, pontuando a questão do feminismo, outra causa do momento.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Servidores do HUGO aderem à paralisação nesta terça-feira

A paralisação foi decidida em assembleia geral realizada na última segunda-feira (22/10).

Por Ton Paulo
23/10/2018, 08h42

Servidores terceirizados do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) decidiram na última segunda-feira (22/10), em assembleia geral, fazer uma paralisação a começar a partir desta terça-feira (23/10). O ato deverá afetar todas as áreas do hospital, exceto a UTI e emergências.

Dentre os servidores que participaram da assembleia geral realizada na noite desta segunda-feira, e que aderem ao ato hoje, estão técnicos de enfermagem e enfermeiros.

Ainda segundo os servidores, o comunicado ao Instituto Gerir e à Secretária de Estado da Saúde vai ser feito ainda no início desta manhã, quando o Sindsaúde, o Sieg e o Sief vão elencar os serviços a serem suspensos.

Uma nota foi publicada na site oficial do Sindsaúde-Go, informando a decisão.

Veja abaixo:

“Durante assembleia geral realizada na noite desta segunda-feira (22), os servidores terceirizados do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), em sua maioria, técnicos de enfermagem e enfermeiros, decidiram suspender os serviços a partir desta terça-feira(23).

A decisão foi tomada devido ao atraso no pagamento dos salários e por conta da falta de condições de trabalho.

O comunicado ao Instituto Gerir e à Secretária de Estado da Saúde será feito no início da manhã desta terça-feira quando o Sindsaúde, o Sieg e o Sief vão elencar os serviços a serem suspensos.

A paralisação é gradativa e inicialmente, estarão suspensos apenas os serviços de condução de pacientes intra-hospitalar e cirurgias eletivas.

O pagamento referente ao mês de setembro que deveria ter sido feito até o quinto dia útil desse mês, ainda não saiu.”

Ministério do Trabalho entrou com representação contra HUGO por descumprimento de ordem judicial

Em nota à imprensa divulgada na última segunda-feira, o Ministério do Trabalho, através da  Superintendência Regional do Trabalho no Estado de Goiás (SRT/GO, informou da abertura de representação criminal contra o Hospital de Urgências de Goiânia por descumprimento de termo de interdição emitido em 24/09/2018; descumprimento do termo de notificação de 11/10/18 da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, e descumprimento do termo de notificação de 15/10/18 da Superintendência de Regulação e Políticas de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia..

A representação, aberta após auditoria realizada no hospital, foi encaminhada para o Ministério Público Federal (MPF).

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Goiás

Bebê de dois meses é abandonando em rua de Goiânia

Morador acordou com o choro da criança e acionou a Polícia.
23/10/2018, 08h56

Um recém-nascido de aproximadamente dois meses de idade foi abandonado na madrugada desta terça-feira (23/10), na rua Potengi no Bairro Goiá, em Goiânia. O bebê foi encontrado por moradores da região.

Um morador identificado apenas pelo nome de Fabrício estava dormindo em sua casa, quando acordou com o choro da criança e acionou a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) para atender a ocorrência. Uma equipe da 15ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) esteve no local, ao chegar à região encontrou o bebê. Imediatamente a equipe pediu apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO).

Bombeiros foram acionados e encaminharam o bebê para o HMI em Goiânia

O CBMGO disse ao Portal Dia Online que a criança é uma menina e estava enrolada em uma manta e sem ferimentos. Ainda de acordo com os Bombeiros, a menina foi encaminhada ao Hospital Materno Infantil de Goiânia (HMI) para passar por uma avaliação médica.

Segundo as informações divulgadas até o momento, a mãe da criança não foi identificada e não há informações sobre o motivo dela ter abandonado a criança. O caso agora será investigado pela Polícia Civil (PC) e a criança ficará aos cuidados do Conselho Tutelar (CT).

Em nota a assessoria do Hospital Materno Infantil (HMI) informou que a criança foi atendida e saudável pesando 5,6 kg.

Confira a nota na íntegra

“O Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI) informa que o bebê encontrado abandonado no Bairro Goiá nesta madrugada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) deu entrada na unidade às 6h53min e foi avaliada pela equipe multiprofissional do Pronto Socorro de Pediatria (PSP), que constatou seu bom estado de saúde. A criança, que pesa 5,6kg e tem aproximadamente três meses de vida, recebeu alta às 8h, acompanhada pelo Conselho Tutelar Região Leste de Goiânia.”

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Esportes

Árbitro relata em súmula que foi xingado por diretor do Inter após jogo no Sul

Confusão continuou no vestiário.
23/10/2018, 10h29

O árbitro Ricardo Marques Ribeiro relata ter sido chamado de “safado” pelo diretor de futebol do Internacional, Rodrigo Caetano, na súmula da partida entre o time gaúcho e o Santos, válida pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro e disputada na noite de segunda-feira, no Beira-Rio, em Porto Alegre. O confronto, que terminou em empate por 2 a 2, ficou marcado pela polêmica anulação do gol de Leandro Damião no começo do segundo tempo. No documento oficial do jogo, também foi apontada a invasão de campo do técnico Odair Hellmann, da equipe gaúcha.

“Relato que após o término da partida, o treinador da equipe do Inter, Odair Hellmann, invadiu o campo de jogo, se dirigindo ao sexteto de arbitragem e de forma não agressiva, proferiu as seguintes palavras: ‘Isto é um absurdo. Vocês demoraram 10 minutos para definir o lance e erraram feio. O lance foi muito claro. Vocês erraram e definiram o campeonato'”, apontou o árbitro.

No lance, Víctor Cuesta dividiu com Carlos Sánchez e a bola sobrou para Leandro Damião. O centroavante aproveitou e mandou para o fundo das redes. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro assinalou impedimento do jogador do Inter. Com dúvidas sobre quem tocou por último na bola (Cuesta ou Sánchez), o sexteto de arbitragem demorou mais de seis minutos para tomar uma decisão final, confirmando a anulação do gol.

Conflito entre o árbitro e diretor do Inter

Já nos vestiários, houve um novo atrito entre um membro do Internacional e a arbitragem. “Quando o sexteto de arbitragem se dirigia para o vestiário e passando pela zona mista, fomos abordados pelo sr. Rodrigo Vilaverde Caetano, gerente executivo de futebol do S.C. Internacional, que proferiu, em tom agressivo, as seguintes palavras: ‘Vocês vão parar por que? Vocês decidiram o campeonato, erraram feio, seu safado, absurdo o que vocês fizeram aqui hoje'”.

Ricardo Marques Ribeiro também confirmou que teve um bate-boca com o cartola. “Respondi em alto e bom som e repetidas vezes, com as seguintes palavras: ‘Você me respeita, respeite a minha instituição. Eu nunca faltei com respeito a você. Eu exijo respeito, por favor, respeito'”, relatou o juiz na súmula do jogo.

O presidente do Internacional, Marcelo Medeiros, disse que a indefinição em campo ocorreu porque a arbitragem ficou esperando por uma ajuda externa. Vale lembrar que o Campeonato Brasileiro não conta com o VAR (arbitragem de vídeo). “É inadmissível que seis homens levem mais de sete minutos para tomar uma decisão. Há duas interpretações. Se foi do Cuesta, é falta. Se foi do zagueiro, é legítimo o gol do Damião. Não precisa consultar assistente, quarto árbitro. Ficou claro que esperava uma informação, que não ocorreu”, reclamou o dirigente.

O treinador Odair Hellmann também mostrou indignação com a decisão da arbitragem e reforçou o pedido pela implantação no VAR na principal competição nacional. “O Inter foi a favor do VAR. Eles precisam de ajuda, mas precisam ter humildade também. Todo final de jogo falam conosco e pedem para darmos moral. Não pode ficar sete minutos esperando uma decisão externa. No sétimo minuto o quarto árbitro vai lá, fala e estraga a situação. Saio daqui muito triste.”

Com o empate, o Internacional chegou aos 57 pontos, mantendo a terceira posição, mas viu seus rivais diretos, Palmeiras e Flamengo, vencerem na rodada e abrirem vantagem nas duas primeiras posições. O time paulista é o líder, com 62 pontos, quatro à frente da equipe carioca.

Imagens: Globoesporte.com 

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Esportes

Canelo assina o maior contrato de um esportista em todos os tempos: R$ 1,4 bilhão

Ele se comprometeu no acordo a disputar onze lutas nos próximos cinco anos.
23/10/2018, 10h45

O boxeador Saúl Canelo Álvarez é o protagonista do maior contrato de um esportista em todos os tempos. O mexicano, de 28 anos, vai receber US$ 365 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão) por cinco anos com a empresa DAZN, serviço de streaming de vídeo por assinatura. Neste período, o campeão dos médios vai fazer 11 lutas.

Salário de Canelo

Canelo supera o acordo de Giancarlo Stanton, do beisebol, que recebeu US$ 325 milhões (quase R$ 1,2 bilhão) para atuar por 13 anos com o Miami Marlins. Na NBA, o maior contrato é de Stephen Curry, do Golden State Warriors, que vai ganhar US$ 201 milhões (quase R$ 740 milhões) em seis temporadas.

Canelo, que derrotou Gennady GGG Golovkin, em setembro passado, volta a lutar no próximo dia 15 de dezembro, quando vai desafiar o britânico Rocky Fielding pelo cinturão dos supermédios da Associação Mundial de Boxe (AMB, na sigla em inglês), no ginásio Madison Square Garden, em Nova York.

Para ver Canelo x GGG, os fãs do boxe nos Estados Unidos pagaram US$ 84,95 (R$ 313) para ver a transmissão pelo pay-per-view, enquanto que para acompanhar Canelo x Fielding terão de desembolsar US$ 9,99 (R$ 37).

O boxeador tem um cartel de 50 vitórias, com 34 nocautes, uma derrota e dois empates. Ele tem contrato com a Golden Boy Promotions, do ex-pugilista mexicano Oscar De La Hoya, que vai transmitir 10 programações de boxe nos próximos cinco anos pela DAZN.

“Canelo é agora o atleta mais bem pago do mundo, é um grande motivo de orgulho”, declarou à emissora ESPN seu promotor, o ex-campeão de boxe Oscar de la Hoya.

Outros lutadores que fizeram fortuna

O lutador estende a lista de boxeadores que ganharam fortunas em cima do ringue. O primeiro foi o lendário Muhammad Ali, que acumulou US$ 80 milhões entre os anos de 60 e 70. Sugar Ray Leonard somou mais de US$ 120 milhões. O fortíssimo George Foreman ganhou fama, virou garoto-propaganda e hoje desfruta de US$ 250 milhões. O carismático Mike Tyson, apesar de todas as bobagens dentro e fora dos ringues, embolsou mais de US$ 350 milhões, enquanto que o seu contemporâneo Lennox Lewis garantiu US$ 140 milhões.

Imagens: ig 

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