Política

Jair Bolsonaro é eleito novo presidente do Brasil

Candidato do PSL venceu Fernando Haddad do PT.
28/10/2018, 19h24

Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito o novo presidente da República, no segundo turno das eleições presidenciais ocorrido neste domingo (28/10). Com 94% das urnas apuradas, ás 19h22, o capitão da reserva do Exército obteve 55.205.640 votos. Sempre à frente das pesquisas, o capitão acreditava que a eleição estava definida antes mesmo dos 147,3 milhões de brasileiros irem às urnas.

Defendendo ideais que, segundo ele, representam a tradicional família brasileira, Bolsonaro foi considerado pelos seus apoiadores, durante o processo eleitoral, como o “mito” ou o “messias” que pode salvar o Brasil.

Governo de Jair Bolsonaro

Em entrevistas à imprensa durante a campanha eleitoral e também em seus programas eleitorais, Jair Bolsonaro defendeu mudanças como: Acabar com a reeleição; reduzir o número de parlamentares entre 15% a 20% e aumentar o mandato de cargos do Executivo para cinco anos.

O novo presidente da República tem como principais propostas a segurança pública, onde promete um combate rigoroso à criminalidade, garantindo aos cidadãos o direito à legitima defesa e dando melhores condições de trabalho aos policiais; gestão política eficiente, na qual pretende garantir recursos nos estados e municípios, e não apenas concentrar o poder em Brasília; e investir na educação infantil, ensino fundamental, médio e técnico. Bolsonaro garante uma “educação sem doutrinação.”

Nomes para governo de Bolsonaro

Por meio das redes sociais, onde o candidato eleito mais concentrou sua campanha política após levar uma facada durante uma ato público em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 6 de setembro, Jair Bolsonaro, aos poucos, já define seus aliados no governo.

Em sua conta no Twitter, o novo presidente escreveu, no último dia 26 de outubro, que já tem pelo menos três nomes confirmados para ocuparem os ministérios de seu governo, são eles:  deputado federal reeleito Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Augusto Heleno, general da reserva, e o coordenador econômico da campanha de Bolsonaro, Paulo Guedes.

“As eleições só serão definidas no domingo. Além dos 3 nomes mencionados (Onyx, Heleno e Guedes), outros serão anunciados. Com intuito de se promover ou nos desgastar, oportunistas se anunciam ministros. Estes, de antemão, já podem se considerar fora de qualquer possível governo”, escreveu Jair Bolsonaro.

Imagens: Diário Catarinense 

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Política

Conheça a trajetória de Jair Bolsonaro, novo presidente do Brasil

Capitão reformado do Exército, Jair Bolsonaro do PSL, foi eleito presidente do Brasil.
28/10/2018, 19h56

Jair Messias Bolsonaro, de 63 anos, eleito o novo presidente do Brasil, começou a vida política em 1989, quando entrou para a reserva do Exército para se candidatar a vereador pelo Rio de Janeiro. Após dois anos, em 1991, Bolsonaro se elegeu a deputado federal, onde continuou até este ano, quando se candidatou à Presidência da República.

Bolsonaro, nascido em Campinas, é casado e pai dos também políticos Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, deputado estadual fluminense, e de Eduardo Bolsonaro, deputado federal por São Paulo. Todos filiados ao Partido Social Cristão (PSC).

Durante a sua trajetória política, Jair Bolsonaro, eleito sete vezes deputado federal, passou pelos partidos PPB, PDC, PPR, PFL, PTB e PP. Atualmente faz parte da coligação Brasil acima de Tudo, Deus acima de Todos (PSL / PRTB).

De 172 projetos apresentados na Câmara dos Deputados, apenas dois foram sancionados e viraram lei, sendo um que autorizava o uso da “pílula do câncer” e outro relacionado ao benefício de isenção do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para bens de informática.

Jair Bolsonaro eleito presidente da República

Liderando em todas as pesquisas de intenções de voto no primeiro e segundo turno das Eleições 2018, Bolsonaro baseou sua campanha em discursos antipetistas; de combate à distribuição do ‘kit gay’, no qual foi notificado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por se tratar de uma fake news; de combate à corrupção e à criminalidade.

O presidencial ficou conhecido também como um candidato ‘sem medo’ que diz o que quer e quando quer. Muitos ousaram dizer que Bolsonaro é o ‘Messias’ que veio para salvar o Brasil. Já aos eleitores contrários ao governo do capitão, ficou a ideia de um candidato misógino, racista, homofóbico e intolerante, e agora cabe a ele, durante seu mandato, desfazer ou não essa imagem.

Imagens: O Globo 

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Goiás

Homem morre baleado após briga de bar, em Goiânia

Após a discussão, o homem saiu do bar e voltou armado, efetuando disparos na vítima de 30 anos. Caso ocorreu nesta madrugada, no Bairro Goiá.

Por Ton Paulo
29/10/2018, 08h12

Um homem foi morto durante uma briga de bar, na madrugada de hoje (29/10), no bairro Goiá, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil (PC), após uma discussão o suspeito saiu do local e depois voltou armado. A vítima foi baleada, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo informações da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), o caso ocorreu num bar na Avenida Augusto Severo, no Bairro Goiá. A vítima, identificada como Cícero Pinto Barros, de 30 anos, teria discutido com o autor do crime por motivos que ainda estão sendo investigados.

O homem, que ainda não foi identificado pela polícia, saiu do recinto e voltou armado, momento em que efetuou os disparos contra Cícero.

Quando a equipe policial chegou ao local, já não havia mais nada, e o criminoso havia fugido

A vítima dos disparos chegou a ser socorrida e encaminhada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Após cometer o crime o suspeito fugiu. A Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios foi chamada para apurar o caso e está investigando.

No sábado, advogado também foi morto a tiros dentro de bar em Anicuns

Em Anicuns, um crime parecido tirou a vida de um advogado de 26 anos, no último sábado (27/10). Wellington da Costa Souza foi morto a tiros dentro de um bar, no município de Anicuns, região central de Goiás. Segundo a Polícia Militar, Wellington foi alvejado e morreu no local.

Câmeras de segurança de um comércio vizinhos flagraram o momento em que dois homens chegam em uma moto, o garupa desce e efetua os disparos. Em seguida, ele monta novamente no veículo e ambos fogem.

O crime ocorreu na tarde de sábado (27/10). De acordo com o major Aparecido Alves de Oliveira, comandante da PM na cidade, a vítima estava sozinha quando foi atingida.

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Goiás

Menores são apreendidos pela GCM depois de furtar ambulância do SAMU no Parque Mutirama, em Goiânia

No vídeo gravado pela GCM, a menor disse que roubou a ambulância para ir uma festa.
29/10/2018, 08h35

Um grupo de três adolescentes, sendo duas moças, uma de 15 anos e outra de 14 e um rapaz de 17 anos, foi apreendido durante a madrugada desta segunda-feira (29/10) pela Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (GCM) depois de furtar uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU), na madrugada do último domingo (28/10) de dentro do Parque Mutirama, no Centro de Goiânia.

A GCM informou ao Portal Dia Online que foi chamada pela central do SAMU para prestar apoio a uma equipe do serviço no local e constataram o furto da ambulância. Em conjunto com a central que acompanha o veículo furtado, a guarda utilizou 10 viaturas e o veículo foi encontrado na Avenida Perimetral Norte, próximo ao posto Gato Preto. Segundo as informações divulgadas, os agentes, diante do risco de acidentes e pelos adolescentes terem desobedecido a ordem de parada, dispararam contra os pneus para parar a ambulância.

Menor admite que furtou a ambulância do SAMU para ir a uma festa

A GCM afirmou que além de furtar o veículo, os menores depredaram alguns quiosques e arrebentaram o portão do parque para fugir com o veículo. Depois de apreender os suspeitos, os agentes envolvidos na ação gravaram um vídeo com a menor, de 15 anos, que dirigia a ambulância. No vídeo ela conta como eles entraram no parque “nós pulamos a cerca no Mutirama, e encontramos a ambulância, abri a porta e liguei a chave”. Segundo a adolescente, a chave estava na ignição e eles furtaram o veículo para ir a uma festa.

Os três menores foram apreendidos e encaminhados à Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infrancionais (DEPAI) e devem passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (29/10), segundo a GCM. O veículo foi recuperado danificado com Parabrisas quebrado e sem uma das portas, que foi arrancada pelos adolescentes durante a fuga.

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Política

Analistas apontam falta de novos líderes políticos

Os escândalos políticos é um dos fatores por dificultar o futuro de quadros nacionais.
29/10/2018, 08h53

A eleição de 2018 representa um desafio para nomes conhecidos da política nacional, que tiveram desempenho abaixo das expectativas nas urnas, explica os analistas. Os candidatos derrotados Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Eduardo Suplicy (PT) e também o senador José Serra (PSDB) são alguns exemplos.

Alckmin e Marina Silva, por exemplo, receberam, respectivamente, 4,76% e 1% dos votos no primeiro turno da corrida presidencial, enquanto Suplicy sofreu sua segunda derrota consecutiva ao Senado, onde já atuou por 24 anos.

O professor Luiz Bueno, da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), ressalta que ainda é possível que essas figuras consigam retornar em outras eleições, pois têm capital político para isso. “Vai depender da adequação e do ajuste no posicionamento deles.” A tendência é que ocupem cargos no Legislativo ou ministérios.

Este cenário abre espaço para novos nomes, mas descobrir quem irá ocupar os espaços dependerá do tempo. Na avaliação de Kléber Carrilho, cientista político da Universidade Metodista de São Paulo, isso acontece em razão da incapacidade dos partidos em renovar seus quadros. “Devemos ter instabilidade democrática pela falta de liderança, já que as siglas não conseguiram formar novos políticos. O ideal é que haja gente pronta em todas as gerações, mas há um vácuo”, diz.

Avaliação dos analistas

O professor Maurício Fronzaglia, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, atribui a falta de novos líderes à inabilidade e ao desinteresse dos partidos em formar quadros. “As estruturas partidárias são rígidas e não favorecem o aparecimento de novos líderes, a não ser que os candidatos construam sua fama em outra área”, cita. “Os líderes dificilmente abrem mão do poder e as barreiras de entrada são muito grandes”, avalia.

Os recentes escândalos políticos também são responsáveis por dificultar o futuro de quadros nacionais, aponta Kléber Carrilho. Ele cita a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e Aécio Neves, ambos senadores que decidiram descer um grau: foram eleitos deputados, mas eram integrantes de uma geração com potencial de projeção nacional. Em 2014, Aécio teve 48,36% dos votos na disputa presidencial, quando perdeu para Dilma Rousseff (PT).

“Esse problema atinge todos os partidos. Parece que eles ficaram tão felizes estando no poder que não foram capazes de renovar seus quadros. Agora temos ou atingidos pelos escândalos ou líderes ainda tímidos, deixando o futuro incerto”, diz Carrilho.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Exame.com 

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