Brasil

Deputada do PSL pede que alunos gravem vídeos para denunciar professores

29/10/2018, 00h40

Logo após a vitória de Jair Bolsonaro, a deputada estadual eleita em Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo (PSL), abriu um canal informal de denúncias na internet para fiscalizar professores em sala de aula a partir desta segunda-feira (29). Campagnolo pede que vídeos e informações sejam repassados para o seu número de celular com o nome do docente, da escola e da cidade. “Garantimos o anonimato dos denunciantes”, diz a imagem compartilhada pela deputada em uma rede social.

Historiadora, Campagnolo processou a professora Marlene de Fáveri, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e sua ex-orientadora no mestrado, em 2016, por suposta “perseguição ideológica”. O caso, que marcou as discussões acerca do movimento Escola Sem Partido, foi julgado improcedente em setembro deste ano pelo 1º Juizado Especial Cível de Chapecó (SC), mas a atual deputada recorreu.

Na publicação deste domingo, Campagnolo diz que “amanhã é o dia em que os professores e doutrinadores estarão inconformados e revoltados”. “Muitos deles não conterão sua ira e farão da sala de aula um auditório cativo para suas queixas político partidárias em virtude da vitória de Bolsonaro. Filme ou grave todas as manifestações político-partidárias ou ideológica”, diz a imagem.

Na legenda, ela afirma ainda que “professores éticos e competentes não precisam se preocupar”. E faz uma ponderação para que vídeos de outros estados não sejam mais enviados para o seu número, alegando que isso já estava sendo feito na noite de hoje. “Não temos como administrar tantos conteúdos. Alunos que sentirem seu direitos violados podem usar gravadores ou câmeras para registrar os fatos”, orienta.

Nos comentários da publicação, Campagnolo sugere que os estudantes “deixem o celular em casa e levem gravador e filmadora mesmo”, em resposta a um internauta que questionou se celulares não seriam proibidos em sala de aula. Em outra resposta, reforçou que “é só se comportar direitinho que não precisa ter medo”.

Ela também afirmou que as imagens enviadas para o seu celular não serão divulgadas, e sim utilizadas para uma “investigação” e para que sejam verificadas as “medidas cabíveis em cada caso”. “Não queremos gravar uma novela, moça”, disse para outra internauta.

A aprovação do projeto Escola Sem Partido no Congresso é uma das principais bandeiras de Jair Bolsonaro. O movimento, por sua vez, já foi contestado pela Advocacia-Geral da União (AGU), Ministério Público Federal (MPF) e associação de professores.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Homem morre baleado após briga de bar, em Goiânia

Após a discussão, o homem saiu do bar e voltou armado, efetuando disparos na vítima de 30 anos. Caso ocorreu nesta madrugada, no Bairro Goiá.

Por Ton Paulo
29/10/2018, 08h12

Um homem foi morto durante uma briga de bar, na madrugada de hoje (29/10), no bairro Goiá, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil (PC), após uma discussão o suspeito saiu do local e depois voltou armado. A vítima foi baleada, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo informações da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), o caso ocorreu num bar na Avenida Augusto Severo, no Bairro Goiá. A vítima, identificada como Cícero Pinto Barros, de 30 anos, teria discutido com o autor do crime por motivos que ainda estão sendo investigados.

O homem, que ainda não foi identificado pela polícia, saiu do recinto e voltou armado, momento em que efetuou os disparos contra Cícero.

Quando a equipe policial chegou ao local, já não havia mais nada, e o criminoso havia fugido

A vítima dos disparos chegou a ser socorrida e encaminhada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Após cometer o crime o suspeito fugiu. A Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios foi chamada para apurar o caso e está investigando.

No sábado, advogado também foi morto a tiros dentro de bar em Anicuns

Em Anicuns, um crime parecido tirou a vida de um advogado de 26 anos, no último sábado (27/10). Wellington da Costa Souza foi morto a tiros dentro de um bar, no município de Anicuns, região central de Goiás. Segundo a Polícia Militar, Wellington foi alvejado e morreu no local.

Câmeras de segurança de um comércio vizinhos flagraram o momento em que dois homens chegam em uma moto, o garupa desce e efetua os disparos. Em seguida, ele monta novamente no veículo e ambos fogem.

O crime ocorreu na tarde de sábado (27/10). De acordo com o major Aparecido Alves de Oliveira, comandante da PM na cidade, a vítima estava sozinha quando foi atingida.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Menores são apreendidos pela GCM depois de furtar ambulância do SAMU no Parque Mutirama, em Goiânia

No vídeo gravado pela GCM, a menor disse que roubou a ambulância para ir uma festa.
29/10/2018, 08h35

Um grupo de três adolescentes, sendo duas moças, uma de 15 anos e outra de 14 e um rapaz de 17 anos, foi apreendido durante a madrugada desta segunda-feira (29/10) pela Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (GCM) depois de furtar uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU), na madrugada do último domingo (28/10) de dentro do Parque Mutirama, no Centro de Goiânia.

A GCM informou ao Portal Dia Online que foi chamada pela central do SAMU para prestar apoio a uma equipe do serviço no local e constataram o furto da ambulância. Em conjunto com a central que acompanha o veículo furtado, a guarda utilizou 10 viaturas e o veículo foi encontrado na Avenida Perimetral Norte, próximo ao posto Gato Preto. Segundo as informações divulgadas, os agentes, diante do risco de acidentes e pelos adolescentes terem desobedecido a ordem de parada, dispararam contra os pneus para parar a ambulância.

Menor admite que furtou a ambulância do SAMU para ir a uma festa

A GCM afirmou que além de furtar o veículo, os menores depredaram alguns quiosques e arrebentaram o portão do parque para fugir com o veículo. Depois de apreender os suspeitos, os agentes envolvidos na ação gravaram um vídeo com a menor, de 15 anos, que dirigia a ambulância. No vídeo ela conta como eles entraram no parque “nós pulamos a cerca no Mutirama, e encontramos a ambulância, abri a porta e liguei a chave”. Segundo a adolescente, a chave estava na ignição e eles furtaram o veículo para ir a uma festa.

Os três menores foram apreendidos e encaminhados à Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infrancionais (DEPAI) e devem passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (29/10), segundo a GCM. O veículo foi recuperado danificado com Parabrisas quebrado e sem uma das portas, que foi arrancada pelos adolescentes durante a fuga.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Política

Analistas apontam falta de novos líderes políticos

Os escândalos políticos é um dos fatores por dificultar o futuro de quadros nacionais.
29/10/2018, 08h53

A eleição de 2018 representa um desafio para nomes conhecidos da política nacional, que tiveram desempenho abaixo das expectativas nas urnas, explica os analistas. Os candidatos derrotados Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Eduardo Suplicy (PT) e também o senador José Serra (PSDB) são alguns exemplos.

Alckmin e Marina Silva, por exemplo, receberam, respectivamente, 4,76% e 1% dos votos no primeiro turno da corrida presidencial, enquanto Suplicy sofreu sua segunda derrota consecutiva ao Senado, onde já atuou por 24 anos.

O professor Luiz Bueno, da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), ressalta que ainda é possível que essas figuras consigam retornar em outras eleições, pois têm capital político para isso. “Vai depender da adequação e do ajuste no posicionamento deles.” A tendência é que ocupem cargos no Legislativo ou ministérios.

Este cenário abre espaço para novos nomes, mas descobrir quem irá ocupar os espaços dependerá do tempo. Na avaliação de Kléber Carrilho, cientista político da Universidade Metodista de São Paulo, isso acontece em razão da incapacidade dos partidos em renovar seus quadros. “Devemos ter instabilidade democrática pela falta de liderança, já que as siglas não conseguiram formar novos políticos. O ideal é que haja gente pronta em todas as gerações, mas há um vácuo”, diz.

Avaliação dos analistas

O professor Maurício Fronzaglia, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, atribui a falta de novos líderes à inabilidade e ao desinteresse dos partidos em formar quadros. “As estruturas partidárias são rígidas e não favorecem o aparecimento de novos líderes, a não ser que os candidatos construam sua fama em outra área”, cita. “Os líderes dificilmente abrem mão do poder e as barreiras de entrada são muito grandes”, avalia.

Os recentes escândalos políticos também são responsáveis por dificultar o futuro de quadros nacionais, aponta Kléber Carrilho. Ele cita a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e Aécio Neves, ambos senadores que decidiram descer um grau: foram eleitos deputados, mas eram integrantes de uma geração com potencial de projeção nacional. Em 2014, Aécio teve 48,36% dos votos na disputa presidencial, quando perdeu para Dilma Rousseff (PT).

“Esse problema atinge todos os partidos. Parece que eles ficaram tão felizes estando no poder que não foram capazes de renovar seus quadros. Agora temos ou atingidos pelos escândalos ou líderes ainda tímidos, deixando o futuro incerto”, diz Carrilho.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Exame.com 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Economia

Medidas elevam conta de luz em 3%

Uma das ações propostas está o acionamento de usinas térmicas a gás.
29/10/2018, 09h17

A dois meses do fim do governo Michel Temer, o Ministério de Minas e Energia decidiu propor medidas polêmicas que podem trazer custo de R$ 4,8 bilhões aos consumidores de energia e aumento de quase 3% na conta de luz, segundo a Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace).

Entre as ações propostas está o acionamento de usinas térmicas a gás, que hoje estão paradas devido ao custo fixo elevado, e a realização de um leilão para contratação de térmicas na modalidade de reserva, sob a justificativa de elevar a segurança do sistema. O governo também aprovou uma resolução que dobrou o preço da energia da usina nuclear de Angra 3, cujas obras foram interrompidas após o envolvimento de empreiteiras em denúncias de corrupção.

O presidente da Abrace, Edvaldo Alves de Santana, questiona o momento para o governo adotar políticas que elevam o custo da energia em meio ao calendário eleitoral. Outro ponto é a tentativa de acionar térmicas mais antigas e caras em outubro, início do período chuvoso, o que já permitiu a adoção da bandeira amarela nas contas de luz em novembro, reduzindo o valor extra pago nas contas.

Elevação na conta de luz

Segundo a Abrace, o reajuste de Angra 3 vai adicionar um custo de R$ 2,5 bilhões por ano nas contas de luz, depois que a usina estiver pronta. A contratação das térmicas mais antigas deve adicionar outros R$ 300 milhões por ano. “Acho incompreensível a pressa para implementar as medidas, além de deselegante com o governo que vai entrar. Tem tanto equívoco que se corre o risco de gastar com térmicas no período de chuvas”, disse Santana.

Na semana passada, o governo também lançou, para consulta pública, uma portaria e um decreto que permitiriam a realização de uma licitação para termoelétricas, mas numa modalidade inédita. Uma vez que os estudos de planejamento energético indicam sobra de energia, o governo pretende realizar um leilão para contratação de potência associada à energia de reserva, sob a justificativa de elevar a segurança do sistema no Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

Especialistas consultados pelo Estadão/Broadcast avaliam que o leilão não tem base legal, pois a lei não prevê essa modalidade de contratação. Fontes destacam a falta de rumo do ministério, que se propôs a lançar um programa para reduzir a conta de luz, mas adota medidas isoladas que vão no sentido contrário, em atendimento a interesses de setores específicos.

Questionado, o Ministério de Minas e Energia reconheceu que a consultoria jurídica do MME “ainda não se debruçou sobre o mérito jurídico de tal proposição” e que só vai se pronunciar após a consulta pública em curso. Fontes ouvidas pela reportagem consideram improvável que o novo governo aceite fazer a licitação nessas condições.

O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ, Nivalde de Castro, alerta para o custo das medidas. “É um grupo de medidas que reforça a tendência de aumento de tarifas para os consumidores”, afirmou. “Por que essa ansiedade para fazer um leilão para contratar térmicas agora, se todo o planejamento do setor é de longo prazo?” No caso do leilão das térmicas, serão R$ 2 bilhões por ano a cada 1 mil MWs contratados, diz a Abrace.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.