Economia

Novos preços de referência para o diesel caem até 10,44, diz ANP

29/10/2018, 20h12

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou os novos valores dos preços de referência para o quarto período da terceira fase de subvenção ao diesel, que vai de 30 de outubro a 28 de novembro. Os preços caíram em todas as cinco regiões do Brasil e a maior redução ocorrerá no Nordeste, onde o litro comercializado cairá 10,44% ante o período atual. Com essa redução, o valor do litro passará de R$ 2,3203 para R$ 2,0780.

Os preços de referência da ANP são utilizados para balizar o subsídio dado ao diesel após a greve dos caminhoneiros e que vigora até 31 de dezembro deste ano.

Entre as demais regiões, o preço do diesel na região Norte ficará 10,42% mais barato, ao passar de R$ 2,2897 para R$ 2,0510. No Sul, o valor de referência cairá 10,02%, de R$ 2,3737 praticados atualmente para R$ 2,1359. No Sudeste, o preço do litro cairá 9,95%, de R$ 2,3902 para R$ 2,1523.

Por fim, a menor queda ocorrerá no Centro-Oeste, onde o preço de referência recuará 9,62%, de R$ 2,4719 para R$ 2,2340. O valor praticado no Centro-Oeste continua sendo o mais elevado do Brasil, segundo dados da ANP.

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Goiás

Em Aparecida de Goiânia, incêndio atinge boliche e é controlado depois de mais de cinco horas

De acordo com os bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 23h30 de ontem (29/10), e só saíram do local por volta das 5h de hoje (30/10).

Por Ton Paulo
30/10/2018, 08h16

Um incêndio atingiu um bar e boliche na noite da última segunda-feira (29/10), em Aparecida de Goiânia, destruindo boa parte do estabelecimento. O Corpo de Bombeiros foi chamado para combater as chamas, e precisou de mais de cinco horas para apagar o fogo.

De acordo com informações da corporação, os bombeiros foram acionados por volta das 23h30 de de ontem para combater as chamas que atingiam o Soberano Boliche Bar, um estabelecimento de entretenimento e venda de bebidas localizado na Avenida Lago das Graças, Jardim Tropical, em Aparecida de Goiânia, próximo ao Portal Sul Shopping e ao Jardins Lisboa.

Ainda segundo os bombeiros, o fogo atingiu oito pistas de boliches, cadeiras, mesas de pebolim, entre outros móveis. A corporação concentrou os esforços para evitar que fogo se propagasse aos imóveis vizinhos.

Bombeiros levaram mais de 5 horas para controlar as chamas no bar boliche de Aparecida de Goiânia

O incêndio no estabelecimento atingiu tamanhas proporções que levou o Corpo de Bombeiros a gastarem mais de quatro horas para extinguir as chamas. Foram gastos cerca de 2 mil litros de água na operação, e de acordo com a corporação, as chamas só foram apagadas totalmente por volta das 5h desta terça-feira (30/10), momento em que os bombeiros deixaram o local.

Felizmente, não houve nenhum ferido.

Segundo a assessoria dos bombeiros, ainda não é possível concluir qual foi a causa do incêndio. “Se o dono do estabelecimento tiver o seguro, ele precisa pedir a perícia para determinar o que provocou as chamas que destruiram o estabelecimento”, declarou um sargento que falou ao Dia Online.

Na imagem divulgada pela assessoria dos bombeiros, é possível ver a mobilização necessária para apagar o fogo que consumiu o bar boliche em Aparecida de Goiânia.

Incêndio atinge bar boliche em Aparecida de Goiânia e é combatido por bombeiros

A reportagem do Dia Online tentou entrar em contato com a administração do estabelecimento, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

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Goiás

Governo de Goiás quer regularizar situação financeira da Saúde até dezembro

Governador José Eliton (PSDB) quer fechar todas as pendências com a Saúde até o fim de sua gestão.
30/10/2018, 08h40

Na semana passada o Governo de Goiás, diante da crise na saúde, repassou R$ 60 milhões de reais à Secretaria do Estado da Saúde (SES) para regularizar os problemas em todo o Estado. Essa semana, mais R$ 20 milhões também serão repassados à secretaria para distribuir entre às organizações sociais (OSs) que administram 17 unidades em Goiás.

Segundo as informações divulgadas pelo Governo, os atrasos foram reduzidos em R$ 220 milhões de reais, com o valor repassado na semana passada. De acordo com a publicação, o Governador José Eliton (PSDB) espera zerar todas as pendências com a saúde até o final de sua gestão.

José Eliton, juntamente com sua equipe econômica, estabeleceu o dia 29 de dezembro de 2018 para regularizar todas as pendências com o setor. Segundo as informações divulgadas pelo Governo, durante os próximos dois meses, o repasse para o setor supera R$ 500 milhões de reais.

De acordo com o que foi publicado de janeiro até setembro, a Secretaria da Fazenda (SEFAZ) repassou a SES R$ 740,6 milhões para serem distribuídos entre as OSs. O valor é superior ao mesmo período no ano passado que foi de R$ 718,6 milhões.

De acordo com SES, na semana passada foi repassado R$ 11,5 milhões para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e para o Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin), para colocar o pagamento dos funcionários das duas unidades em dias, restabelecer a farmácia e a comprar de outros insumos para que os trabalhos continuem sendo feitos pelos dois hospitais.

Pedido de recisão de contratos com o Governo de Goiás

Na semana passada, diante dos atrasos de salários, o Instituto Gerir que administra o Hugo e o Hutrin, pediu a rescisão de contrato com a SES. Segundo as informações publicadas, a Secretaria vai publicar ainda nesta terça-feira (30/10) a portaria para criação do grupo de transição da gestão dos dois hospitais e um novo edital vai ser publicado para que uma outra OS assuma a administração das duas unidades.

Imagens: Governo de Goiás 

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Brasil

Poluição mata 633 crianças por ano no Brasil

A exposição aos altos níveis de poluição aumenta os riscos de doenças crônicas.
30/10/2018, 08h56

Pelo menos 633 crianças menores de 5 anos morrem por ano no Brasil vítimas de complicações relacionadas à poluição, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira, 29, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com dados de 2016. Em todo o mundo, o número de crianças dessa faixa etária vítimas do problema chega a 543 mil.

De acordo com a OMS, 93% das crianças e adolescentes do mundo (o equivalente a 1,8 bilhão de pessoas) respiram diariamente ar com nível de poluição capaz de colocar a saúde em risco. As partículas tóxicas provocam ou agravam problemas respiratórios que, em alguns casos, podem ser fatais.

Segundo especialistas, o impacto do ar de má qualidade tem início já na gestação, com o aumento da probabilidade de mulheres darem à luz prematuramente. “Desde o desenvolvimento fetal, a criança já sofre os efeitos da poluição. O poluente é muito nocivo para a saúde, porque o efeito não é só respiratório, é sistêmico, entra na árvore respiratória, chega ao alvéolo, onde tem a troca gasosa, e entra na circulação, causando efeitos nas artérias e no coração, principalmente. Na gestação, leva a enfartes na parte circulatória da placenta, o que diminui o aporte do oxigênio, podendo causar partos prematuros e até morte fetal”, explica a patologista clínica Evangelina de Araújo Vormittag, que é diretora de responsabilidade social da Associação Paulista de Medicina e diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade.

Outro aspecto que prejudica nessa fase da vida, especialmente entre as crianças mais novas, é o fato de o sistema imunológico ainda estar em formação. “Com isso, tem menos chances de se defender contra esse mal tóxico”, afirma a médica.

Doenças como alergias, asma, pneumonia e câncer infantil estão entre os problemas de saúde citados pela entidade que podem ter como causa o contato com os poluentes. Com 1 ano e 10 meses, Arthur já sente os efeitos nocivos da poluição. Diagnosticado com rinite alérgica, o menino, morador da zona leste da capital paulista, tem crises no período de clima seco, quando os poluentes ficam mais concentrados. “Na última crise, o problema evoluiu para infecção na garganta e no ouvido. Ele teve de tomar antibiótico 15 dias”, conta a mãe do menino, a advogada Monyse Tesser, de 32 anos.

Independentemente do clima, a mãe estabeleceu uma rotina de cuidados para evitar complicações na saúde do filho. “Faço lavagem nasal duas vezes por dia nele. Temos inalador, vaporizador, tiramos tapetes de casa e não deixamos bichos de pelúcia no quarto dele.”

Exposição a poluição

A exposição aos altos níveis de poluição também aumenta os riscos de doenças crônicas, como as cardiovasculares, e pode afetar o neurodesenvolvimento e as habilidades cognitivas.

Segundo a OMS, peculiaridades das crianças fazem com que elas se tornem mais vulneráveis aos efeitos da poluição, como respirar mais rápido do que os adultos, fazendo com que a absorção de poluentes seja maior, e viver mais perto do chão, onde essas partículas se concentram. Isso em um momento em que seus cérebros e corpos estão em desenvolvimento.

O contato com a poluição dentro de casa, por meio de fogões a lenha e equipamentos de aquecimento e iluminação que utilizam combustíveis poluentes, como o querosene, foi lembrado pela entidade, que defende que sejam criadas políticas para que a população utilize tecnologias livres de poluentes para cozinhar, iluminar e aquecer suas casas.

“Claramente precisamos acelerar a mudança para fontes de energia mais limpas. Precisamos fazer com que a população tenha acesso a combustíveis limpos. Provavelmente o mundo precisa reduzir drasticamente a grande dependência de combustíveis fósseis”, declarou nesta segunda-feira a diretora do Departamento de Saúde Pública da organização, Maria Neira.

Para proteger os filhos dos efeitos da poluição, as recomendações para os pais são evitar andar em casa com calçados usados na rua, umidificar o ambiente e hidratar as vias aéreas das crianças, segundo Marcelo Otsuka, infectologista pediátrico do Hospital Infantil Darcy Vargas, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

“E o aleitamento materno é fundamental. É um dos grandes mecanismos de defesa na primeira infância, porque melhora a imunidade e ajuda no desenvolvimento da criança. Os pais também devem garantir uma dieta saudável, com alimentos de boa procedência e evitar os produtos industrializados.” A OMS orienta que escolas e playgrounds sejam instalados longe de locais como vias movimentadas e fábricas.

Manifesto

Na semana passada, cerca de 30 mil médicos da Associação Paulista de Medicina lançaram o manifesto Um Minuto de Ar Limpo para abordar a necessidade de reduzir a poluição no ar para frear o aumento de doenças ligadas ao problema em São Paulo. Os médicos demonstram preocupação com a saúde da população, pois, de acordo com uma projeção do Instituto Saúde e Sustentabilidade, se a poluição se mantiver a mesma deste ano até 2025, na região metropolitana de São Paulo, são estimadas 51.367 mortes e 31.812 internações públicas por doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão.

O documento brasileiro deverá ser apresentado nesta terça-feira, 29, durante a realização da primeira Conferência Global da OMS sobre Poluição do Ar e Saúde, em Genebra, na Suíça.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: as vozes do mundo 

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Brasil

Divórcio e falta de desejo sexual assustam pacientes que enfrentam câncer de mama

A perda do cabelo ou da mama são difíceis de serem superados pelas pacientes.
30/10/2018, 09h09

O abandono no momento em que a paciente mais precisa. A separação e o divórcio são uma realidade, embora pouco discutida, na vida das mulheres que enfrentam o câncer de mama. Após receberem o diagnóstico, além do combate à doença, elas precisam lidar com incertezas, dúvidas e ansiedades relacionadas ao casamento.

Muitos casais que juram amor “na saúde e na doença” não são capazes de resistir ao fardo pesado da confirmação da presença de um tumor. “Ao receber o diagnóstico de um câncer de mama, além do choque inicial e do medo da morte, muitas mulheres relatam o receio de perder o parceiro. E, infelizmente, esse tipo de abandono acontece com certa frequência”, conta a psicanalista Débora Damasceno, diretora da Escola de Psicanálise de São Paulo.

Autoestima na luta contra o câncer

Além disso, a perda do cabelo e ou da mama são lutos do lado feminino da paciente difíceis de serem superados. A autoestima fica comprometida e o medo de não agradar mais o companheiro pode aparecer. “Muitas têm a sensação de que o marido ou o namorado não vai mais sentir desejo, muitas acham que ele pode sentir nojo ao ver a mama pós mastectomia. E, assim, elas não permitem mais explorar os momentos íntimos e se afastam. Alguns homens compreendem bem e ajudam, mas outros realmente acabam não aguentando”, explica a psicanalista.

Débora acrescenta que, em alguns casos, a paciente pode até mesmo sofrer abusos do companheiro. “Algumas mulheres poderão sofrer abusos, não são compreendidas e acabam cedendo às pressões sem ter vontade, apenas para agradar o companheiro”, enfatiza.

No meio disso tudo, podem ocorrer agressões verbais e ofensas que mexem com o emocional. Dar a volta por cima pode não ser nada fácil. O ideal, nesses caos, é procurar ajuda psicoterapêutica para enfrentar o câncer e ficar mais segura para lidar com as questões emocionais envolvidas.

Imagens: mundo da psicologia 

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